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terça-feira, abril 02, 2013

Dias de iguana








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Os dias têm sido diferentes, num ritmo mais lento. Preciso cuidar dos olhos, não posso fazer exercícios físicos, nem baixar a cabeça- recomendações pela cirurgia das cataratas. Não pensei que estivesse com estas teias a me tomarem. Quando o médico disse, fiquei um pouco surpresa- levei quase um ano para voltar lá- ele havia dito que estava no início. Há anos tenho sentido dificuldade para ler, cada vez lia menos, difícil enxergar letrinhas de embalagens, bulas, então, impossível- lia na internet- santa net.

Pode ser que tenha piorado pelo excesso da telinha, há muito meus amigos estão longe e me comunico por aqui, mais do que aqui na terra. Poderia rir, mas isto me entristece. O interessante é que fiz amigos- poucos aqui- e eles se vão. É de doer. Se eu não tivesse os dois filhos amados aqui perto, viveria numa solidão de dar dó.

Por que vim para cá? Muitos perguntam. Porque os irmãos estavam todos aqui, inclusive meu pai, que faleceu dois anos depois que cheguei. Vim em 2002- dezembro. O que me salva além dos filhos? O meu trabalho, que eu amo. Sou muito feliz com a psicanálise. É um dom maravilhoso, ver as pessoas crescerem, serem mais felizes porque você está ali, atenta, ouvindo-as, ‘lendo’ cada uma além do que é dito. Tentando chegar mais próximo do seu desejo. É ali naquele ‘silêncio’, penumbra, que me sinto mais inteira.

Mudando da água pro vinho. Outro dia meu filho, Dan, saia para surfar e eu disse: Gosto tanto de praia... O outro completou: A mãe tem amor platônico pela praia. Eu: Acho que todos os meus amores são platônicos. E rimos. Atualmente são. É pra rir ou chorar rs. Fui à praia durante muitos anos. Quando morava em Cabo Frio. Mocinha, só íamos nas férias porque era muito deserta e perigosa. Esperávamos os amigos chegarem de fora para irmos: Carlinhos, César, os paulistas... eram muitos. No Rio fui muito também com Marilda. Se tivesse sol e pudéssemos ir, íamos- ela chagava cedo, eu só depois da duas horas- acordava tarde e nunca suportei sol forte. Ela torrava, ficava negra. Marildinha...se foi cedo- droga de vida- ou de morte, que levou tantos amigos antes de mim- dirão: Ainda bem, pero... dói. Também em Cabo Frio tinha poucos amigos. Penso que eu tive uma educação que acabou me fazendo diferente: lia muito, era muito quieta, triste, nunca gostei de beber, de perder o controle.

Pois é, dias lentos e sem sol. Numa das amoreiras mora um iguana- quero que fique meu amigo. Ontem tentei lhe dar uma amora, mas fugiu. Procuro e a encontro com dificuldade, está camuflado- é verde como as folhas, que ele come. Eu como as frutinhas, ele as folhas. A amoreira que o síndico detesta. Está enorme, puxamos para dentro do jardim os galhos, amarramos- são bem flexíveis- já nos deixa menos devassados- a sala não é vista de fora como antes pelos vizinhos. OK. Quem iria ficar a olhar? Ninguém. Mas prefiro assim. A cortina é leve demais, passa luz e imagem à noite.

Até breve, amigos, espero retomar o blog- também amo blogar e vocês me fazem bem. Hoje tenho menos leitores, mas não importa, é bom escrever aqui. Bye e boa semana para vocês.




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"O doodle - grafismo em homenagem a personalidades ou datas comemorativas - do Google desta terça-feira, 2 de abril, presta homenagem ao 366º aniversário de Maria Sibylla Merian, naturalista e ilustradora científica que se dedicou a estudar plantas e insetos, fazendo pinturas detalhadas sobre eles.
Maria Sibylla Merian nasceu em Frankfurt em 1647. Em 1675, aos 28 anos, publicou seu primeiro livro, intitulado "Novo livro de flores", em que ela reproduz de forma detalhada apenas flores. Dois anos depois, Merian publica os dois últimos volumes da obra."

Muito legal!

domingo, setembro 07, 2008

Google faz hoje 10 anos!





O Google completa 10 anos. Acabo de saber via TV5, havia uma discussão sobre o portal.
Não peguei tudo, óbvio, mas vi que o jornalista francês questionava a hegemonia da língua inglesa. Eram vários jornalistas discutindo- havia uma grega, uma russa...
Mas é ali que nós tiramos nossas dúvidas. naturalmente é preciso saber usar. Tenho dificuldades em chegar à língua francesa, mas acabo achando sites lá.
Tks ao Google, ele me ajuda, e muito.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

É possível destruir o Google?



