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sexta-feira, março 29, 2013
domingo, dezembro 30, 2012
Filmes, a melhor diversão
Estes dias vi: “O conto chinês”, “Copacabana”, “Para Roma com amor”... esqueci o outro...
O chinês é muito bom, recomendo. A história lembra alguns filmes já vistos, mas é interessante e tem um elenco excelente. Um homem solitário, mal humorado, que alimenta a perda amorosa da mulher, se depara com um chinês perdido e o acolhe contra sua vontade- por humanidade. As mudanças são sentidas a contragosto pelo sujeito.
Avisam no início que o filme é baseado em fatos reais, se for, tem um fato que é tão absurdo que é difícil entender. Há licenças poéticas nas obras de arte. Será que a história da vaca é estória? Vejam o filme e digam- muitos já viram, eu sei, vejo sempre depois rs
Ontem vi, interrompendo várias vezes, o filme de Wood Allen que se passa em Roma. Como todo filme dele é nervoso, ágil, muitas coisas acontecendo. O Alec Baldwin pra mim, foi gratuito- aliás acredito que tenha sido porque é ator querido nos States, onde Allen não é persona grata.
O filme que se passa em Paris com o loirinho comediante- Owen Wilson, foi um acerto, mas neste não gostei do A B.- nunca gosto dele. Também detesto o Roberto Benigni- este para mim, é insuportável, mas se encaixa no personagem, nada a ver. O tal personagem também penso que ocupou muito espaço. Não gostei do filme, enfim. Nem Roma deu para curtir. E W Allen esqueceu de colocar a comida em evidência rs italianos amam comer bem, além de fazer amor. Rs Isso aparece no filme. Nem todo filme dele eu gosto- o primeiro que detestei é um tal de Boris Grutcheko (nem sei como se escreve, é assim?) Lembro que sai do cinema antes do filme acabar... a sala ficava no Leblon, na praia... O Google refrescou minha memória, era o Miramar.
Poxa faz tempo, ou foi no da Avenida Atlântica... Ryan? A cabeça falha- César deve saber, acho que fui com eles ou com Artur...
“Copacabana” é filme francês com Isabelle Huppert. Ela está excelente, a estória é densa com tensão presente.. A gente fica torcendo por ela- uma perdedora para os moldes capitalistas- que tenta se inserir no mercado profissional depois de anos. Sofre com a filha que está para casar e se envergonha dela- uma mulher livre, aventureira e solitária. Um ótimo filme- recomendo a todos.
domingo, julho 03, 2011
Sidney Bechet - "Si tu vois ma mère"
Beleza! Música da trilha sonora do último filme de Woody Allen.
quarta-feira, novembro 17, 2010
Sobre psicanalistas e grana- Woody Allen
A grana preta e suas relações com o inconsciente
Quando se analisa um magnata, pode ser difícil para o profissional resistir à tentação de adotar, de maneira bajulatória, o ponto de vista do paciente
WOODY ALLEN
Se as orgias, o arremesso ocasional de um cristão aos leões e a regurgitação de línguas de pavão a fim de preparar o estômago para a segunda rodada de miolos de macaco representaram, para Edward Gibbon, indícios de que a toga romana estava prestes a sair de circulação, uma reportagem na qual meus olhos resvalaram quando punha em dia a leitura de números atrasados do New York Times serve de funesto testemunho sobre o futuro dos adeptos de banhos de leite.
Parece que agora existem psicanalistas especializados no tratamento dos super-ricos, um grupo cuja fortuna e poder criam problemas peculiares que intimidam e até instigam a inveja de psiquiatras classificados em faixas de tributação do imposto de renda menos obesas. Segundo a reportagem intitulada “Os desafios de tratar pacientes que pagam 600 dólares por sessão”, quando se psicanalisa o magnata típico, pode ser difícil para o médico resistir à tentação de “adotar, de maneira bajulatória, o ponto de vista do paciente”.
Em certos casos, aponta a matéria, “os pacientes tratam o terapeuta como apenas mais um membro de seu séquito de serviçais”. Um analista, incapaz de encontrar cinquenta minutos livres para atender um mandachuva, recebeu da secretária do paciente a seguinte pergunta: “Que tal às 10 horas? Ele vai voar para Hamptons, mas vamos mandar um carro buscar o senhor para que possa pegar o helicóptero junto com ele e fazer a terapia durante o voo.” De resto, os problemas que afligem os super-ricos podem ser menos existenciais do que, digamos, um mineiro de carvão que passa a sofrer de claustrofobia ao descer quilômetros abaixo da superfície da terra. Como exemplo de uma crise de maior requinte, a reportagem apresenta uma senhora abastada que se convenceu de que era uma jogadora de tênis pouco hábil. Podemos imaginar os soluços histéricos de uma loura da Quinta Avenida, paramentada de Prada: “Doutor, o senhor tem de me ajudar. Parece que não consigo de jeito nenhum acertar meu segundo saque.”
Toda essa decadência não poderia deixar de trazer à mente o seguinte esquete, que tanto pode ser lido como rasgado, ou quem sabe possa ser usado para deduções do imposto de renda.
O doutor Leon Parafuso Frouxo era a imagem exata que um cartunista faria de um psicanalista freudiano: meio calvo, atarracado, um cavanhaque à la Van Dyke, que evocava o mundo de Strauss e strudel da velha Viena, enquanto caminhava afobado, não pela Ringstrasse, mas pela Park Avenue, rumo a um atendimento domiciliar. “Não posso me atrasar”...
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