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terça-feira, fevereiro 04, 2014

Carta de amor de Richard Burton para Elizabeth Taylor










Daqui.


June 25, 1973

So My Lumps, 

You're off, by God! 

I can barely believe it since I am so unaccustomed to anybody leaving me. But reflectively I wonder why nobody did so before. All I care about—honest to God—is that you are happy and I don't much care who you'll find happiness with. I mean as long as he's a friendly bloke and treats you nice and kind. If he doesn't I'll come at him with a hammer and clinker. God's eye may be on the sparrow but my eye will always be on you. Never forget your strange virtues. Never forget that underneath that veneer of raucous language is a remarkable and puritanical LADY. I am a smashing bore and why you've stuck by me so long is an indication of your loyalty. I shall miss you with passion and wild regret.

You may rest assured that I will not have affairs with any other female. I shall gloom a lot and stare morosely into unimaginable distances and act a bit—probably on the stage—to keep me in booze and butter, but chiefly and above all I shall write. Not about you, I hasten to add. No Millerinski Me, with a double M. There are many other and ludicrous and human comedies to constitute my shroud. 

I'll leave it to you to announce the parting of the ways while I shall never say or write one word except this valedictory note to you. Try and look after yourself. Much love. Don't forget that you are probably the greatest actress in the world. I wish I could borrow a minute portion of your passion and commitment, but there you are—cold is cold as ice is ice.

domingo, setembro 18, 2011

As cartas inéditas de Freud e de sua mulher





As cartas inéditas de Freud e de sua mulher - Jornal Opção


De Freud para Martha

Teatrinho de máscaras


7.8.1882

Amada pequena menina,

Os astrônomos afirmam que as estrelas que hoje vemos reluzir começaram a arder há centenas de milhares de anos e talvez hoje estejam se extinguindo. Tal é a dimensão de distância que nos separa delas, até mesmo para um raio de luz que, sem se cansar, percorre mais de 40.000 milhas em um segundo.


Sempre foi difícil para mim imaginar isso, mas agora posso fazê-lo com facilidade quando penso como você sorri diante de minhas cartas cordiais, enquanto minha alma sofre com dúvidas e preocupações, e quando penso como você se aborrece com a minha dureza e a minha desconfiança, enquanto uma medida de ternura, que luta em vão para se expressar, me preenche.


Há dois caminhos para evitar esta incongruência. O primeiro seria me abster de relatar uma atmosfera que supostamente não vai duram nem uma semana. O outro seria fazê-lo mantendo um olhar sereno, acima do teatrinho de mascares que a vida vai encenando conosco.


Desprezamos o primeiro caminho, o caminho da preservação, porque ele pode acabar levando ao estranhamento. Por isso, somos obrigados a fazer aquilo que o segundo caminho nos recomenda.


Imagine que cada duas horas dos quatro dias que se passam entre a minha pergunta e a sua resposta – não, mais 64 das 96 horas – estendessem a tal ponto por meio de pensamentos confusos a respeito de você que a pobre pessoa por fim não fosse mais capaz de distinguir esse intervalo de tempo de um mês ou de um ano.


Imagine quão vazios e, consequentemente, quão breves pareceriam os milênios durante os quais não pensamos em nada, e então você será forçada a admitir que o atraso dos acontecimentos que interessam ao astrônomo não será maior do que aquele que nós dois somos forçados a suportar por causa de seu veraneio em Wandsbeck.


O que nós, ligados de maneira tão íntima e tão insolúvel, teremos que fazer quando acontecer entre nós algo como aquilo que constituía o conteúdo de minhas últimas cartas. Se eu não estiver fisicamente exausto, vou empurrar para um segundo plano as poucas lembranças incômodas associadas aos meus esforços por você  e me alegrar pensando em tudo de bom e de belo que vi em você, e em todos os sacrifícios que você fez por mim até hoje.


Você vai habituar-se a continuar amando o pobre homem, apesar de sua antipatia, de seus maus humores esporádicos e de seus julgamentos equivocados, e continuaremos a caminhar juntos alegremente. Se não me engano, hoje efetivamente você não é capaz de dedicar a mim todo o seu amor sem alguma dificuldade, e à custa de autocontrole – e eu só serei capaz de sorrir, ciente de minha vitória, quando você finalmente se tornar minha, seguindo o curso inevitável da natureza, como eu pretendia desde o começo.


