Outro dia me deparei com uma escultura de Louise Bourgeois e quis mostrar aqui, eu vi numa Bienal, não sei qual, em São Paulo, é uma aranha gigante imensa, que ela chama de "Maman". Louise é uma mulher muito interessante, uma vez li uma longa entrevista dela, acho que na Folha e guardei, aquelas coisas, não sei mais se ainda tenho com estas mudanças todas, ela fala de inconsciente, desejo, relação com os pais. Tem um livro " Destruição do pai/ Reconstrução do pai" é da Editora Cosac Naify com ilustrações. A Publicação é de ago. 2001. Vi aqui. Não conheço o livro, infelizmente. Vocês conhecem?
Encontrei estesite que é um barato, imaginem, um site que tem biografias de mulheres que passaram dos oitenta anos! É de Portugal, há mais portuguesas lá. Mulheres vivem mais, são longevas (gosto desta palavra).
Interessante, não sei se quero 'mandar' para lá a cartinha que tenho dele. Nossa relação foi mais ao vivo, ou ao telefone, que epistolar. Eu lhe escrevi agradecendo os livros. Ele agradecendo o desenho, que achou magnífico- palavra dele.
Vocês já estão cansados de saber que nos encontrávamos nas esquinas de Ipanema. Tomou chá comigo em minha casa, disse que era frugal diante da mesa farta. Ganhei naquele dia uma gravura de Renina Katz. Ganhei livros, me escreveu linda dedicatória... Mas isto não é nada diante da lembrança que tenho dele. Da figura magra se delineando nas ruas. Dos nossos encontros, do caminhar de mãos dadas- eu encabulada- conhecia muita gente ali- amigos me contavam que me viram com o poeta- brincavam comigo.
Eu o encontrava às 3 da tarde e às 6 da tarde. Na hora que ia e quando voltava da casa de Lygia, que morava umas quadras depois de mim. Eu, na rua Nascimento Silva, ela, na Barão de Jaguaribe.
Contei algumas vezes. Aqui está. É estranho saber que alguém possa ler minhas cartas para ele.
Drummond ficou enamorado por mim, eu sei porquê, eu era uma moça exuberante e transbordava paixão- estava vivendo naquele momento uma bela relação de amor.
Ele me disse: Se quiser manter a paixão, não case.
E me contou que tinha uma amante há 30 anos, moça de família,(palavras dele), que deixou a casa dos pais para viver só por ele etc. Vocês também conhecem a história dele com Lygia Fernandes. Ele me disse, gaiato, que tinha mais anos de casado com a sduas mulheres do que de vida. Era ágil e jovial. Impressionante.
Fez uma crônica para mim, enciumado com meus amores- um deles ele inventou- era meu amigo- um violinista americano- Tad Lauer- hoje vive na Suiça. Esta crônica foi a ante penúltima dele para o JB- estava cansado- era o próprio quem ia até a Av. Brasil levar a crônica- se fosse hoje provavelmente não deixaria de escrever. Realmente, ir de taxi até lá é desanimador- Drummond só andava a pé e de taxi.
Caminhava muito- eu o via em Copacabana- ia ao Correio. Imagino quantas correspondentes deve ter tido- era gentil e gostava de aconselhar, mesmo- a mim também disse: Não se debruce muito sobre as tristezas, amor é misto de alegrias e angústia.
Acho que é isto, não vou conferir agora.
Pois é, e amanhã é aniversário de Luc, que nasceu um ano depois que Drummond morreu, conheci o pai dele no enterro do poeta. Dan nasceu dois anos depois. Devo ao Carlos Drummond meus dois lindos filhos.
Que viva Drummond! em mim estará sempre vivo.
Ai ai ele conta que Anna Magnani enlouqueceu de amor por ele, eu também perderia a cabeça. Leiam aqui, já contei antes. A vida trágicadele me comove, muito. Era torturado, angustiado.
Delícia- lá em casa havia este disco em vínil- quando eu era menina. Sobre o filme aqui.
Lua, lua, lua, lua
Caetano Veloso
Lua, lua, lua, lua
Por um momento meu canto contigo compactuar
E mesmo o vento canta-se
Compacto no tempo
Estanca
Branca, branca, branca, branca
A minha, nossa voz atua sendo silêncio
Meu canto não tem nada a ver com a lua
Foto Eduardo da Costa daqui. Tks Eduardo, vão lá ver as fotos.
