segunda-feira, março 28, 2011

O conto e as moças



Revi este conto hoje, vejam aqui.


Ontem fiz um post grande falando sobre o lance do blog da Bethânia, mas deletei- senti no ar- pelo TT que haveria chateações. As pessoas são truculentas quando querem clamar por justiça.
Penso que sim, é preciso discordar, mas sem perder a ternura, jamais.
Hoje passava na TV um filme sobre o Che, só dei uma olhada. O ator era o Benício. O Rodrigo Santoro faz uma ponta.

Levei uma hora hoje para lembrar o filme que vi ontem- não sei o nome, não lembro, era sobre tortura na África- um bom filme- não sei o nome dos atores também. Ô memória- fico assustada quando acontece isso.
Lembrei que vi um filme francês no sábado: "Venus et fleur". Uma bobagem, mas vi até o fim- parecia que iria a qualquer hora virar um filme pornô ou super erótico- mas não, não aconteceu nada mais forte. A estória era de duas moças juntas numa casa, uma completamente histérica, doida para namorar e a outra tímida entra no jogo da doidinha. A atriz que faz a maluquinha é interessante, bonita- também não sei o nome.

domingo, março 27, 2011

"Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo"



Esta música está neste belo filme.

Nosso Amor

Nelson Gonçalves

Composição: Noel Rosa

Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo
Numa festa de são joão

Morre hoje sem foguete
Sem retrato, sem bilhete
Sem luar e sem violão

Perto de você me calo
Tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar

Nunca mais quero seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar

Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não

Diga que você me adora
Que você lamenta e chora
A nossa separação

E às pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto
Que meu lar é um botequim

Que eu arruinei sua vida
E eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim

Que eu arruinei sua vida
E eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim

quarta-feira, março 23, 2011

Cómo comencé a escribir- Garcia Marques


"Con autorización de Random House Mondadori, ofrecemos un capítulo del nuevo libro de García Márquez, “Yo no vengo a decir un discurso”, que sale mañana a la venta y en el que reúne textos que escribió para ser leídos en voz alta"

Caracas, Venezuela, 3 de mayo de 1970



Primero que todo, perdónenme que hable sentado, pero la verdad es que si me levanto corro el riesgo de caerme de miedo. De veras. Yo siempre creí que los cinco minutos más terribles de mi vida me tocaría pasarlos en un avión y delante de veinte a treinta personas, no delante de doscientos amigos como ahora. Afortunadamente, lo que me sucede en este momento me permite empezar a hablar de mi literatura, ya que estaba pensando que yo comencé a ser escritor en la misma forma que me subí a este estrado: a la fuerza. Confieso que hice todo lo posible por no asistir a esta asamblea: traté de enfermarme, busqué que me diera una pulmonía, fui a donde el peluquero con la esperanza de que me degollara y, por último, se me ocurrió la idea de venir sin saco y sin corbata para que no me permitieran entrar en una reunión tan formal como ésta, pero olvidaba que estaba en Venezuela, en donde a todas partes se puede ir en camisa. Resultado: que aquí estoy y no sé por dónde empezar. Pero les puedo contar, por ejemplo, cómo comencé a escribir.


Continua aqui.

Who's Afraid of Virginia Woolf



Um filme imperdível, ela estava extraordinária- para mim, foi o melhor papel dela.

La luna de San Jose

Luna de San José


















Adorei esta imagem, você olha bem para ver se é real- talvez eu goste disto, desta mistura. Talvez eu viva assim. Aliás, desde menina penso: e se tudo isso não existe?
Estes pensamentos que levam à loucura. Rs Não se assustem, não estou #aloca

Eu vi  a lua ao surgir, ainda de dia, e de madrugada. Foi um acaso que me fez bem- nunca vou ao meu quarto ao anoitecer- olho, quando lembro o pôr-do-sol, que é do outro lado. neste dia fui fazer algo lá e vi a lua- fantástica. Estava sobre um prédio em construção e causava estranheza. Enorme, amarela sobre os tijolos expostos. Por que não fiz foto? Por que a máquina quebrou e Luc está trazendo uma.
De madrugada acordei com a lua sobre mim- não tenho cortinas- acordei para ver melhor. Impressionante a luminosidade! Vocês não imaginam a luz intensa-. talvez por eu estar no mato- é, a lua estava sobre a Fazenda, sem obstáculos.
Que beleza!

segunda-feira, março 21, 2011

Um bela descoberta- Seraphine de Lentis



Ontem amanheci com dor de cabeça e liguei a Tv lá por dez da manhã para relaxar deitada no chão. Acabei vendo um filme que gostei muito- descobri Séraphine de Lentis, uma pintora do início do século passado- maravilhosa! Vejam aqui mais sobre ela.






