quarta-feira, agosto 31, 2011

Paris, por Claude Lelouch- atualizado




Voilà! Incrível! Dá frio no estômago fazer a viagem com eles.

Aqui diz que foi o róprio Lelouch quem dirigiu. O filme em making off aqui


By frankamente...: my (morbid) way





Leiam a minha cronista preferida do virtual: frankamente...: my (morbid) way.

Houve um tempo, que eu abria o PC e ia direto ler a franka.  É demais- tudo vira crônica divertida com o olhar dela. Confiram.

Narciso moderno



Doll Face - YouTube

Narciso moderno não precisa de lago para se afogar- alguém disse.

terça-feira, agosto 30, 2011

Que luxo!

Fotos by Lilian Basman





Isso é elegância. Uau! Vejam.

Cada foto...

A do rei este site, descobri via Marina W.- (Blowg)- que tem fotos incríveis, sempre. Algumas são dos próprios atores- esta é deYul Brynner.

domingo, agosto 28, 2011

Fausto Pirandello (1899 – 1975)










O filho de Pirandello, Fausto, pintava nus chocantes- lembra o trabalho de Lucian Freud-  o neto de Freud. Parece que Fausto tinha razões suficientes para exorcizar seus fantasmas com um pincel- ulalá- sorte. Se não pintasse... a mãe enlouqueceu e o pai- o famoso escritor, o tiranizava, segundo o filho. Interessante, Pirandello, excelente escritor, parecia tão leve... Gosto de tudo que eu li dele- fantástico!



Art Inconnu - Little-known and under-appreciated art.: Fausto Pirandello (1899 – 1975).

sábado, agosto 27, 2011

Lembranças

                                                      Meu pai


Estive mexendo em fotos digitalizadas hoje- ai ai tantas lembranças.
Coloco algumas fotos para amigos verem.




F.(um ex). na casa- atelier Carlos Scliar Ouro Preto














                                                                                                                                          Amigo

                     





sexta-feira, agosto 26, 2011

A diva, Maria Bethânia



Bethânia, como sempre, bela no palco. Vi este show na década de 70-
comovente. Agradeço aos deuses ter tido o privilégio de vê-la algumas vezes no palco.
Maravilhosa!
Como será que está D Canô? Esteve internada- que beleza, mais de cem anos e lúcida.
Que família linda!

domingo, agosto 21, 2011

Jum Nakao Desfile



Para quem não viu. Maravilhosos!
Eu me encantei com a criatividade dele e a beleza da peças-
além do impacto no final- ele conseguiu o que queria- nos tocar.

Chega de saudade by Joao GIlberto



Quando quero afastar a tristeza ouço João Gilberto-
ai com a filha, meninota, ainda. Obrigada, João!

Samba Em Preludio by Esperanza Spalding



Amo esta música- uma das mais belas canções brasileiras, para mim- e a voz dela é límpida, linda.

Samba em Prelúdio

Vinicius de Moraes
Composição: Baden Powell e Vinícius de Moraes

Eu sem você não tenho porque
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar
luar sem amor
amor sem se dar
E eu sem você
sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor
Tristeza que vai
tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou
ninguém

Ah que saudade
que vontade de ver renascer
nossa vida
Volta querido
os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinha
tenho os olhos cansados de olhar
para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor eu não sou
ninguém

segunda-feira, agosto 15, 2011

Ai Wei Wei no Varal


Vejam no blog Varal de Ideias, do Eduardo, o post sobre o artista chinês que ficou preso 60 dias. Leiam lá.

domingo, agosto 14, 2011

The BBC will never replay this


London Riots. (BBC will never replay this. Send it out)

É, parece que a polícia de Londres anda pisando na bola- já faz algum tempo.
Preconceito é coisa séria e acaba atando fogo- literalmente.

Vi o vídeo no blog do Daniel Dantas.

quinta-feira, agosto 11, 2011

quarta-feira, agosto 10, 2011

‪Passeio Virtual exposição de arte- Benin



Uma bela exposição.
Cá entre nós, o Brasil anda pobretão em artes plásticas- tirando uma meia dúzia que cria arte, eu não vejo nada por ai. Será que é ignorância minha? Cadê Thomas Cohn para me responder?

Entrevista Emanoel Araujo



Emanuel Araujo é o artista plástico mais elegante que conheci- ele não lembra de mim, mas eu lembro. É amigo do meu ex FB e era muito amigo de Scliar.

Esta exposição deve ser linda- pena que estou tão longe.
Quem puder vá ver.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Paris, les années lumineuses 1905-1930

Vidéo Ina - Paris, les années lumineuses 1905-1930, vidéo Paris, les années lumineuses 1905-1930, vidéo Art et Culture Littérature - Archives vidéos Art et Culture Littérature : Ina.fr

Que maravilha!

