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domingo, junho 09, 2024

"Le bel age", A melhor idade- documentário




Aqui você assiste: https://youtu.be/S7Apos43TCg?si=mzFNlpGpCu3WtOyG


Gostei do documentário, é muito bonito, mas acho que há muitos idosos que não são assim.

Penso que procuraram mostrar que é possível ser feliz.
Eu vejo graça na vida, os pequenos prazeres trazem alento aos nossos dias, mas... não acho que a velhice é a melhor idade.
Sim, somos mais sábios, mais razoáveis, mas tanta falta...
A morte está perto, nos ronda escondida. É triste, não para mim, mas para meus filhos, neto.
Viva melhor sua idade seja ela qual for.
Não leve a vida tão a sério. Passa rápido, envelhecemos e continuamos jovens na alma, creia.












segunda-feira, julho 28, 2014

Os sonhadores, de Bertolucci














Ontem vi este filme. Um belo filme de Bertolucci sobre jovens, erotismo, política... Para onde vamos? Eles apenas vivem.
Vejam que vale a pena.
Paris, 1968, emergindo a insatisfação e rebeldia.

quinta-feira, maio 08, 2014

Cenas de um casamento





“O único gesto que realmente vale a pena é o que estabelece contato, o que comunica, o que sacode a passividade e a indiferença das pessoas”.

"Cenas de um casamento" eu vi na década de 70. Foi o filme em que mais chorei. Estava só numa matinê num cinema em Copacabana, lembro até hoje do que senti.

domingo, abril 06, 2014

O arquiteto das artes cênicas-José Wilker




 






Ele foi, para mim, o melhor ator de sua geração.
O vi em "A china é azul", peça belíssima, com cenografia do 'mágico'  Luiz Carlos Ripper.
Assisti um ensaio geral do"O arquiteto e imperador da Assíria", chocante para a jovem estudante de psicologia, mas fascinante.
"Dona Flor e seus dois maridos" faz parte do imaginário da minha geração, "Bye, bye Brasil", idem, e tantos outros.
Sua voz fará falta nas narrações em off. Voz bela e impar.

sábado, março 01, 2014

O ator perfeito








Sobre Philip Seymour Hoffman:

"...And, finally, Smith gives us the dead swimmer's haunting summation of his existence:
'I was much too far out all my life 
And not waving but drowning.'*
The phrase is compelling because we are, all of us, much more distressed than the people around us realise. And, the flipside of this same coin, other people are much more distressed than we allow ourelves to discover. We don't pick up on the quiet references to 'difficulties', we assume things must be fine, because it's just so much more convenient that they be so.
We were not part of this actor's life. Many of us are spared his specific troubles. But we are, in some corner of our souls, still a little bit like him - and so are all the people we know; not waving butdrowning."
...
* Poet Stevie Smith 

sábado, fevereiro 15, 2014

Les diaboliques










Vi ontem Les diaboliques, As diabólicas, de Clozot. Um filme que minha família comenta, gosta, e eu não havia visto.

Alguns filmes desta geração me escaparam, eu era menina e teria que vê-los em cineclubes, agora vejo em casa. Muito bom.

Uma estória ótima que te prende desde o início, com interpretações excelentes de todo o elenco. Simone Signoret jovem e linda, faz uma mulher forte e malvada. Véra Clozot perfeita como a mulher frágil e submissa- era casada com o diretor.

Num cenário estranho- uma escola lúgubre do início do século passado, crianças indisciplinadas, diretor carrasco, mulheres espancadas- há um crime, tudo parece perfeito, até que o cadáver desapareça.

Não vou contar mais. É considerado um dos melhores filmes de todos os tempos- merece ser visto.

Meio Hitchcock, meio terror, gostoso de se ver- um bom quebra- cabeça. Me diverti.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

O amor atemporal no filme "Her"







Acabo de ver "Her", filme de Spike Jonze. Interessantíssimo.

