Sábado, Maio 30, 2009

The Beatles


Veja aqui o vídeo com as músicas do album Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967).

Tem mais.

Paris por Lelouch em dez minutos- Uauuuuuuuu



"Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse. O filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur.
Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.
O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 324 km por hora em certos momentos.
O filme mostra-o furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.
Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no circuito underground.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

Que livro é você?

Que livro é você?


Descobri este teste, é gostoso de fazer e pra mim deu certo.

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.



Clarice Lispector

Foto: Divulgação

"A paixão segundo H", de Clarice Lispector

''Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.''

Uauuu é um livro muito interessante, eu tenho horror de baratas, li e gostei do livro- como ela teve a ideia de fazer esta estória?

Copiei daqui.
Vejam aqui e comentem, please, é meu blog também.

Quarta-feira, Maio 27, 2009

Um de escorpião e dois geminianos




Drummond entrou realmente na minha vida ao morrer.

Era agosto, meu inferno astral, mês de mau agouro. A TV notícia a morte de Drummond. Fico triste e confusa, não sei se devo ir ao enterro- detesto estas cerimônias.

Dia cinzento, chuva fina, às nove da manhã a imagem do meu amigo no caixão na capela quase vazia me comove, e resolvo ir ao enterro.

Onze horas, hora do enterro, a capela cada vez mais cheia me sufoca. Saio para a varanda do cemitério São João Batista. Ali um homem alto, olhos azuis, de terno de linho azul claro aguarda, como eu, a saída do corpo. Havia outras pessoas: políticos, artistas, gente do povo.

Pergunto a um homem qualquer se há outra saída para o caixão- vi repórteres correndo.
O homem de terno de linho azul claro diz: "Deixe que vou ver". Volta e de longe faz um gesto com a mão para seguí-lo. Diz: "Venha". Fui.

Algum tempo depois eu esperava meu primeiro filho- dele.

Diz um amiga astróloga que quando morre um escorpião nasce outro, no meu caso nasceram dois geminianos.

Devo a Drummond meus dois lindos meninos, hoje homens.

Meus caros amigos, estou festejando estes dias os aniversários dos meus filhos, um dia 30 de maio, o outro dia 01 de junho. Que viva Drummond! Que vivam meus meninos!

Mais 'Drummond e eu' aqui.


Dia 28, maio de 2009

Recebi comentários tão queridos que coloco aqui para vocês lerem. Obrigada amigas, vocês me fazem um bem enorme, nem imaginam.
Madoka, minha querida, feliz aniversário! Por que não contou antes? Você já sabe, mas reforço: te desejo toda felicidade possível, que fique sempre bem, encontre sempre o caminho menos árduo. Você é de uma delicadeza impar, é a minha flor do oriente.

E, vou contar para vocês mais umas coisinhas: meu ex é de escorpião, um daqueles típicos- passional, exagerado. Minha mãe é de gêmeos, difícil... Meu sobrinho- este que está chegando, hoje, para morar aqui, nasceu dia 15 junho. Contardo Calligaris, que me leva a escrever, me cobra isto, fez aniversário esta semana, e não esqueçamos, o 'amor da minha vida' e de muitas de nós, Chico Buarque, que é de 19 de junho, finalzinho de Gêmeos, entrando em Leão- por isso deve ser difícil para ele aparecer tanto como os leoninos gostam. :) Carlos Scliar, que indiretamente desnorteou minha vida- isto não posso contar- era do dia 21 de junho. Enfim, muitos geminianos e alguns escorpiões.
Não sou especialista em horóscopos, quem entende são as Anas Marias ai, a Costa Ribeiro e a minha amiga Barreiros.

Nelson Cavaquinho Elizeth Cardoso: A Flor e o Espinho (1973)

Maravilha.
"Tire seu sorriso do caminho..."




Luis deixou ai nos comentários a letra, que é linda singela e dolorida ao mesmo tempo. Quem não sabe o que é este sentimento? Eu sei.

A flor e o espinho

(Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha)


Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua

Chove chuva, chove sem parar...

A img do meu Twitter, adoro esta foto, não sei de quem é.



Vejam aqui que barato! Quanta criatividade!

Chove sem parar. Uma umidade insuportável- descobri hoje uma cortina de bambu mofada. Sou friorenta, não consigo ir à piscina sem sol, posso ir depois do sol, mas com chuva...Meu braço dói, o pescoço parece que está enferrujado :).
Preciso fazer yoga, não faço- droga! Vou tentar hoje relaxar.

Putz! estou evitando ficar aqui muito tempo.

O Twitter é muito doido, vocês usam? como tem gente que aguenta horas ali? é desgastante- fala-se sozinho, louco demais. Pior que aqui- onde já se tem uma sensação de narcisismo explícito- falo com um espelho. Lá, eu me sinto mais louca, falando sozinha.

E vejam esta página, as novas regras ortográficas de forma simples.

Por favor, se você é meu amigo/a, divulgue o nosso livro, mande um e-mail para mim, vou colocar no perfil o endereço. E obrigada.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Velas para iluminar o caminho




Que os deuses me protejam, estou me sentindo muito frágil.

Hoje a Franka disse que eu deveria ir para Sampa para o lançamento, havia pensado em ir, mas estou desanimada.
Poderia ir ao Rio, mas fico com receio de me desapontar, poucos dias, não vai dar para ver todo mundo, e vou sentir mais ainda a falta do Ch. que não está mais lá, nunca mais- fiquei mal estes dias por isso, fez um ano.

