Mostrando postagens com marcador cartas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cartas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Carta de amor de Richard Burton para Elizabeth Taylor










Daqui.


June 25, 1973

So My Lumps, 

You're off, by God! 

I can barely believe it since I am so unaccustomed to anybody leaving me. But reflectively I wonder why nobody did so before. All I care about—honest to God—is that you are happy and I don't much care who you'll find happiness with. I mean as long as he's a friendly bloke and treats you nice and kind. If he doesn't I'll come at him with a hammer and clinker. God's eye may be on the sparrow but my eye will always be on you. Never forget your strange virtues. Never forget that underneath that veneer of raucous language is a remarkable and puritanical LADY. I am a smashing bore and why you've stuck by me so long is an indication of your loyalty. I shall miss you with passion and wild regret.

You may rest assured that I will not have affairs with any other female. I shall gloom a lot and stare morosely into unimaginable distances and act a bit—probably on the stage—to keep me in booze and butter, but chiefly and above all I shall write. Not about you, I hasten to add. No Millerinski Me, with a double M. There are many other and ludicrous and human comedies to constitute my shroud. 

I'll leave it to you to announce the parting of the ways while I shall never say or write one word except this valedictory note to you. Try and look after yourself. Much love. Don't forget that you are probably the greatest actress in the world. I wish I could borrow a minute portion of your passion and commitment, but there you are—cold is cold as ice is ice.

terça-feira, junho 19, 2012

Cartas entre Vinicius de Moraes e Chico Buarque





















By Camille Claudel


Recebi, por e-mail, esta preciosidade, divido com vocês:

"As duas cartas abaixo foram cedidas por Chico Buarque de Holanda
a Caique Botkay que as publicou no livro "Achados", uma coletânea de coisas
que jamais seriam publicadas. Todos os "achados" são inéditos.
Eis o processo de criação e de elaboração poética ao vivo e a cores - no
caso da letra de "Valsinha", composição de Chico que faz sucesso até hoje.


De Vinicius de Moraes para Chico Buarque:


Mar del Plata, 24 de janeiro de 1971

Chiquérrimo,
Dei uma apertada linda na sua letra, depois que você partiu, porque achei
que valia a pena trabalhar mais um pouquinho sobre ela, sobre aqueles hiatos
que havia, adicionando duas ou três idéias que tive. Mandei-a em carta a
você, mas Toquinho, com a cara mais séria do mundo, me disse que Sérgio
[Buarque de Hollanda] morava em Buri, 11, e lá se foi a carta para Buri, 11.

Mas, como você me disse no telefone que não tinha recebido, estou mandando outra para ver se você concorda com as modificações feitas.
Claro que a letra é sua, e eu nada mais fiz que dar uma aparafusada geral.
Às vezes o cara de fora vê melhor essas coisas.
Enfim, porra, aí vai ela. Dei-lhe o nome de "Valsa hippie", porque parece-me
que tua letra tem esse elemento hippie que dá um encanto todo moderno à
valsa, brasileira e antigona. Que é que você acha? O pessoal aqui, no
princípio, estranhou um pouco, mas depois se amarrou na idéia. Escreva logo,
dizendo o que você achou.

"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito mais quente do que comumente costumava olhar
E não falou mal da poesia como mania sua de falar
E nem deixou-a só num canto; pra seu grande espanto disse: vamos nos amar...

Aí ela se recordou do tempo em que saíam para namorar
E pôs seu vestido dourado cheirando a guardado de tanto esperar

Depois os dois deram-se os braços como a gente antiga costumava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a bailar...
E logo toda a vizinhança ao som daquela dança foi e despertou
E veio para a praça escura, e muita gente jura que se iluminou

E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz".