Distant Drums - Jim Reeves



Engraçado... meu pai foi convocado para a guerra. Morava em Curitiba, foi até a Bahia, ai a guerra acabou- ele voltou e casou em dezembro de 45 :)
Vídeo enviado via @CCalligaris (Twitter)

Tributo a Paulo Moura- a última música



Este vídeo é muito triste, porque ele morreu 2 dias depois. Mas é bonito vê-lo, comovente o esforço para tocar. Paulo Moura vive em nós.

Para Ailton do Blog do Ailton, que é fão do Paulo e não conhece este vídeo.

A moça que tomou o coração de Chico Buarque





Thais Gulin em seu apartamento no Alto Leblon, no Rio



CHICO É FELIZ COM ELA

 
Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, 07 de agosto de 2011



A curitibana Thais Gulin, 31, namorada de Chico Buarque, diz que as respostas sobre o relacionamento dos dois está nos discos de ambos

No último ensaio antes de seu primeiro show no Rio em quatro anos, Thais Gulin, 31, erra a letra de uma música no estúdio. De calça preta, regata listrada em branco e preto com a alça do sutiã bordô à mostra, engasga nos versos de "Se Eu Soubesse", composição que Chico Buarque deu de presente para ela gravar em "ôÔÔôôÔôÔ" (Som Livre), seu segundo disco.


 


"Em uma parte da letra, está escrito 'Não vivo com a cabeça na lua', mas na hora de gravar troquei por 'Não ando com a cabeça na lua', porque achei mais sonoro. E agora tô errando por causa disso", diz. A mesma canção está no recém-lançado álbum do cantor de 67 anos. "Quando terminei os arranjos, vi que ele precisava estar ali. E depois ele me chamou pra cantar no disco dele", conta à repórter Lígia Mesquita.


 


"No meu primeiro disco, gravei 'Hino de Duran', do Chico." Os dois não se conheciam. "Em uma parte da música havia reticências. Achei que era uma pausa e que podia improvisar. Criei outra letra. Sou muito sem noção, né?" Chico recebeu o CD. Mandou e-mail elogiando. Ela respondeu. Começou uma amizade. Hoje, é namoro.


 


Às 23h30, a curitibana, descendente de italianos da região do Vêneto, deixa o estúdio e segue para seu apartamento no Alto Leblon. O apartamento, alugado, é no mesmo prédio onde o compositor vivia, na cobertura, há três anos. Thais troca os sapatos por um All-Star dourado, arruma o cabelo e se prepara para as fotos. Pede um batom emprestado à repórter e um lápis de olho à sua assessora. Na mesa, papéis, revistas, caixas de remédios e o novo CD de Chico. No som, discos de João Gilberto, o seu próprio e "Álbum de Teatro", de Chico e Edu Lobo. Na prateleira, os últimos livros de Chico e obras de Bernardo Carvalho, Nelson Motta e Shakespeare.


 


Ela diz que só cozinha "quando tem alguém pra lavar a louça", a tarefa doméstica que mais odeia. Tenta descobrir se a diarista deixou algo para o jantar. Encontra um tupperware com mandiocas cozidas. Senta no sofá e saboreia os pedaços de aipim.


 


A coluna pergunta há quanto tempo ela e Chico Buarque estão juntos. Thais dá uma risadinha e fica muda. A repórter insiste. Ela olha para sua assessora, Júlia, e diz, com o pedaço de mandioca na mão: "Ah, não quero falar sobre isso, gente! Júlia, eu não quero! (risos)".


 


Ela poderia ao menos confirmar o namoro? Nova risada, novo silêncio. "Não quero falar disso, sabe? Porque é tudo tão...Tá nos nossos discos. Quem ouvir vai saber (risos)."


 


"Meu tempo é curto, o tempo dela sobra/ Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora/ Temo que não dure muito a nossa novela, mas/ Eu sou tão feliz com ela", canta Chico em "Essa Pequena", música com claras referências à namorada.


 


A convivência profissional com o namorado "é uma aula. Tanto com o Chico como com o Tom Zé, o Macalé [de quem também gravou canções]. Não tem preço. É muita arte, né? Sempre me senti um peixe fora d'água, desde criança. É bom encontrar pessoas que têm tanta curiosidade, pessoas tão livres."


