quarta-feira, dezembro 30, 2009

Voos maiores virão




Que em 2010 mesmo os mais fracos possam sentir-se seguros e alçar voos maiores.

Que venha 2010 Ulalá!




O ano foi difícil, sofri muito, tive poucos prazeres, mas o saldo é positivo.

Iniciamos o ano na casa nova, o que muito bom. Vida nova: molhar jardim, cuidar de gatos, acompanhar o crescimento da bananas no cacho- mais trabalho físico, mas eu gosto de sair do meu mundinho subjetivo e cuidar do lado externo- literalmente.
Ah! agora temos um cão muito lindo, focinho longo, pelo dourado- não é raça pura, meu filho o adotou, a dona precisa ir embora daqui e não tem como levá-lo.

Meus filhos amadureceram, o que trouxe problemas antes impensáveis, mas hoje colaboram no cotidiano: pagam contas, fazem compras, ajudam na casa- sabem cozinhar algumas coisas, arrumam a casa, se for preciso. Sinto que cuidam de mim, prestam atenção, principalmente um deles- o que está mais feliz- apaixonadíssimo.

A família se reaproximou- mesmo com as dificuldades de relacionamento, que acredito insuperáveis- somos muito diferentes, há muitos conflitos.

Voltei a fazer análise, fiz mudanças que trarão retorno, eu sei.

Dei um passo à frente, estava me sentindo como o carangueijo :) ou, como diz o 'Y Ching' estagnada- foi terrível sentir-se paralisada.
O livro das mutações ensina também que depois da estagnação vem o desenvolvimento- ou coisa parecida. Também diz:

Na vida caimos sete vezes,
levantamos oito.


Ganhei novos amigos, refiz amizades, mantive amigos queridos.

Ganhei alguns leitores novos com o conto no livro dos famosos. É interessante como estas coisas não fazem muita diferença- talvez por isso eu seja tão devagar para publicar, penso que fazer sucesso é efêmero, como dizem, e frustrante. Penso no meu amigo escritor, reconhecido como um dos melhores brasileiros e que vive numa Fazenda- um ser solitário por opção, vive feliz no mundo dele, distante dos holofotes.

É aqui que sinto mais prazer. Estes dias estava sem conseguir conectar o Blogger e pensei: E se perder para sempre o blog? Ficaria triste, mas continuaria em outro espaço... Já perdi coisas tão importantes para mim...

Sim, quero mais para mim, muito mais, posso mais, eu sei. Este ano vou procurar sentir mais prazer produzindo mais em todas as áreas que eu atuo.

Continuo com saudades dos amigos, alguns muito longe- do além mar. Ao mesmo tempo conforta se sentir querida. Também me conforta tê-los aqui me lendo, sou dependente de vocês, há anos passei a narrar o que acontece comigo. Já acordo lembrando o sonho e pensando em contar aqui, viu Luis?

Sonhei muito estes dias, sem conexão não contei, acabo esquecendo- nem para a analista eu lembro de contar- aqui eu conto:?) Tudo eu quero dividir com vocês.

Ontem, por exemplo, uma cliente me olhou nos olhos ao se despedir e agradeceu o ano que passamos juntas e o que conseguiu na análise. Não vale a pena viver?

Agradeço a todos por mais um ano aqui, compartilhando alegrias e tristezas,
e desejo que em 2010 tenhamos muito mais motivos para sorrir e sonhar.
Quem sabe :)

Como disse o príncipe: "vamos fazer tudo para sermos mais felizes 'concerteza'". O meu muso é estrangeiro, não estranhem :)

Quando menina meu pai nos ensinou esta oração- jamais esqueci.


Oração da Criança

Abençoai o leite e o pão
E este macio colchão
Em que vou ficar deitada
Descansando, sossegada.
E fazei com que eu não tenha
Medo da noite que passa,
E durma até que o sol venha
Bater na minha vidraça.

Abençoai meus brinquedos
Que para mim não têm segredos;
Meus sapatos que aonde eu queira
Me levam; minha cadeira;
E a lâmpada, e o fogo ardente;
E essa mão boa e paciente
Que cuida tão bem de mim;

E os meus amigos; e enfim,
Minha mamãe, meu papai,
Sempre unidos. Abençoai
Pelo mundo diferente
Os filhos de toda gente.
E fazei com que eu também
Durma e acorde em paz. Amém!

Versão de: Guilherme de Almeida

"Never a Year like'09"

terça-feira, dezembro 29, 2009

"A bênção, amigos"




Em 2010 vou cantar esta canção todos os dias.


Samba da Bênção

Vinicius de Moraes
/ Baden Powell

É melhor ser alegre que ser triste Alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não...


Aqui Vinicius e Toquinho em Mar del Plata.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

O lírio da paz



Não consegui postar estes dias, me desculpem a demora, quero agradecer a todos que me desejaram boas festas, a todos os meus queridos que vêm até aqui me ver.

O Natal foi bom. Fiz a ceia pela primeira vez, sai viva.
Meu irmão, o mais velho entre os homens trouxe lírios brancos, lindos, estão aqui na sala perfumando. Li ontem que lírio é a flor da reconciliação familiar. Interessante, não é?