Madoka, minha querida flor- tão longe... 24 hs nos separam, mas tão perto em afeto. Feliz aniversário! Você sabe que te desejo, eu e os tantos amigos que tem aqui, o melhor- porque você é muito especial. Uma das melhores pessoas que encontrei no virtual. Interessante, estes dias... Ontem foi aniversário de um amigo especialíssimo, o C., era dia do nascimento de Jean Guillaume- que Madoka sabe quem é- um dos meus gurus e amores impossíveis. Dia 21, foi de uma amiga queridissima, uma senhorinha amada, que eu queria que fosse minha mãe- Cinézia. Dia 30 é aniversário de meu filho Luc e dia 1º de Dan. Tanta gente querida festejando nascimento pertinho. E todos geminianos. Uauuuu
Amo a voz dele e a dela,, também. Às vezes, penso no porquê de Norma Benguel não ter sido mais bem sucedita. O que terá acontecido no percurso? Era linda, tinha bela voz, talento, projeção... Quando a via num programa há pouco tempo, velha, fazendo uma ponta, sentia pena. Dick, era primo de minha mãe, já contei antes, pena eu não ter ido atrás, conhecê-lo. Eu era mais tímida. Também tinha outros interesses, aquelas coisas...Conheci o Cil Farney, quando menina, depois não vi mais. Tenho foto autografada- ele era super famoso quando eu era menina.
Uma vez me perguntaram se esta foto é minha? Tenho tão poucas fotos... mas tem a ver comigo esta imagem. Adoro esta foto. E adoro sentar assim e me esconder do sol :) Fernando, meu querido, cadê você? O link não é mais do seu blog, vou procurar por ai.
Eu lembro deste filme todas as vezes em que vejo Vanessa Redgrave. Tão bonito e triste pelo final trágico. Saber que é verdadeiro dói mais. Uma pena...
Descia a rampa da garagem do prédio dele, vinha atenta naquele labirinto estreito. Uma angústia a invadiu. Por que o desejo de chorar? Cheira o braço, ainda o cheiro dele. Por que a dor? "Eu te amo, Luigi", disse. Ele a olhou e beijou seus lábios com ternura, sem paixão. Haviam acabado de fazer amor, ela precisava dizer: "Eu te amo". Agora, as palavras ressoam nela, qual faca- esburacam seu peito. Ele não disse que a amava, nunca disse. Prometeu amor à outra, ela sabe. Então, por que o buraco? Respira fundo. Na rua busca a lua entre os prédios altos e frios. A lua se esconde. Senta no primeiro bar, decente, que encontra. "Dose dupla, garçom".
A casa é iluminada, claro- uso óculos escuros o tempo todo.
Foto antiga, de uma ano, faz tempo a máquina quebrou e eu esqueço de consertar.
A gatinha siamesa foi a que sumiu de um dia para o outro- há quase um ano- tenho outra a substituindo- outra Florzinha. Lógico, que não é a mesma coisa- adorava ooutra Florzinha.
Todos os gatos são adotados- eram sem donos.
O vento hoje assobia úuuuuuuuuuuuuuuuu, fico angustiada.
Vou parar de escrever, estou aqui desde cedo. Ufa! cansei.
Tks :) vocês sabem porque.
Filme excelente. História baseada no livro homônimo de François Bégaudeau- que faz o próprio. Leia aqui:
Sinopse:
François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.
Bom, o filme passa rápido, é ágil, e traz muitas questões. Muitas. Precisaria rever para falar melhor.
O professor, bem intencionado, inteligente, quer o melhor dos alunos rebeldes.
O que se vê logo nas primeiras cenas é a diversidade do personagem. Não há aquela uniformidade que costumamos ver nos filmes americanos. São de etnias diferentes, credos, línguas. O professor tenta aplacar os conflitos entre ele e os alunos, e entre alunos, e não consegue.
Nada é fácil ali.
Penso que é o retrato de nossas escolas atuais, aquelas onde os jovens têm voz. Meu filho que via comigo, ria e dizia que é assim mesmo.