De Chico Buarque para Vinícius de Moraes


Caro poeta,
Recebi as duas cartas e fiquei meio embananado. É que eu já estava cantando
aquela letra, com hiato e tudo, gostando e me acostumando a ela. Também
porque, como você já sabe, o público tem recebido a valsinha com o maior
entusiasmo, pedindo bis e tudo. Sem exagero, ela é o ponto alto do show,
junto com o "Apesar de você". Então dá um certo medo de mudar demais.
Enfim, a música é sua e a discussão continua aberta. Vou tentar defender, por
pontos, a minha opinião. Estude o meu caso, exponha-o a Toquinho e Gesse,
e se não gostar foda-se, ou fodo-me eu.
"Valsa hippie" é um título forte. É bonito, mas pode parecer forçação de
barra, com tudo que há de hippie por aí. "Valsa hippie" ligado à filosofia
hippie como você a ligou, é um título perfeito. Mas hippie, para o grande
público, já deixou de ser filosofia para ser a moda pra frente de se usar
roupa e cabelo. Aí já não tem nada a ver. Pela mesma razão eu prefiro
que o nosso personagem xingue ou, mais delicado, maldiga a vida,
em vez de falar mal da poesia. A sua solução é mais bonita e completa,
mas eu acho que ela diminui o efeito do que se segue.
Esse homem da primeira estrofe é o anti-hippy. Acho mesmo que ele
nunca soube o que é poesia. É bancário e está com o saco cheio e
está sempre mandando sua mulher à merda. Quer dizer,
neste dia ele chegou diferente, não maldisse (ou "xingou" mesmo) a vida
tanto e convidou-a pra rodar. "Convidou-a pra rodar" eu gosto muito,
poeta, deixa ficar. Rodar que é dar um passeio e é dançar.
Depois eu acho que, se ele já for convidando a coitada para amar,
perde-se o suspense do vestido no armário e a tesão da
trepada final. "Pra seu grande espanto", você tem razão, é melhor que
"para seu espanto". Só que eu esqueci que ia por itens.
Vamos lá:
* Apesar do Orestes (vestido de dourado é lindo), eu gosto muito do som
do vestido decotado. É gostoso de cantar vestidodecotado.
E para ficar dourado,o vestido fica com o acento tendendo para a primeira
sílaba. Não chega a ser um acento, mas é quase. Esse verso é, aliás,
o que mais agrada, em geral. E eu também gosto do decotado ligado ao
"ousar" que ela não queria por causa do marido chato e quadrado.
Escuta, ô poeta, não leva a mal a minha impertinência, mas você precisava
estar aqui para ver como a turma gosta, e o jeito dela gostar dessa valsa,
assim à primeira vista. É por isso que estou puxando a sardinha mais
para o lado da minha letra, que é mais simplória, do que pelas suas
modificações que, enriquecendo os versos,
talvez dificultem um pouco a compreensão imediata. E essa valsinha tem
um apelo popular que nós não suspeitávamos.
* Ainda baseado no argumento acima, prefiro o "abraçar" ao "bailar".
Em suma, eu não mexeria na segunda estrofe.
* A terceira é a que mais me preocupa. Você está certo quanto ao
"o mundo" em vez de "a gente".
Ah, voltando à estrofe anterior, gostei do último
versos onde você diz "e cheios de ternura e graça" em vez de "e foram-se
cheios de graça". Agora, estou pensando em retomar uma idéia anterior,
quando eu pensava em colocá-los em estado de graça. Aproveitando a sua
ternura, poderíamos fazer "Em estado de ternura e graça foram para a praça e
começaram a se abraçar". Só tem o probleminha da junção "em-estado", o
"em-e" numa sílaba só. Que é o mesmo problema do "começaram-a". Mas você
mesmo disse que o probleminha desaparece dependendo da maneira de se cantar.
E eu tenho cantado "começaram a se abraçar" sem maiores danos. Enfim, veja
aí o que você acha de tudo isso, desculpe a encheção de saco e responda
urgente.
* Há um outro problema: o pessoal do MPB-4 está querendo gravar essa valsa
na marra. Eu disse que depende de sua autorização e eles estão aqui
esperando. Eu também gostaria de gravar, se o senhor me permitisse, por que
deu bolo com o "Apesar de você", tenho sido perturbado e o disco deixou de
ser prensado. Mas deu para tirar um sarro. É claro que não vendeu tanto
quanto a "Tonga", mas a "Banda" vendeu mais que o disco do Toquinho   solando
"Primavera". Dê um abraço na Gesse, um beijo no Toquinho e peça à Silvana
para mandar notícias sobre shows etc. Vou escrever a letra como me parece
melhor. Veja aí e, se for o caso, enfie-a no ralo da banheira ou noutro
buraco que você tiver à mão.

"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz."


PS: Postei pela primeira vez em 21/04/2007

sábado, setembro 03, 2011

Relendo cartas






Aqui mais uma carta do meu amigo Pimenta, que me amou intensamente sem nada pedir- se você quiser ler mais cartas e poemas dele encontrará em posts anteriores, (início do blog em 2005).

Abri a pasta cheia de poemas e encontro esta carta, é de doer. Ele morreu um pouco depois de aneurisma, ou doença de Chagas, não sei, não importa mais, tinha menos de trinta anos, era engenheiro e poeta.

A saudade não dói mais, faz tantos anos, mas eu sinto falta ainda dele- é incrível.