Mais:

domingo, março 20, 2011

"Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo"



Um belo filme,com canções bonitas.


Nosso Amor


Nelson Gonçalves

Composição: Noel Rosa

Nosso amor que eu não esqueço
E que teve o seu começo
Numa festa de são joão

Morre hoje sem foguete
Sem retrato, sem bilhete
Sem luar e sem violão

Perto de você me calo
Tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar

Nunca mais quero seu beijo
Mas meu último desejo
Você não pode negar

Se alguma pessoa amiga
Pedir que você lhe diga
Se você me quer ou não

Diga que você me adora
Que você lamenta e chora
A nossa separação

E às pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto
Que meu lar é um botequim

Que eu arruinei sua vida
E eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim

Que eu arruinei sua vida
E eu não mereço a comida
Que você pagou pra mim

segunda-feira, março 14, 2011

O meu jardim do Leonilson




Eu gostei do Leonilson sempre. Vi, pela primeira vez, na Galeria Thomas Cohn, que faz anos estes dias- o dono e a Galeria. Era década de 80, Ipanema. Thomas abriu um espaço que, antes de conhecê-lo, me inibia, era moderno e bonito- Thomas Cohn Galeria de Arte Contemporânea. Quando o conheci e o mistério desapareceu- é um homem gentil,  muito interessante e especial- a vida me deu este presente também, ser uma das poucas amigas do Thomas, pena que esteja longe- São Paulo e pelo mundo.

Ganhei este desenho abaixo de presente dele. Chama-se O jardim.  Eu vivia um momento tão difícil, o quadro ficou meio esquecido nas minhas mudanças- agora está aqui no meu escrtitório, o vejo da minha mesa- me dá prazer.
Uma vez o Instituto Leonilson me pediu para fotografar o quadro e medí-lo e eu não fiz isso, sinto muito- a vida estava de cabeça para baixo- eu não tenho uma boa máquina- terei em breve- ai mando uma foto decente.

Vejam, quem puder, a exposição em Sampa de Leonilson- aqui detalhes.
Há um vídeo sobre ele interessantíssimo, já coloquei aqui no blog, vou ver se acho.



Que homem!

domingo, março 13, 2011

O Japão é longe daqui...



Estou com tanta saudades do meu filhote lá no lado do Pacífico. E o medo do tsunami foi grande- felizmente lá chegou sem alterações.

O Japão é do outro lado do mundo, a dor está longe, deve ser isso que a maioria pensa. Ou, como disse, Fipok, meu amigo, "as pessoas têm suas próprias tragédias". A vida precisa seguir sem qrandes lamentos, pensam os japoneses, que sabem o que é recomeçar do zero.

É, mas estas catástrofes acabam comigo, ontem fiquei tão triste que precisei fazer coisas para distrair- vi filminhos bobos, um atrás do outro-, cuidei do jardim e fui à piscina no final do dia- só consigo ir depois de 4:30 da tarde- antes me enrolo e penso que está muito quente. Há muito não pego sol- estou bronzeada por pendurar roupas no varal. O sol é muito quente, não agüento- e na beira da piscina está sem guarda-sol- o vento arrebenta todos e o síndico... bom, melhor evitar falar.

Estou ouvindo a rádio Sky, é legal- jazz, óbvio- só ouço esta estação ou a de bossa-nova. Amo ouvir João Gilberto, vocês sabem, me acalma. Pois é, eu não sou normal, preciso de coisas para me aplacarem a angústia, a ansiedade, a dor. As manhãs são quase sempre difíceis- penso que há algo metabólico, à tarde melhoro muito- de manhã sinto como se um elástico fosse distendendo e poderá romper.

Hoje amanheci melhor, sem esta sensação- deve ser porque é domingo e não preciso resolver nada- todos os dias preciso telefonar para resolver uma chateação- quase sempre pendências que adio pelo sofrimento em resolvê-las- tipo ir ao advogado para colocar a empresa x no pau. Odeio. Mas de uns tempos para cá, têm me sacaneado, as pessoas pensam, eu acho, que eu ameaço mas não mordo- não me conhecem... Ano passado me sacanearam no consultório... deixa pra lá, nem quero lembrar.