Pois é, a vida deu uma volta de 180º e estou aqui com minha mãe e os irmãos todos por perto. lembram do ano passado? Foi meu inferno astral- comi o pãoque o diabo amassou, mas estou aqui sobrevivente e cheia de mudanças.

Estou pensando em mudar algumas coisas, prefiro não contar antes da hora hohoho
preciso aprender a guardar segredos meus.

Saudades de vocês, do blog.

Uma dica:

O cartão mais lindo de Natal, não deixem de ver, é demais- uma graça. Aqui


Vi na TV estes dias- GNEWS- este jovem dançarino. Nasceu em Manaus e está em destaque no ABT. Leiam aqui.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Feliz Natal!

Dias melhores virão




Véspera de Natal, queria pular estes dias, o final do ano, o carnaval- detesto estas festas. Que festas eu gosto? Aniversário, acho que devem ser sempre festejados- quando menina ficava péssima- era muito triste, ficava encabulada.

Dias difíceis, passo por problemas sérios que nunca imaginei passar. Uma hora espero que as coisas se encaixem. Fico impressionada como um elemento externo pode vir a perturbar todo o equilíbrio que havia numa família. OK, sei que é assim- já vi muito, mas nunca na minha casa.

Não falo de minha mãe. Ela não contribui- passa o dia lembrando o problema, preciso pedir para que não fale nisto. É uma pessoa muito difícil de conviver mi madre- exigente demais- nada está bom, desde o clima até o pão de todo dia.

Há as coisas boas vindas de vocês- os virtuais. Ontem disse que o meu mundo virtual. É vero.

Amigos queridos são muitos.

Esta noite sonhei que estava num carro desgovernado que corria num trajeto em declive- como se fosse uma pista de Tobogan. Eu tentava frear mas não conseguia, mas não me estabacava, no fim retinha o carro pelo freio de mão- acho.

Ontem vi uma propaganda em vídeo das Havaianas- a cena era na neve, o rapaz descia uma rampa- com a do meu sonho- num par de sandálias gigante- como se fosse uma prancha. É bonito.

Talvez eu tenha perdido as rédeas da minha vida. Pena que seja tão doloroso. Preciso viajar, sair para viver- aqui não vivo sobrevivo- cada dia é mais um dia apenas. Quando digo aqui, não é referente à cidade, mas à minha casa- quase não saio. Sei que há mais vida lá fora.


Sei que é propaganda das Havaianas- mas eu não dou à mínima para quem vier criticar- uso estas sandálias diariamente há muitos anos- é a melhor- sempre a melhor, entonces- xô patrulhadores.

terça-feira, dezembro 22, 2009

domingo, dezembro 20, 2009

Normais, mas nem tanto





Ontem à noite descobri “Os normais” na GNT. Adoro o seriado. Ri bastante, fiquei feliz- coisa rara nos últimos tempos. Fernandinha Torres estava hilária. É aquele capítulo onde eles resolvem ser ultra sinceros um com o outro e sai muita confusão. E as confissões sobre sexo? hihihi- ele broxou.

Li aqui que será vendido para os EEUU- os autores merecem. Será filmado com atores de lá. Certo.

Agora abro o Twitter e o que encontro? Fernanda Young* lendo um poema irreverente e divertido. Gostei do bom humor. Chama-se “Depois que eu botei a bunda de fora”. Vejam aqui.

Ri de novo- achei ótima a resposta dela às críticas, porque é isso mesmo. Coloque uma bela bunda de fora- não importa se tem fotoshop e veja se as pessoas não passam a te tratar diferente. Além de ter ganhado dinheiro hohoho Admiro quem não cede à tentação, como algumas moças, mas também acho que tem que ter coragem para colocar a cara à tapa lá(não sei se tem crase ou não). Ok, não é bem a cara, mas vocês entenderam.

Ontem à tarde uma amiga que eu não via faz tempo veio aqui e foi ótimo.
Minha mãe foi o centro das atenções, sempre é- tem histórias para contar. Tomamos Tchai- tomo sem leite. Ulalá! é uma das coisas mais gostosas que conheço- delicioso. Amo.

*http://twitter.com/youngporra

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Tão linda, tão suave...

A esfinge e Clarice Lispector- sem reler


Comprei hoje “Clarice,” de Benjamin Moser- leiam aqui.
Comecei a ler, é instigante, dá vontade de não parar.
Todos sabem que ela nasceu na Ucrânia e veio para cá pequenina. Ele conta que ela dizia que veio com dois meses, mas na verdade tinha pouco mais de um ano. Por que mentiria a idade por tão pouco?

Clarice precisava reafirmar o tempo todo que era brasileira apesar de ter nascido fora daqui- mas era tida como estrangeira sempre. A língua pressa a fazia caprichar nos RR o que dava a impressão de sotaque.
Clarice e o mistério- ele conta que diante da esfinge no Egito ela pensou que a Outra também não a decifrou. Não gostou das pirâmides- também sinto isto- é algo tão estranho, tão grande e fica junto da cidade- não fui lá, não, nem irei.

