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quinta-feira, junho 21, 2018

O Barba Ruiva- filme de Akira Kurosawa



Vi "O Baraba Ruiva", filme de Akira Kurosawa. Filme fantástico. Interessante pois não é considerado um dos melhores dele, eu amei. Talvez por me identificar com o personagem, com a densidade da narrativa.
Um médico dirige uma pequena clínica social num lugarejo extremamente pobre,na antiga cidade de Edo, hoje Tóquio, sec XIX.  A verba é insuficiente. Como assistente ele recebe um médico, recém formado com a empáfia dos ignorantes.
Toshiro Mifune faz o barba ruiva, apresentado pelo assistente que está a abandonar o posto, como um ditador.  Mas percebe-se que tem algo a mais, que o outro não alcança- a sabedoria do grandes mestres. O jovem médico se revolta com as condições precárias do lugar e se rebela no início, porque acreditava que deveria ser médico de um Shogun e não de pessoas miseráveis. Ele se nega a usar a roupa apropriada, que o identificaria, e a dar ao superior suas anotações anteriores sobre as doenças- vinha de um lugar mais avançado. À medida que a história flui, os personagens vão se desconstruindo, se transformando- todos, exceto o mestre, que tem semblante de sábio. Toshiro tem presença extraordinária, foi premiado por este personagem.
Através das narrativas dos pacientes, a arrogância do jovem vai desbotando. A visão do mundo mudando.
Filme de um humanismo comovente, como muitos filmes do mestre e diretor. A história original não é dele, mas poderia ser.
Mostra a vida e a morte de forma crua. O mestre diz numa fala que a morte é digna e nos faz assistir a agonia de um homem nos últimos momentos. E suportamos. A morte seria um alívio para aquele ser.
Os personagens são apresentados com traços sutis- como em tantos outros filmes dele. Vamos conhecendo os dramas de cada um. Me lembrei de "Dodeskaden", dos personagens miseráveis da periferia da cidade.
Um filme imperdível. Recomento enfaticamente. Foi o último filme em preto e branco que ele fez.
Belo filme.

Veja o trailer aqui

segunda-feira, julho 28, 2014

Os sonhadores, de Bertolucci














Ontem vi este filme. Um belo filme de Bertolucci sobre jovens, erotismo, política... Para onde vamos? Eles apenas vivem.
Vejam que vale a pena.
Paris, 1968, emergindo a insatisfação e rebeldia.