Por isso alegre-se, amada Marthinha, o tempo há de chegar – se é que ainda não chegou – no qual tudo aquilo a que um dia você concedeu uma parte de sua estima se tornará  uma sombra que não vai perturbá-la mas do que a mim mesmo.


Em breve, terei que retomar meu trabalho, que por meio de um hábito seguido com pontualidade primeiro se torna suportável e depois pode tornar-se estimado. Tenho diante de outros principiantes a vantagem de uma maturidade maior, e de maior consideração por parte dos superiores. Atualmente falta-me a confiança que vem de habilidades conquistadas pelo hábito constante, porém não me faltam conhecimentos teóricos nem a capacidade de observar o corpo humano como um simples objeto, sem me intimidar com as dores dos pacientes.


Durante os poucos dias nos quais me dediquei à cirurgia, realizei algumas pequenas operações com o bisturi, coloquei algumas ataduras com gesso e, por duas vezes, conduzi a anestesia de pacientes por meio de clorofórmio.


Das atividades que realizei, está última é certamente a mais desagradável, pois a morte súbita durante a anestesia por clorofórmio, esse acontecimento temido por todos e incontrolável, faz com que o médico fique em estado permanente de excitação nervosa.


No quarto que me foi designado encontra-se também um menino pobre e perdido, cuja perna precisa ser diariamente lavado com o maior cuidado antes que seja trocado seu curativo, e eu não escapo dessa atividade desagradável e de pouco sucesso.


Os próximos três meses no departamento de cirurgia certamente vão melhorar visivelmente minha habilidades e, se alguma vez eu tiver de retirar do mais lindo dos olhos um grãozinho de poeira, as dores que a querida menina terá de enfrentar nessa grande operação serão muito mais suaves.


Sorte de quem puder em breve ver estes olhos lindos reluzindo de amor! Agora infelizmente Eli está tão apaixonado por Fritz que ele também não consegue largar de Martha e esse novo amor me custa tanto sofrimento quanto o anterior.


Um consolo são agora as três irmãs iniciadas, que sempre conversam, e com as quais pode-se falar de Martha, e que me parecem melhores e mais maduras, como se entendessem como a nossa vida mudou.


Elas também contam algumas coisas com as quais se poderia provocar a Marthinha num momento alegre, por exemplo como  ela nos criticou uma vez na casa dos Weiss, e eu sou obrigado a rir quando me lembro quanto ele foi castigada por isso.


Amanhã voltarei a escrever uma cartinha, o dia de hoje é tão irritante e perturbador. Vamos fazer com que passe depressa, para dar lugar a um outro, melhor.


Com cordiais saudações à única e querida menina amada,

Teu Sigmund

De Martha para Freud
O amor encarnado
30.8.1882
10h45 da noite


As profundezas da minha alma percorre, como silenciosa prece noturna, um doce pensar em ti...

Leiam mais no site.

sábado, agosto 28, 2010

Uma carta que poderia ter sido escrita, se ele...


Foto*



Rio de Janeiro, junho de 1984


Meu amor, você chega amanhã. Deve estar exausto, ansioso pelo voo, mas feliz, e eu aqui a contar os minutos.

Ficar sem saber de você tanto tempo me deixa enlouquecida. Escrevo para não me perder naquela fala vazia quando estiver à minha frente. Você ri, eu sei, mas eu sofro com esta minha incerteza. Não ria, amor.

À medida que o tempo passa sem você eu vou desbotando. Ontem precisei ir ao sol, me sinto feia sem cor, você sabe. O teu silêncio me faz imaginar, por alguns segundos terríveis, que encontrou outra mulher. Ela tem mãos delicadas como as minhas, mas mãos lindas, de jovem. Imagino que ela sorri para você, leviana, eu nem sei se consigo ser leviana. Seria? Eu sou profunda.

“É isto que amo em você”. Teria que ouvir agora. Preciso ouvir agora.

Estou chorando, sei que sou uma tola: “Tolinha”.

Você diria que sou leve. A minha leveza é por temer desejar algo com ardor e não alcançar. Tudo fica no ar. Tenho medo de me agarrar a algo e sucumbir. Aprendi a ficar assim, leve, navego na superfície, não saberia mais remar contra a correnteza. Eu cansei de viver na contra mão- você sabe.

E se você não chegar amanhã?