Eu me identifico com Clarice na tristeza, no olhar para as Macabéias, no sensação de impertenência- este desconforto de não se sentir em casa em lugar algum.
Nasci no RGS- numa cidade que desconheço- sai com dois anos, nunca voltei, nem tenho vontade de voltar- nada lá me pertence. Meus pais eram de Curitiba- minha mãe ainda vive. Meu avô materno, nasceu no Brasil, mas era espanhol- pais e irmãos nasceram na Península Ibérica. Meus avôs paternos eram portugueses- carrego a culpa e o misticismo deles- também a melancolia- lembram desta classificação? :)

O interessante é que eu senti discriminação por ser “estrangeira” - diferente- em Cabo Frio e aqui. São cidades marcadas pelos povos indígenas. Sente-se que somos intrusos e invasivos, os que vêm de fora.
Vivi no Rio de Janeiro muitos anos, de 1970 a 2002 e me sinto carioca.
Já disse que sou carioca por opção- digo ai ao lado. Por quê? Porque eu amo aquela cidade, porque foi o lugar que melhor me acolheu, porque lá estudei, amei, tive meus filhos- estranho como fora de lá sou invisível. Vocês aqui no virtual me vêem, aqui na terra, não sou vista- desisti de tentar fazer contatos- só desapontamentos.
Além do mais fiquei conhecida pelo conto erótico onde a personagem transa com um desconhecido. Ela não sou eu- no soy yo. :) Ela é uma espécie de Macabéia, solitária, que se entraga para sentir-se viva. Não sei fazer isto, se fizesse talvez fosse menos triste, né? :)) vão cair sobre mim, eu sei- como as pessoas são malidicentes, não é?

Clarice gostava de esconder a idade, se eu pudesse tiraria uns dez anos da minha certidão- me sinto com menos idade. É difícil aceitar a decrepitude da velhice. Oh! Vocês dirão, mas você é jovem. Hohoho jovem mentalmente pode ser virtude, pero lo cuerpo, mis amigos...!Que lastima! OK, estou super bem, mas é aquilo, depois de certa idade, você está bem, não mais linda- tão bom ouvir: Que linda! Ai que saudades dos meus amores- enamorados siempre.
Estoy bien hoy- estoy sola, mi madre salio com mi hermana e mi hijo. És bueno se quedar sola, quando se vive aturdida.

Vou rever “Buena Vista Social Club” na TV, depois volto.
Gosto da língua espanhola- talvez por mi abuelos.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

À beira de um ataque de nervos

Van Gogh(altura alterada por mim)


Ando fora do prumo. Hoje estiva à beira de um ataque de nervos. Ai dormi de tarde e relaxei.
Será que há um elixir que leve para longe as chateações?
Putz!
O clima andou pesado aqui- coisa rara- eu sei o que é, melhor não dizer.

O vento, mais descontrolado que eu, uiva o dia todo. Mi madre se queixa o dia todo: Odeio vento, é de enlouquecer, aqui deve ter muita gente louca, não tem? - já sabem a quem eu puxei hohoho
Ai ai Conheço alguns malucos aqui- a começar por mim hohoho

Não tenho conseguido me concentrar nem aqui no blog- o dia todo sou solicitada.
Pois é- é assim o dia todo eu não sou eu- ai piro.
Preciso de silêncio, de meu canto- estou na minha casa, mas me sinto fora do eixo.

Meu filho mais velho está neste momento tocando com a banda numa boate conhecida daqui- preferi não ir- só rock- ambiente barulhento. Ele mesmo disse, que achava melhor eu não ir.
Mãe de guitarista em boate é esquisito, né? Fico feliz por ele.

Acabo de chegar de uma festinha de fim de ano de minha sobrinha querida. A minha mãe ao lado dizia: Não gosto deste tipo de festas. Não gosto de ver crianças pintadas. E eu a retrucar: Também não gosto, mas veja que lindas as crianças. Ou: Elas estão pintadas pela fantasia.
É assim o dia todo.

Conheci a moça que sentou ao meu lado na festa. Foi bom. Vou ligar para sair com ela- é do sul e mora só, sem amigos aqui também. Tenho algumas amigas, claro, e fiquei feliz porque a minha xodó, jovenzinha, passou para o doutorado. Acendi velinha- acredito em energias positivas- não em mágicas.

Que horror esta chuva no sudeste. Deveriam fazer um movimento –apelo ao governo e exigir soluções. Precisa haver um jeito. OK, a cidade cresceu, não respeitaram o solo, os rios...mas vão deixar assim? Não há como drenar rios, conter esta água?
Pobre gente.
Aqui é a seca. Felizmente tem caído uma chuvas repentinas e fortes- dizem que é o verão. Tudo fora de hora.

Que vergonha este encontro em Copenhague, hein? Não há interesse em resolver problemas- políticos são vaidosos em todos os lugares, muito blá blá blá e nada mais. Lula pelo menos parece empenhado em não sair de lá dando vexame. Vamos ver o que resolverão esta noite- estão reunidos. Que vergonha!