quinta-feira, junho 05, 2014

O feitiço do tempo, por Contardo Calligaris










Artigo da Folha de São Paulo

"Feitiço do Tempo" (1993), de Harold Ramis, é um de meus filmes-feitiço, que não são necessariamente obras-primas: são os que não posso me impedir de rever até o fim, a cada vez que, zapeando, esbarro neles.
Por que será que "Feitiço do Tempo" me imobiliza, de olhos abertos, na cama ou na poltrona, até de madrugada? Já me apaixonei várias vezes por Andie MacDowell, mas isso não seria suficiente: o que me pega, no filme, é a história.
O protagonista, Phil Connors, fica bloqueado no tempo, revivendo o mesmo dia durante anos. Ele pode adormecer à noite, morrer ou suicidar-se, tanto faz: ele sempre acorda na mesma hora da manhã do mesmo dia —que os outros revivem como se fosse a primeira vez, enquanto ele sabe que o tempo está emperrado.
O novo filme de Doug Liman, "No Limite do Amanhã", em cartaz agora, talvez se torne, para mim, outro filme-feitiço, e não só pelas suas (grandes) qualidades cinematográficas. Aparentemente, deixo-me enfeitiçar pelos filmes em que o tempo enfeitiça o protagonista e o força a recomeçar o mesmo dia (assim como eu sou compelido a rever o filme, aliás).
Nenhum spoiler: está tudo no trailer de "No Limite do Amanhã". O tenente-coronel Bill Cage vive uma situação análoga à de Phil Connors em "Feitiço do Tempo": sua morte o manda de volta à manhã anterior. Como Connors, Bill Cage tenta melhorar seu dia, para encontrar um desfecho que faça avançar o tempo. Se os dois filmes me enfeitiçam, é porque eles são menos fantásticos do que parece.
É bem possível que vivamos todos, quase sempre, numa constante repetição, que, por não ser o retorno do exatamente idêntico, passa desapercebida. Como sair disso? Como evitar a sensação de estarmos sempre vivendo o mesmo dia?
Jacques Lacan, o psicanalista francês, considerava que os atos, numa vida e na história coletiva, são raros. De fato, o que domina a vida e a história é a repetição. Um ato não é apenas algo inédito (muitas novidades são repetições disfarçadas), mas algo que nos transforma radicalmente, que produz (inclusive em nós mesmos) um novo sujeito. Qualquer um pode passar a vida inteira sem produzir ato algum, só cumprindo o que lhe era destinado, só preenchendo as expectativas do mundo.
Cuidado: o parágrafo que precede acarreta um juízo de valor implícito. Ele transmite a sensação imediata de que a vida repetitiva seja ruim; nesse quadro, o ato seria quase uma obrigação moral. Aparentemente, é preciso e é bom não deixar passar a ocasião de sair da repetição. De onde nos vem essa urgência de quebrar o feitiço do tempo?
A novidade é um valor crucial para a modernidade. E, como qualquer valor, ela se torna um imperativo: renove-se, invente-se a cada dia. Desconfiamos do conformismo e prezamos o gesto de mudança e de ruptura —"revolucionário" se torna uma qualidade, mesmo sem saber de qual revolução se trate.
Claro, se a novidade e a mudança são valores, a repetição só pode ser aflitiva —a continuidade é uma chatice: o que importa nela é a procura de um ato que empurre o tempo e nossa vida para frente.
Mas como a novidade e a mudança se tornaram valores? Talvez seja porque a modernidade valoriza o indivíduo mais do que a comunidade. Ora, a comunidade se afirma na repetição: rituais, tradições coletivas, uniformes etc. garantem que ela viva mais do que o indivíduo. O indivíduo, ao contrário, afirma-se na singularidade de sua experiência, na capacidade de se inventar contra as regras e o destino comuns.
Em suma, há culturas (como a nossa) em que o valor supremo é fazer uma diferença, e outras (como a nossa, antes da modernidade), em que cumprir o destino é o valor supremo e reviver sempre o mesmo dia poderia ser um ideal.
O engraçado é que receamos desperdiçar a vida na repetição, mas também temos nostalgia de um mundo dominado pela repetição, sem a obrigação angustiante de encontrar um ato transformador —são nossos sonhos de saída do mundo, de descanso e aposentadorias campestres e praianos, por exemplo.
Um paciente chega e anuncia triunfante: "Tenho uma novidade". Será que ele pensa que qualquer novidade seja boa, por ser novidade? Ou será que ele se envergonha da repetição, que lhe parece tornar sua vida trivial, indigna de ser vivida e contada? Qual seria a cura? A descoberta da novidade certa ou a descoberta de que a repetição é digna de ser vivida?

terça-feira, abril 01, 2014

O vento nos leva- Vidas ao vento








Ontem vi um filme lindo. "Vidas ao vento", Fui meio a contragosto, não gosto muito de desenhos. Sim, é um desenho japonês. Encontrei este comentário sobre o filme, diz coisas que eu não sabia.
Vale a pena ver. Desenho belíssimo.

sábado, fevereiro 15, 2014

Les diaboliques










Vi ontem Les diaboliques, As diabólicas, de Clozot. Um filme que minha família comenta, gosta, e eu não havia visto.

Alguns filmes desta geração me escaparam, eu era menina e teria que vê-los em cineclubes, agora vejo em casa. Muito bom.

Uma estória ótima que te prende desde o início, com interpretações excelentes de todo o elenco. Simone Signoret jovem e linda, faz uma mulher forte e malvada. Véra Clozot perfeita como a mulher frágil e submissa- era casada com o diretor.

Num cenário estranho- uma escola lúgubre do início do século passado, crianças indisciplinadas, diretor carrasco, mulheres espancadas- há um crime, tudo parece perfeito, até que o cadáver desapareça.

Não vou contar mais. É considerado um dos melhores filmes de todos os tempos- merece ser visto.