 


A diferença de idade entre os dois é de 36 anos. Ela diz que "isso não existe. [Pausa] Só existe quando a alma é, sei lá, uma coisa de [pausa]... jeito. Eu nem penso nisso. E eu nasci com uns 50 anos, sou capricorniana". "Não é isso [a diferença de idade] que coloca as pessoas em lugares diferentes. São os valores, o jeito de ver a vida. É tudo o que você acha, sente, sua verdade, sua liberdade." Casar não está nos planos. "Não penso nisso." Já ser mãe é uma certeza. "Também vou adotar muitos filhos. Quero ter uma família grande."


 


Filha de uma criadora de cavalos que atualmente mora em SP, e de um empresário de Curitiba, Thais passou a adolescência se dedicando aos esportes no Paraná. Fez hipismo, ginástica olímpica, handebol, atletismo e até futebol. Hoje pratica gyrotonic. Se pudesse, diz, "jogaria todos os dias pingue-pongue. Adoro! E jogo muito bem".


 


Também estudou balé. No ensaio, a toda hora arruma a postura e faz coques de bailarina. Depois do show no Rio, na quinta passada, ela agora se prepara para a apresentação em SP, no dia 18, no Tom Jazz.


 


Quando completou 19 anos, trancou a faculdade de administração e passou um ano na Europa. "Juntei uma grana com alguns comerciais que fiz, inclusive um pro Boticário. Eu era chamada por causa da ginástica olímpica", lembra. "Estudei francês em Nice por seis meses. Depois fiquei um tempo na Bélgica montando [a cavalo], estudei teatro em Londres e conheci o leste europeu". De volta, se dedicou ao teatro e às aulas de violão e canto. Terminou a graduação.


 


Em 2001, assim que acabou os estudos, se mudou para o Rio para estudar teatro. Fez aulas no Tablado e oficinas com o diretor Gerald Thomas. Essas últimas lhe causaram "uma semana de enxaqueca, de tanta coisa nova que ele falava". Na sequência, participou de peças de Augusto Boal e com Paulo Betti.


 


Televisão, afirma, nunca quis fazer. "Eu era idealista, não queria [TV]". O dinheiro que ganhava com as peças, diz, "dava pra viver". "Se a coisa apertava, meu pai me ajudava."


 


Thais dava canjas em um bar onde um amigo cantava, fazia alguns shows. "Quando gravei o primeiro disco, deixei o teatro."


 


Costuma dormir às 3h da manhã e acordar às 13h. "Meu dia voa e ela não acorda", diz Chico na canção. Gosta de ficar em casa "olhando a janela", ler, ver filmes e assistir ao seriado "Two and a Half Men". "E de tomar cerveja com os amigos no Baixo Gávea, ir ao teatro, ao cinema e andar na praia." Adora moda, mas não tem "paciência pra shopping nem compras".


 


Seu título eleitoral ainda é de Curitiba. Mas, tivesse votado em 2010, teria escolhido Dilma Rousseff. Por causa de Lula. "Independentemente de qualquer outra coisa que tenha acontecido no governo, a coisa mais linda do mundo é que o cara que botava gasolina no seu carro hoje vai no avião do seu lado. Acho isso f... E tem gente que fica p..." Aos 31, não tem medo de envelhecer. "Se eu não ficar cansada, tá bom. Todo mundo vai envelhecer, né?"

"Não é isso [a diferença de idade] que coloca as pessoas em lugares diferentes. São os valores, o jeito de ver a vida" "Também vou adotar muitos filhos. Quero ter uma família grande"
THAIS GULIN
cantora

" Meu tempo é curto, o tempo dela sobra/ Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora/ Temo que não dure muito a nossa novela, mas/ Eu sou tão feliz com ela"
CHICO BUARQUE
na canção "Essa Pequena"

Comentário meu: Quando a vi no Jô Soares achei-a muito bobinha, mas a entrevista mostra uma moça interessante. E quem tem a ver com isso? Ninguém, né? Vida longa e feliz para Chico e para ela, claro.
E é lindinha, tem voz afinada também- sorte dela.





domingo, agosto 07, 2011

Cartas de Tarsila







Esta foto linda encontrei no Facebook, via Jo- amiga querida. Interessante como algumas pessoas nos encantam. Não, não sou bi, nem lésbica- amo amigas especiais.

A foto traz proteção. Que os deuses nos protejam.


Dica de livro:

“Aí vai meu coração: as cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins”


"O livro “Aí vai meu coração: as cartas de Tarsila do Amaral e Anna Maria Martins para Luís Martins”, de Ana Luísa Martins (Editora Global, 2010), reúne as cartas escritas por Tarsila e Anna (prima de Tarsila) para o jornalista, cronista e crítico de artes Luís Martins, com quem Anna casou após o rompimento dele com Tarsila. As cartas foram encontradas pela autora (filha de Anna) numa gaveta, após a morte do pai. A história desses amores é narrada por meio da leitura das cartas apaixonadas e complementada pela autora, que explica o desenrolar dos acontecimentos, o romance entre seu pai e Tarsila.

