quarta-feira, agosto 03, 2011

Amenidades- relido






Há dias eu quero blogar abobrinhas e não consigo.


Dia 01/08 amanheci super triste e não sabia o motivo- pensei, ainda deitada, lembrei que era dia do aniversário do meu pai. Saudades do pai. Morreu em 2004, mas está muito presente na minha vida- lembro muito dele no dia a dia, coisas prosaicas- tipo quando como uma fruta- ele comia muitas durante o dia.

Convivi muito com ele porque ele se aposentou cedo, era quem nos acordava pela manhã:

“Levantem, está um dia lindo lá fora”. E eu nada de levantar. Hoje quase faço isso com o filho mais velho- que é um dorminhoco- mas não faço- é notívago, como eu fui quando jovem- hoje acordo com os peões- literalmente. Rs


Os olhos


É uma novela- assunto chato. Não se tratem com uma médica oftalmologista do Exército de Natal que tem o nome que começa com X. Disse que meu problema era crônico- da idade- olhos secos e alergias- e que teria que conviver com isso. Não deveria mais pegar sol, vento, blá, blá blá. Ficar numa redoma, ela quis dizer, ou morrer. Juro que senti certo prazer nela ao dizer isso. Eu acho que eu desperto em algumas pessoas algo negativo que as fazem desejar me ver pra baixo. Eu sou bem cuidada- não aparento a idade que tenho-, falo com simpatia com todos, sou educada- parece que gente assim ofende- já que a maioria e mal cuidada, mal educada, grosseira.

Estes dias segurei a porta do Banco para 2 pessoas passarem- nenhuma disse obrigada- acreditam?

Voltando aos olhos- o terceiro médico me deu um colírio antiinflamatório- não resolveu- então me receitou um antibiótico- melhorei muito, mas ainda não está cem por cento. Ficará? Não sei... Terei que pagar nova consulta? O último foi médico particular, fora do convênio. É a vida... Vocês não imaginam a indelicadeza, pra não dizer grosseria do médico, este mesmo- pago. Agora imaginem os de 'gratis' no INSS... Lamentável

Triste país onde a gentileza é mal vista. Eu gosto de ser gentil- me faz bem. Ontem, por exemplo, uma mulher me ligou de São Paulo querendo falar com Contardo Calligaris- fazem sempre. Por que? Por que entram no meu blog onde eu o publicava e veem o meu telefone lá, não leem meu nome ali. Bom, ela ligou e disse que queria marcar uma consulta. Eu disse que não era o telefone dele, mas poderia dar se ela esperasse que eu fosse procurar- levei uns minutos para achar.

O nome dela é o mesmo da mulher dele rs. Freud explica. Bom, ela agradeceu. Mas tarde ele disse que ela deixou recado lá. Gosto de ser assim. O que ganhei? Nada. Ligam também chamando Miguel Nicolelis, acreditam? Uma vez foi da Comissão de Ciências de Brasília. Pode? Eu falei- via Twitter- com ele que entrou em contato com a secretária deles- era para uma reunião importante com cientistas. Agora me digam, se este povo não é muito lesado. Eu tentei achar meu telefone, via Calligaris, e não achei no Google- só pode ser através do meu blog Oriente-se. Hã...

Será que um dia ligarão chamando o Chico Buarque? Rs mas não teria como dar o caminho das pedras- a não ser a rua onde ele mora.

Ai ai.



O despretensioso

Ontem alguém deixou um recado num poeminha meu lá nos Escritos:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Vida prosaica":

isso mesmo. totalmente "despretencioso".

O poeminha está com a tag “poeminha despretensioso” e eu fiquei, cá com meus botões, a pensar o porque do destaque no despretensioso com C. Fui consultar o dicionário- vai ver eu estava errada- dou sempre a mão à palmatória... mas não, eu estava certa. Não entendi o que a figura quis dizer. O poeminha é tão singelo- nada que mereça um puxão de orelhas rs. Há gente muito implicante por aqui. Ah! Foi , não aqui- este já está com o controle de comentários para evitar os trolls. Chega! Outro dia deixaram um comentário super desagradável sobre a namorada do Chico- não publiquei- pra que? Maldosos, caiam fora! Xô!


O poeminha despretensioso- com S:


Vida prosaica



Amanheço separando roupas sujas.

Mais tarde- varal- enquanto meu interior é ideias.

Algumas se perdem na vassoura ou ao vento.


3 comentários:

Anônimo disse...

Não sei se você precisa de análise. Nem sintática.Mas esse seu texto é um sofá de afagar leitura, donde vejo daqui a Serra do Patu, ao lado de uma cerveja gelada. E também com os olhos ardendo. Uma tarde que vai se avermelhando no poente e virando cor de chumbo na casa onde o sol nasce. Abraço de François Silvestre.

Hélio Jorge Cordeiro disse...

Diz, você se supera quando é simples, falando de banalidades (?)e outros tais. Escrever sobre essas coisas é como beber um suquinho de mangaba num dia bem quente.

Não se preocupe. Os amáveis não serão mesmo compreendidos. O mundo é feito de rudes e grossos. Já me deparei com indelicadezas de fazer arrepiar o maior dos ouriços do mar. As pessoas se ofende quando somos cortezes com elas. Só faltam nos bater: "...porra, vc não pode ser assim, por que eu não sou!
Não te aflijas, o mundo é mesmo um cantinho medíocre onde temos que passar pequenas férias. Depois ficamos numa boa, num silêncio e escuro absolutos, onde poderemos dormir até mané chegar.

A propósito, tem um erremedo de poema lá no bloguinho que parece ter saído dos teu escritos mais escondidos.
bjocas
Hélio

Diz disse...

François, vc é um bálsamo quando aparece. Não vi a tarde arder hj- estava fora de casa.
Qdo vier à Natal me procure- o Ailton tem meu telefone. Vamos tomar um café.
Ah! sobre a análise- eu preciso de amigos, não de analistas- eu sei, mas meus amigos estão todos distantes- uma pena... Os que tenho aqui não consigo encontrá-los. Sina? Desumeu!


Hélio, vcs dois hj foram tão queridos...
É a morte deve ser uma paz incrível- eu não creio em inferno rs.
Vou lá ler seu txto.

Abração nos dois.