Meio Hitchcock, meio terror, gostoso de se ver- um bom quebra- cabeça. Me diverti.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

O amor atemporal no filme "Her"







Acabo de ver "Her", filme de Spike Jonze. Interessantíssimo.

Um filme que fala do amor no nosso tempo ou qualquer outro tempo . Joaquin Phoenix faz o personagem que termina um relacionamento e, em vez do luto natural, engata numa relação virtual com um programa que o assessora, lê, escreve e-mails, marca encontros, o acompanha em passeios. A voz do programa é de Scarlett Johansson.

É um homem solitário que escreve cartas de amor para outros. Cartas imaginárias como o amor virtual. Cartas para estranhos, como a voz familiar que nunca se personificará. O amor permeia o filme. O afeto que nos faz crescer- palavra citada muitas vezes pelo personagem- que nos faz menos solitários, mesmo sendo uma voz programada. A máquina se desenvolve, evolui, cresce.

O amor imaginário, como o real, nos faz melhores. 
 Amores virtuais soam à perfeição, o outro é criado por nós- mesmo que ele exista, esteja lá, escutamos, lemos, aquilo que desejamos. 
 Quando o outro se posiciona, contrariando nosso imaginário, estranhamos, 
desconfiamos de nossa compreensão, queremos estar certos, 
 que nada interfira neste amor pleno- 
 pois é meu, eu criei à minha imagem e perfeição. 

O cenário é bonito, a cidade aparece em belas imagens. O figurino lembra décadas passadas, é unissex O passado nós construímos- é o que narramos(por ai)- penso que a mulher programada diz no filme- não irei conferir. A estória é futurista mas atemporal.
Contraditório? Digam o que acharam. Penso que a escolha do figurino é para confundir, você vê os personagens no futuro com roupas que sua mãe usou. Não vou contar mais, vejam o filme.

Pensem que todo amor vale a pena e sejam tolerantes com máquinas e Homens. :)

 Trailer:





terça-feira, janeiro 28, 2014

Caetano Veloso- "A grande beleza", "O som ao redor" e superstição







Acho que 'O som ao redor' é um filme superior a 'A grande beleza'. Mas só sei que, se ele fosse reconhecido na realidade do mainstream do cinema mundial (Oscar etc.), algo do que sonho estaria pondo a cabeça de fora


