domingo, fevereiro 27, 2011

Julio Cortázar fala sobre Paris



Ele diz algo que eu senti, mas não consegui expressar. Paris é magia.
Vídeo especialíssimo- vejam.

O luto



Poxa, a morte do Moacyr Scliar me pegou hoje- estava alegrinha. Que triteza!

Putz! 73 anos! Lembro dos outros Scliar- Carlos e Chico- que se foram antes dele- dói. Eu os amava.

Ah! a vida...tão cheia de surpresas... Para mim, Scliar foi um dos nossos grandes humanistas e escritor maravilhoso- a obra ficará como consolo.

A última vez que o vi, numa roda de papo com outros na TV, me deu vontade de chegar perto- não deu tempo.


Li no Twitter e aqui.

domingo, fevereiro 20, 2011

Enfearam o Chico!




O Chico está nesta revista em várias fotos, mostrando a sua casa, também.
Agora, me digam, não foi sacanagem escolherem estas fotos tão feias. Chico é um homem bonito, sempre bronzeado, colorido. Nas fotos está branco, com todos os poros aparentes, faz favor...o autor das fotos é um homem, só podia ser...
Fico cá a pensar o quanto não deve ser invasivo para ele isso- o que não é preciso fazer para vender seu produto!  O mundo hoje gira em torno de imagens. Hoje celulares têm câmeras, tudo é publicado instantaneamente via Twitter, Facebook.
Notem que quase todos os autores passam grande parte do tempo viajando, divulgando os livros- até Saramago fazia isso. Nem sei como têm tempo para escrever! Escrevem em aviões, hotéis, qualquer lugar. Eu também posso fazer isso, mas é tão bom estar em casa...
Vida moderna... mundo apressado, fugaz.




 

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Ah! as pedras...

 Tiziano,Sísifo,1549




Não tenho conseguido sentar para escrever. Minha mãe está aqui passando uma temporada.

Hoje eu pensava o porquê de ter comprado uma casa- eu vivia dizendo que casa é para ricos com muitos empregados, jardineiro...


Bom, cá estou eu a limpar casa, molhar jardim, cuidar de gatos, lavar roupas, tirar do varal, conversar no Twitter, responder no Facebook, copiar contos no Escritos e, para completar meu filho, que gosta de ajudar, está super gripado- mais um para eu cuidar. A mama come como passarinhos, aos poucos, o dia todo, e o chão fica com migalhas- passo pano no chão como Sísifo e as pedras. Prefiro os dias em que trabalho no consultório- saio relaxada de lá- adoro o que faço e me dá muito prazer.

Bem, chega de mimimi, ontem eu tive um tempinho e digitalizei as dedicatórias que tenho de Drummond, Calligaris, Raduan e Chico... faltam outras que lembrei agora- Adélia Prado, Márcia Tiburi e Lya Luft- esqueci das mulheres rs. Ainda não coloquei aqui no lap top estão no PC.


Penso que algumas pessoas não acreditam em mim- já me perguntaram se uma das crônicas sobre Drummond era ficção. Para alguns estas pessoas são mitos inatingíveis, eu as vejo diferente, com fragilidades, muitas vezes sós. Uma vez um destes conhecidos cartunistas me disse que o trabalho era solitário- que tinha pouco retorno e me agradeceu por eu ter dito algo. Drummond era uma pessoa de fácil acesso também pela delicadeza e simplicidade. Óbvio, que Chico Buarque eu não ouso chegar perto a não ser em sessões de autógrafo.

Há tantas coisas para fazer, resolver... exames para pegar resultados, outros para fazer e o calor está tunisiano, como diz mi madre- sair antes das quatro é de doer.


Quero ir à praia e não consigo. Outro dia fui à farmácia lá em Ponta Negra e desci até a praia- caminhei na areia- pena que estava vestida com bolsa- é perigoso. O rapaz que me vendeu uma coca disse que tinha sido roubado naquele momento.


Detesto ter que me policiar ao dizer coisas aqui- queria tanto que só gente afável me visitasse... lá no Twitter também anda estranho- muita gente, gente demais- perdeu o charme do começo. Há os famosos também. Por falar nisso, ontem vi uma entrevista com o Eike Batista e o achei simpático, tristonho e um tanto sonhador. Gostei de vê-lo falando. E, cá entre nós o rapaz é um fenômeno como empresário.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Miniconto: Ata-me -arquivo




Semidesperta olha a janela sem cortinas. Adivinha a duna dourada, a cena bucólica. Encolhe-se fugindo do sol que aquece a cama. Cerra os olhos. Ouve ruídos. Alguém faz café. O estômago dói. O corpo tem fome. Ela não.
A vida é laço esgarçado- desfaz-se.
Desatar nós, atar.
Como se a mão que os aperta é frouxa?

domingo, fevereiro 13, 2011

Basta o talento



Ando sumida por falta de tempo, ou por falta de prumo. Minha mãe está aqui, tem 85 anos e cedi meu escritório- perdi a orientação- aqui na sala, onde estou agora, fico perto- ela tem sono leve, fica muito na cama... ai... Também dei um tempo para ver se melhoro da irritação dos olhos. Melhorei muito.

Vejam este rapaz dançando- é de arrepiar. Sem recurso, apenas com o que tem de mais valioso- o talento. Maravilhoso! Espero que tenha encontrado espaço na Dança. Se alguém souber me diga.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

"Ụltіmο Τаngο em Paris"



Ela morreu de câncer ontem, dia 3, tinha menos de 60 anos. Foi amarga, infeliz- dizia que o filme a prejudicou. Pode ser. Mas seria culpa do Bertolucci e Marlon Brando. Se eu tivesse contracenado com ele, ficaria com um sorriso guardado a vida toda.

Mais cenas aqui

Maravilha!


Vejam aqui que maravilha!