Os ruídos




Há pouco precisei fechar a porta pelo ruído de um grilo, achei que estava ficando doida, um zumbido agudooooo. Mon dieu! Agora parou.
Outro dia me disseram que são as fêmeas que entram em buracos e fazem este escarcéu para chamar os machos. Ulalá.

Dias difíceis aqui.
Chove muito, hoje a tarde parou, fui à piscina fazer exercícios às quatro e voltei gelada, fazia tempo que eu não sabia o que era frio. Espero que amanhã não chova- eu preciso do sol para viver, fico depressiva sem sol.

Meu filho esbarrou numa moto, o rapaz caiu e quer quinhentos reais- estamos estudando o caso- parece que só quebrou o pisca- pisca, e ele trouxe um orçamento de R$550,00 reais.

O outro, que é surfista, deixou a mochila numa lanchonete e foi surfar, quando voltou o celular havia sido roubado- o dono diz não se responsabilizar...celular novíssimo, ainda bem que dos mais simples- só usamos estes. Já foram roubados 3 vezes- e é Natal.

O vizinho estava caminhando aqui perto e lhe ofereceram um celular por vinte reais, ele comprou. :( é por isso...
ai ai aqui em casa não compramos em 'robauto',estas coisas- muita gente compra- aqui também tem um lugar que vende coisas baratas e roubadas- uma vergonha.

Minha irmã decidiu que eu devo ficar com o filho dela de 16 anos, porque ele quer morar aqui- ela foi viver em Curitiba.
OK, eu deveria dizer não, mas não disse, acho que ele ficará um tempo e desistirá. Eu não sou fácil, coloco limites até hoje nos filhos, não dou mole, têm que estudar, dormir cedo, estas coisas. Ele gosta de ficar acordado até... faltar aulas. Vamos ver. Eu tenho tido tantos problemas com os irmãos que resolvi ceder- ela já me ajudou bastante quando os meninos eram pequenos no Rio e Cabo Frio- uma mão lava outra.


A personagem da Vera Fischer na novela é tão sensata, será que ela vai absorver algo dali? É sacanagem, mas eu não consigo deixar de pensar isto quando ela abre a boca.

A da Juliana Paes veste roupas lindas, ela fica mais bonita ainda.
E o marido, existe aquilo? existe homem assim? vocês conhecem? Bonito, charmoso, interessante e maravilhoso. A Glória P. exagerou. E o outro,tadinho... está péssimo no papel do dalit(fui procurar como escrevia e achei esta foto- ela está linda).


A moça Kalil, nunca sei o nome- Freud deve explicar o lapso- usa jóias feitas por Felipe Patusco, filho de um ex namorado meu.
Olhe aqui. Legal, né?

Estou direto aqui divulgando o livro. Meus amigos, por favor, divulguem também. E obrigada

Suíte número I / Arquivo



Suíte número I

Ficou encantada ao se ver no espelho com o vestido da patroa.
Dançou pela suíte.
Com a tesoura fez pequenos cortes nas roupas penduradas.

Ao bater a porta sabia que não haveria retorno.

Domingo, Maio 24, 2009

O livro no blog do Favre







Estamos no blog do Favre com o livro "A cabeça do futebol".

Legal.

Tks. :)

Um vergonha...




Uma vergonha para nós, brasileiros. Rio 6%, São Paulo e Belo Horizonte 7%

A Inglaterra tem problemas e recicla apenas 33%.


"Junho 18, 2008

Parlamento Europeu aprova metas vinculativas para aumentar reciclagem na UE até 2020


Estrasburgo (França), 17 jun (EFE).- O Parlamento Europeu aprovou hoje a nova diretriz européia sobre resíduos, que introduz metas vinculativas para a reciclagem e a reutilização de certos materiais até 2020. Matéria da Agência EFE, publicada pelo UOL Notícias, 17/06/2008 - 11h38.

Os eurodeputados votaram a favor do texto firmado entre os representantes da Eurocâmara e os Estados-membros e que obrigará os países da União Européia (UE) a estabelecerem planos nacionais de prevenção de resíduos e a Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) a estudar a imposição de metas também neste âmbito.

Com relação à reciclagem, os Governos terão que tomar medidas para garantir que em 2020 sejam reciclados ou reutilizados 50% do papel, plástico e vidro dos resíduos domésticos, assim como 70% dos rejeitos não perigosos procedentes de construção e demolições.

Além disso, o texto fixa que a CE deverá revisar as metas em 2020."

Mais aqui.

Sábado, Maio 23, 2009

"Leite derramado" em retalhos





Como eu não consigo me concentrar, reler e escrever sobre o livro do Chico, "Leite derramado", vou colocar aqui o que andei dizendo por ai sobre o livro.
Fica uma colcha de retalhos, sorry.

Hoje li uma crítica, e escrevi isto, mais ou menos, para o Thiago Corrêa:

Gostei muito do livro. Como sou psicanalista vi um velho no leito de um hospital, tentando enganar a morte com suas lembranças. A aridez hospitalar é compensada pela memória de um amor imaginário num passado remoto.

Outro dia no blog do ex-critor eu disse isto:

É um livro bom de se ler, gostoso, flui maravilhosamente. O personagem principal é um velho interessante, confuso, que vai tecendo suas memórias, mudando cada vez que volta à mesma cena. Luta contra a morte, a memória é teia que o defende da morte próxima.