Vi “A grande beleza” numa “sala de arte” da Universidade Federal da Bahia e fiquei quase o tempo todo emocionado com as imagens de Roma e a língua italiana ecoando no cinema. Era como retomar a minha vida. Eu vi “La dolce vita” umas dez vezes no cine Tupy, na Baixa do Sapateiro, quando eu mal tinha me mudado de Santo Amaro para Salvador. Anos depois, ouvindo de Bernardo Bertolucci, em Londres, que a língua italiana não era apropriada para o cinema, reagi quase indignado: ouvir pessoas falando italiano num filme fazia com que as imagens ficassem visualmente mais bonitas e o ritmo de seu fluxo mais interessante. Hoje encontro vários jovens para quem as imagens e situações cinematográficas perdem todo o sentido se não vêm acompanhadas da língua inglesa. Eu próprio às vezes me surpreendi estranhando sequências fílmicas só porque os atores falavam russo ou parse. Mesmo o francês e o italiano, tão frequentes nos filmes que vi em minha juventude, já chegaram, em tempos mais recentes, a retirar a credibilidade das histórias que as imagens tentavam contar. Às vezes, diante da TV ligada no Telecine Cult, me vi estranhando cenas só por não serem acompanhadas dos sons da língua dos cinco olhos. Quase me identifiquei com o americano médio, que não consegue ver filmes legendados. E agora quase digo que é felizmente que, embora fale inglês, não acho fácil entender o inglês falado. Vi filmes franceses e italianos (além, é claro, de russos, gregos, turcos, iranianos, chineses, coreanos e japoneses — além de pelo menos um tailandês) nos últimos anos. Mas a frequência (e a competência em manter fórmulas eficientes) do cinema de Hollywood tem dominado tanto que sempre foi com algum estranhamento que os absorvi.
“A grande beleza” me trouxe de volta ao prazer imediato do filme falado em italiano. Me lembro de amar as falas nos filmes de Fellini, mesmo dubladas (há uma cena em “O cinema falado” na qual faço Dedé dizer que aquilo é “tudo fora de sinc, mas tem magia”, algo assim). A semelhança buscada e conseguida por Paolo Sorrentino com o mundo felliniano (freiras onipresentes, cardeais mundanos que frustram expectativas de orientação espiritual do protagonista, santos grotescos mas reais e festas de aristocratas e burgueses entediados) proporcionou uma verdadeira atualização da experiência de assistir a um novo filme de Fellini, mantendo toda a atmosfera daqueles que o mestre criou a partir dos anos 1950 do século passado, só que com smart- phones, Instagram e música eletrônica. Talvez eu não tenha conseguido gostar da fala final do protagonista, mas o tom de comédia melancólica, de farsa amarga, e a cor das paredes de Roma me trouxeram de volta ao encantamento de seguir diálogos em italiano com todo o coração.
E é mais do que significativo que isso me tenha acontecido estando eu na Bahia.
Meus 18 anos. Um futuro para além de Hollywood e dos então apenas intuídos cinco olhos (eis um tema atual que me obsessiona). Um eco do neorrealismo visto em Santo Amaro. Um amor intenso pela imagem em movimento embalada pelos sons. Não se pode imaginar o quanto sentir renascer tudo isso em mim é importante. Salvador parece que foi destruída. Prédios feios e crack. Violência e vulgaridade. Mas não: ouvi as palavras italianas com sotaque napolitano e romano adornando imagens misteriosas e a esperança se renovou. O filme parece aquele gafanhotinho verde que pousou em mim no carnaval de 1972, quando voltei do exílio — e que tanto desgostou Roberto Schwarz. Sou incapaz de perceber como kitsch o episódio de “Verdade tropical”. E a visão do filme de Sorrentino me apareceu como um momento semelhante àquele. O que espero? O que quero com tudo isso? Com tantas canções feitas às pressas — exatamente como nosso grande mestre Dorival Caymmi desaconselhava que se fizesse — e tanto pensamento desorganizado? O que quero dizer? O que as forças que me interessam serão capazes de fazer surgir no mundo? Quão ridícula é minha superstição?
Acho que “O som ao redor” é um filme superior a “A grande beleza”. Mas só sei que, se ele fosse reconhecido na realidade do mainstream do cinema mundial (Oscar etc.), algo do que sonho estaria pondo a cabeça de fora. E só continuo sonhando assim porque vejo gafanhotinhos e um filme como “A grande beleza” em plena Bahia. Um dia desses, vou me sentar, parar para pensar e escrever longamente sobre o que está por trás do que estou querendo dizer aqui. Tenho que ter muita paciência comigo mesmo (sem falar nos malucos que escrevem na internet). Ter visto esse filme aqui agora (apesar do ar-condicionado criminoso) me leva até este estágio.

Outra opinião sobre o filme está aqui, é de Matheus Pichonelli

sábado, dezembro 14, 2013

"Les soeurs fâchées", "Nem parece minha irmã"












"Nem parece minha irmã", "Les soeurs fâchées", é um filme francês interessante. A estória de duas irmãs muito diferentes, como o título em português sugere.
Alexandra Leclèrem dirige Isabelle Hupert e Catherine Frot. As duas estão perfeitas.

Uma cosmopolita, vive em Paris, sofisticada e fria, a outra é espontânea, alegre e falante. A 'parisiense', saiu da cidade natal, Marseille, e quer esquecer o passado. A irmã traz lembranças de infância, interfere na vida doméstica, é mais alegre, generosa, querida por todos, enquanto a outra é amarga. Entediada, sente-se invadida, tem inveja.

O filme é dinâmico, nos faz pensar, eu me vi nas duas personagens, sou as duas com menos tinta, claro.
Tem cenas deliciosas, outras tensas.
Recomendo.


terça-feira, outubro 29, 2013

A delicadeza do amor




 Vi “La Délicatesse”, A delicadeza do amor, filme francês com Audrey Tautou e François Damiens no papel principal. Filme excelente. Trata com sensibilidade, como indca o título, a vida e o amor. A personagem de Audrey vivia feliz, casada, bem sucedida no trabalho, quando o marido sofre um acidente fatal. Ela se fecha em luto. Até que um gesto inesperado traz conflitos, medos, fugas... e o renascimento do afeto.
Um belo filme. Recomendo a todos.

quarta-feira, outubro 23, 2013

Era uma vez em Tóquio...