Filho muito jovem não quer resolver pendengas, e eu, que sempre fui uma mulher objetiva- é verdade- sou prática- tenho sentido cada dia mais horror, uma certa fobia, em enfrentar situações de confronto.
Vida...

A casa:
O jardim está legalzinho, mas preciso de um jardineiro, o meu sumiu. Ontem arranquei raízes de grama. É delicioso, me agarra na raiz e puxo até vir tudo, vem como se fosse uma corda, dá sensação de vencedora- eu venci a grama. Fiquei horas lutando corpo a corpo, houve um momento em que caí para trás, ri sozinha- lembrei de Flávia, minha amiga virtual há anos- a gente ri disto- ela também gosta de jardim. Nem ligo as unhas, faço sem luvas, tem mais graça- é preciso evitar formigas, tem uma preta que arde demais- outro dia me pegou.

Tem aparecido beija- flor por aqui por causa da helicônias. Tadinhas das minhas flores preferidas,as lagartas rasgaram suas folhas- mas deixei pra lá, não mato mais em consideração à natureza e a minha amiga Flávia- ela fica chocada quando conto que esmaguei uma lagarta.

O filho diz que vai cortar a grama, mas no tempo livre vai surfar(diz que é a melhor coisa do mundo- deve ser, deslizar na água, mergulhar, jamais o faria) e namorar- como dizer não faça isso- eu também adoraria surfar e namorar.

É a vez dele, deles. Acho que eu me abandono um pouco pensando nisto- que a minha hora já passou. Onde viver um romance? Só platônicos, à distância... ainda bem que tenho amores perdidos por ai- estou falando de amigos que eu amo, também- não há ninguém que me tire o sono, talvez eu prefira assim, Medo de sofrer? Pode ser, passei a ser medrosa. Ou medo de mudar? Pode ser- sempre tive- faço mudanças externas, mas...

Entrou um camundongo na área de serviço, está, suponho, num armário- colocamos- o filho- uma ratoeira, mas o bicho não está nem ai, ou não está mais ali... os gatos ficaram doidos para pegá-lo- foi assim que o descobri. O bicho é pequenino, ainda bem, se fosse ratazana, eu sairia de casa- tenho horror. Lembrei de Horus Vital Brasil, vou contar:
Ele dava aulas de psicanálise no curso da SPID(Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle) e algumas vezes um ratinho aparecia,ele se mantinha impassível, fingia que não via o movimento dos alunos- eu colocava os pés numa cadeira, outros faziam o mesmo. Ele nada, continuava dando aulas. O Horus era um lord- acho que foi o homem mais requintado que conheci- era natural nele- nada de faz de conta. Bons tempos aqueles de aulas de psicanálise no prédio onde eu trabalhava, bastava descer uns andares. Saudades dos papos com Cinézia. Preciso ir ao Rio vê-la e outros amigos.

Bom domingo para vocês, hasta la vista. Vi estes dias um final de faroeste- ouvi esta frase. Também vi MM cantando sobre um piano, muito jovem, ai vem Robert Mitchell e a carrega ‘à força’. Happy end.

Ontem Shirley Maclaine contracenando com o Robert M. também- ela linda, muito linda, magrinha, corpo delineado- naquele tempo não havia recursos para mexer na imagem. E vi na sexta, acho, “Dama das camélias” com Greta Garbo- ulalá, bela. O que o tempo faz... MM não viveu para envelhecer. Pensei m mim, óbvio, também já fui... deixa pra lá. Dama das camélias ainda comove- o amor é atemporal, os conflitos sociais e familiares ainda perduram, Alexandre Dumas publicou o livro é de 1848 e é algo autobiográfico.

Mon dieu, Billie Holiday na rádio- divina, me comove.
Fui.

quarta-feira, março 09, 2011

Que fotos! (corrigi o link)


Vejam as fotos aqui- a minha descoberta, ao acaso, hoje. Viva a internet!

E viva Manoel de Barros!


De Manoel de Barros:

Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.