Um filme que fala do amor no nosso tempo ou qualquer outro tempo . Joaquin Phoenix faz o personagem que termina um relacionamento e, em vez do luto natural, engata numa relação virtual com um programa que o assessora, lê, escreve e-mails, marca encontros, o acompanha em passeios. A voz do programa é de Scarlett Johansson.

É um homem solitário que escreve cartas de amor para outros. Cartas imaginárias como o amor virtual. Cartas para estranhos, como a voz familiar que nunca se personificará. O amor permeia o filme. O afeto que nos faz crescer- palavra citada muitas vezes pelo personagem- que nos faz menos solitários, mesmo sendo uma voz programada. A máquina se desenvolve, evolui, cresce.

O amor imaginário, como o real, nos faz melhores. 
 Amores virtuais soam à perfeição, o outro é criado por nós- mesmo que ele exista, esteja lá, escutamos, lemos, aquilo que desejamos. 
 Quando o outro se posiciona, contrariando nosso imaginário, estranhamos, 
desconfiamos de nossa compreensão, queremos estar certos, 
 que nada interfira neste amor pleno- 
 pois é meu, eu criei à minha imagem e perfeição. 

O cenário é bonito, a cidade aparece em belas imagens. O figurino lembra décadas passadas, é unissex O passado nós construímos- é o que narramos(por ai)- penso que a mulher programada diz no filme- não irei conferir. A estória é futurista mas atemporal.
Contraditório? Digam o que acharam. Penso que a escolha do figurino é para confundir, você vê os personagens no futuro com roupas que sua mãe usou. Não vou contar mais, vejam o filme.

Pensem que todo amor vale a pena e sejam tolerantes com máquinas e Homens. :)

 Trailer:





terça-feira, janeiro 28, 2014

Caetano Veloso- "A grande beleza", "O som ao redor" e superstição







Acho que 'O som ao redor' é um filme superior a 'A grande beleza'. Mas só sei que, se ele fosse reconhecido na realidade do mainstream do cinema mundial (Oscar etc.), algo do que sonho estaria pondo a cabeça de fora