Chico não se perde, engana o leitor- em 'Budapeste' talvez o faça de forma menos lúdica. Aqui em 'Leite derramado' ele conta a estória revelando a história.
Não sou especialista em literatura, não me sinto à vontade fazendo críticas, portanto é apenas uma leitura do livro.

A narrativa de Chico tem algo de Raduan, meio delirante, insuportável para alguns, fascinante para outros- talvez os mais loucos, como eu. Tem algo de Javier Marias. E, se perguntarem a ele, Chico, podem ter certeza, já li sobre isto, estes são escritores que ele lê.

Para mim, Chico é escritor desde 'Gota d'água', peça maravilhosa, e 'Estorvo', livro que Raduan Nassar me disse estes dias ter gostado muito. Não invento, como alguns pensam. Raduan não leu os dois últimos, não está bem dos olhos, operou um, vai operar o outro.

Concordo com você plenamente, este tipo de gente que diz "Não li, não gostei" devia enfiar a viola no saco e ficar em silêncio. Chico merece nosso respeito. È um dos brasileiros mais respeitáveis que conheço, e não são muitos, não é?
Infelizmente Chico é pouco conhecido aqui em Natal.

Abre parêntese:

Outro dia meu filho Dan disse que a professora de português deu um poema do Chico pra eles lerem e baseados nele fazerem algo. Era "Bom conselho". Eu disse: É letra de música, filho.
- A professora disse que não é, uma aluno disse que era.
- É sim, vou cantar pra você: "Ouça um bom conselho, eu te dou de graça..."
- Poxa, mãe, ela teimou que não era.
Enfim, é uma pena. Chico, Caetano, Gil, Milton, têm letras belíssimas e são tão pouco conhecidos neste brasilzão. Meu filho que tem 18 anos ouve MPB boa, fico feliz.

Fecha parênteses.

Comentei em abril no blog do Felipe Machado:

Acabei de ler o livro hoje.

Adorei.

Fala de um amor idealizado por uma mulher que, para mim, representa todas as mulheres, fala de relações entre pais e filhos, netos, bisnetos. Faz um retrato de nossa sociedade com humor e sensibilidade.
Somos todos decadentes?

Lembrei da família Guinle- um paradigma, pelo ''glamour''.

Você lembra bem Garcia Marques, gostei da sua referência, agora vejo que faz todo sentido.

O personagem fala sozinho? Há alguém realmente ali?

Comove a solidão, o desejo de reter a memória, talvez por eu estar envelhecendo. É triste envelhecer.

Há muita sensualidade no livro, o desejo do homem sempre presente. Um desejo por mulheres de todos os níveis. Aquele homem amava as mulheres.

Enfim, gostei muito. É verdade, muitos livros e filmes começam assim, poderíamos lembrar muitos, mas Chico conseguiu escrever um livro interessante.


Acrescento agora- 23 de maio:

Ok, é uma metáfora do Brasil, de uma sociedade decadente, muitos já disseram.

Lembra “Brás Cubas”, outros livros e filmes narrados na primeira pessoa, sim, mas é um erro tentar comparar Chico a Machado de Assis, mesmo a Raduan., ou ao compositor famoso. Eu digo que apenas lembra, não vejo no Chico a densidade de “Lavoura arcaica”, percebe-se que não é esta a intenção, o livro é lúdico. O perfil psicológico do personagem vamos costurando aos poucos, lendo nas entrelinhas.


E fiquei feliz, muito, porque penso que Chico elaborou muitas coisas através da escrita. Sei que já foi analisado, não sei se ainda é. Todos nós quando escrevemos fazemos isto, ele fala da morte com humor e leveza. Ainda não cheguei lá. :)


Vida longa para meu querido Chico Buarque de Hollanda! Um homem que ama as mulheres e o Brasil, podem crer.

Ah! adorei a frase inicial, eu sempre começo meus contos com quando, preciso me policiar, mudar. Gosto da ideia de continuidade.

Trecho do livro:


Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da
minha feliz infância, lá na raiz da serra. Você vai usar
o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por
estar sentimental, não é por causa da morfina. Você
vai dispor dos rendados, dos cristais, da baixela, das
joias e do nome da minha família. Vai dar ordens aos
criados, vai montar no cavalo da minha antiga mulher.
E se na fazenda ainda não houver luz elétrica,
providenciarei um gerador para você ver televisão. Vai
ter também ar condicionado em todos os aposentos
da sede, porque na baixada hoje em dia faz muito calor.
Não sei se foi sempre assim, se meus antepassados
suavam debaixo de tanta roupa. Minha mulher, sim,
suava bastante, mas ela já era de uma nova geração e
não tinha a austeridade da minha mãe"...

Daqui

Outra crítica aqui.
Esta já postei outro dia, leram? É muito boa.

Aqui uma entendida no assunto-Leyla Perrone-Moisés.

Ufa! foi uma colcha de retalhos, mas cansei. Não sei deixar sem os links.
Bom domingo.

Lua minguante

Foto Paris noite


Lua minguante

Queria contar do meu amor mais manso.
Tela especular de um entardecer de outono.
Hiato.

Madrugadas me afligem,
Desconheço fases lunares.
Haverá lua cheia?
Ou esta minguante...

Ah! Negritude infinita.


Rio, 03 Junho 87

Chineses detidos em São Paulo



Gostei da foto da chinesa detida em São Paulo para averiguação. Mais aqui.
Gostei da foto, da expressão da moça, não de ver a pobre imigrante presa.
São vítimas, vêm em busca de um sonho qualquer. Quando chegaram para cultivar a terra, povoar, eram bem-vindos, agora, quando há menos espaço, em todos os sentidos, são rechaçados. Triste isto.