Daqui:

Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano):
A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado.
A força de um artista vem das suas derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um
formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.
Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas desformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.
Fazer cavalo verde, por exemplo.
Fazer noiva camponesa voar – como em Chagall.
Agora é só puxar o alarme do silêncio que eu saio por
aí a desformar.
Até já inventei mulher de 7 peitos para fazer vaginação
comigo.

terça-feira, março 08, 2011

Um dia especial

Frase de Cora Coralina



Em 2005 eu disse isso:

Lembrei hoje de algumas autoras que me marcaram de alguma forma, livros admiráveis, citaria:
Clarice Lispector, Ana Cristina Cesar, Susan Sontag, Ligia Fagundes Telles, Doris Lessing, Virginia Woolf, Katherine Mansfield, Muriel Spark( "Memento Mori"), Xinran ("As boas mulheres da China"), Maria Amparo Escaban ("A caixa de santinhos de Esparanza", Arminda Aberastuty, Anna Freud (especialmente pela dedicação ao pai), Hilda Hilst, Nise da Silveira...
Ainda : Elis Regina, Nana Caymmi, Billie Holiday, Bethânia, Adriana Varejão, Rosana Palazian, Frida Kahlo, Debora Colker, Fernanda Montenegro...

Acrescento hoje (2011) minha ex analista Nilza Rocha- que me virou ao avesso.

Fiquei pensando nas escolhidas e percebi que a escolha recaiu em mulheres que ousaram na vida e na obra. Dá para separar? Penso que não.

Miniconto: Silêncio/ sem revisão




Silêncio


Reclusa, nada a atrai.
Ruídos incomodam.
Menina escondia-se em cantos.
Busca o sono e o sonho a perturba.
Nele, o olhar amado a tira do torpor.
O cão late e desperta.

domingo, março 06, 2011

Tão bom ser amada...

Dois amores: Carlinhos e César


Abri uma gaveta ao acaso- cartas de amor, de amigos, fotos... Não chorei ao ver a foto do amor antigo, nem ao ler a carta do amigo que se foi antes da hora. Por que foram antes de mim? Sacanagem...

Vi fotos da amiga, tão querida, que ao me afastar, cortei como se faz com ex amor indesejável. Era linda, será que envelheceu bem? É longa história, por isso nem conto para vocês. Foi a melhor amiga durante 20 anos.

Tenho muitas cartas... de Carlinhos, do ex namorado, F., deste apaixonadíssimas, meio delirantes, com flores secas-lindas-, do meu pai- muitas-,  dos irmãos, de algumas pessoas que lembro vagamente... Colegas do colégio de freira. Pois é, fui lá que passei a detestar Igreja e cia. De Carlinhos  encontrei recados deixados no apartamento de Cabo Frio, eu tinha a chave, quando ele estava no Rio eu ia de vez em quando lá, mas não aguentava ficar muito tempo- o bom era com eles- César e ele.

Me dei conta que tenho mais cartinhas de Helena Kolody do que lembrava- tão gentil. Minha mãe deu umas 400 cartas dela para o acervo da poeta. (Outro dia no livro do Dalton Trevisan li um comentário muito desagradável dele sobre ela, nem repito, está no livro Desgracida).

Tenho uma carta deliciosa de César escrita na Fazenda no Pantanal- devo ter mais coisas dele- tenho um conto em manuscrito.

Achei fotos antigas de jornal de Juarez Machado- só tenho foto com ele de 2007 em Paris. Que coisa! Não tirávamos fotos em 70, 80, era cafona. Com Carlinhos, com quem convivi anos a fio, tenho uma foto que César tirou. Inacreditável! Com Jean não tenho nenhuma, nem com Drummond- ficaria constrangida em pedir para tirar foto com ele- e quem tiraria? Nossos encontros eram nas ruas- só uma vez ele foi à minha casa.

As cartas de Pimenta eu arquivei, não estão nesta gaveta, acho que vou fazer o mesmo com estas, guardar num arquivo.

Ah! Achei uma carta minha para Carlinhos. Foi ótimo me ler aos 20 anos. Deusmeu! Continuo a mesma!
Não mudei essencialmente- a tristeza aparece, o amor platônico demandando mais afeto...

Vou digitalizar algumas fotos do Ju para mandar para o fã dele de Curitiba, tem tudo que saiu sobre ele- eu tenho algumas coisas- uma hora parei de guardar. Esqueci de dizer que fui apaixonada por ele- platonicamente, claro rs.
Ai ai

Fiquei feliz em rever tanto afeto de amigos amados- tem mais ali, nem abri cartões de Marilda- não tive coragem- esta dói muito ainda. CS também dói muito- mas hoje consegui olhar a foto e ver como era lindo o meu amor sem chorar.

Até uns poeminhas do meu ex marido eu achei- muito ruins, mas é bom guardar para os filhos lerem.