Vou fazer o jantar de Natal- ai ai fico exausta, mas vai ser aqui- a mãe está comigo, os meninos gostam.

Já fizeram o balanço do ano? Já fiz na cabeça, vou colocar aqui qualquer hora- ô ano difícil. Aconteceram coisas muito importantes, mas foi muitoooo sofrido, muito. Xô!

Estou caindo de sono, não vou reler, perdoem os erros, sempre erro.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Mini conto- Ata-me




Semidesperta olha a janela sem cortinas. Adivinha a duna dourada, a cena bucólica. Encolhe-se fugindo do sol que aquece a cama. Cerra os olhos. Ouve ruídos. Alguém faz café. O estômago dói. O corpo tem fome. Ela não.
A vida é laço esgarçado- desfaz-se.
Desatar nós, atar.
Como se a mão que os aperta é frouxa?

"Crônica de uma morte anunciada"


Clique duas vezes que abre no youtube- maior.



Estória do velho e bom Garcia Marques- quando li adorei o livro- faz tempo.
Quero ver o filme- acho que tem no youtube, vejam.
Detestei o filme "Amor no tempo do cólera". Péssima produçao- este é de Francesco Rossi, lembram? Excelente diretor.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Vai dar burro!


Escrevi isto ontem, hoje me sinto melhor :)
Simpatizo demais com burrinhos, mulas, estes animais que sofrem maus tratos- aqui vê-se muitos puxando charretes, levando chicotadas- tadinhos dos burrinhos.

Sonhos

- Estava em volta de uma banheira- mesa conversando com Tom Jobim e João Gilberto. Eu dizia algo para Tom, mas João Gilberto não deixava, falava ao mesmo tempo. Eu ficava irritada e me virava para João e dizia que eu adorava tudo dele- suas músicas, voz, que era maravilhoso, por que não me deixava falar com Tom que eu admirava tanto?
Tenho lembrado de Tom, é uma pessoa que eu lamentarei o resto de minha vida sua morte- e não tê-lo conhecido. Estava numa fase péssima no casamento quando meu ex se encontrava com ele no bar ‘Bofetada’ e na churrascaria ‘Plataforma’. João Gilberto, vocês sabem, é a voz que eu mais gosto de ouvir, me alegra- por exemplo: Tom eu amo, mas me dá nostalgia, lembro de pessoas que amei, choro...

- Esta noite sonhei que chorava sem parar porque descobria que haviam derrubado o muro da frente da minha casa. Sem muro a casa ficava desprotegida, me deu muito medo. Haviam feito uma canaleta no lugar da minha calçada que corria em direção ao mar.
No começo corria uma água suja, depois limpa. A casa ficava em frente ao mar.
Eu discutia e chorava com o engenheiro da casa- ele nem ai- dizia que eu podia espernear que iria ficar assim. Eu chorando dizia que ia procurar a Justiça- ele respondia que já havia comprado todo mundo.
Sensação de desproteção.

Agora minha casa está cheia: filhos, namorada de filho, minha mãe. De certa forma tudo gira em torno de mim. Não tenho mais tranqüilidade. O dia todo eu ouço:
“Onde coloco estas coisas de sua mãe?” “Estas caixas ficarão aqui? Fica feio...”
“O que vou fazer de carne para o almoço?”
“Precisa pedir água.”
“Mãe, me dá dinheiro para pagar o Kung Fu.”
“A gasolina está acabando...”
E eu preciso molhar plantas, fazer almoço nos dias em que não tem a faxineira, vigiar a mãe- outro dia caiu no banho- etc. e tal.
Estes dias ando exausta. Sentindo-me exaurida. Sugada. Senti isto quando os meninos eram pequenos, Dan mamava, o outro queria também, eu até chorava. Fora o maridão que era um bebezão, exigia atenção. Preciso de alguém que ajude todos os dias senão não farei mais nada na vida e me sentirei lesada. Ontem consegui ler no consultório porque um cliente faltou. Hoje queria fazer um post para lembrar Clarice e não conseguia. Ficamos sem conexão algum tempo por causa de pane na Oi-velox.

- Estava numa piscina- agora não lembro com quem, outro dia sabia- este sonho faz uns dias- eu recostava na borda, que era uma margem de rio- com terra.
Lembrei do rio que passa no sítio do meu irmão. Aquele irmão que eu gosto tanto e que me magoou muito no ano passado. Eu costumava recostar na margem com receio, há cobras ali e até jacaré- pequenino- já apareceu.

- Precisava dar duzentos e oitenta reais para minha analista.
Engraçado, ela viajou para um congresso, eu fiquei com um pouco de inveja, adoro viajar, adoro psicanálise, faz tempo não vou a lugar nenhum. Preciso participar de algum grupo- desisti daquele curso que eu fazia pela professora...

- Também sonhei com trezentos reais, algo custava trezentos reais.
Outro dia havia sonhado que precisava dar trinta reais para a faxineira.
Contei para a mãe que disse: “Trinta é burro.”
Minha avó adorava fazer a fézinha no jogo do bicho- todos os dias perguntava o que a gente havia sonhado...
Lembro de sonhos com borboletas...