A frase “Aí vai meu coração” era a forma como Tarsila encerrava as cartas para Luís Martins. Ela tinha 47 anos quando o conheceu, 21 anos mais novo do que ela. Os dois se apaixonaram e viveram juntos por 18 anos, quando ele se uniu a Anna Maria, 16 anos mais nova do que ele. No mesmo período em que o casamento acabou, Tarsila viu sua obra ter grande reconhecimento, consolidando a importância que já se sabia desde os primeiros anos do modernismo, quando realizou sua tela mais famosa, "Abaporu".

As cartas de Tarsila são escritas com muita paixão (para Luís) e empolgação (para o marido, que estava no Rio ou na Europa e já iniciava o processo de separação). O livro inclui trechos da autobiografia do crítico e crônicas publicadas por ele, que tratam, com poucos rodeios, das dificuldades da separação e do novo casamento, que enfrentava oposição aberta da família Amaral.
"

Vejam aqui.



sábado, agosto 06, 2011

É melhor ser alegre que ser triste







Samba da Bênção

Vinicius de Moraes
/ Baden Powell

É melhor ser alegre que ser triste Alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração Mas pra fazer um samba com beleza É preciso um bocado de tristeza É preciso um bocado de tristeza Senão, não se faz um samba não...


Aqui Vinicius e Toquinho em Mar del Plata.


Ontem fomos numa reunião na casa do meu irmão- onde está minha mãe. Estavam colegas dele da universidade,- dois casais- e meus irmãos com a respectivas mulheres, filhas. Foi ótimo. Papo bom, pizza feita em casa. Minha mãe ficou o tempo todo presente e conversando com as pessoas, animada,- sempre gostou de festinhas.

Minha mãe me deu um livro de Joyce Carol Oates, que eu não conheço, fui ler a sinopse:

"Em 'A falta que você me faz', o brutal assassinato da mãe é apenas o ponto de partida para a autora discutir o relacionamento entre ela e suas duas filhas de temperamentos opostos, e o próprio papel dessas personagens na família. Nikki é solteira e independente, Clare é casada, dona-de-casa e tem dois filhos - uma sólida mãe de família. Narradora da história, Nikki nunca tinha se visto como filha, até se tornar órfã e passar por um processo de intensa transformação, lapidado pela dor. Já para Clare, perder a mãe significou voltar a experimentar a sensação de ser filha, ainda que apenas psicologicamente."

Melhor não ler agora, seria sofrido. Minha mãe lê muito- hoje menos- eu tenho selecionado bastante o que leio. Quero ler os livros premiados que citei estes dias.

Dia de sol, Pilates, almoço com os meninos e namorada de Dan. Cuidamos de plantinhas, eu e Dan. Ao anoitecer tivemos uma visita e foi bom, uma astrofísica( não sei nada sobre isso)- chegou há pouco de um congresso no Rio, estava feliz.

Seria ótimo se eu saísse mais. Falta desejo, energia e onde ir.

Para alguns o problema é meu- me acham arrogante, rabugenta. Deus meu! Se soubessem que faço das tripas coração para viver melhor. A melancolia me invade em alguns dias. Ufa! É difícil. Pimenta nos olhos dos outros não dói, né?

O trabalho é ótimo. O virtual ajuda. O Twitter é uma festinha diária. Lá é divertido- distrai.Tenho amigos queridos.

Vou ali molhar o jardim- bye. Viram a lua? Aqui a lua invade minha cama- sou privilegiada, eu sei. Amém!
E, concordo com a Marina W., blogs deveriam ter posts com cadeado. :) Queria contar otras cositas, pero...

quinta-feira, agosto 04, 2011

Johnny Mathis- Laura e eu



Quase todas as pessoas que sabem que meu nome não é Laura, me perguntam: Por que Laura?

Como saber? Esta canção eu ouvi muito quando menina e acho linda- vi o filme na TV, também, naquelas sessões da madrugada mais de uma vez. A moça era linda, a trama era interessante- não lembro muito bem mais...

Gosto de Lauren Bacall também, sempre bela e elegante- queria ser assim. O Jean Guillaume, meu amigo francês- que foi meu ‘mentor’- gostava dela- dizia que era sua preferida, e eu, meninota, me sentia tão distante da exuberância de uma Bacall. Jean, já contei, foi um amor impossível.