Enfin, c’est la vie, c'est l'amour…

Gado



Da janela vejo vacas subindo a colina em fila
A primeira para
Parecem confusas
...
Lentamente se movem em outra direção.
E pastam.

quinta-feira, março 03, 2011

E viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!

by Dafni Amecke Tzitzivakos




Hoje, dia 3 de março, faz 6 anos que criei este blog. Foi uma das melhores coisas dos últimos anos.
Desde o primeiro dia em que li sobre blogs, fiquei com vontade de ter um, queria contar minha história, comecei inclusive a escrever- era muito íntimo, tinha certo receio de me expor.

Iniciei com um artigo do Contardo Calligaris sobre Michael Jackson, que eu gostei muito- eu era leitora do C., assinava a Folha de São Paulo, trocava e-mails com ele, uma amizade que durou anos. Ele me estimulava a escrever, gosta muito dos meus mini, micros. Vou colocar uma hora a dedicatória dele aqui- já digitalizei- que é o pior- detesto.

O segundo post foi um conto que eu gosto demais do Raduan Nassar, que é uma pessoa que eu amo à distância, conheci há muito tempo- meus filhos eram pequenininhos. Um dia eu vi Chico Buarque lendo e engasgando(já contei)- é de doer: está aquiHoje de madrugada".

Depois eu comecei a pensar o que eu estava fazendo no virtual, apareceram os primeiros leitores- alguns amigos até hoje. Inagaki, me colocou em destaque, como um dos blogs da semana. Muitos gostavam da minha forma de pensar, talvez eu tivesse sido uma das primeiras pessoas- um blogueiro- a questionar o espaço. Houve muita identificação, apareceram mais e mais leitores.

Foi uma época muito gostosa da blogosfera (ou blogoslândia, como o Flavio Prada, costumava chamar). Esta turma- um grupo grande de paulistas não me lê mais- se afastaram, coisas da vida.

Eu me disciplinei com o blog, passei a gostar de acordar mais cedo e postava lá por 9 horas, diariamente. Respondia comentários durante o dia todo- era muito bom. Minha primeira leitura do dia era o Frankamente. Lucia tem crônicas deliciosas- para mim é a melhor cronista da nossa geração- se vocês forem lá, vão conferir. Saudades da Lucia, eu a conheci ao vivo em Sampa, foi muito bom, gostei muito dela. Gente finíssima. Aliás, só tenho amigos ótimos aqui.

Pois é, além de eu conhecer gente muito legal, eu passei a escrever mais contos, sempre escrevi, sempre que mostrava gostavam, mas não escrevia tanto.

Há muitos anos ganhei o primeiro prêmio: um livro- num concurso de contos de Natal na Clínica Villa Pinheiros onde trabalhava como auxiliar psiquiátrico. Aqui no virtual, pouco tempo depois de iniciar o blog, participei de um concurso de um site de literatura italiano e meu conto foi escolhido para ser traduzido para o italiano e ficou muitos anos lá- outro dia vi que não está mais online. O conto é este.

Se quiser leia aqui, eu gostava mais do meu jeito de escrever antes, menos vídeos- tudo mudou. Saudades dos poemas do Pimenta... estão ai. Tive muita sorte na vida pelos encontros Pimenta, foi um amigo poeta, escritor maravilhoso, que morreu muito jovem, fomos amigos no curso Científico- hoje ensino médio. Amigos com Carlinhos, Jean Guillaume, Carlos Drummond... realmente, não posso me queixar. (Há relatos sobre eles no blog).

Um poema do Pim:

Soneto


Não me dê muita força
às pobres asas
para que o sol danado
acabe derretendo.

Não me dê muito apego
aos pés vadios
para que um caminho novo
me carregue a labirintos.

Não me dê muito afeto:
sou dos que se entregam
por um preço baixo.

Não me dê muita luz:
sou dos que se batem
como uma borboleta em frente à lâmpada.


Pois é, muita coisa mudou, amigos se foram, outros vieram. Algumas pessoas que eram tão importantes deixaram de ser...c’est la vie. O que importa é que este espaço maravilhoso- o virtual- é fantástico- me dá muitas alegrias. Hoje estou feliz. Obrigada a todos.

Vejam abaixo o número de visitas do blog hoje. Já tive uma média de 300/dia, mas está ótimo como está. Eu não consigo mais ler tantos blogs, a não ser o de amigos próximos, e muitos debandaram para o Facebook- estou lá também, mas não curto nadica, gosto mesmo daqui e do Twitter- que também me deu amigos muito queridos.



Caminhar(via sitemeter)

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