Fiz algumas palestras para adolescentes e sei o sufoco que é estar ali na frente deles, quando abrimos para a fala- querem ser ouvidos, divergem entre eles, falam ao mesmo tempo.
Uma coisa que me chamou atenção, é que o filme é quase um documentário, bastante atual, e não se percebe nos professores uma leitura psicológica dos adolescentes – são rebeldes, apenas. O professor principal tenta colocar panos quentes, mas não tem força para tal- nem argumentos. Era um professor bem intencionado, mas que não conseguia ter autoridade sobre os jovens. Em nenhum momento pensam na relação professor- aluno, como uma relação transferencial. Professor, ou pai, sem autoridade deixa os jovens mais perdidos- daí os conflitos crescerem.
Notei que ele ironizava, fazia comentários que não cabiam ao lugar que ocupava. No final, não vou contar tudo, ele ultrapassa os limites e vemos que pouco conseguiu- perdeu-se. Ok, tem uma alívio no fim- um livro que simboliza algo mais do que a diferença- estão todos autoretratados e aceitos. Mas não é bem assim, sabemos. O aluno que foi penalizado poderia ter tido um tratamento diferente antes do episódio que provoca a expulsão.
OK, era um a escola de periferia, sem grandes recursos, mas havia recursos humanos. Um grupo de professores que se reuniam, se questionavam, mesmo assim não conseguiram fugir do convencional.
Juliette Binoche, musa do 63º Festival de Cinema de Cannes, conquistou neste domingo o prêmio de interpretação feminina pelo desempenho no filme "Copia Conforme", do iraniano Abbas Kiarostami.
Espanhol Javier Bardem vence prêmio de interpretação em Cannes.
O único filme feito pelo autor: Un chant d'amour.
É belo, erótico e tocante. Só poderia ter sido feito por um gênio. Proibido em muitos países, encontrei ontem no youtube. E viva a internet- que esta semana fez aniversário :)
Parte1:
http://www.youtube.com/watch?v=CUMCzlx6Ras
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=yCdPJ80Ih2E
Parte 3:
http://youtu.be/H25NFjAi6ng
Homens se amando: De tirar o folego de tão sensual e belo.
Mais Genet: Un extrait du Condamné à mort de Jean Genet lu par Mouloudji.
http://www.youtube.com/watch?v=q749PJyVyZg
Entrou no ônibus batendo as bolsas nas poltronas. Seu lugar estava ocupado. Uma mulher pediu que trocasse com ela- queria ficar ao lado do marido. Concordou, e voltou buscando seu assento. Um homem, de cabelo gris, a olhou curioso, levantou-se e a ajudou a acomodar-se. Era seu vizinho de banco.
Ela abriu o jornal e lhe ofereceu. Passaram a comentar as notícias. Pode, então, ver o rosto dele- olhos pequenos e penetrantes, nariz reto, boca bem desenhada, um sorriso maroto. Usava um pulôver de gola alta. Fazia frio. Sentiu-se perturbada. Olhou a janela, passavam por uma pequena serra.
Pensou que o destino o enviara e que poderia se enamorar por aquele rosto. Com voz grave, mais baixa, comentou que curvas a lembravam as Serras da infância, o pai dirigindo o Chevrolet preto a caminho do mar.
Um longo silêncio e pode sentir o calor do corpo dele.
Vittorio Gassman e Silvana Mangano em "Anna',
de Alberto Lattuada- 1952.
Trailer aqui.
Delícia, tengo ganas de...
Que ator foi Vittorio Gassman! Maravilhoso!
Non Dimenticar
Non dimenticar che t'ho voluto tanto bene
T'ho saputo amar non dimenticar
Or di questo amor un sol ricordo t'appartiene
Non gettarlo ancor fuori dal mio cuore
Se ci separó se ci allontanó
L'ala del destino
Non ne ho colpa no e mi sentiró
Sempre a te vicino
Non dimenticar che t'ho voluto tanto bene
Forse nel mio cuor
Puoi trovare ancor tanto e tanto amor
Non dimenticar
che t'ho voluto tanto bene.
T'ho saputo amar
non dimenticar.
Ma di questo amor
un sol ricordo t'appartiene.