Quando eu estava grávida do meu primeiro filho, antes de saber o sexo, eu encontrei um ex namorado- F Bento- que namorei três anos e meio. Ele perguntou que nome daria ao bebê. Respondi: ‘Beatriz, eu acho, ou Lucas”. Ele disse que filha minha tinha que ser Laura. Não tive filhas, só meninos e a Laura ficou para a ficção, acredito.

Não, F não foi o amor da minha vida, mas foi uma bela influência- nós aprendemos muito um com o outro. Ele me descontraiu- é mais novo que eu uns anos- e me trouxe mais perto da arte- é artista plástico. Eu já desenhava, isso o encantou, foi muito apaixonado por mim. E eu o levei a ler mais, refinar em alguns aspectos- foi uma relação legal. Víamos muitos filmes, conversávamos bastante. Há anos não o vejo, mora em Sampa agora.

A última vez que o vi, foi um encontro casual em Cabo Frio e saímos conversando, caminhando pela cidade- ele anda muito- foi bom encontrá-lo. Era amigo da minha família toda- de irmãos e de minha mãe. Gente boa, tem talento, mas acredito que perdeu-se ao escolher um caminho que não era o mais natural- ele era absolutamente intuitivo e partiu para um trabalho intelectualizado- foi casado com a filha de Mira Schendel, que deve tê-lo influenciado muito. Uma pena.

Ontem achei um retrato dele feito pelo Scliar- um desenho- tão bonito... preciso emoldurar- tenho muitas coisas para emoldurar e nunca levo- falta grana, ou esqueço, ou ... adio muito tudo.

Ontem meu filho, que descobriu o prazer na jardinagem, furou um cano no jardim. Aijesuis! Só de pensar em ficar sem água dá aflição. Acordei às 7hs para falar com o bombeiro, felizmente, ele resolveu tudo pela manhã. Dia estranho, só casa- almoço, faxineira aqui, calor... Esquentou, chegou o verão. Será? Aqui é sempre verão, exceto os meses de chuva- este ano foram quase 4! Nunca vi tanta chuva em Natal.

Buenas noches. Tks so much por estarem aqui.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Amenidades- relido






Há dias eu quero blogar abobrinhas e não consigo.


Dia 01/08 amanheci super triste e não sabia o motivo- pensei, ainda deitada, lembrei que era dia do aniversário do meu pai. Saudades do pai. Morreu em 2004, mas está muito presente na minha vida- lembro muito dele no dia a dia, coisas prosaicas- tipo quando como uma fruta- ele comia muitas durante o dia.

Convivi muito com ele porque ele se aposentou cedo, era quem nos acordava pela manhã:

“Levantem, está um dia lindo lá fora”. E eu nada de levantar. Hoje quase faço isso com o filho mais velho- que é um dorminhoco- mas não faço- é notívago, como eu fui quando jovem- hoje acordo com os peões- literalmente. Rs


Os olhos


É uma novela- assunto chato. Não se tratem com uma médica oftalmologista do Exército de Natal que tem o nome que começa com X. Disse que meu problema era crônico- da idade- olhos secos e alergias- e que teria que conviver com isso. Não deveria mais pegar sol, vento, blá, blá blá. Ficar numa redoma, ela quis dizer, ou morrer. Juro que senti certo prazer nela ao dizer isso. Eu acho que eu desperto em algumas pessoas algo negativo que as fazem desejar me ver pra baixo. Eu sou bem cuidada- não aparento a idade que tenho-, falo com simpatia com todos, sou educada- parece que gente assim ofende- já que a maioria e mal cuidada, mal educada, grosseira.

Estes dias segurei a porta do Banco para 2 pessoas passarem- nenhuma disse obrigada- acreditam?

Voltando aos olhos- o terceiro médico me deu um colírio antiinflamatório- não resolveu- então me receitou um antibiótico- melhorei muito, mas ainda não está cem por cento. Ficará? Não sei... Terei que pagar nova consulta? O último foi médico particular, fora do convênio. É a vida... Vocês não imaginam a indelicadeza, pra não dizer grosseria do médico, este mesmo- pago. Agora imaginem os de 'gratis' no INSS... Lamentável

Triste país onde a gentileza é mal vista. Eu gosto de ser gentil- me faz bem. Ontem, por exemplo, uma mulher me ligou de São Paulo querendo falar com Contardo Calligaris- fazem sempre. Por que? Por que entram no meu blog onde eu o publicava e veem o meu telefone lá, não leem meu nome ali. Bom, ela ligou e disse que queria marcar uma consulta. Eu disse que não era o telefone dele, mas poderia dar se ela esperasse que eu fosse procurar- levei uns minutos para achar.