"Come, come, meu porquinho para ficares bem gordinho"*



Interessante, há dias em que aparece espírito de porco para perturbar. Alguém está entrando aqui há horas via aquele post sobre a ameaça do vizinho.
http://lauravive.blogspot.com/2009/07/acabo-de-ser-ameacada-por-um-vizinho.html
Copiei uma dúzia, por ai, de códigos. Uma hora eu contrato um advogado e vou atrás- ainda não fiz isto porque, como vocês sabem, andei muito depressiva e sem vontade de mexer com coisas negativas. Ufa! Mas eu acho que gente desta laia não deve ficar impune.

Hoje o dia amanheceu duro. Acordei com um: “Meu Deus!”
Era minha mãe que subia a escada com diarréia- poupo vocês dos detalhes. Foi assim meu despertar cuidando dela.
Mas está melhor e tenho prazer em ser útil- sempre gostei- algumas pessoas pensam que sou avessa a isto, mas não sou. Apenas há momentos em que não tenho forças para.

Ontem à meia noite meu filho veio conversar comigo sobre a girl friend
Ai, ai. Como vêem, a vida é dura e ainda tem gente querendo perturbar mais ainda- eu hein?

Xô. Vade retro!

Estou muito bem, felizmente, aquela nuvem negra, aquele peso, passou. Logo estarei melhor, quando voltar a ‘nadar’, ler, escrever mais- estou muito dispersa nestes últimos meses. Preciso retomar os estudos, adoro estudar. Preciso retomar os contos- revisar.
Caríssimos, mandem suas energias positivas para mim, são sempre bem vindas.
Namastê :)

Nem yoga tenho feito- pelo menos um mantrazinho eu faço- aquele pela manhã.

E por falar em porco, aqui a gripe suína está rolando solta depois do Carnatal. A Secretaria de saúde avisou- foi quem quis- uns irresponsáveis. Agora os hospitais estão cheios- imaginem...
O prazer muitas vezes custa caro.

Boa noite. Bom dia, Madoka.

Duas entradas do tal anônimo:

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* Este verso é de uma estorinha infantil que era assim:
Pedrinho vai de malita pra quinta de tia Rita
De manhã bem cedinho vai pastar o cabritinho
...
Come, come, meu porquinho, para ficares bem gordinho..."

Não lembro mais, meu pai lia, a gente sabia de cor. Faz tempo...

O belo do 'L'Entrecôte de Ma Tante'




Da Folha Ilustrada hoje:

"No L'Entrecôte de Ma Tante, primeiro restaurante do padeiro Olivier Anquier, que serve apenas um prato, o segredo é o molho da carne. "Nosso menu tem um preparo simples. O que ninguém sabe fazer é o molho da minha tia Nicole. Fiquei em Paris trancafiado na cozinha dela para aprender a reproduzir", conta Anquier. "São mais de 30 ingredientes. Só posso falar duas coisas: não tem farinha nem creme de leite."
Na tentativa de fazer da casa-mãe um modelo para outras unidades, Olivier se preparou para resguardar a receita de família, que "nunca vai ser transmitida a ninguém, a não ser ao meu filho", diz ele. Montou uma cozinha-laboratório dedicada ao preparo do molho, cuja fórmula secreta só ele e um de seus sócios conhecem.
É de lá que o complemento do entrecôte deve sair para as demais casas. Segundo Anquier, a técnica de armazenamento ainda está sendo desenvolvida e, só depois, a casa poderá ganhar outras unidades.
"


quarta-feira, dezembro 09, 2009

Silêncio para lembrar Clarice

Prestem atenção nas pessoas da foto: Carlos Scliar, Milton Nascimento, Niemeyer... Glauce Rocha. Este ao lado de Milton seria Ziraldo?

Clarice morreu no dia nove de dezembro de 1977, véspera do seu aniversário- nasceu em 1920.
Escrevo apenas para lembrá-la.


terça-feira, dezembro 08, 2009

15 anos sem Tom



Este cara faz falta- pelas ideias, pela delicadeza. Era naturalmente fino, lindo - o mais belo de todos os brasileiros músicos. As melodias ficaram, mas poderíamos ter muitas outras inspiradas na natureza, nas mulheres.
Saudades de Tom.
Lembro do dia em que morreu, tão triste... eu estava no Rio e fui para Cabo Frio , era um fim de semana, uma sexta, acho.


segunda-feira, dezembro 07, 2009

Desta gincana eu gosto



Este post faz parte da Gincana virtual do BlogGincana.
A tarefa era escolher três blogs que nunca participaram da nossa Gincana.

Começo com o da Lucia Carvalho- a Franka. Muitos devem conhecer, é a nossa melhor cronista. Franka escreve sobre qualquer assunto bem e com humor- sempre.É bom começar o dia lendo o http://frankamente.blogspot.com/
Quando fui à São Paulo em 2007 eu a conheci, fui super gentil, gosto muito dela. E, repito sempre, é difícil uma cronista como ela. Vão conferir e me digam.