Non gettarlo ancor
fuori dal tuo cuor.
Se ci separó, se ci allontanó
l'ala del destino,
non ne ho colpa, no, e ti sentiró
sempre a me vicino.
Non dimenticar
che t'ho voluto tanto bene.
Forse nel mio cuor
puoi trovare ancor tanto e tanto amor.
Non ne ho colpa, no, e mi sentiró
sempre a te vicino.
Non dimenticar
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Postado por Diz no Caminhar em 5/20/2010 09:06:00 PM
Sonhei ontem que alguém me beijava- nem conto aqui- é conhecido rs O meu inconsciente... É um dom que eu tenho sonhar com as minhas fantasias. Hoje sonhei de novo e era um sonho erótico, ulalá, forte- mais foi interrompido. Entrava no banho com alguém- este eu não conhecia- e nus começávamos a namorar sob a água, mas havia uma fenda, poderíamos ser vistos. Ficou por ai- no desejo- ai foi sacanagem do meu inconsciente... Ai eu via uma mulher atravessando a rua se arrastando, era deficiente- tinha uma perna, apenas- se vestia com roupa de festa. Minha mãe comenta que tem pena de vê-la assim, eu respondo que ela fica em pé- deve estar cansada. O chão estava molhado, havia chovido. Escrevo aqui para não esquecer. Depois estava num quarto e chegam para uma festa, com bandejas com doces, eu preciso sair dali. Um vento forte carrega tampa de caixas de plástico- pego com crianças- dá aflição o vento. Hoje venta muito e tenho dor de cabeça forte.
A música que me acompanha estes dias:
João Gilberto
Composição: Antonio Carlos Jobim / Newton Mendonça
Quem acreditou, No amor, no sorriso, na flor, Então sonhou, sonhou... E perdeu a paz, O amor, o sorriso e a flor, Se transformam depressa demais Quem, no coração, Abrigou a tristeza de ver, Tudo isto se perder
E, na solidão, Procurou um caminho e seguiu, Já descrente de um dia feliz Quem chorou, chorou, E tanto que seu pranto já secou Quem depois voltou, Ao amor, ao sorriso e à flor, Então tudo encontrou Pois, a própria dor, Revelou o caminho do amor, E a tristeza acabou
Hoje ao descer a escada, de manhã cedo, vi pela janelinha um arco íris. Parei ali. Foi o mais belo arco- íris que vi. Estava sobre o rio aqui atrás- completava 180º, perfeitamente, e era de uma nitidez que nunca tinha visto.
Muito próximo- o rio fica a uns 40 metros da minha casa. Foi um presente para mim. Passei o dia ótima, fiz mil coisas, estive animada.
Minha mãe disse, eu soube:
- A casa dela parece um cemitério.
Minha sobrinha, linda, respondeu:
- Não parece, não, vó, não tem nenhum caixão lá.
- Mas não tem nada para se ver lá.
- A casa é muito linda, vó, e titia é muito legal.
Gostei de saber e ri muito kakaka
Minha mãe... não tem jeito. Injusta e maldosa. Não mereço.
Torçam por mim. Amanhã estarei dando um passo diferente- depois conto.
Querem ler palestras? Entrem aqui. É grandinha porque é a palestra que já fiz algumas vezes para pessoas de vários niveis culturais- vejam que falo com simplicidade.
Saudades dele. Onde andas, Olivier? A morena te sequestrou?
Ontem vi o pôr do sol e dormi na rede olhando o céu belíssimo- parecia uma paisagem vista de avião. Acordei depois das oito e vi: “Pecados inocentes”. Que filme estranho e angustiante. Claro, sou psi, sei que isto rola por ai, mas ver é tão angustiante. Que mãe maluca faz a Julianne Moore! O rapaz está ótimo também- pegou bem o clima. Lembrei de “La Luna” de Bertolucci- gostei muito mais.
Depois vi o final de “Crash” –ótimo filme- e o finalzinho de “Orgulho e preconceito” que todos amam e eu não. Bonitinho. Não gosto de filmes daquela época- me irritam. Ok, sou uma chata. Jane Austin eu li quando era mocinha- na época eu gostava.