O nome dela é o mesmo da mulher dele rs. Freud explica. Bom, ela agradeceu. Mas tarde ele disse que ela deixou recado lá. Gosto de ser assim. O que ganhei? Nada. Ligam também chamando Miguel Nicolelis, acreditam? Uma vez foi da Comissão de Ciências de Brasília. Pode? Eu falei- via Twitter- com ele que entrou em contato com a secretária deles- era para uma reunião importante com cientistas. Agora me digam, se este povo não é muito lesado. Eu tentei achar meu telefone, via Calligaris, e não achei no Google- só pode ser através do meu blog Oriente-se. Hã...

Será que um dia ligarão chamando o Chico Buarque? Rs mas não teria como dar o caminho das pedras- a não ser a rua onde ele mora.

Ai ai.



O despretensioso

Ontem alguém deixou um recado num poeminha meu lá nos Escritos:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vida prosaica":

isso mesmo. totalmente "despretencioso".

O poeminha está com a tag “poeminha despretensioso” e eu fiquei, cá com meus botões, a pensar o porque do destaque no despretensioso com C. Fui consultar o dicionário- vai ver eu estava errada- dou sempre a mão à palmatória... mas não, eu estava certa. Não entendi o que a figura quis dizer. O poeminha é tão singelo- nada que mereça um puxão de orelhas rs. Há gente muito implicante por aqui. Ah! Foi , não aqui- este já está com o controle de comentários para evitar os trolls. Chega! Outro dia deixaram um comentário super desagradável sobre a namorada do Chico- não publiquei- pra que? Maldosos, caiam fora! Xô!


O poeminha despretensioso- com S:


Vida prosaica



Amanheço separando roupas sujas.

Mais tarde- varal- enquanto meu interior é ideias.

Algumas se perdem na vassoura ou ao vento.


Mais um prêmio para Rubens Figueiredo



Uma vez, numa viagem de avião, do Rio para cá, viajei ao lado de uma mulher que fazia correções num texto. Perguntei se era escritora, não, era revisora. Conversa vai, conversa vem, ela contou que era mulher do Rubens Figueiredo- que eu mal conhecia de nome.
Pois, ontem vi que ele ganhou mais um prêmio de literatura, fico feliz por eles. É um homem discreto, um professor e escritor.
Parabéns, Rubens.

Eu acho que vou adorar  este livro- eu tenho uns continhos com a personagem num ônibus no fim do dia. Alguns de vocês já conhecem.

‪Autor Estreante 2011 Marcelo Ferroni



Autor Estreante 2011 Marcelo Ferroni.wmv‬‏ - YouTube

Que barato ganhar um prêmio destes. Parabéns ao Marcelo.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Insensatez- um conto para Tom Jobim


Insensatez*

Insensatez*


"Venha, estou te esperando. Desça a Montenegro, entre na terceira rua à direita. É um prédio antigo e pequeno no meio da quadra", disse ele.

Eu fui, como sempre. Obedeço aos homens.

Tinha pressa. As mãos suavam ao descer do ônibus no ponto indicado.

Lembro de um sonho em que deslizo pela Rua Prudente de Moraes deserta, desejando alar ao seu encontro.

Na esquina, um bar, mais à frente duas vilas. Adoraria morar no bucolismo de um espaço silencioso, com flores nos jardins. Com este olhar, me deparei com a vila ao lado do prédio dele.

Anoitecia.

Bati à porta, alguém tocava violão, abafando meus toques. Repeti as batidas com mais força. O som do violão cessou. Ruídos de cadeiras e vozes. Ele abre a porta no momento em que eu inspirei fundo, aflita, pensava o que fazer se não me ouvissem.

Havia homens espalhados pela sala, alguns no chão em almofadas, eu era a única mulher. Um deles me olhou com certo desdém, por pouco não me sinto intrusa, apenas porque os olhos dele me observavam e sorriam.

Minutos depois ficamos a sós entre copos e cigarros espalhados sobre o piano, chão, janela. A pequena sala, que dava para a frente do prédio, rescendia a cigarros. Comecei a juntar copos e cinzeiros. "Deixe, depois eu limpo", ele disse. "Limpamos agora, é melhor", respondi.
Eu precisava arranjar coisas para fazer. Não queria que ele percebesse minhas mãos frias e úmidas. Queria mais tempo para me acostumar à idéia de estar ali.

Na pia cheia de copos, garrafas vazias, um gato cinza de olhos azuis muito claros tentava subir.

Ele veio por trás e beijou minha nuca. Me desvencilhei caminhando em direção à janela. "Veja o Cristo, dá para vê-lo..."

Eu senti seu hálito de álcool e cigarro- um cheiro que me excitava.