Amostra do que a Lucia Franka escreve:




Banheiro de festa


- Lúcia, vai ter a festa da nossa amiga esse fim de semana. Você vai? - perguntou a Ângela, minha irmã.
- Acho que sim - respondi.
- Ela quer que eu ajude a produzir a festa dela. Vou fazer isso. Ah, e ela disse que a sua festa não teve uma produção correta. Disse que você errou no banheiro.
- Hã? Eu errei no... banheiro, Ângela? Como? Porque? Tinha papel, toalhinha e...
- Não é isso. Segundo ela, teu banheiro, o lavabo lá da sua casa, era muito caprichado, tinha velinhas, luz fraquinha e tal. Ela acha que foi por isso que tinha muita fila.
- Hã? Fila? Que tem a ver a fila com o capricho?
- A teoria dela é que banheiro de festa tem que ser vapt-vupt. Banheiro de festa não pode propiciar nada.
- Propiciar?
- Foi exatamente a palavra que ela usou, Lúcia: propiciar. A pessoa tem que entrar e sair dali rapidinho. Não pode ter clima em lavabo de festa, senão a pessoa se demora por lá. O clima fica propiciando.
- E tem que ser como, Ângela?
- Ela acha que lavabo de festa tem que ter um clima tenso. Essa é a teoria dela. Uma luz fria piscando sem parar, um barulho de vazamento que parece que vai explodir a privada para os ares, um ventiladorzinho super alto, essas coisas. Pra pessoa querer fugir dali, e logo. Ou até uma porta que não fecha, pra pessoa ter que ficar segurando enquanto usa o banheiro. Sabe como é horrível porta que não fecha. É isso. Um clima tenso, entende? Um clima tenso em banheiro não propicia. E vaga logo.
- E fica sem fila?
- Fica sem fila.

Aqui tem outra historinha divertida.



Leia aqui


O segundo blog que escolhi também foi muito fácil. Martha, é a melhor poeta que eu conheço na blogosfera. Sempre delicada, leve, bonita. Tudo que escreve é poesia.
Leiam uma amostra aqui e descubram a mestre das palavras daqui.

03 Novembro 2009


Poesia

Escrevo nomes
como quem passa batom
e pinta de vermelho
a boca

talvez porque sofra
desse destino
de me balançar
em rede tão fina.

Escolho pernas
cruzo e descruzo palavras
prolongo sílabas e olhares

E porque quero dançar
procuro poesia
no céu da sua boca.

As palavras
doidas pra tecer mistérios...
Confundo lábios e letras.

Martha





03 Agosto 2009

Foto: Haroldo Abrantes

Senhora das terras sangrentas de marte
amolo no esmeril a faca cega da paixão
o que amorteço queda em mim
feito chuva fina.

Quem eu sou e quem eu era
cabem no mesmo espelho
no mesmo rosto
no mesmo peito.

Mas não me reconheço
some a memória de mim
bicho escroto me devora
não entendo mais agora.

Cato meus pedaços
me colo com rio,
terra, lama, mangue
quero a pele molhada (d’água)
o cabelo de terra, folha, graveto
quero ser árvore.

Minha boca é santa
pela boca tanta
loucura, doçura, sofreguidão
não minto e não digo a verdade
me gasto muito para viver
gasto muito papel para escrever.

Amanhã faço tudo direito
hoje vou dormir com os pés sujos.

Martha







O terceiro blog que escolhi foi o do meu amigo Jôka.
É o cronista visual de Copacabana- lugar que ama e observa com olhos de amante ciumento e crítico. Visual porque prefere imagens a textos maiores- é uma das pessoas que melhor faz blog: escreve pouco, coloca imagens ótimas e é super atual. Morou em Paris, é vizinho do Copacabana Palace, é chic e bonito.
Tem humor ácido, é divertido e muito querido por muita gente- alguns devem passar batido por ali- não há espaço para hipocrisia naquele espaço.
Veja aqui:




Acordei no Domingo com um tum-tum-tum musical muito alegrinho vindo da rua.
Abri a cortina e vi meio incrédulo a seguinte cena: um castelo da Bela Adormecida, todo trabalhado em isopor, se aproximava da minha janela, enquanto uma multidão de gente suarenta (com criancinhas apavoradas nos ombros) saltava do Metrô, e corria na direção da praia.
Olha só a situação.



Mais aqui.

“Atire no dramaturgo”


Mário Bortolotto, o dramaturgo que levou tiros estes dias no bar de um teatro em São Paulo tem um blog. O nome da sua página, seu diário:

“Atire no dramaturgo”.

Putz! Mas que título para um blog! Se fosse meu filho eu proibiria-imploraria para pensar sobre isto.

OK, há mais entre o céu e a terra do que eu suponho, mas qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento sobre inconsciente sabe que não se brinca com as palavras.

Espero que saia desta- ainda está na UTI.

Aqui um vídeo com ele.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

O sonho com o Biscoito Globo





Sonhei muito esta noite. Nossa!

