sábado, novembro 10, 2012

A morte em sonho









As palavras ferem, nem todas, mas as secas, frias. Os olhos marejam e seguro o pranto.
No sonho, a tristeza me toma- o amor iria morrer e queremos nos encontrar. Há pouco tempo. Sempre houve pouco tempo. Desperto angustiada, os dias, mesmo com sol, são sombrios.
Ele, o amor, já me deixou há anos. Não gosto de fazer contas, dói mais.
Não ouço a bela voz do outro lado. Posso ouvi-la de olhos serrados, em silêncio- amo o silêncio-, lembro das palavras na secretária eletrônica- as mesmas que eu usava.
No encontro, tanta entrega...
Hoje não há ninguém que deseje. Minto, há, mas há um mar entre nós.




Um comentário:

Ada disse...

Olá quase xará! Sou também Eliana (com um ene só) mas ela é mais no passado. No presente, pensando nas dores e delícias da vida, sou Ada. Esse meu segundo nome considero mais revolucionário. Meu pai homenageou Ada Rogatto, uma aviadora que pulou de pára-quedas no dia em que nasci. Agradeço sua visita e vim retribuir. Tem sensibilidade por aqui. Até breve. Ada