Minha cabeça dói há dias. Deve ser esta luta interna para me manter lúcida. Agora estou sorrindo. Sou tão lúcida, não é? Pois é... Somos tão lúcidos. Por que fico tão enlouquecida?

Chega. Já estou melhor.

Amanhã quando a porta abrir e você entrar, eu estarei leve e feliz, é isto que importa.

Um beijo da sua, Laura


*Esta foto do Rio é daqui

sábado, agosto 01, 2009

Carta de amor- Para o "Vou de coletivo"


Foto*



Rio de Janeiro, junho de 1984


Meu amor, você chega amanhã. Deve estar exausto, ansioso pelo voo, mas feliz, e eu aqui a contar os minutos.

Ficar sem saber de você tanto tempo me deixa enlouquecida. Escrevo para não me perder naquela fala vazia quando estiver à minha frente. Você ri, eu sei, mas eu sofro com esta minha incerteza. Não ria, amor.

À medida que o tempo passa sem você eu vou desbotando. Ontem precisei ir ao sol, me sinto feia sem cor, você sabe. O teu silêncio me faz imaginar, por alguns segundos terríveis, que encontrou outra mulher. Ela tem mãos delicadas como as minhas, mas mãos lindas, de jovem. Imagino que ela sorri para você, leviana, eu nem sei se consigo ser leviana. Seria? Eu sou profunda.

“É isto que amo em você”. Teria que ouvir agora. Preciso ouvir agora.

Estou chorando, sei que sou uma tola: “Tolinha”.

Você diria que sou leve. A minha leveza é por temer desejar algo com ardor e não alcançar. Tudo fica meio no ar. Tenho medo de me agarrar e sucumbir. Aprendi a ficar assim, leve, navego na superfície, não saberia mais remar contra a correnteza. Eu cansei de viver na contra mão- você sabe.

E se você não chegar amanhã?

Minha cabeça dói há dias. Deve ser esta luta interna para me manter lúcida. Agora estou sorrindo. Sou tão lúcida, não é? Pois é... Somos tão lúcidos. Por que fico tão enlouquecida?

Chega. Já estou melhor.

Amanhã quando a porta abrir e você entrar, eu estarei leve e feliz, é isto que importa.

Um beijo, meu amor, Laura


*Esta foto do Rio é daqui

PS: Esta carta eu já havia escrito quando o Vou de coletivo pediu uma sugestão pensei logo em cartas de amor, vai ser ótimo ler estes dias estas cartas por ai- esta minha é pura ficção, tudo imaginário.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Amanhã quando a porta abrir...


Foto*


Amanhã quando a porta abrir



Meu amor, você chega amanhã. Deve estar exausto, ansioso pelo vôo, mas feliz, e eu aqui a contar os minutos.

Ficar sem saber de você tanto tempo me deixa enlouquecida. Escrevo para não me perder naquela fala vazia quando estiver na minha frente. Você ri, eu sei, mas eu sofro com esta minha incerteza. Não ria, amor.

À medida que o tempo passa sem você eu vou desbotando. Ontem precisei ir ao sol, me sinto feia, sem cor, você sabe. O teu silêncio me faz imaginar, por alguns segundos terríveis, que encontrou outra mulher. Ela tem mãos delicadas como as minhas, mas mãos lindas, de jovem. Imagino que ela sorri para você, leviana, eu nem sei se consigo ser leviana. Seria? Eu sou profunda.

“É isto que amo em você”. Teria que ouvir agora. Preciso ouvir agora.

Estou chorando, sei que sou uma tola: “Tolinha”.

Você diria que sou leve. A minha leveza é por temer desejar algo com ardor e não alcançar. Tudo fica meio no ar. Tenho medo de me agarrar e sucumbir. Aprendi a ficar assim, leve, navego na superfície, não saberia mais remar contra a correnteza. Eu cansei de viver na contra mão-você sabe.

E se você não chegar amanhã?

Minha cabeça dói há dias. Deve ser esta luta interna para me manter lúcida. Agora estou sorrindo. Sou tão lúcida, não é? Pois é... Somos tão lúcidos. Por que fico tão enlouquecida?

Chega. Já estou melhor.

Amanhã quando a porta abrir e você entrar, eu estarei leve e feliz, é isto que importa.

Um beijo, meu amor, L.


*Esta foto do Rio é daqui
poderia ganhar uma hospedagem lá, né? ia adorar, ai ai
Ainda me vejo no Rio, mas vou mudar.