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quinta-feira, dezembro 19, 2013

O concerto que me remete ao passado- Concerto de Varsóvia





Sonhei com meu pai, que estávamos viajando, depois eu aguardava notícias dele- eu não estava mais com ele.
Estava aflita esperando saber dele.
Abro o computador e encontro esta música que me remete à infância e a ele, que comprava coleções de músicas clássicas. Ouvíamos muito.
A vida é estranha.

domingo, agosto 26, 2012

Um sonho de angústia



http://workandbalance.com/wp-content/uploads/Lobos.jpg

Foto Google



 No fim da manhã, lembrei do sonho que me acordou de madrugada: meu pai estava morrendo, esperávamos um exame de sangue que diria quanto tempo teria de vida. Acordei. Meu pai morreu em 2004, foi como se revivesse aqueles anos difíceis com ele na cama.

Dia todo com dor de cabeça- remédios não surtiram efeito. Vontade de chorar sem choro. Memória péssima- cabeça lesada. Repeti coisas para meu irmão que esteve aqui almoçando com minha sobrinha. Ai ai

Farei exames de sangue amanhã e outros de rotina. Minha mãe, que deveria fazer também se recusa- vou ter que marcar um dia de tarde e pegá-la de surpresa- estes dias não quis sair- anda indisposta.

Ontem, almoço aqui em casa- meu filho e um amigo fizeram frango agridoce, uma receita que comeram nos States e adoraram- um frango à moda chinesa. Ficou ótimo. A garotada passou o dia todo aqui, noite adentro, mas onze horas já haviam se ido-(estranho dizer esta expressão). Convivem alegremente, jogam adivinhações, estas coisas, riem muito. Quando saíram, minha mãe voltou a aparecer- fica entocada no quarto= e vimos um filme de ação- imaginem... Dan queria ver, é sobre lutas e não é ruim- é interessante, abstraindo-se a violência- é possível? rs.

Os jovens haviam visto antes o filme, excelente, “Sobre meninos e lobos”- eu estava no meu canto, dormindo, só revi o final. Ulalá! É um filmão. Ótima direção e roteiro. Atores excelentes. Perfeito.

Agora ‘vejo’ um filme com minha mãe- a acompanho-, num de Sherlock Holmes.

Um conflito me persegue, não posso contar- por enquanto. Até mais.

segunda-feira, agosto 13, 2012

A bicicleta, o pai e a amiga

 


Esta foto achei linda, mas não tem nada a ver com meu sonho.


Esta noite sonhei com a foto em preto e branco de uma bicicleta numa duna. Não era uma fotografia comum- era preciso observá-la com atenção para descobrir que havia ali um pai e uma filha criança no fundo. Eu virava a foto, a descobria ângulos belíssimos. Agora me dou conta do significado. Interessante, outro dia contei para meus filhos que meu pai ia até onde nós estávamos de bicicleta para não chamar atenção- supúnhamos. Chegava de mansinho. Muitas vezes numa boate que ficava num hotel inacabado na Praia do Forte, em Cabo Frio. Tinha varandas imensas. Estávamos, quase sempre por ali.



Sonhei também com uma amiga. Fomos amicíssimas durante muitos anos, depois ela casou e mudou. Como ela mora no outro extremo do país, só em sonhos a reencontro. Gostaria de falar com ela, sim, sem o marido por perto. Acho que ele me odeia porque percebe o quanto fomos íntimas- nada de homossexualidade, viu? Nos conhecemos no cursinho vestibular e fomos amigas até... Conheço a família toda, aquelas coisas. Gosto deles. Foi uma perda enorme e dolorida ainda.

No sonho estavam os pais dela- mas não era a imagem deles reais. Havia um bebê. Alguém me dizia que era preciso pegar a frauda suja da criança de manhã- a mãe dela não faria isso, eu me surpreendia. Iríamos a um casamento e eu me maquiava muito- ai tirava quase tudo, menos a região dos olhos. Quando pegávamos a estrada para o tal casamento, estava toda alagada- era uma estradinha de terra no meio da mata. Voltávamos dali. No sonho eu e ela estávamos amigas. havia muito mais coisas estranhas, mistura de fotografia, desenho, brinquedos e realidade. Loucura pura.


Acabo de ir ao jardim, as rosas estão florindo, vou fotografar e colocar aqui. São rosinhas delicadas. Como são frágeis, duram pouquíssimo tempo. As rosas rosas- paulistas- eu como as pétalas, adoro.

Fui e voltei a máquina está com a bateria fraca- pra variar. :(


Ontem antes de dormir, peguei o livro de Camus, A peste, em francês e consegui ler- ulalá!!! estou feliz. Não conseguia antes. É excelente escritor- escritores não morrem. Li há 200 anos em português, lembro vagamente, nem sei se do livro o do que eu sei do livro- é muito conhecido. Acho que tem um filme baseado nele, não tem? Gosto de todos os livros dele que li. A peste começa com ele descrevendo Oran, na Argélia. Quanta sensibilidade! Lembro de uma cena de O estrangeiro em que descreve o velório da mãe. Por isso digo que está vivo. Em mim está.