Um filme sobre envelhecer. Se não abrir, vejam aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=j2Q0TiSNFx4&feature=youtube_gdata_player

Alguém comenta aqui: http://www.revistabula.com/1211-era-toquio-velhice-pior-doencas/

terça-feira, outubro 01, 2013

Bullying no cinema





Vi, estes dias "Chid's play", filme de Sidney Lumet.

A fixa técnica está aqui; http://www.imdb.com/title/tt0068369/

É sobre violência. Talvez seja um thriller, não sou especialista, nem pretendo ser.

Numa escola de ensino médio, jovens são levados a ficar a favor de um professor e contra o outro.

Há uma disputa acirrada entre dois antigos docentes. A trama é instigantes, o elenco afinadíssimo.
Um filme que nos faz pensar e prende a atenção.

O final é surpreendente.


No mesmo dia vi:


      http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182870/

Interessante,  também um filme sobre violência,  muito bom, diferente dos filmes americanos, comerciais.
A diretora é dinamarquesa. Filme de produção Suécia- Dinamarca. Questiona a violência através do comportamento de duas famílias, ou via dois meninos que sofrem preconceito na escola. Um menino é hostilizado de forma violenta pela sua origem, o pai  um idealista, médico, que trabalha na África, não acredita em revanches, o outro menino, que tem uma história familiar mais triste - a mãe morreu de câncer, ele culpa o pai pela infelicidade- quer vingar-se.
O filme mostra de forma didática, diria, as consequências de ações violentas.
É um filme tenso. A qualquer momento pode acontecer um tragédia. Um mundo melhor?  Não sei...os meninos no final se reconciliam, os conflitos dão trégua. Seria este o mundo melhor?    
Filme  ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro. Gostei porque é um filme que não dá respostas prontas, talvez a diretora tentasse isso, mas há muito para se discutir após. Me agradam filmes assim, onde cada faz sua leitura.  

Não vou contar mais. Vejam que vale a pena.

Os dois tratam de bullying, de violência, de relações conflitivas.

segunda-feira, maio 13, 2013

"Et Si On Vivait Tous Ensemble". 2011








Hoje, depois de algumas horas de 'dona de casa', sentei e vi "Et Si On Vivait Tous Ensemble". 2011
( E se vivêssemos todos juntos?).

Um dos melhores filmes que vi sobre velhos(detesto a expressão terceira idade ou melhor idade), Um grupo de amigos, dois casais e um homem solitário, sentem a fragilidade do envelhecimento e pensam na possibilidade de viverem juntos. Aparecem conflitos, mas o filme é leve e ao mesmo tempo nos entristece, sem grande dor. É bastante realista.

Um filme que todos deveriam ver- os jovens para terem uma visão mais ampla da velhice- há sexualidade, desejos, amor, solidariedade.

Um filme inteligente, boa estória, densa e com humor.

Gostei de rever Geraldine Chaplin- há muito não a via- desde os filmes de Saura, acho. Jane Fonda faz a senhora mais elegante, claro, mas está bem.

Todos os atores excelentes. Muito bom. Recomendo.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

De "Amour" e morte







Vi, em casa, sozinha, o filme “Amour”. Estava ansiosa para ver, todos diziam que eu iria gostar. Claro, gostei, mas confesso que não consigo saber se é um bom filme. Por que? Porque mexeu demais comigo.
O filme é com Jean-Louis Trintignant, um dos meus atores preferidos. Um homem com quem saia do cinema a sonhar. Belo, bom ator, o tímido que me atrai. Na vida pessoal sofreu a morte trágica da filha assassinada pelo marido- terrível. 
Pois é, o filme é com um velho que nada lembra o Trintingnant da minha juventude- nossa juventude- ele é mais velho, óbvio, pero... Passei o tempo todo entristecida pela velhice de Trintingnan- tentando ver naquele rosto crispado algum traço de beleza- nada- apenas os lábios me lembraram os dele. 
Eu me vi no filme, nos dois personagens, na mulher vaidosa, que não se aceita com limitações, no homem velho, perdido diante da dor. Deus meu! Lembrei de um amigo que morreu e que lutou bravamente contra o câncer, um homem que eu desejei cuidar até o fim, mas a vida não me permitiu.
Não é possível saber se o filme é bom, diante de tanta emoção.