Pela manhã arranquei raízes- Freud explica- adoro a força que tenho que fazer para arrancá-las.
Vi “O último dos moicanos” com Daniel Day-Lewis- ator excepcional: talento e encanto- sempre perfeito nos papéis. Está lindo. E que filme emocionante! Adorei rever- já havia visto- esqueço- é vantagem em filmes.
No ConexãoRoberto D'Ávila, uma senhora de 93 anos, Cleonice Berardinelli*, fala sobre Fernando Pessoa. Delícia ouvir, é uma senhora professora de literatura de 93 anos! Impressionante.
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
Note-se a insistência do poeta no processo mais importante da criação poética: o fingimento. Este processo é marcado pelas formas verbais "finge" e "fingir" e pelo substantivo "fingi dor". O verbo "fingir" (do latim fingere = fingir, pintar, desenhar, construir) aponta não apenas para disfarçar, mas também para construir, modelar, envolvendo, assim, todo o processo criativo desenvolvido pelo poeta na produção do poema: o poeta é um artífice. Daqui. Fernando Pessoa é, para mim, o maior poeta que conheço (pouco), deveria ler mais. Era genial. Foi ele quem não foi se encontrar com Cecília Meireles em Lisboa- os astros nao recomendavam ele era astrólogo- viu, Ana? :)
Não vou ficar relendo para achar erros, sorry- estou cansada.
*Correção: Tks Fernando, ela é brasileira e não portuguesa.
Fico envaidecido.
O mergulhador é uma escultura daqui de Liége, com história bonita. O grafite, achei em San Gimignano, há menos de um mês.
Volte ao meu Flickr sempre que desejar. A casa é sua!
Vendo na TV o Iraque em guerra- triste guerras no século XXI
Aqui dias melhores chegaram. Estou mais leve- Ufa! Até que enfim!
Mudanças para melhor. Rompimentos definitivos- limpeza geral.
Melhor não contar aqui- há urubus lendo- odeio isto- se pudesse bloqueava o blog, como fiz no Twitter.
Ontem meus filhos, maravilhosos, fizeram almoço para mim- foi delicioso.
Hoje limpei canteiros- arranquei raízes de grama que atrapalham o crescimento das plantas- podem interpretar- eu já o fiz.
A bananeira está com novo cacho, a amoreira tem dado umas amoras mínimas- tadinha- sofre ao vento. O mamoeiro está dando frutos. Começa a frutificar o que plantamos. Ulalá.
Li, escrevi, arrumei coisas- dia produtivo e leve- como eu gosto de ser.
Estou com sono- acordo cedo.
Vou ver “Viver a vida”- já sei que o casal pai e mãe, ficarão juntos- só ela combina com ele, mesmo- as outras foram pares constrangedores. A mocinha está comovida chorando, eu chorei no Jardim do Museu Rodin- pra valer- muita emoção estar lá.
E o Jardim de Monet? Não fui lá- preciso voltar- Paris é o meu sonho.
Vimos a expo do Monet no Rio, os meninos, pequenos, adoraram- foi um dia especial.
Acabo de ver na TV Monde 5 o documentário “Lagerfeld confidential”
E descobri que ele, como eu ,não acredita em casamento- morar junto.
Gosta de silêncio, de estar só. Não descarto uma pessoa muito especial, que respeite meus silêncios.
Fecha portas para sempre quando sente que alguém pisa na bola com ele- eu já fiz isto algumas vezes, com dor, mas fiz.
Eu não sabia que ele era fotógrafo- ignorância minha- ótimo fotógrafo, faz fotos de Nicole Kidman no documentário- ela linda de morrer.
Eu, como ele, gostamos de mesas bagunçadas, livros por todos os cantos. A casa dele é linda e há livros e revistas por todos os lados.
É interessante como eu vejo documentários e fico a me identificar- todos vocês pode ser que sejam assim.
Ele tem garra. Passado é passado. Um lançamento fica para trás, agora é hora de pensar o próximo, diz.
Lamento não ter tido mais garra.
Ele diz que se alguém se debruça sobre o passado acreditando que o melhor dele está lá, deve se jogar pela janela.