Vi “A grande beleza” numa “sala de arte” da Universidade Federal da Bahia e fiquei quase o tempo todo emocionado com as imagens de Roma e a língua italiana ecoando no cinema. Era como retomar a minha vida. Eu vi “La dolce vita” umas dez vezes no cine Tupy, na Baixa do Sapateiro, quando eu mal tinha me mudado de Santo Amaro para Salvador. Anos depois, ouvindo de Bernardo Bertolucci, em Londres, que a língua italiana não era apropriada para o cinema, reagi quase indignado: ouvir pessoas falando italiano num filme fazia com que as imagens ficassem visualmente mais bonitas e o ritmo de seu fluxo mais interessante. Hoje encontro vários jovens para quem as imagens e situações cinematográficas perdem todo o sentido se não vêm acompanhadas da língua inglesa. Eu próprio às vezes me surpreendi estranhando sequências fílmicas só porque os atores falavam russo ou parse. Mesmo o francês e o italiano, tão frequentes nos filmes que vi em minha juventude, já chegaram, em tempos mais recentes, a retirar a credibilidade das histórias que as imagens tentavam contar. Às vezes, diante da TV ligada no Telecine Cult, me vi estranhando cenas só por não serem acompanhadas dos sons da língua dos cinco olhos. Quase me identifiquei com o americano médio, que não consegue ver filmes legendados. E agora quase digo que é felizmente que, embora fale inglês, não acho fácil entender o inglês falado. Vi filmes franceses e italianos (além, é claro, de russos, gregos, turcos, iranianos, chineses, coreanos e japoneses — além de pelo menos um tailandês) nos últimos anos. Mas a frequência (e a competência em manter fórmulas eficientes) do cinema de Hollywood tem dominado tanto que sempre foi com algum estranhamento que os absorvi.
“A grande beleza” me trouxe de volta ao prazer imediato do filme falado em italiano. Me lembro de amar as falas nos filmes de Fellini, mesmo dubladas (há uma cena em “O cinema falado” na qual faço Dedé dizer que aquilo é “tudo fora de sinc, mas tem magia”, algo assim). A semelhança buscada e conseguida por Paolo Sorrentino com o mundo felliniano (freiras onipresentes, cardeais mundanos que frustram expectativas de orientação espiritual do protagonista, santos grotescos mas reais e festas de aristocratas e burgueses entediados) proporcionou uma verdadeira atualização da experiência de assistir a um novo filme de Fellini, mantendo toda a atmosfera daqueles que o mestre criou a partir dos anos 1950 do século passado, só que com smart- phones, Instagram e música eletrônica. Talvez eu não tenha conseguido gostar da fala final do protagonista, mas o tom de comédia melancólica, de farsa amarga, e a cor das paredes de Roma me trouxeram de volta ao encantamento de seguir diálogos em italiano com todo o coração.
E é mais do que significativo que isso me tenha acontecido estando eu na Bahia.
Meus 18 anos. Um futuro para além de Hollywood e dos então apenas intuídos cinco olhos (eis um tema atual que me obsessiona). Um eco do neorrealismo visto em Santo Amaro. Um amor intenso pela imagem em movimento embalada pelos sons. Não se pode imaginar o quanto sentir renascer tudo isso em mim é importante. Salvador parece que foi destruída. Prédios feios e crack. Violência e vulgaridade. Mas não: ouvi as palavras italianas com sotaque napolitano e romano adornando imagens misteriosas e a esperança se renovou. O filme parece aquele gafanhotinho verde que pousou em mim no carnaval de 1972, quando voltei do exílio — e que tanto desgostou Roberto Schwarz. Sou incapaz de perceber como kitsch o episódio de “Verdade tropical”. E a visão do filme de Sorrentino me apareceu como um momento semelhante àquele. O que espero? O que quero com tudo isso? Com tantas canções feitas às pressas — exatamente como nosso grande mestre Dorival Caymmi desaconselhava que se fizesse — e tanto pensamento desorganizado? O que quero dizer? O que as forças que me interessam serão capazes de fazer surgir no mundo? Quão ridícula é minha superstição?
Acho que “O som ao redor” é um filme superior a “A grande beleza”. Mas só sei que, se ele fosse reconhecido na realidade do mainstream do cinema mundial (Oscar etc.), algo do que sonho estaria pondo a cabeça de fora. E só continuo sonhando assim porque vejo gafanhotinhos e um filme como “A grande beleza” em plena Bahia. Um dia desses, vou me sentar, parar para pensar e escrever longamente sobre o que está por trás do que estou querendo dizer aqui. Tenho que ter muita paciência comigo mesmo (sem falar nos malucos que escrevem na internet). Ter visto esse filme aqui agora (apesar do ar-condicionado criminoso) me leva até este estágio.

Outra opinião sobre o filme está aqui, é de Matheus Pichonelli

sábado, dezembro 14, 2013

"Les soeurs fâchées", "Nem parece minha irmã"












"Nem parece minha irmã", "Les soeurs fâchées", é um filme francês interessante. A estória de duas irmãs muito diferentes, como o título em português sugere.
Alexandra Leclèrem dirige Isabelle Hupert e Catherine Frot. As duas estão perfeitas.

Uma cosmopolita, vive em Paris, sofisticada e fria, a outra é espontânea, alegre e falante. A 'parisiense', saiu da cidade natal, Marseille, e quer esquecer o passado. A irmã traz lembranças de infância, interfere na vida doméstica, é mais alegre, generosa, querida por todos, enquanto a outra é amarga. Entediada, sente-se invadida, tem inveja.