Talvez tenha visto Jean- Louis a primeira vez em “E Deus criou a mulher” o famoso filme com BB. O penúltimo deve ter sido “Um homem, uma mulher- 20 anos depois”. Vi muitos filmes com ele.

“Amour” traz a estória é de um casal que vive uma vida pacata e rica- os dois são professores de música. Vivem sós, têm uma filha, (Isabelle Huppert), que os visita eventualmente, também musicista. Quebrando a tranquilidade aparece a doença na personagem de EmmanueleRiva. Fui ver sua filmografia e vi que participou de  Hiroshima Meu Amor e muitos outros filmes, como “A liberdade é azul”, muitos filmes excelentes.

O filme é lento, repetitivo, como a vida de velhos que perderam o sentido da vida.  Um ex aluno vem visitá-los e lamenta. Os vizinhos se dizem disponíveis, se precisarem, não precisam de ninguém. A filha nega o que acontece com conversas triviais, e mais tarde, explode pela impotência diante da morte, ou pela morte em vida.
Um filme sobre a morte, pensamos, por que o título ‘Amour’? Mas é um filme de amor, aquele homem velho, como o jovem personagem de “Um homem, uma mulher” ama aquela mulher que definha, que não quer viver, nem ser vista. Ele realiza os desejos dela. O fim é trágico- tinha que ser.


Alguns dias depois zapeando na TV, achei um filme: “A caixa de pandora”, de um diretor turco. Na produção, além da Turquia, havia França, Alemanha e Bélgica. Prometia. Logo nas primeiras cenas senti que era bom- em cinco minutos eu sei se o filme é bem feito ou não- olho treinado.
A estória começa com uma manhã insólita para os três filhos de uma velha senhora- recebem a notícia de que ela sumiu. ­­A trajetória dos três num carro até a aldeia é longa e conflitiva- discutem, se chocam. Têm dificuldades com a mãe, que foi diagnosticada com Alzheimer e está sem memória. Lembra do passado apenas.
Adorei o filme, não tem nada extraordinário, traz uma estorinha conhecida: o que fazer com o pai ou mãe quando tornam-se dependentes. Quem vai ficar com a mãe? Seria melhor um asilo? 
O que toca é a sensibilidade do diretor- escritor, não sei, que fez da personagem principal uma mulher intrigante apesar da doença. Ela descobre uma brecha naquele turbilhão provocado por ela, involuntariamente, e desperta no neto compaixão- ele também estava deslocado naquela família.
Há um momento em que ela diz ao neto: “Me leve para minha propriedade, antes que eu me esqueça como é.”.
O final do filme fica no ar numa bela cena dela com o jovem neto transgressor.
O filme traz a Turquia em vales belíssimos.
Um filme imperdível.


domingo, dezembro 30, 2012

Filmes, a melhor diversão





 Estes dias vi: “O conto chinês”, “Copacabana”, “Para Roma com amor”... esqueci o outro...

O chinês é muito bom, recomendo. A história lembra alguns filmes já vistos, mas é interessante e tem um elenco excelente. Um homem solitário, mal humorado, que alimenta a perda amorosa da mulher, se depara com um chinês perdido e o acolhe contra sua vontade- por humanidade. As mudanças são sentidas a contragosto pelo sujeito.

Avisam no início que o filme é baseado em fatos reais, se for, tem um fato que é tão absurdo que é difícil entender. Há licenças poéticas nas obras de arte. Será que a história da vaca é estória? Vejam o filme e digam- muitos já viram, eu sei, vejo sempre depois rs

Ontem vi, interrompendo várias vezes, o filme de Wood Allen que se passa em Roma. Como todo filme dele é nervoso, ágil, muitas coisas acontecendo. O Alec Baldwin pra mim, foi gratuito- aliás acredito que tenha sido porque é ator querido nos States, onde Allen não é persona grata.