Achei engraçado quando o entrevistador- Morconi- perguntou se ele idealizava a mãe. A resposta foi a confirmação disto, mas ele disse: Não, não idealizei, minha mãe foi perfeita. Pode ser que ela tenha sido mesmo. A ele enumera qualidades da mãe:
Mulher forte, amorosa, sem ser controladora, nem viscosa, foi livre e leve. Deixou-o livre- o amou muito, foi mimado muito. Karl é alemão e diz que a mãe escapou- não é uma típica mãe alemã. Ele não teve educação religiosa- disse não sentir necessidade de perdoar, culpa- que beleza- também acho uma falácia esta ideia de que temos que ser generosos e perdoar- feriu a ferro e fogo? Mato. Não perdoa. Ponto final.
Fala de sexualidade com discrição- mostra fotos de jovens. Há um que é fotografado enquanto filmam- belo, cara de alemão.
Viveram a guerra de longe. Acredito que quem viveu o tempo de guerra tem uma moral menos rígida- eram tempos onde a morte presente mudava valores.
Ele tem uma quantidade enorme de anéis de prata- usa-os em vários dedos. Tem um de ônix igual a um meu- também gosto de anéis de prata,mais do que jóias de ouro e diamantes.
No final ele fala contra a psicanálise. Não lembro bem, algo como: tivemos épocas sublimes sem psicanálise.
Diz algo como se olhar, se ver- e não precisar de analista. C'est vrai nem todos precisam de analistas. Eu ador psicanálise- é de uma beleza impar- quem conhece sabe- mas nem todos ousam. Não é fácil.
Ah! Por que moda? Por que um estilista? Eu adoro este tema- poderia ter sido uma- gosto de criar roupas, tenho um estilo próprio- agora não tenho feito nada, mas mandava fazer vestidos que eu inventava- e eram bonitos.
E, quem fica ai pensando, ué, ela não reclama de solidão. Sim, mas é de estar só em todos os aspectos- exceto filhos- não tenho pares para conversar- bom, estou resolvendo isto, espero. Preciso voltar a estudar- estou recomeçando contatos.
Ontem foi um dia diferente- fui assistir um seminário sobre narcisismo num grupo que eu não conhecia. Aqui há vários grupos de psicanálise- como em todos os lugares.
Ao me apresentar fiquei surpresa, quando disse meu nome e um homem disse:
Ah! Eu te conheço!. É a escritora do blog!
Foi a primeira vez que aconteceu isto. Várias pessoas me conhecem aqui como escritora- tenho contos em dois livros de pessoas ligadas a Natal. Gustavo, do blog Razão e poesia
o meu amigo poeta, me deu força, falou de mim por aqui e o Tácito, daqui divulgou vários contos meus. Um dos livros- “A cabeça do futebol” foi organizado por Gustavo, está ai do ladinho, vejam- tem muita gente boa comigo.
Descobri no Gustavo o blog de Angela Almeida- outra pessoa que me colocou num livro. Veja que lindo e consistente seu espaço.
Blog do desafio #PhotoDay aqui todo dia por 1 ano cada participante manda para o Twitter uma foto com o tag
Bom sábado para todos- acordei lembrando da nossa diva tuiteira @Gal_Costa Fruta gogóia Amo!cantei tt...@fipok
# Hedonismo (do grego HÊDONÊ- prazer) é uma busca incessante de prazer, busca de prazer supremo- inatingível.
Vou aproveitar q estou c vontade de ir à piscina e me voy, asta la vista ticos.