O filme é dinâmico, nos faz pensar, eu me vi nas duas personagens, sou as duas com menos tinta, claro.
Tem cenas deliciosas, outras tensas.
Recomendo.


terça-feira, outubro 01, 2013

Bullying no cinema





Vi, estes dias "Chid's play", filme de Sidney Lumet.

A fixa técnica está aqui; http://www.imdb.com/title/tt0068369/

É sobre violência. Talvez seja um thriller, não sou especialista, nem pretendo ser.

Numa escola de ensino médio, jovens são levados a ficar a favor de um professor e contra o outro.

Há uma disputa acirrada entre dois antigos docentes. A trama é instigantes, o elenco afinadíssimo.
Um filme que nos faz pensar e prende a atenção.

O final é surpreendente.


No mesmo dia vi:


      http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182870/

Interessante,  também um filme sobre violência,  muito bom, diferente dos filmes americanos, comerciais.
A diretora é dinamarquesa. Filme de produção Suécia- Dinamarca. Questiona a violência através do comportamento de duas famílias, ou via dois meninos que sofrem preconceito na escola. Um menino é hostilizado de forma violenta pela sua origem, o pai  um idealista, médico, que trabalha na África, não acredita em revanches, o outro menino, que tem uma história familiar mais triste - a mãe morreu de câncer, ele culpa o pai pela infelicidade- quer vingar-se.
O filme mostra de forma didática, diria, as consequências de ações violentas.
É um filme tenso. A qualquer momento pode acontecer um tragédia. Um mundo melhor?  Não sei...os meninos no final se reconciliam, os conflitos dão trégua. Seria este o mundo melhor?    
Filme  ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro. Gostei porque é um filme que não dá respostas prontas, talvez a diretora tentasse isso, mas há muito para se discutir após. Me agradam filmes assim, onde cada faz sua leitura.  

Não vou contar mais. Vejam que vale a pena.

Os dois tratam de bullying, de violência, de relações conflitivas.

domingo, setembro 08, 2013

Um belo filme: "A Fonte das Mulheres"




Abra aqui:  Cinema na Rede: Crítica - A Fonte das Mulheres 


Um belo filme sobre um vilarejo islamita no Norte da África.  Mostra com sensibilidade os conflitos entre homens e mulheres e religiosos.
Uma mulher, que veio de fora, incita outras a fazerem greve de sexo buscando mudanças.
Vale a pena ver.

domingo, janeiro 27, 2013

A vida como ela é




















Desenho de Danton Abreu



Os meninos foram à praia- desenhar- um arquiteto daria aula de aquarela na Praia do Morro do Careca- não fui, estava com dor de cabeça e também porque jovens não cansam, e eu iria querer voltar antes- 15 hs e ainda não voltaram- foram num grupo de uns seis jovens.

 Passei a manhã cuidando do jardim e tomando sol- uma tristeza me invadiu, senti saudades de um amigo, respirei fundo, pensei nos filhos tão saudáveis e segui. Na hora do almoço liguei a TV e soube da tragédia na boate em Santa Maria.
É...mesmo com sua vida em paz, há coisas que nos tocam profundamente- ai, a vida... e a mídia explora a dor das famílias, é doloroso demais- coloquei num filme sobre jazz e blues para me distrair, enquanto escrevo. Tenho sono, tomei vinho no almoço.

 Nasci pertinho de Santa Maria, nunca estive lá- sai com 2 anos e não voltei. Pai militar, não sinto vínculo nenhum com o RS. Gosto de alguns gaúchos, gosto de Brizola- acabo de ver um documentário sobre ele hoje no Canal Brasil: “É tudo verdade”- sinto falta dele, de Darci... fico feliz por termos sido contemporâneos. Geração interessante, marcante- não conheço nenhum outro político como o velho Briza- e era charmoso... a família está minguando... alguns netos seguem o avô, mas não têm o carisma.