Lembro que viajaria para São Paulo, para assistir algo. Era manhã e eu queria me arrumar. Uma amiga dizia que ainda não era hora. Mais tarde olho o relógio e é uma e meia- viajaria as três e meia. Vou tomar banho, antes peço para a amiga receber a passagem- entregaram em casa- paguei com cartão de crédito.

Esta amiga foi a mais querida durante anos, muitos, mais de 20 anos de troca, sabíamos tudo uma da outra. Casou e mudou para pior- ele é rico, mesquinho e insuportável- grosseiro. Ela me tratou super mal, chorei muito e a 'matei' dentro de mim. Pero, tenho sonhado com ela.

No banheiro, enorme e velho, havia dois homens- estavam numa mesa- era como se fosse uma sala com o chuveiro e banheira. Um deles era o ‘homem do shopping’- eu me sinto constrangida em me despir. Mas queria muito tomar banho. Cubro os seios. Uso xampu de Cinézia nos cabelos.

Cinézia é minha amiga querida, digo a ela que eu gostaria que fosse minha mãe- é mãezona- amorosa, acolhedora. Uma paraense que vive no Rio há anos. Hospedei-me lá na última vez que fui. O banheiro da casa dela é mínimo- engraçado que no sonho era enorme- na minha casa em Cabo Frio o meu banheiro era gigante- do tamanho da garagem que havia embaixo.

Arrumo uma mochila com roupas para um dia apenas. Arrumo sem cuidado- coisa que nunca faço, sou detalhista, carrego sempre TUDO.
Antes de viajar a empregada me diz que eu precisava lhe dar trinta reais, que ficou faltando- penso: só tenho notas de cinqüenta.
Ontem dei uma parte do dinheiro para Bethânia, não paguei tudo- esqueci que estou sem carro e o Banco é longe.
Gosto de andar prevenida. Quando viajava muito Rio- Cabo Frio sempre tinha o básico comigo- adoro uma mochila- carrego parte da casa ali. :)

Minha mãe falava na cozinha sobre os Biscoitos Globo que estavam sobre a mesa- eu respondo que comi dois.
Minha mãe sempre sente-se lesada- dá para entender a história dela... Bom, ela desconfia de empregadas, tem fases péssimas- tudo sumiu, jóias foram roubadas- coisas que nos deu, diz que foram roubadas- é f. - difícil. Ela tem certeza que foi lesada, ai...

Eu fui tomar banho e pedi para a amiga receber a passagem- entregaram em casa- paguei com cartão de crédito.
Sonho muito que estou tomando banho- poderia dizer que tem a ver com culpa, mas acho que é resquício da minha neurose obsessiva- fui muito obsessiva- hoje ainda sou, mas muito menos, nem se compara. Se dormir me sentindo com a cabeça suja com certeza sonharei que estou lavandoa cabeça- tiro e queda.

Mais tarde fico aflita procurando a mochila no aeroporto- sonho recorrente: procurando algo. Encontro-a.

A viagem o sonho pulou. Eu estava chegando onde supunha ser São Paulo e perguntava onde pegar um ônibus para o aeroporto, respondiam que fosse até a avenida beira mar.
No Rio pega-se ônibus na Vieira Souto, em Sampa...

Pensava que não havia ligado para Nilva- amiga querida que vive lá- avisando que estava chegando. Ao mesmo tempo pensava que chegaria bem cedo, mas mesmo assim não seria educado chegar sem aviso prévio. As roupas não dariam para mais de um dia, gostaria de ficar o fim de semana.
Acabo voltando no mesmo dia. Houve um corte sobre o que fui fazer lá.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

No ônibus












Foto daqui

O carro quebrou de novo- está velhinho- e depois que os filhos começaram a dirigir... antes eu usava muito pouco, agora...
C’est La vie.

Peguei um ônibus para trabalhar ontem à tarde. Uma aflição, deu mil voltas- liguei para a cliente das três para avisar que provavelmente atrasaria, a resposta foi que não iria. Ai, ai.

À noite, voltando observei as pessoas. Havia uma mulher com belos cabelos negros presos com um hachi, a cabeça não a obedecia e pendia para os lados, para a frente, para trás- tinha sono. Assustava-se cada vez que sentia a cabeça cair. Pobre mulher.

Um jovem sentado à minha frente, observou quando uma senhora entrou, depois de alguns segundos, virou-se- ela já estava mais para trás. Perguntei: Quer dar o lugar para ela? Sim, respondeu. Eu a cutuquei e ele passou a viajar em pé.

Segurei no colo a mochila de outro rapaz que se equilibrava ao meu lado. E assim seguimos até aqui. Ao descer conversei com uma mulher que vinha na mesma direção. Contou que as filhas foram assaltadas ali, mas conseguiram pegar o homem e está preso. Gritaram, o irmão ouviu, segurou o bandido, a família chamou a polícia. O cara mordeu a moça para pegar o celular com mordida tão forte que ela ficou uma semana sem mover o dedão. Pois é, não há lugar seguro no mundo.