As belas formas e cores da natureza















Mais aqui e aqui.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Se cuide

Email de Grégoire Bouillier enviado à Sophie Calle - Clique na imagem para ler em francês

"Cuide-se, Gregóire

Foi por e-mail. Assim tão naturalmente como se pode imaginar. Pois então, Grégoire Bouillier em e-mail à Sophie Calle, rompe o relacionamento e o que ocorre a seguir todos já devem saber: a artista plástica, de posse do conselho “cuide-se”, parte para o que ela considera o melhor modo de cuidar de si mesma e dá origem à instalação “Prenez Soin de Vous”, o trabalho mais comentado da Bienal de Veneza em 2007. Abaixo podemos ler a matéria prima, digamos assim, o e-mail origem, afinal.


Grégoire e Sophie dividirão na FLIP, a mesa Entre quatro paredes. Será a primeira aparição pública dos dois juntos após o fim do relacionamento amoroso. Clique na imagem para ler o e-mail em francês."


Leia mais aqui.


Eu, quando vi os vídeos, achei que fosse uma vingança feminina e curti, tipo: "Gostei...". Meio 'fradinho', gosto de ver alguns homens sofrendo estas coisas. Mas parece algo combinado, eles estarão numa mesa em Paraty, na FLIP. E ela fez sucesso em Veneza,na Bienal, 2007- justo, afinal é original e interessante o trabalho dela.

Veja mais vídeos aqui, são muito interessantes, até Jeanne Moreau está ai.

Descobri via Ane Aguirre, sabem quem é? aquela moça da FLIP, já foi minha leitora no início, depois não veio mais- a internet é assim.
Vejam no blog dela que foto linda da Lagoa- ai que saudades...

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Um livro sobre futebol e um conto meu





Meus caros amigos.

Vocês sabem que escrevo desde menina, nunca levei a sério, talvez eu não me leve a sério...

O meu amigo Gustavo, poeta dos melhores e filósofo, é meu leitor e insiste para que eu publique os contos.

O espaço virtual de certa forma supre a falta de um livro impresso. É uma boa discussão atual: Por que escritores virtuais querem publicar no papel? Eu já era escritora, me surpreendo quando encontro um texto de 70 ou 80. Escrevia na cama, de madrugada, hoje num micro computador a qualquer hora.

Agora pelas mãos amorosas do poeta estou entre gente boa, alguns bastante conhecidos. Eu, e outra escritora, estamos no meio de marmanjos, afinal futebol é coisa de homem. Mas é universo rico num país apaixonado pela pelada.

Comprem o livro. Leiam meu conto e digam se gostaram. É um erótico, tinha que ser, não é?

E obrigada.



"A CABEÇA DO FUTEBOL"


Organização: Carlos Magno Araújo,

Samarone Lima e Gustavo de Castro

Brasília: Casa das Musas, 2009.

ISBN 9788598205526



O que pode resultar da tabelinha entre três amigos, jornalistas apaixonados por futebol e por literatura? Um gol de placa e a modéstia adormecida no fundo das redes. Trivela para cá, lançamento para lá, um voleio indefensável acolá, Gustavo de Castro, poeta, professor da UnB, e jornalista radicado em Brasília, Samarone Lima, jornalista e escritor no Recife, e Carlos Magno Araújo, jornalista em Natal, também cartolas temporários neste sonho de reunir craques do jornalismo e da literatura para falar do mais passional dos esportes, mataram a tarefa no peito e agora jogam para a torcida - sem firulas. Não esperam a glória fútil de um Motoradio, a entrevista útil na boca do túnel ou o destaque na resenha da noite. Foi tudo por amor ao futebol – sem preço que pague. (trecho da apresentação)


O que passa na cabeça do brasileiro quando o assunto é futebol? Foi com a intenção de descrever e investigar a emoção, a imaginação e a racionalidade futebolística que Gustavo de Castro, Samarone Lima e Carlos Magno Araújo decidiram organizar a coletânea


"A CABEÇA DO FUTEBOL"

Editora Casa das Musas, 2009,

R$ 25,00


A ideia inicial é a de que todo brasileiro guarda uma emoção ligada ao futebol. Para a tarefa,convidaram alguns craques do jornalismo e da literatura, entre eles:


Fabrício Carpinejar,

José Roberto Torero,

Juca Kfouri,

Raimundo Carrero,

Juremir Machado da Silva,

Fernando Monteiro,

Daniel Piza,

Vladir de Sá Lemos,

Inácio França,

Luiz Zanin Oricchio,

Luiz Martins da Silva,

Klecius Henrique,

Selma Oliveira, Josmar Jozino, Hilário Franco Jr.,

Humberto Werneck,

Sérgio Xavier Filho,

Abel Menezes,

Moacy Cirne,

José Castello,

Rubens Lemos Filho,

Elianne Diz de Abreu,

Edmundo Barreiros,

Xico Sá,

Enrique Vila-Matas.


São crônicas, poemas, ensaios e contos que justificam a velha máxima: o futebol é uma paixão nacional, seja qual for o ponto de vista.