Estudamos juntos Integrais e derivadas, Luc estuda agora em engenharia, eu vejo e lembro do Pim, fazíamos exercícios e mais exercícios, enchíamos cadernos de Integrais, limites, estas coisas- eu adorava estudar matemática, álgebra- talvez por estudar com ele- que era tido com gênio por todos, só tirava dez em tudo.

Depois, quando fomos fazer nossos cursos superiores, ele foi para Niterói, eu para o Rio. Passamos a nos ver muito pouco. Eu tinha um namorado, o A., e Pim acabou casando, mas nunca deixou de me escrever- escondia minha existência da mulher- eu era uma fantasia.

Ele me escrevia- e eu a ele, várias vezes por semana, então até hoje, muitas vezes, quando olho para o chão perto da porta, ou vejo uma cena num filme, me lembro dele- cartas no chão. Eu recebi muitas, muitas mesmo, durante anos. Levava na bolsa para a faculdade, relia, são muito lindas.


Niterói, 13 de março.



Lian querida


Você está linda. Assim na carta, o caminhar estranho em chão de pedras, o velho, seu livro, deram-me uma sensação de desencontro em mim mesmo, o que você deve ter sentido também, um analfabeto acharia sua carta bonita, a letra, o jeito feminino ( aliás esta mulher –total em você até me assusta, porque não se dá,não se conhece) de tudo, lembrando seda/rosa, quietude e horizontais. Eu não posso falar destas coisas, não, eu não posso, porque existe a promessa de uma nitidez e coerência, apego ao aparente –real e o encanto me leva a desvarios, e as palavras embriagam. Mas, que fique a proposição : Lian, você é linda.
A morte, suas redondezas, radijacências. Nós estamos computados. Não creia na data/fim, ela é medo apenas. Eu a vi no espelho hoje, branca, trêmula, sardenta, ruiva: roubara-me a figuração. Caratonhei, vias de dúvida- ela mesma suarenta, querendo sentar. Eu não costumo aceitar ordens da morte, mesmo quando me leva amigos e mestres conhecidos. E ouvi dizer: espera. Entende? Não há porque, janelas abram-se em plenilua. Meu anjo.
Ah, Lian, quanta forquilha, quando se espera! Deixa estar.
Vou escrever para você- a que me ouve,a que não tem medo de dizer amizade. Meu anjo, ainda te conheço qualquer dia desses!
Um beijo,
Pimenta.


PS: Sou um imbecil, mas não vem ao caso. Em miúdos: até hoje não sei falar com você. Aceita uma visita?

domingo, agosto 07, 2011

Cartas de Tarsila







Esta foto linda encontrei no Facebook, via Jo- amiga querida. Interessante como algumas pessoas nos encantam. Não, não sou bi, nem lésbica- amo amigas especiais.

A foto traz proteção. Que os deuses nos protejam.


Dica de livro:

“Aí vai meu coração: as cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins”


"O livro “Aí vai meu coração: as cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins”, de Ana Luísa Martins (Editora Global, 2010), reúne as cartas escritas por Tarsila e Anna (prima de Tarsila) para o jornalista, cronista e crítico de artes Luís Martins, com quem Anna casou após o rompimento dele com Tarsila. As cartas foram encontradas pela autora (filha de Anna) numa gaveta, após a morte do pai. A história desses amores é narrada por meio da leitura das cartas apaixonadas e complementada pela autora, que explica o desenrolar dos acontecimentos, o romance entre seu pai e Tarsila.

A frase “Aí vai meu coração” era a forma como Tarsila encerrava as cartas para Luís Martins. Ela tinha 47 anos quando o conheceu, 21 anos mais novo do que ela. Os dois se apaixonaram e viveram juntos por 18 anos, quando ele se uniu a Anna Maria, 16 anos mais nova do que ele. No mesmo período em que o casamento acabou, Tarsila viu sua obra ter grande reconhecimento, consolidando a importância que já se sabia desde os primeiros anos do modernismo, quando realizou sua tela mais famosa, "Abaporu".

As cartas de Tarsila são escritas com muita paixão (para Luís) e empolgação (para o marido, que estava no Rio ou na Europa e já iniciava o processo de separação). O livro inclui trechos da autobiografia do crítico e crônicas publicadas por ele, que tratam, com poucos rodeios, das dificuldades da separação e do novo casamento, que enfrentava oposição aberta da família Amaral.
"

Vejam aqui.



domingo, março 06, 2011

Tão bom ser amada...

Dois amores: Carlinhos e César


Abri uma gaveta ao acaso- cartas de amor, de amigos, fotos... Não chorei ao ver a foto do amor antigo, nem ao ler a carta do amigo que se foi antes da hora. Por que foram antes de mim? Sacanagem...