Não me importo de andar de ônibus, o problema é que aqui demoram demais, dão voltas e mais voltas- uma falta de respeito com o passageiro. E sinto mais medo também- há assalto a mão armada por aqui como no Rio. Meu sobrinho já assistiu dois em poucos meses. Sorte que não sofreu nada- tem cara de menino.

O transporte coletivo nos humaniza, podem crer. Ali somos todos iguais. Há pessoas bonitas, feias, pobres, remediadas- só não há gente arrogante, pode crer.
Simpatizo com o rosto das pessoas quando as vejo nestes lugares públicos.

Descia a ladeira do condomínio e uma vizinha- que nunca falou comigo, mal responde meu cumprimento- atravessou a rua para me abordar. Queria apoio contra o síndico. Hoje haverá reunião. A cara dela murchou quando eu disse que já respondi o e-mail dele e que estou de acordo com o aumento de R$150,00 para R$200,00. Ele quer aumentar o salário dos porteiros em cem reais. Justo. Ela veio cheia de veneno- que vá a reunião e coloque suas dúvidas- eu não irei. Eu lhe disse que estava com pressa, fome, e sai andando. Quero distância deste povinho mesquinho e arrogante.

A outra, que conversava comigo na piscina, estava molhando a grama de costas e assim ficou quando passei- achei ótimo- chega de fingimento. Não foi capaz de vir aqui me dar apoio quando sofri a agressão via e-mail. E olhe que vive na igreja rezando, até na borda da piscina lia livrinhos de reza. Sou muito mais cristã que este povo todo junto- podem crer.

Dicas de um escritor irônico e criativo


No consultório peguei uma revista piauí* e li um artigo de Steve Martin, pensei que fosse homônimo do ator, mas agora descobri que escreve também. Ele fala sobre o ato de escrever e é muito divertido.
Diz:
“Entre todas as artes, escrever é a maneira mais fácil, indolor e alegre de passar o tempo... É verdade que a angústia às vezes visita o escritor. Nesses momentos, paro de escrever e saio para relaxar e tomo um café no meu restaurante predileto, sabendo que as palavras podem ser modificadas, repensadas, manipuladas, e, em último caso, negadas. Eis um luxo que os pintores não têm. Se saírem para tomar um café, a tinta seca e endurece”.

“...Bloqueio criativo: um mito
“O bloqueio criativo é um termo fantasioso inventado por gente que gosta de se queixar, só para ter uma boa desculpa para beber álcool.”
Hihihi
Ai ele diz que acontece do escritor ficar ‘entalado’, mas neste caso, faça como Sófocles ou Rodman, arranje alguém para narrar sua história, que será publicada “conforme contada”. Depois recomenda uma dica, um truque: quando entalar abra um romance publicado de outro autor, pegue uma frase que ache ótima e desenvolva seu texto dali. Se não conseguir com uma frase pegue outra e mais outra. Três frases copiadas não te levarão à cadeia.
Hahaha
Mais: “Uma demonstração de como se escreve na realidade
É fácil falar sobre como se escreve, mais fácil ainda escrever. Preste atenção:
Chamem-me Ishmael. Fazia frio, muito frio aqui nas montanhas do Kilimanjaro. Ouvi sinos. Eles dobravam. E eu sabia exatamente por quem os sinos dobravam. Era por mim, Ishmael Twist. [nota do autor: agora fiquei entalado. Vou até uma rosa e olho no fundo d seu coração.] Isso mesmo, Ishmael Twist.
Eis um exemplo do que chamo escrita “pura”...”é constantemente acompanhada por uma voz que nos repete: Por que estou escrevendo isto? E então, só então, o escritor pode almejar a sua realzação mais alta: ouvir a voz do leitor enunciando a sua pergunta complementar: “Por que estou lendo isto?”
(Última frase escrita por Steve Martin conforme ouvida de Cindy Adams).”

Adorei. E vocês?

*abril 2007

terça-feira, dezembro 01, 2009

Daqui

Clarice sob lupas


Leiam aqui. Um bom texto sobre a biografia de Clarice Lispector.
Ainda bem que ela não vive para não ver a vida analisada microscopicamente, eu odiaria.
OK ela é uma escritora importante, mas bastam os livros, por que vasculhar a vida?
Raduan Nassar diz que tudo que tinha que dizer já disse. certíssimo. Deve ser respeitado seu silêncio.

O depressivo na contramão

O depressivo na contramão

O que a depressão pode nos dizer sobre o mundo em que vivemos?

Eliane Brum
 Reprodução

ELIANE BRUM
ebrum@edglobo.com.br

Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo)

Em seu último livro, O Tempo e o Cão – a atualidade das depressões (Boitempo, 2009), a psicanalista Maria Rita Kehl nos provoca com uma hipótese sobre a qual vale a pena pensar: a depressão, que vem se tornando uma epidemia mundial desde os anos 70, pode ser a versão contemporânea do mal-estar na civilização. Ela teria algo a dizer sobre a forma como estamos vivendo e sobre os valores da nossa época. Para além da patologia, a depressão pode ser vista também como um sintoma social.

O que nossa época nos exige?

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