LANÇAMENTOS


Recife, 09/06 – Bar Mamulengo – Recife Antigo, 19h


São Paulo, 10/06 – Livraria Cultura, Shop. Villa-Lobos, 19h30


Rio de Janeiro, 15/06 – Livraria Travessa – Barra Shop, 19h30


Brasília, 19/06 – Livraria Cultura – Shop. CasaPark, 19h


Natal, 26/06 – Livraria Siciliano – Midway Mall, 19h


Contato: Florence Dravet

Tel: (061)9238 5912 - www.casadasmusas.org.br - casadasmusas1@hotmail.com





Terça-feira, Maio 19, 2009

O livro do Chico- 'Leite derramado'











Terça-feira, 28/4/2009


Chico Buarque e o Leite derramado
Jardel Dias Cavalcanti

Do Digestivo Cultural

"Aqui tudo é construção e já é ruína." (Caetano Veloso/ Gilberto Gil)

Acaba de ser lançado pela editora Companhia das Letras o melhor romance brasileiro do ano, se não for, creio eu, o melhor de décadas: Leite derramado (Companhia das Letras, 2009, 200 págs.), de Chico Buarque. E o primeiro comentário que o livro merece receber é o de que esta é uma obra escrita por alguém que domina completamente a língua portuguesa e a linguagem literária. O prazer de se ler um livro escrito por quem é mestre na própria língua já é um prazer de per si. Ainda mais num país com uma tradição de escritores que não entenderam que a literatura é feita, antes de tudo e mais do que tudo, de linguagem, e não apenas pela nobre causa dos temas sociais.

Aliás, vale aqui um parêntese: o que tem enfraquecido a arte brasileira durante tanto tempo é esse vício social que acomete nossos artistas de querer sobrepor a realidade ao ofício do ato criador da própria obra de arte, que se traduz nessa busca desesperada por explicar nossas misérias mais do que fazer um excelente trabalho artístico. Como dizia Aristóteles, na sua Poética, em arte "o impossível se deve preferir a um possível que não convença". A arte precisa de artistas e não de sociólogos.

As lições da Poética de Aristóteles e Horácio estão dentro da obra de Buarque: "a quem domina a linguagem e o assunto escolhido não faltará eloquência nem lúcida ordenação". Não que Chico Buarque se dobre ao fazer clássico como engessamento do ato criativo ou com um preceituário de soluções práticas, como condenou Paul Valéry em sua Première Leçon Du Cours de Poétique, dizendo que na poética clássica "o rigor se fez regra e exprimiu-se em fórmulas precisas". Ao contrário, no caso do nosso escritor o próprio domínio da linguagem é usado contra essa ideia lhe dando a liberdade de brincar com a estrutura do romance, fazendo e desfazendo o plano narrativo com maestria rara e sendo essa mesma desarticulação e articulação um recurso que revela o próprio ponto de vista interior do velho personagem sobre a história que conta.

Podemos pensar em Leite derramado a partir da ideia de que não se pode confundir reportagem com arte. Embora a narrativa de Chico Buarque perpasse a saga de uma família de ancestrais portugueses do tempo do Império aos nossos dias, alimentando-se do mundo real e da História, não o faz com métodos científicos ou documentais; ao contrário, cria um universo paralelo e até antagônico a esse mundo real. Na verdade, complica-o um pouco mais. E se este livro tem motivação política, aí reside sua força crítica. Ou, parafraseando Albert Camus, "em arte a crítica se instala na verdadeira criação, não apenas no comentário". E ainda, seguindo a ideia de T. W. Adorno, no seu famoso ensaio "Lírica e Sociedade", "nada que não esteja nas obras, na própria forma destas, legitima a decisão quanto ao seu conteúdo, o poetizado ele mesmo, representa socialmente".

Entrar por essa clave em Leite derramado é o que farei a seguir. O romance narra os pensamentos de um velho preso a uma cama de hospital que se dirige ora à sua filha, ora às enfermeiras, recontando o que seria sua história pessoal dentro do contexto da própria história brasileira, do Império aos nossos dias, em suas mudanças sociais, econômicas e comportamentais.

À primeira vista parece fácil perceber isso, mas quem narra é a memória de um velho perturbado por um passado complicado, sendo essa mesma memória dominada por emoções que deságuam a todo momento sobre sua cabeça na forma de desafetos, traições, taras e, além do mais, a realidade próxima da morte. Então, o reino do narrador é o próprio reino da arte, aquela arte condenada por Platão como imprevisível, paradoxal, dominada pelos sentidos, por sentimentos mórbidos, fantasias ilusionistas, própria para loucos e videntes.

Alegoricamente, podemos pensar que uma história do Brasil só poderia ser escrita nesses termos, os termos da própria realidade brasileira, que é delirante, perversa, desconstrutiva, insólita, tingida por contradições, como a memória do personagem que a narra. Nesse ponto Chico dá uma lição aos historiadores pragmáticos e racionalistas, oferecendo a possibilidade de se tentar entender uma realidade delirante a partir do próprio delírio.

A decadência da família do narrador e a própria decadência do país, que vai da tradição assentada na estrutura do poder imperial até o poder atual, com o neto traficante de drogas que consome com seu avô algumas carreiras de coca, retraçam o percurso de uma sociedade perversa em todos os sentidos, da escravidão e seu correlato e consequente racismo histórico até o abuso de poder e total falta de pudor (o velho olhando e desejando a bunda da namorada do neto) em usar este poder.

"Estou nesse hospital infecto." Esta frase do narrador talvez traduza o sentido que o próprio personagem dá ao Brasil e sua história. Espécie de paciente terminal, o Brasil de Leite derramado é pessimista. O próprio título do livro nos dá essa ideia de algo que serve para nos nutrir mas que perdemos. Um Brasil que poderia ter sido, mas não foi e pelo visto nunca será. E adianta chorar sobre o leite derramado?