Segurou meu rosto entre as mãos em taça, beijou meus lábios me sorvendo. De olhos fechados eu adivinhava o rosto que amei no primeiro encontro. Abri os olhos para conferir. Aos poucos fomos nos afastando da janela. Debruçando-se sobre mim, deitou-me no sofá, abrindo, com dedos ágeis, caminho para a minha entrega plena.

Um dia ele viajou, precisava ir a trabalho, disse. Não voltou. Eu chorava desolada. Enviei uma carta, por um amigo comum, onde dizia:
“Desde sua partida minha vida é só tristeza e melancolia. Não sei viver assim. Volte”.

Meses depois recebo um telefonema. Era Vinícius, dizia que tinha algo para mim. Fui até lá e ele me cantou, jamais esquecerei, esta música, como um recado do Tom:

“Chega de saudade

... Não quero mais esse negócio de você longe de mim,

Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim"...

Ele voltou, anos depois. Soube pelos jornais


* Este conto eu fiz para um concurso intitulado Bossa Nova do Estadão. Era preciso ter a frase de 'Chega de saudade'. Selecionaram vários, não lembro quantos. Não peguei nem resfriado, aliás... nunca pego resfriado hihihi
Acho que ficou muito carioca. Eu gosto, me sinto nos braços de Tom, nunca é demais sonhar.
E, pra quem não sabe, eu quase fui sua vizinha, morei no 97, Nascimento Silva, ele no 107, mas em 1970, quando fui para lá ele já vivia fora- nos States, acho. Eu amava o Tom. Ainda amo, pra mim não morreu, apenas partiu.

A chuva de Maria






Lançamento do livro A Chuva de Maria
sexta, 5 de agosto às 18:00
Local: Livraria Cultura Shopping Salvador




A Chuva de Maria por Gerana Damulakis



Poesia é a expressão do belo por meio de palavras habilmente entretecidas.
Jorge Luis Borges

O que traz a reunião com os poemas de A chuva de Maria? Primeiramente, traz uma missão cumprida, revelada no ato de buscar palavras precisas e necessárias ao ofício de poeta. Isto valoriza a essência do ofício. Mas, não apenas isto. Consciente, então, do poder, mágico e bélico, da palavra, a poeta Martha Galrão expressa, por meio dela, a sua proposta poética e, ainda mais, a sua proposta existencial. A poesia é, portanto, um ser vivo (”confundo lábios e letras”), e há um constante paralelo com o feminino, pois a poesia é feminina no universo das palavras de Martha. E as palavras? Vale reparar no gênero das palavras escolhidas.

Palavras

Uma palavra lasciva: delícia,
uma palavra dengosa.

Duas palavras alegres: peteca e
manhã.

Uma palavra tensa:
tempo.

Uma palavra firme: chão.
Duas palavras tristes: dor e saudade.

Uma palavra livre:
beija-flor.



Seu espaço lírico é símbolo da vida: a água, tal como chuva – haja vista o título -, tal como rio, tal como lágrimas, a água está em imagens repetidas, tendo sua constância como sugestão, pois que levanta indagações ao longo dos poemas, revelando marcas que irão distinguindo a poeta.


A chuva de Maria

Tudo por fazer é água
que Maria acolhe
e carrega no cesto.
Chove, Maria
chora o leite derramado

lambe as letras
sorve o leite
pranteia seus amados,
Maria.


Mais emblemático ainda é o poema, cuja última estrofe suscita em mim uma vontade de largar a pose de avaliadora e gritar: “Lindo!”



Água
transforme minha dureza
em correnteza

Água
transforme minha queda
em cachoeira

Água
transforme meu medo
em corredeira

Água
me transforme em vapor
me alivie por inteira.



Assim, também escrevi “Lindo!” ao lado da seguinte estrofe: “ Faço cipó de letras/ e desço./ Teço corda de texto/ e retorno./ No despenhadeiro/ marcas de unha/ e memória”. No entanto, é o instante de continuar a leitura para além da beleza. Vamos seguir.
O ser e a dialética estão expostos, ou apenas pincelados, para que sejam evidentes as aparências mais calmas e mais descarregadas de seu teor de dramaticidade. Fica exposta de imediato a voz feminina: “Eu gosto mesmo é de usar vestidos/ e saias” (o vocábulo “mesmo” confere uma ênfase ao uso de vestidos e saias, quase como uma defesa, ou enfrentamento). Contudo, fica exposta na voz que se lê nas entrelinhas, um ser apaixonado e ciente do poder da linguagem e que mostra, para quem quiser entender, um comportamento feminista (na falta de um termo mais leve e menos carregado de significados que não são os que desejo no momento), quando traz da memória as “obrigações” da mulher, tais como “sentar de pernas fechadas”. O poema abaixo é emblemático:



Quando nasceu, o médico disse:
nasceu uma miss.
Com sorte, contrariou a profecia
mas nasceu mulher, isso se via.
E contra fatos há argumentos
'menina bonita da perna grossa
vestido curto papai não gosta'.