O filme que se passa em Paris com o loirinho comediante- Owen Wilson, foi um acerto, mas neste não gostei do A B.- nunca gosto dele. Também detesto o Roberto Benigni- este para mim, é insuportável, mas se encaixa no personagem, nada a ver. O tal personagem também penso que ocupou muito espaço. Não gostei do filme, enfim. Nem Roma deu para curtir. E W Allen esqueceu de colocar a comida em evidência rs italianos amam comer bem, além de fazer amor. Rs Isso aparece no filme. Nem todo filme dele eu gosto- o primeiro que detestei é um tal de Boris Grutcheko (nem sei como se escreve, é assim?) Lembro que sai do cinema antes do filme acabar... a sala ficava no Leblon, na praia... O Google refrescou minha memória, era o Miramar.
Poxa faz tempo, ou foi no da Avenida Atlântica... Ryan? A cabeça falha- César deve saber, acho que fui com eles ou com Artur...

“Copacabana” é filme francês com Isabelle Huppert. Ela está excelente, a estória é densa com tensão presente.. A gente fica torcendo por ela- uma perdedora para os moldes capitalistas- que tenta se inserir no mercado profissional depois de anos. Sofre com a filha que está para casar e se envergonha dela- uma mulher livre, aventureira e solitária. Um ótimo filme- recomendo a todos.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Mala educacion e otras peliculas







Estes dias vi vários filmes. Um deles, antigo, não lembrava mais: “Sangue sobre a neve” com o Antony Quinn. Muito bom.
Outro: “O gato desapareceu” é muito interessante, há uma tensão presente, uma dúvida, revelada no final. É argentino- vale a pena ver.
Pessoal psi deve ver. :)
Vi também: “Má educação”, excelente. Almodóvar é um cineasta muito especial- todos sabem e não vou ficar repetindo. O filme me prendeu e a meu filho, que viu comigo. Comentávamos sobre e Igreja e a hipocrisia. Conheço de perto freiras e padres- estudei em escolas religiosas-argh!
Ontem assisti um filme genial. Amei “As mulheres do 6º andar”. Que delícia de filme. Tão bom o francês se derreter às espanholas. Conheço aqueles atores franceses, mas não sei os nomes, de uns anos pra cá... difícil guardar nomes e referências- desisti. Belo filme.
Acabei vendo um filme que eu não queria ver, mas fiquei aqui para não deixar minha mãe só, é um triller- não gosto, “Encurralados”. A estória era um tanto maluca e acabei vendo- no final há surpresa- já vi filmes com este tipo de final, mas eu não saquei antes, só no finalzinho. O homem sádico era o 007 rs, um deles, o Pierce Brosnan, para mim, péssimo ator.
Vi outros, não lembro agora, um de guerra com Belmondo, muito bom, sabem que gosto de filmes franceses- europeus em geral.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Uma bela Melancolia




Outro dia vi "Melancolia". Tinha medo de vê-lo porque sou melancólica, os amigos sabem, bom, procurei esquecer a entrevista fatídica q o diretor deu e vi relaxada.
Achei o filme bonito demais, a melancolia é bela- é tédio “in blue”. A ficção científica- o desastre iminente entre planetas- traz tensão, mas no fim do filme distende- a não ser quem acredita nesta possibilidade recente, eu não.
Justine, a personagem principal, vivia numa farsa- nada desejava, os outros 'desejavam' por ela. Um dia dá um basta e se fecha. Tudo parecia falso e a proximidade da morte não a atinge- os outros personagens se desesperam.
Lembrei dos personagens de Luis Buñuel e Bergman, que vi na década de 70- tantos filmes incríveis, nem cito Godard porque eu não o curtia, não entendia. Melancolia e um ótimo filme, como disse o Contardo, tem charme.
E a trilha musical? Belíssima!
A imagem também!
Escrevi isto agora, sem compromisso, sem rever o filme- é preciso para escrever algo mais consistente. Apenas recomendo.

domingo, junho 17, 2012

sábado, abril 17, 2010