E é desarticulando a narrativa que percebemos de fato isso. Nos tornamos incapazes de organizarmos os sentidos atribuídos aos personagens, pois não sabemos se são reais ou se estamos sendo induzidos por uma memória perversa, tão perversa quanto a realidade que a criou ou do qual o personagem participou.

Este mérito do romance de Chico Buarque se sobrepõe a todos. Ele é capaz de provocar a emoção estética, ou seja, o arrebatamento que nos possibilita navegar em águas turvas, ter o sentido da impossibilidade de diferenciar real e imaginário, possibilitando-nos pensar ao mesmo tempo por ordem de um discurso histórico e outro fantasioso sem saber bem qual é qual. Lugar de nossa particularidade nacional esta de sermos uma mistura irreconciliável entre desejo irrefreável (de foder e poder?) e vontade de criar a civilização democrática? Sermos o lugar da riqueza e da violência que se apodera dessa riqueza e a transforma em opressão econômica, racismo, abuso de poder e na consequente descrença social num projeto de nação a ser construída democrática e historicamente por todos?

Perversão psíquica e perversão histórico-social se confundem na narrativa. Não sabemos bem quem domina quem, quem gera quem e o quanto isso é ao mesmo tempo fabuloso (no duplo sentido da palavra) e destruidor da ideia de uma possibilidade de se estabelecer qualquer realidade sob controle.

As entrelinhas são muitas, os ditos e não-ditos é que falam, o embaralhamento é a corda do trapezista sobre a qual pendemos, seja como leitores ou como partícipes da suposta "realidade" brasileira. Chico nos devolve a realidade do nosso país com inteligência histórica visível, sem pragmatismos políticos ralos, nos levando para dentro da geléia-geral traçada no próprio interior do romance enquanto linguagem.

"Quando você compilar minhas memórias vai ficar tudo desalinhavado, sem pé nem cabeça. Vai parecer coisa de maluco", diz o personagem em certa passagem do livro. E o nosso país, não parece coisa de maluco? Eu, por mim, diria sobre o romance, seguindo Platão, que não só é coisa de maluco, mas coisa de vidente. É o que Leite derramado é.

Portanto, nem tudo nesse país se perdeu, do caos de nossa miséria histórica surge a riqueza brilhante que é um escritor de altíssima qualidade, que além de já nos presentear com sua música genial, nos brinda agora com a maturidade literária que sempre sonhamos.

Como nota final chamo a atenção para a orelha do livro, sensível e inteligentemente feita por Leyla Perrone-Moisés, ultimamente a mais sofisticada crítica literária deste país.

Para ir além







Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 28/4/2009





Segunda-feira, Maio 18, 2009

A Torre Eiffel fez 120




Vejam aqui a Torre Eiffel que fez aniversário dia 15 de maio. Imagem incrível em 360º

E aqui a Maria Augusta nos conta mais sobre a soberba Torre, as historinhas dos bastidores.

Eu pensava que iria chegar lá e não acharia graça, afinal a imagem é banalizada. Ulalá, eu me emocionei. É impressionante pelo tamanho, dá uma sensação de vulnerabilidade na gente, vontade de chorar.

Chico Buarque e Caetano Veloso - Tatuagem/ Esse Cara

Dois amores.
Caetano caiu no palco ontem, mas não se machucou, felizmente.

Domingo, Maio 17, 2009

Um dia a favor das crianças e adolescentes




18 de maio - Dia Nacional de Luta contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

O que podemos fazer quanto à exploração sexual de crianças e adolescentes?
Penso o que dizer aqui, como uma voz pode mudar algo? Difícil, mas pode fazer eco.

Este tema é dos que mais me tocam. Por que? Porque crianças e adolescentes são seres em formação, sem a malícia dos adultos, e principalmente, sem recursos para se defender de possíveis ataques.
Quem os ataca? Os sedutores, os pedófilos, os irresponsáveis.

Eu era menina, seguia para o colégio sozinha, e alguns tarados, exibicionistas, abriam capas e mostravam o membro no meio das pernas em posição de destaque. Nunca fui abordada, porque saía rapidamente dali, aproximava-me de um adulto- fui orientada assim. Havia um Quartel dos Bombeiros por perto. Uma vez, lembro que apontei um homem que se exibiu para um soldado, este seguiu atrás dele, e eu em direção à escola. Isso aconteceu várias vezes. Década de 60- Curitiba. O Colégio ficava na Praça Rui Barbosa, Centro.

Hoje o quadro é mais assustador. Eu também tinha muito medo, mas a sensação era de que o sujeito só queria mostrar o troféu entre as pernas- e parece que eu tinha razão, para exibicionistas isto basta. Mas e hoje onde as crianças pequenas entram em sites na internet e falam com estranhos, que podem se travestir de meninos/as e seduzí-los falando sobre o universo deles?
Como evitar isto? A maioria dos pais estão fora de casa o dia todo.

Procure conversar com seus filhos, se você não falar de sexo, o vizinho poderá falar, ou um tio...

Não deixe seus filhos soltos demais, saiba sempre onde andam, controle- o limite também é amor. OK, você poderá ficar mais chato/a, mas quem sabe poderá evitar que seu filho/a se exponha mais?

Ensine seus filhos que não devem falar com estranhos, entrar na casa de desconhecidos, nem em carros, nem aceitar presentes.