Vi fotos da amiga, tão querida, que ao me afastar, cortei como se faz com ex amor indesejável. Era linda, será que envelheceu bem? É longa história, por isso nem conto para vocês. Foi a melhor amiga durante 20 anos.

Tenho muitas cartas... de Carlinhos, do ex namorado, F., deste apaixonadíssimas, meio delirantes, com flores secas-lindas-, do meu pai- muitas-,  dos irmãos, de algumas pessoas que lembro vagamente... Colegas do colégio de freira. Pois é, fui lá que passei a detestar Igreja e cia. De Carlinhos  encontrei recados deixados no apartamento de Cabo Frio, eu tinha a chave, quando ele estava no Rio eu ia de vez em quando lá, mas não aguentava ficar muito tempo- o bom era com eles- César e ele.

Me dei conta que tenho mais cartinhas de Helena Kolody do que lembrava- tão gentil. Minha mãe deu umas 400 cartas dela para o acervo da poeta. (Outro dia no livro do Dalton Trevisan li um comentário muito desagradável dele sobre ela, nem repito, está no livro Desgracida).

Tenho uma carta deliciosa de César escrita na Fazenda no Pantanal- devo ter mais coisas dele- tenho um conto em manuscrito.

Achei fotos antigas de jornal de Juarez Machado- só tenho foto com ele de 2007 em Paris. Que coisa! Não tirávamos fotos em 70, 80, era cafona. Com Carlinhos, com quem convivi anos a fio, tenho uma foto que César tirou. Inacreditável! Com Jean não tenho nenhuma, nem com Drummond- ficaria constrangida em pedir para tirar foto com ele- e quem tiraria? Nossos encontros eram nas ruas- só uma vez ele foi à minha casa.

As cartas de Pimenta eu arquivei, não estão nesta gaveta, acho que vou fazer o mesmo com estas, guardar num arquivo.

Ah! Achei uma carta minha para Carlinhos. Foi ótimo me ler aos 20 anos. Deusmeu! Continuo a mesma!
Não mudei essencialmente- a tristeza aparece, o amor platônico demandando mais afeto...

Vou digitalizar algumas fotos do Ju para mandar para o fã dele de Curitiba, tem tudo que saiu sobre ele- eu tenho algumas coisas- uma hora parei de guardar. Esqueci de dizer que fui apaixonada por ele- platonicamente, claro rs.
Ai ai

Fiquei feliz em rever tanto afeto de amigos amados- tem mais ali, nem abri cartões de Marilda- não tive coragem- esta dói muito ainda. CS também dói muito- mas hoje consegui olhar a foto e ver como era lindo o meu amor sem chorar.

Até uns poeminhas do meu ex marido eu achei- muito ruins, mas é bom guardar para os filhos lerem.

Enfin, c’est la vie, c'est l'amour…

sexta-feira, janeiro 16, 2009

O amor em cartas e na voz de Billie




Amo a voz de Edith Piaf e de Billie Holiday, uma me lembra a outra, pela paixão, pela vida. Me vejo nas duas, não sou tão doida porque sou controlada hihihi
Toda vez que me apaixono penso que meu coração vai explodir, e que vou enlouquecer-
chego perto, mas seguro a peteca.
Ai ai

Acabo de ler que carta de amor de Edith Piaf a ator vai a leilão na Grécia.


De acordo com um trecho impresso no catálogo do leilão, Piaf, que chama o ator por um apelido, escreveu: "Amo você como nunca antes amei. Taki, não deixe meu coração morrer!"
Leiam mais aqui.
Estou lendo um livro de Françoise Sagan que fala em George Sand e Musset e cartas de amor, uma hora comento aqui. Me emocionam cartas de amor, já escrevi várias. Em 70...
deixa pra lá...



Adoro este disco. Há dias em que não dá para ouvir, quando estou muito nostálgica.

Esta é uma das minhas referidas:

My man

It cost me a lot
But there's one thing that I've got
It's my man
It's my man

Cold or wet
Tired, you bet
All of this I'll soon forget
With my man

He's not much on looks
He's no hero out of books
But I love him
Yes, I love him

Two or three girls
Has he
That he likes as well as me
But I love him

I don't know why I should
He isn't true
He beats me, too
What can I do?

Oh, my man, I love him so
He'll never know
All my life is just a spare
But I don't care
When he takes me in his arms
The world is bright
All right

What's the difference if I say
I'll go away
When I know I'll come back
On my knees someday

For whatever my man is
I'm his forevermore