A grande aliança anti-Google

Estas histórias são fascinantes. Impérios que desfalecem e outros que se fortificam. A História se repete como ficção.
Leiam, tem a ver com todos nós, afinal usamos estes instrumentos.


A grande aliança anti-Google

Por Carlos Castilho em 4/2/2008

Há pelo menos dois anos os principais caciques da internet norte-americana vinham estudando estratégias sobre como enfrentar o avassalador crescimento da Google, uma empresa que surgiu como um mecanismo de buscas na web e hoje é a marca mais valorizada da internet mundial.

A Microsoft resolveu agora partir para a ofensiva anunciando sua intenção de comprar a Yahoo!, o segundo sistema de buscas mais usado na internet e que desde o final de 2006 vinha apresentando uma performance claudicante, sem conseguir evitar a desvalorização constante de suas ações na bolsa Nasdaq (de empresas eletrônicas).

Na verdade, são duas empresas em dificuldades que decidem juntar forças para evitar o pior. Se a Yahoo! perdia terreno para a Google, a Microsoft não consegue evitar a erosão constante de sua hegemonia no mercado de software. Primeiro foi o golpe sofrido como o sucesso do sistema operacional de código aberto Linux. Depois veio o golpe causado pelo navegador Firefox, que está acabando com a histórica supremacia do Explorer.

A Microsoft também reagiu com muita lentidão ao fenômeno web 2.0 – ou web social –, formado por projetos baseados na colaboração e participação de usuários. Mas o golpe mais severo aconteceu depois do lançamento bombástico do sistema operacional Vista, destinado a substituir o Windows XP. O Vista está há um ano no mercado e ainda não emplacou, tanto que cada vez mais compradores de computadores novos exigem a troca do Vista pelo XP.

Pulo do gato

A Microsoft e a Yahoo! reinavam absolutas na web, no final dos anos 1990, quando os garotos Larry Page e Sergei Brin criaram a Google, no dormitório da Universidade Stanford, onde eles estudavam engenharia. Menos de uma década mais tarde, a situação se inverteu totalmente, num processo que está se transformando numa espécie de versão corporativa da lei de Darwin.

A mastodôntica Microsoft e a pouco criativa Yahoo! acabaram atropeladas pela agilidade e inventividade da geração Google, que teve a coragem de desafiar hegemonias e fazer um aposta no futuro, numa época em que os grandes estavam mais preocupados com o faturamento do presente. A Google criou um modelo de negócios inteiramente novo, baseado na acumulação de informações fornecidas pelos seus usuários.

O segredo da Google foi descobrir um sistema de hierarquização dos resultados de buscas apostando que o crescimento da internet complicaria enormemente a localização de endereços na rede. Hoje, 58,3% das buscas na web norte-americana e 86% das realizadas na Inglaterra são feitas com a ajuda do sistema criado por Larry e Sergei.
O mecanismo de busca passou a guardar todas as informações deixadas pelos seus usuários. Este banco de dados tornou-se ainda maior quando a empresa lançou o correio eletrônico Gmail, grátis e praticamente ilimitado. Foram estas informações que permitiram a Google criar sistemas de publicidade que se revelaram uma mina de ouro, porque incluíam os pequenos anunciantes, eternamente marginalizados pelas agências de publicidade.

Ficção virtual

A combinação de informações recolhidas de usuários, gratuitamente, e o faturamento tipo grão de milho por meio dos sistemas Adwords e Adsense fizeram as ações da Google disparar nas bolsas. Hoje, as ações da empresa valem três vezes mais que as da Yahoo!, aumentaram de valor 65,1% em novembro de 2007 e custam 21 vezes mais do que em agosto de 2004, quando a Google tornou-se uma empresa de capital aberto.

A compra da Yahoo! pela Microsoft pode ser vista de duas maneiras: uma expressão do canibalismo concentrador entre as grandes empresas para assegurar a sobrevivência das mais aptas, ou mais um sintoma de que as hegemonias são efêmeras na era virtual, por conta da inovação constante e do permanente desafio em detectar tendências presentes para antecipar oportunidades futuras.

Agora só falta a Google, comprar a livraria virtual Amazon, para que o documentário de ficção Epic 2014 [há uma versão mais atualizada chamada Épic 2015, se torne cada vez mais verossímil. A peça criada por Robin Sloan e Mark Thompson afirma que no ano 2014 um hipotético megaconglomerado chamado Googlezon dominaria a internet, monopolizando toda a informação e provocando o desaparecimento dos grandes impérios jornalísticos
Epic 2015
Veja aqui.