Converse abertamente sobre o assunto, diga que existem pessoas más que parecem boazinhas, estas pessoas poderão se aproximar delas, tocá-las e pedir que não contem para ninguém. Prepare as crianças para possíveis abordagens.

Saiba que os criminosos, na maior parte dos casos, é da família ou tido com alguém de casa.

Desconfie se seu filho/a de repente ficar quieto demais, arisco. Observe se tem manchas no corpo.

Saiba com quem seu filho fala na internet, procure ver em que sites entra. Há sites disfarçados de desenhos infantis e são altamente eróticos, mesmo pornográficos. Seu filho pode estar buscando uma imagem e entrar num site deste tipo. Avise-o de que é melhor não acessar este tipo de sitio.

Conversar é o melhor remédio, sem ameaças, se for assustá-lo com castigos, ele não virá contar se acontecer algo, ficará em silêncio.

Se notar algo errado, procure uma ajuda, não basta contar para sua melhor amiga, procure os orgãos de defesa à infância e adolescência, ou um psicólogo, se estiver muito mobilizado/a com o que acontece.

Quantas vezes não é o próprio pai que se acha no direito de abusar da filha? Ou o padrasto, que na ausência da mãe, usa e abusa da filha? Conhecemos muitos casos em que o abuso é cometido pelos familiares.

Nunca duvide de seu filho/a se ele vier dizer que sofreu abuso. Pode ser fantasia? Pode, mas não o desacredite. Você precisará averiguar, observar com atenção. E procurar ajuda. Se a criança inventa uma coisa destas precisa de ajuda também, procure um psicólogo, se não tiver como pagar, vá a um posto de saúde, ou à Universidade mais próxima.

Um coisa que acontece muito nas classes menos favorecidas é despertar mais cedo a sexualidade das crianças nos ambientes promíscuos e pequenos. Os pais dizem: " A gente só faz sexo depois que eles dormem." As crianças podem dormir, sim, mas podem ouvir e ver também. Os pais fingem não saber.
Nas classes favorecidas, mesmo com o quarto reservado à criança, quantas vezes sabemos que os filhos ficam entre os pais, dormem na mesma cama, vêm de madrugada e os pais deixam, por cansaço.
Não é o melhor lugar para uma criança dormir. Além de perceber os pais fazerem sexo- sei que fazem ocasionalmente- pode também estar literalmente separando o casal. Usam a criança para não fazerem sexo. Melhor parar e pensar o que está acontecendo com a sexualidade do par.

Vamos procurar deixar as crianças serem crianças, nada de imitar Xuxa, Madonna, ou mandar um menino de oito anos beijar para garantir que seja macho. As coisas acontecem no tempo certo, a natureza se encarrega disto. Deixemos as crianças curtirem o mundo mágico e lúdico que precisam para virem a ser adultos criativos, sensíveis e sem perversões.
Pois, saiba, geralmente os criminosos sofreram violência sexual na infância, também precisam de ajuda para direcionar sua sexualidade de forma saudável.

Vejam aqui.

Foto daqui

Miles Davis - "So what"

Delícia esta música. Ouvi antes clicando aqui

Miles Davis Jazz Retrospective

Ele nasceu em maio, acabo de ver aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miles_Davis
Era um show.

Sábado, Maio 16, 2009

Tertuliano na voz de Drummond




Fiquei surpresa com o sucesso do texto sobre o Drummond, eu até brinquei que se soubesse teria sido o primeiro post. Guinha, nos comentários de ontem, diz que eu o mostro como pessoa comum. Ele era um homem especial, todos sabemos, mas eu mostro um lado dele que poucos conhecem, um lado sacana, sapeca, talvez seja isto. Eu conhecia pouco sua poesia, como a maioria de nós. Conhecia o mito Drummond, impossível não conhecer, mas gostava mesmo era do Neruda. Drummond eu gostava, mas não era paixão. Quem já leu os dois sabe do que estou falando, Neruda é o eterno apaixonado. Mas o encontro com Drummond mudou minha vida mais tarde, radicalmente- outro dia conto.

Ganhei dois livros dele, comprei a “Poesia Completa” e reconheço o mérito dele como O Poeta Brasileiro.

Um dos livros que me deu tem a linda dedicatória:

“Quanta ternura cabe em um abraço?
Receba o meu e conte”

Realmente o homem transpirava poesia. Mas era um homem como os outros homens da geração dele-nasceu em 1902, início do século, mineiro... Quem conhece os mineiros sabe do que estou dizendo, os mineiros se escondem, acostumados à proteção das montanhas continuam a se proteger na vida.

Drummond tinha uma namorada que visitava diariamente há 30 anos, a moça era de boa família, segundo as palavras dele, e deixou a casa dos pais para poder recebê-lo. Manteve o casamento para sempre.
Ao telefone um dia me disse que à noite ele cuidava da mulher e de manhã era ela quem cuidava dele, que dormia tarde, bebia um licorzinho, ouvia música clássica.

Há 18 anos ele morreu e tenho saudades da voz dele, frágil, dizendo poemas engraçados no telefone para mim naqueles dias em que eu me encontrava muito triste.

Lembro apenas deste:

Tertuliano

Tertuliano, frívolo peralta,
Paspalhão desde fedelho,
Incapaz de ouvir um bom conselho;
Tipo que, morto, não faria falta.
Mas um dia deixou de andar à malta.
E indo à casa do pai, honrado e velho,
Mirou-se diante de um espelho,
E à própria imagem disse em voz bem alta:
Tertuliano, és um rapaz formoso,
És rico, és talentoso.
Que na vida se te faz preciso?
O pai, sisudo,
Que por trás da cortina ouvia tudo,
Serenamente respondeu: JUÍZO!...