 Ontem vi um filme de Truffaut, “Um só pecado”, não lembrava, acho  que nunca havia visto, senão lembraria pelo tema e pela atriz- Françoise Dorléac faz a amante de um escritor, um intelectual, escritor famoso. O filme é tenso e tem final trágico. Não gostei muito. A estória é comum e o filme, bem dirigido, claro, incomoda pela tensão que nos provoca. Ponto para Truffaut. Françoise morreu aos 24 anos... de acidente. Putz! É muito triste. Fez quatro filmes- dois com a irmã, Catherine. A morte sempre presente, sonhei com meu pai, com um tio querido que morreu há muitos anos... O filme do Truffaut também acaba com um tiro certeiro. É a vida como ela é.

Um pouco sobre Catherine Deneuve



 



Catherine Deneuve em entrevista- vale a pena ler.


"Aproveitando o clima cinematográfico trazido pelo Festival de Cinema de Cannes, hoje iremos nos aproximar de uma das maiores divas francesas da atualidade: Catherine Deneuve. Há mais de quarenta anos fazendo história no cinema francês, abaixo a primeira parte de uma entrevista feita recentemente com a estrela pela revista Psychologies (nº 305, mars 2011):
Psychologies: Há muito tempo que queremos ir ao encontro da mulher que se esconde atrás do mito Deneuve, Catherine Dorléac…
C.D.: Eu já vou te prévenir que eu não falo da minha vida pessoal, estou aqui unicamente porque estou atualmente em cartaz.
Psychologies: Está bem, falemos de cinema. Você revê seus filmes?
C.D.: Eu revi Belle de jour há pouco, numa apresentação, mas..."

Aqui mais.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Cinema- De "Amour" e morte


Amour


Vi, em casa, sozinha, o filme “Amour”. Estava ansiosa para ver, todos diziam que eu iria gostar. Claro, gostei, mas confesso que não consigo saber se é um bom filme. Por que? Porque mexeu demais comigo.
O filme é com Jean-Louis Trintignant, um dos meus atores preferidos. Um homem com quem saia do cinema a sonhar. Belo, bom ator, o tímido que me atrai. Na vida pessoal sofreu a morte trágica da filha assassinada pelo marido- terrível. 
Pois é, o filme é com um velho que nada lembra o Trintingnant da minha juventude- nossa juventude- ele é mais velho, óbvio, pero... Passei o tempo todo entristecida pela velhice de Trintingnan- tentando ver naquele rosto crispado algum traço de beleza- nada- apenas os lábios me lembraram os dele. 
Eu me vi no filme, nos dois personagens, na mulher vaidosa, que não se aceita com limitações, no homem velho, perdido diante da dor. Deus meu! Lembrei de um amigo que morreu e que lutou bravamente contra o câncer, um homem que eu desejei cuidar até o fim, mas a vida não me permitiu.
Não é possível saber se o filme é bom, diante de tanta emoção.

Talvez tenha visto Jean- Louis a primeira vez em “E Deus criou a mulher” o famoso filme com BB. O penúltimo deve ter sido “Um homem, uma mulher- 20 anos depois”. Vi muitos filmes com ele.

“Amour” traz a estória é de um casal que vive uma vida pacata e rica- os dois são professores de música. Vivem sós, têm uma filha, (Isabelle Huppert), que os visita eventualmente, também musicista. Quebrando a tranquilidade aparece a doença na personagem de EmmanueleRiva. Fui ver sua filmografia e vi que participou de  Hiroshima Meu Amor e muitos outros filmes, como “A liberdade é azul”, muitos filmes excelentes.

O filme é lento, repetitivo, como a vida de velhos que perderam o sentido da vida.  Um ex aluno vem visitá-los e lamenta. Os vizinhos se dizem disponíveis, se precisarem, não precisam de ninguém. A filha nega o que acontece com conversas triviais, e mais tarde, explode pela impotência diante da morte, ou pela morte em vida.
Um filme sobre a morte, pensamos, por que o título ‘Amour’? Mas é um filme de amor, aquele homem velho, como o jovem personagem de “Um homem, uma mulher” ama aquela mulher que definha, que não quer viver, nem ser vista. Ele realiza os desejos dela. O fim é trágico- tinha que ser.