@Blogdofavre aqui em Natal querem demolir o Machadão- estádio, q foi projetado por arquitetos...Bom dia, Favre. about 6 hours ago via web
@Blogdofavre
Porque o editorial da Folha é entusiasta com a ideia de demolir o Minhocão? http://bit.ly/beMi9S
@JorgePontual
Compare a mancha de óleo no Golfo do México (USA) ao tamanho da sua cidade no Google Earth http://paulrademacher.com/oilspill/
@JorgePontual
Foto tirada hoje no Golfo a mais de 100 km da origem do vazamento - o petróleo virou uma pasta vermelha http://twitpic.com/1lxssx (@NWF)
@iPeixotinho @nogflavia é... o silêncio do mar- é meditação- muda a onda- devemos entrar em alfa- além da imensidão q traz humildd, beleza
@iPeixotinho
Por que gente que vai ao fundo do mar é tão gente fina? Sylvia Earle Mike DeGruy Jeremy Jackson e agora Edith Widder http://on.ted.com/8J2o
*Fruta Gogóia
Gal Costa
Composição: Folclore Baiano
Eu sou uma fruta gogoia
Eu sou uma moça
Eu sou calunga de louça
Eu sou uma jóia
Eu sou a chuva que molha
Que refresca bem
Eu sou o balanço do trem
Carreira de Tróia
Eu sou a tirana bóia
Eu sou o mar
Samba que eu ensaiar
Mestre não olha
Acorda com o choro do filho da vizinha, quer dormir mais. Não suporta o choro que vem, invade tudo, tapa os ouvidos com o lençol. Ainda bem que tem o ventre seco, Deus sabe o que faz, dizia a mãe, vai ver tinha razão, a velha.
Amo de paixão.
Por isso sonho tanto com ele, né? rs
Joana Francesa
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque
Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise
Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Ontem vi a entrevista que Roberto D’Ávila fez com Marcelo Gleiser na TV, foi a primeira, semana que vem verei a segunda parte.
Conheço os textos do Marcelo há anos, da Folha de São Paulo. Gosto do que diz, sempre faz sentido para mim. Havia visto uma entrevista antes, também na Conexão, - ontem vi que foi em 2003- Nossa! passou rápido.
Este homem me comove. Tem uma história triste- a mãe morreu tragicamente quando era menino- eu lembro o que foi, mas prefiro não dizer- ele tem omitido, vou respeitar- olhei por ai e ele não tem dito.
Ontem contou que aos 11 anos tinha certeza de que seria vampiro- para se aproximar da mãe morta- para ser eterno- ela também. Existe coisa mais triste? E por ter vivido isto partiu para questões não só filosóficas, mas científicas. Busco uma ciência aquilo que não encontrou na religião- é judeu- mantém alguns rituais pelos filhos- disse. Aqui também conta do vampirismo.
Eu o admiro muito. Vive nos EEUU há anos, dá aulas- adora- e pesquisa. Escreve livros, saiu este , "Criação imperfeita" agora.
Disse que deveríamos aceitar que não chegaremos a 'verdade'- à mente de deus- que há um mistério nisto tudo, sim, mas devemos aceitar e entender, via ciência, o que é possível do universo e da vida. Acreditar que chegaremos à mente de deus é desejarmos o poder divino, ele diz. Sejamos humildes e reconheçamos que é impossível alcançar o conhecimento de tudo.
"Estou voltando a colocar o homem no centro do Universo."
A vida é rara e a vida inteligente é, extremamente, rara e se estamos sozinhos ... temos missão de preservar a natureza- a Terra pode muito bem continuar sem a gente, mas a gente não vive sem a Terra.”
Sonhei que começava uma relação com Chico Buarque- pobre Chico passa as noites na cama de tanta gente rs. Havíamos saído, chegávamos de algum lugar. Eu me sentia insegura, não sabia como lidar com ele- é difícil começar- a sorte que o encanto ajuda, não é? E ele, Chico, no sonho, era receptivo- sempre é, ainda bem. Obrigada por existires, Chico Buarque- Oh! maravilha. Tenho pena dele, sabiam? Tanta gente a sonhar com aqueles olhos azuis cor de ardósia. Mas o meu Chico não é o Chico Buarque, acho que vocês entenderam- significa o amor para mim. Chico= amor.
Depois sonhei que limpava os olhos do gato Seinfeld- ele tem sempre uma secreção- eu limpo com água boricada.
Chico faz parte da minha vida- é impressionante o número de vezes que sonho com ele. Chico é mais do que o Buarque, eu sei, quem me conhece também sabe. Tantos sonhos...