Autor desconhecido.

Imaginem, este era Drummond.

Mais Drummond aqui.
ou aqui.

Aqui

Il Conformista (the conformist) Bernardo Bertolucci

Um dos filmes mais lindos que vi.
Ela, Dominique Sanda, está belíssima.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

Hoje é dia de Tertúlia

Ele pergunta e eu respondo.

Levaria para uma ilha deserta:



Sementes
para não me faltasse alimento para o corpo



Livros para suprir minha sede e trazer riquezas para a alma



Papéis para ali exorcizar meus fantasmas

Um homem para me proteger, cuidar. Escolheria o tipo Tarzan ou o homem robô? Acho que prefiriria o homem das selvas, seria mais útil.




orkut


E levaria um amigo, ou amiga, muito querido, com quem pudesse conversar sem cansar.

Entre aqui e curta este jogo.


Quarta-feira, Maio 13, 2009

O club dos granfinos



Um club super fechado-só entram os classe AAA.
Não acho nada demais, eu não gostaria de estar lá. Eles se merecem, estarão todos lá :)imagino os papos...
E você?
E tipo Country Club, onde nunca entrei nem desejei entrar. Tenho uma certa alergia a ricos. Até a praia na frente ao Country em Ipanema eu evitava ir, aquele povo... ai, que frescuragem.
Famosos não tanto, vocês sabem. Conheço alguns e até gosto, porque os vejo além da fama, com inseguranças, anseios- vejo o que há atrás da fama. E gosto de gente especial como Juarez, Olivier e outros. E especialíssimos: Raduan, Drummond.

Terça-feira, Maio 12, 2009

A lua e o frentista


Foto Google, a minha lua era mais bonita ainda, o céu mais claro.



Parei para colocar gasolina na Via Costeira. À noite o posto parece meio abandonado, procuro não ter medo.
Uma lua amarelada, belíssima, saia da linha do horizonte. Uma cena que ficará retida em mim.
Digo para o frentista:
- Bom trabalhar com uma lua destas, não é?
Ele diz que à tarde também viu uma cena fantástica no céu, eram as cores do arco-iris, sem ser delimitado como arco. Nunca havia visto antes. "É coisa de Deus", disse e emenda: "Hoje veio um homem aqui e disse que é ateu. Como não acreditar em Deus com uma beleza destas!...Ele disse sobre as enchentes: Ah! então Deus primeiro manda a desgraça, depois manda a salvação..."
Eu e o frentista concordamos que as catástrofes vêm do descaso dos homens com a Terra.
Quando lhe dei um real de gorjeta se surpreendeu:
- Para mim isto?
Eu retruquei: Por que as pessoas se surpreendem tanto quando dou uma gorjeta nos postos? Duas vezes me devolveram dizendo que me enganei, dei a mais. No Rio não era assim... eles esperam a gorjeta.
- Eu sei, também sou do Rio. É porque aqui quase ninguém dá.
Entendi também o desejo do rapaz de conversar.

A guerreira amanheceu...



Foto daqui

Ingres


Meu filho, Dan fez um poema lindo para mim no dia das mães, o outro copiou num cartão este poema do Drummond.
Tenho preguiça de copiar o do meu filho, sou péssima no teclado, cato teclas. uma hora coloco aqui, é lindo, fala da mãe guerreira.
Pois é, a guerreira aqui amanheceu com um choque na cabeça hoje, é verdade, acordei como se tivesse acabado de lever um eletrochoque- se funcionasse pelo menos...
:) ai ai

Falei com algumas amigas no dia das mães, foi bom. Sai para almoçar com os filhos e cunhada e sobrinha, foi bom.

Ontem falei com um ex namorado, o primeiro de verdade, foi ótimo, somos amigos até hoje, eu gosto disto, é amor para sempre. Namoramos de 71 até quase 75. Gosto dele porque posso falar qualquer barbaridade, me conhece bem, não é preciso se justificar... tenho tido que me explicar, perdi uma amiga por isso. Acho que eu me justifico irritada e pioro o que o outro sente por mim. Se estava com raiva, piora. Devo pisar na calda do tigre ou envenenar. Ai me ferro.

Outro dia eu disse para alguém que ele era responsável por algo provocado em mim, ele contestou meio irônico: "Depende do que você quer dizer com...". Apenas respondi: "Quer brigar comigo?"
Não respondeu. Entendi que não quer brigar. Não quero brigar com ninguém, não suporto mais perder ninguém. Vivo de luto, chega!

Queria pular o dia de hoje, preciso pagar contas, Banco, odeio.

O livro que terá um conto meu, será lançado em junho, depois coloco as datas aqui. No Rio será dia 17, acho, lá na Livraria Travessa do Barra Shopping- já sei que os amigos vão dizer: Na Barra???

Preciso ir ao encontro de amigos, deusmeu! se souberem de passagens baratas me avisem, por favor.
A gripe? ai ai avião, gripe...


Vocês viram isto?
O cara é divertido, peguei lá no Inagaki- 'Pensar enlouquece'. Gente, o Inagaki tinha ontem quase 500 comentários na caixa, vão ver aqui- o povo todo revoltado.

PS: Vejam o que achei procurando uma guerreira :) bela foto- para adultos, viu?