Por falar em escritor, ontem falei com R Nassar. Se recupera d euma cirurgia- tadinho, sofreu muito- amo aquele home. Disse: "Brinque muito no Carnaval!". Eu já havia dito que ando reclusa. Ele disse para brincar comigo. Eu respondi: "Só se for na cama sozinha.". Ele riu. Sempre ri comigo e eu fico feliz.Ganho o dia quando falo com ele. ai ai Queria me dizer algo, esperei que encontrasse a palavra, ele disse que a buscava, então disse: "Desejo que se concilie com o lugar, Elianne". Amém, R.

Hoje está nublado refrescou, felizmente. Eu ando me sentindo muito quente, calor interno- acho que preciso de um medico. Sem piadas, viu? É vero.

sábado, agosto 27, 2011

Lembranças

                                                      Meu pai


Estive mexendo em fotos digitalizadas hoje- ai ai tantas lembranças.
Coloco algumas fotos para amigos verem.




F.(um ex). na casa- atelier Carlos Scliar Ouro Preto














                                                                                                                                          Amigo

                     





segunda-feira, março 15, 2010

E-mail em destaque




Foto Apolônio Hilst(1896-1966)


Imitando meu amigo Eduardo vou colocar trecho de um e-mail que recebi de uma amiga paulista:

"Lindo poema! Acho que nunca contei que a Hilda Hilst e eu somos da mesma família, ainda que longe, e da mesma cidade. O pai dela era um intelectual "caipira", extremamente interessante. Morreu com o diagnóstico de esquizofrenia, mas hoje imagino que era um bipolar I, ou talvez um esquizoafetivo. Era muito amigo de um primo do meu pai, médico, que contava sempre muitas histórias interessantes...
Coloco um site sobre Apolonio de Almeida Prado Hilst, se você tiver curiosidade.

http://www.angelfire.com/ri/casadosol/apolonio.html "


Encontrei este poema do pai de Hilda Hilst no site.
Dizem:
"Um poema bem torneado em que ele compara a poesia parnasiana, a romântica e a futurista, com restrições às duas primeiras e clara preferência pela última. No entanto é significativo que o poema nada contenha da liberdade que reivindicava.:"

É alta e loira. E nem ouro e altura

estilizada.

Orgulhosa e soberana,

tem pose, gestos, figura

e formas de escultura

parnasiana.

Mais nada.

De olhos cor da cinza, tristonhos,

olheiras, spleen ou sono,

não sei se filha dos meus sonhos

ou figura de abandono.

Dizem que tem uma paixão atlântica

por certo moço louro e nunca

lhe diz nada.

É uma balada

romântica.

Não sei da cor, não sei da altura,

não sei do gesto.

Há nela tal mistura

de traços, cor, formas, posturas,

chipre e sândalo

que a estes meus olhos de burguês honesto

é um escândalo

de formosura!

É a mais mulher por ser a mais artista:

um poema futurista...

"Quem seria esse jovem agricultor ilustrado que, pitorescamente interessado em arte, buscava um ponto de contato para comunicar seu descontentamento com a situação da poesia? Outras cartas seriam disparadas mais tarde, antes e depois da Semana, todas datadas da Fazenda Olho da Itapuí, onde Apolônio cultivava 200 mil pés de café. Menotti logo saberia que se tratava de um fino intelectual do mato - filho de um francês de Lilly casado com brasileira -, alguém mais interessado na poesia que no café, particularidade que lhe custaria caro na quebradeira de 1929. [1]

Pelo lado materno Apolônio era um Almeida Prado, clã que dominava Jaú econômica e politicamente desde o advento da República. A cidade, em 1920, reunia uns 15 mil habitantes ao longo de suas 29 ruas. Já em 1894 todas as casas tinham água encanada e serviço de esgoto; o telefone e a eletrecidade vieram em 1906, em 1908 o calçamento das ruas. Por volta de 1928 circulavam em Jaú mais de dois mil automóveis, proporção altíssima mesmo para os padrões europeus da época. Apesar da precariedade das estradas o correio chegava diariamente. Apolônio foi com certeza um dos primeiros assinantes provincianos de Klaxon, a revista que os modernistas desovaram logo após a Semana, como atesta um rascunho de carta a Oswald de Andrade encontrada entre seus papéis:

Oswald. Alegria, saúde, Klaxon, que Deus exista. Klaxon existe. Klaxon vive. Klaxon é. Não precisa mais de paus nem de pedradas para ser. (...) Klaxon tem asa, é Vida, é Hoje - aeroplano, telégrafo, cinema. (...) Veio trazer-me o bom-dia do século XX.

Mais que as cartas (poucas) que escreveu aos arquitetos da Semana, a maioria delas aparentemente sem resposta, melhor..."

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