Tanto Mar
de Chico Buarque
Sei que está em festa, pá Fico contente E enquanto estou ausente Guarda um cravo para mim Eu queria estar na festa, pá Com a tua gente E colher pessoalmente Uma flor no teu jardim Sei que há léguas a nos separar Tanto mar, tanto mar Sei, também, que é preciso, pá Navegar, navegar Lá faz primavera, pá Cá estou doente Manda urgentemente Algum cheirinho de alecrim Foi bonita a festa, pá Fiquei contente Ainda guardo renitente Um velho cravo para mim Já murcharam tua festa, pá Mas certamente Esqueceram uma semente Nalgum canto de jardim Sei que há léguas a nos separar Tanto mar, tanto mar Sei, também, quanto é preciso, pá Navegar, navegar Canta primavera, pá Cá estou carente Manda novamente Algum cheirinho de alecrim
Esta música é a minha cara. Também de mais alguém que eu conheço. Mas o deixemos para lá. Andei pensando estes dias porque me sinto tão incomodada, desconfortável, quando escrevo e a pessoa não responde. Penso mil coisas- que falei demais, que deveria ser menos espontânea- que isto me afasta das pessoas. Que tenho uma forma de me expressar com afeto mal compreendido por quem não me conhece bem etc. e tal. OK, alguns, como Raduan, dizem que tenho uma espontaneidade cativante- ouvir isto dele é um bálsamo para qualquer ego, mas não basta- ele está longe, nos falamos pouco.
Por que aquele que não te quer pesa mais do que aquele que te quer- está ali ao seu alcance?*
Aquele que falta...
Está bom, atualmente até os que tenho estão distantes- e o alcance é simbólico. “Amo” mais de um homem, posso dizer? Amo à distância. Nunca amei dois dividindo tempo e espaço. Acho que seria impossível, me atrapalharia.
Amar dois é mau caratismo? Não acho.
É possível se amar aquele que apenas fala conosco, com quem não temos contato físico? Apenas o amamos por admiração intelectual? Difícil dizer. Márcia Tiburi soltou algo como: isto é corpo. Não entendi, consigo tentando pensar algo, mas nem ouso colocar aqui. Vou entender. Cadê a Márcia pra me explicar? Será que o C. me explica? Vou ver.
Alguns pensam que eu sou A COMPLICADA, aquela que só ama de longe. Rs ledo engano. Apenas não tenho encontrado um par que me agrade, e quando encontro, está lá longe, nem adianta fazer muito charme. Outra coisa, detesto jogo de sedução à distância, a escrita fica marcada, indelével, e eu me vejo ridícula- me arrependo depois. Claro que não deixo de fazer, é incontrolável muitas vezes, sempre há um jogo nas relações reais ou virtuais- nosso inconsciente está ali, jogando, tentando levar você para lugares que nem sempre você percebe- quando percebe, se tiver coragem para se ver, já é tarde.
O tempo... e dizer que o tempo não existe... mas uma frase jogada pode ser mal interpretada- aí é tarde. Sabe aquela carta de antigamente jogada dentro de uma garrafa ao mar- pois é, é isso.
* As moças do “Saia justa” falaram sobre isto esta semana.
Mudando de assunto:
Hoje a amiga que tenho aqui veio me visitar, trouxe um presente lindo- um pingente que trouxe da Itália- fiquei feliz. Tão bom se tivesse mais amigos aqui, minha querida Dai anda longe também. Estes dias encontrei no Facebook uma conhecida da década de 70, foi bom ter notícias dela e de outros, estes amigos. A casa estava cheia de jovens- amigas do meu filho- o outro havia saído para tocar guitarra num evento. Almoçaram aqui, fizeram bagunça na cozinha, mas gosto quando vêm. Estavam estudando- melhor ainda. Fico feliz.
O gato acaba de escapar pela janela- a única aberta- atrás de mim- foi rápido. Estou mantendo-os presos à noite, de dia ficam por aqui, é muito quente, mas quando refresca gostam de circular pelos jardins da casa ao lado- estou com medo. Minha amiga disse que estão matando os gatos de Natal- deu na TV- por causa da Toxoplasmose. Aqui no condomínio, já contei, acho- ando esquecida- mataram sete no sábado passado. Um horror- pobres bichinhos. Temo pelos meus. Fui ver e não foi aqui que contei...tenho certeza que contei no Twitter e para amigos via e-mail. Minha cebeça... Estou sempre perguntando para os meninos: Foi para você que contei...? Nunca sei para qual dos dois- difícil estarem juntos aqui. Não é só gato que dá toxoplasmose, carne mal cozida também.