Alguns dias depois zapeando na TV, achei um filme: “A caixa de pandora”, de um diretor turco. Na produção, além da Turquia, havia França, Alemanha e Bélgica. Prometia. Logo nas primeiras cenas senti que era bom- em cinco minutos eu sei se o filme é bem feito ou não- olho treinado.
A estória começa com uma manhã insólita para os três filhos de uma velha senhora- recebem a notícia de que ela sumiu. ­­A trajetória dos três num carro até a aldeia é longa e conflitiva- discutem, se chocam. Têm dificuldades com a mãe, que foi diagnosticada com Alzheimer e está sem memória. Lembra do passado apenas.
Adorei o filme, não tem nada extraordinário, traz uma estorinha conhecida: o que fazer com o pai ou mãe quando tornam-se dependentes. Quem vai ficar com a mãe? Seria melhor um asilo? 
O que toca é a sensibilidade do diretor- escritor, não sei, que fez da personagem principal uma mulher intrigante apesar da doença. Ela descobre uma brecha naquele turbilhão provocado por ela, involuntariamente, e desperta no neto compaixão- ele também estava deslocado naquela família.
Há um momento em que ela diz ao neto: “Me leve para minha propriedade, antes que eu me esqueça como é.”.
O final do filme fica no ar numa bela cena dela com o jovem neto transgressor.
O filme traz a Turquia em vales belíssimos.
Um filme imperdível.



terça-feira, janeiro 08, 2013

Werner Herzog no Milênio!








Este programa foi excepcionalmente agradável.
Quem não viu, tente ver. Ele é bonito, simpático, elegante, inteligente- todos já sabem.
Um homem que eu queria conhecer.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Mala educacion e otras peliculas







Estes dias vi vários filmes. Um deles, antigo, não lembrava mais: “Sangue sobre a neve” com o Antony Quinn. Muito bom.
Outro: “O gato desapareceu” é muito interessante, há uma tensão presente, uma dúvida, revelada no final. É argentino- vale a pena ver.
Pessoal psi deve ver. :)
Vi também: “Má educação”, excelente. Almodóvar é um cineasta muito especial- todos sabem e não vou ficar repetindo. O filme me prendeu e a meu filho, que viu comigo. Comentávamos sobre e Igreja e a hipocrisia. Conheço de perto freiras e padres- estudei em escolas religiosas-argh!
Ontem assisti um filme genial. Amei “As mulheres do 6º andar”. Que delícia de filme. Tão bom o francês se derreter às espanholas. Conheço aqueles atores franceses, mas não sei os nomes, de uns anos pra cá... difícil guardar nomes e referências- desisti. Belo filme.
Acabei vendo um filme que eu não queria ver, mas fiquei aqui para não deixar minha mãe só, é um triller- não gosto, “Encurralados”. A estória era um tanto maluca e acabei vendo- no final há surpresa- já vi filmes com este tipo de final, mas eu não saquei antes, só no finalzinho. O homem sádico era o 007 rs, um deles, o Pierce Brosnan, para mim, péssimo ator.
Vi outros, não lembro agora, um de guerra com Belmondo, muito bom, sabem que gosto de filmes franceses- europeus em geral.

terça-feira, março 06, 2012

Orfeu negro

"Orfeu Negro", do diretor francês Marcel Camus, baseado na peça teatral "Orfeu da Conceição", de Vinicius de Moraes, musicada por Tom Jobim. O filme foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes, e com o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1959". Daqui. A letra da canção 'Orfeu Negro' é de Luiz Bonfá e Antonio Maria e a música de Tom Jobim e Vinícius.