Foram muitos os ensinamentos
sentar de pernas fechadas
não ser muito justa a saia
não brincar de ousadia
fechar a porta, Maria,
que o boi já vinha.

A avó lhe pedia
em cartões cheios de anjos
pra ser sempre uma boa menina.

Nem sempre ela podia.



Em tempo algum Martha se desvincula de sua consciência feminina; na verdade, é uma consciência entranhada na sensibilidade, ao modo de uma Adélia Prado, e de um poder lírico que, se agudo por um lado, por outro traz retratos críticos, ao modo de Carlos Drummond de Andrade, acrescentados do requinte de uma Cecília Meireles.
De Adélia Prado (porque desde Gilka Machado não se lia poemas tão deliciosamente sensuais, já que Adélia praticamente reinaugura o lugar sensual dentro do poético), a carga sensual abertamente promovida por palavras diretas e fortes:


Fevereiro ferve
me dá febre
Me come feito homem.

Fevereiro arrepia
os bicos dos meus seios
Abocanha meus sonhos.

Fevereiro tem fome
não tem piedade
Me consome.

Fevereiro, me deixa.



De Drummond a ironia que pode ser apontada em vários exemplos, inclusive no poema supracitado que começa com os versos: Quando nasceu, o médico disse:
nasceu uma miss.
De Cecília, elegância ao criar uma atmosfera psicológica para decodificar os valores femininos (reparar na lista: “sentadas”, “plantadas” e “caladas”) do poema abaixo e na ludicidade requintada com a qual Martha conduz seus versos para o belo final.
O Peixe, as Mulheres, a Menina e a Flor

À beira da água do rio
eu vi três mulheres sentadas
três mulheres plantadas
três mulheres caladas
à beira da água do rio.

Beirando a água do rio
uma menina de cabelos cacheados
colheu uma flor amarela
para uma das mulheres belas.

À beira da água do rio
a menina deu a flor porque quis
seu nome é Beatriz.



Ouso perguntar quem seriam as três mulheres. Familiares, com certeza. Ou: “São amigas, são irmãs, são amantes, as três mulheres do sabonete Araxá?// São as três Marias?”, diria Manuel Bandeira se o intuito fosse a intertextualidade com a “Balada das três mulheres do sabonete de Araxá”, mas isso já é viagem do muito pensar em poesia.
A linhagem poética na qual Martha Galrão se inscreve é de primeiríssima água; porém, Martha escreve a sua poesia. Singular.
Por fim, resta comentar a série de monólogos (há a tentação de escrever diálogo, em lugar de monólogo, porque parece que a poeta está conversando com o leitor, usando sua voz narradora) se manifesta para contar. É uma voz íntima, ainda que audaciosa, contando e insinuando a formação de um perfil que se quer dito claramente no espaço poético.

Desamparo era a menina esperando com o coração na mão. Desamparo era a menina esperando com lágrima.
Triste e solitária, tão só, a menina só pensava e escrevia, a menina queria, como as outras crianças, esperar confiante. Mas, na espera, a menina sofria, com alma e estômago transtornados.
A menina olhava e tentava se convencer que alguém viria.



Martha estabelece um diálogo que se dá através da contensão, ou seja, do silêncio citado ou almejado, e, de seu oposto, da palavra buscada e achada.
Reflexo e projeção, portanto. Surgem daí o emocional e o existencial, ambos especulados a partir das possibilidades que cada palavra demonstra na criação (ou criatividade) poética.
Mais um tanto sobre a palavra, pois que ela domina a reunião de poemas: ao discorrer sobre a potencialidade da palavra – matéria-prima dos textos – os versos fazem ressoar a dialética da visão própria da poeta, igualmente fazem ressoar a magia da realidade que dá forma à perspectiva de vida de Martha.
Cada poeta faz seu caminho: construir poemas metalingüísticos, examinar o lugar de cada palavra, sua precisão, seu poder e sua dubiedade para, então, dizer poeticamente sobre a vida, este é o caminho de Martha. Caminho árduo o da poesia, caminho alcançado o de Martha Galrão.



Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas.
Clarice Lispector



PS: escrevi “Genial” ao lado do poema abaixo:
Do coração
à boca
o rastro
é curto.

Engulo palavra
Cuspo fogo
Engulo fogo
Palavra, eu cuspo.


Mais Muadiê Maria