sábado, novembro 24, 2012

O sol deste sábado










Sábado animado. Manhã; molhar jardim, Pilates, depois trocar uma camisa numa loja e consultório- prefiro ir hoje do que sexta à noite, gosto de ficar na rua mais um pouco.

Dan ligou, quando acabei de atender, querendo que eu viesse almoçar. Eu respondi que não estava a fim de fritar frango- era o que havia. Ele: “Venha que eu faço seu almoço.”. Eu: “Já sei, quer o carro”. Confirmou, iria surfar.

Cheguei e o prato estava pronto: quiabo, maxixe, tomate, kani, arroz integral e frango grelhado. Mais uma taça de vinho seco e um chocolatinho de sobremesa. Fiquei satisfeita orgulhosa. Perguntei como acertou o quiabo. “Procurei na internet.”. Rs Quando abri o lap top havia um vídeo de alguém ensinando a fazer quiabo com vinagre- sem baba rs

Tenho orgulho da educação que dei aos meus filhos. Sou super coruja e feliz com os dois. Não foi fácil, eu é que sei o duro que dei, mas valeu a pena.
Também me sinto feliz como meu trabalho.
Ele foi surfar, me chamou para a praia, mas eu cheguei com tanto calor que não suportaria voltar ao sol. Deusmeu! O sol está escaldante, calor desumano. No trajeto para casa observei as encostas queimadas, a Fazenda aqui atrás está com o campo completamente seco- dá pena ver.
E o jardineiro da casa ao lado no sol cuidando das plantinhas- cortando grama- como reclamar da vida?

Acabei de ver “Saia Justa”. A Maria Fernanda Cândido é a mais interessante. A ruivinha eu acho tolinha, mas dou desconto porque implico desde a primeira vez, com Mônica não implico, até gosto dela- tirando a fase da campanha pró Serra quando ela se excedeu- chegava a irritar.


Daqui a pouco vai passar “Morangos silvestres”, belo filme de Bergman- um dos que mais gostei. Ah! Na TV Cult. Agora passa um com Matt Dillon, adolescentão, “Tex...” não vou ver o nome, esqueci.

quarta-feira, novembro 21, 2012

Mala educacion e otras peliculas







Estes dias vi vários filmes. Um deles, antigo, não lembrava mais: “Sangue sobre a neve” com o Antony Quinn. Muito bom.
Outro: “O gato desapareceu” é muito interessante, há uma tensão presente, uma dúvida, revelada no final. É argentino- vale a pena ver.
Pessoal psi deve ver. :)
Vi também: “Má educação”, excelente. Almodóvar é um cineasta muito especial- todos sabem e não vou ficar repetindo. O filme me prendeu e a meu filho, que viu comigo. Comentávamos sobre e Igreja e a hipocrisia. Conheço de perto freiras e padres- estudei em escolas religiosas-argh!
Ontem assisti um filme genial. Amei “As mulheres do 6º andar”. Que delícia de filme. Tão bom o francês se derreter às espanholas. Conheço aqueles atores franceses, mas não sei os nomes, de uns anos pra cá... difícil guardar nomes e referências- desisti. Belo filme.
Acabei vendo um filme que eu não queria ver, mas fiquei aqui para não deixar minha mãe só, é um triller- não gosto, “Encurralados”. A estória era um tanto maluca e acabei vendo- no final há surpresa- já vi filmes com este tipo de final, mas eu não saquei antes, só no finalzinho. O homem sádico era o 007 rs, um deles, o Pierce Brosnan, para mim, péssimo ator.
Vi outros, não lembro agora, um de guerra com Belmondo, muito bom, sabem que gosto de filmes franceses- europeus em geral.

Uma foto genial e histórica




By Dorothea Lange


A vida intriga...









A vida intriga, surpreende. Depois de mais de vinte anos o ex. apareceu para visitar os filhos e foi agradável. 

Esteve treze dias aqui, fez tudo para nos agradar: cozinhou todos os dias comidas deliciosas, fez panetone e pastas com molhos diversos- o preferido e repetido de manjericão- ao presto. 

O melhor foi a mudança de hábitos: parou de beber, fumar, dorme mais cedo, acorda idem e lê muito. Eu já sabia que estava diferente, mas não havia visto de perto- sabe como é...

Nestes vinte anos, estudou sociologia, história da arte e política. Está mais agradável para conversar.

Bom, não fiquem a pensar que rolou algo mais, não senti desejo nenhum de estar junto, mas confesso que foi agradável tê-lo por perto. Estávamos bem afinados. Um dia, jantando com os filhos e ele eu disse: “A família perfeita, aquela que não existe”. É isso ai.

Ah! Ele tem uma mulher, vivem há sete anos juntos, acho. Não têm filhos. O que nos aproximou foram os filhos, se não os tivesse, jamais o encontraria, tal a ojeriza. Agora incomodou muito pouco, mas senti déjà- vu quando ele nos fazia esperar para jantar sem poder beliscar nada antes- é controlador e centralizador- tudo gira em torno dele- o narciso rs. Está mais velho, mas ainda sedutor e cheio de galanteios- como quando o conheci num dia de agosto de 1987, no enterro do meu querido Carlos Drummond de Andrade. 

PS: Por que o Dersu ai? Porque eu dizia que não queria cães aqui de forma alguma. Tai, é impossível não gostar dele, é um bichinho carente e encantador.

sábado, novembro 10, 2012

A morte em sonho









As palavras ferem, nem todas, mas as secas, frias. Os olhos marejam e seguro o pranto.
No sonho, a tristeza me toma- o amor iria morrer e queremos nos encontrar. Há pouco tempo. Sempre houve pouco tempo. Desperto angustiada, os dias, mesmo com sol, são sombrios.
Ele, o amor, já me deixou há anos. Não gosto de fazer contas, dói mais.
Não ouço a bela voz do outro lado. Posso ouvi-la de olhos serrados, em silêncio- amo o silêncio-, lembro das palavras na secretária eletrônica- as mesmas que eu usava.
No encontro, tanta entrega...
Hoje não há ninguém que deseje. Minto, há, mas há um mar entre nós.