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domingo, agosto 03, 2025

Fome de amor- miniconto

 

Fome de amor


Quando os olhos dele pousaram nos dela depois de tanta ausência, o peito disparou, mal entendeu o que ele disse. Queria sair dali o mais depressa possível, recuperar o fôlego. Todos em volta passaram a intrusos. Caminharam em silêncio até o estacionamento. Num acordo silencioso dirigiram-se para o carro dela.

- Senti sua falta, ela disse insegura.

- Precisei viajar às pressas, ele respondeu.

Não disse mais nada, beijou-a, as mãos subindo pelas coxas lisas, buscavam o sexo intumescido.

- Abra mais as pernas.

Minutos depois numa cama de hotel, ela recebia o membro rijo em sua boca como num gesto litúrgico.

Depois abria-se despudorada, morna e úmida. Ele estava ali, como sonhara, os olhos a devorando.

Fome de amor


domingo, março 12, 2023

Naquela manhã de domingo- minicontoerótico

 Naquela manhã de domingo



Despertou com a mão dele em sua coxa, abria caminho entre suas pernas. Fingiu dormir. Ele continuou.
Ela gemeu. Ele, então, colocou um dos braços sob o corpo dela e a enlaçou trazendo-a para mais perto.
Abraçou-a com força.
Sentiu o cheiro de sono, o calor de sua nuca, conforto.
A luz que vinha da porta a cegava, moveu o corpo para que ele mudasse de posição.
Ele, então, colocou o corpo sobre o dela. Apoiava-se nos braços e a beijava no pescoço.
Abriu os olhos, trouxe com as mãos o seu rosto. Olhou cada traço, desenhou-o na memória.
Este, que ela descobria, era pouco diferente daquele que ela sonhara.
Beijou os olhos que a olhavam ternos.
Pediu para que soltasse o corpo, deixasse o peso todo sobre ela.
Queria sentir que ele era real.
Queria inscrever aquele corpo no dela.

O desejo e os lírios brancos- miniconto

 


O desejo e os lírios brancos- Miniconto



Quando cheguei com as flores ela me recebeu com um beijo e um:
- Obrigada, querido.
Sumiu, voltou com a jarra de vidro e as margaridas brancas.
Na rua, com as flores na mão, me senti nu, depois desconfortável no meio da sala, foi a primeira vez que subi.
Ela veio em minha direção alegrinha, me beijou e me apertou contra ela.
Quando a vejo assim, leve, meu lado taciturno sobressai. Silencio.
Ela disse:
- O que foi?
- Nada, não foi nada, respondi sem convencê-la.
Puxou-me para o quarto. Mandou que me despisse e deitasse. Obedeci em silêncio. Continuou vestida. Eu nu.
Ajoelhou-se aos meus pés e os massageou. Meus pés doem ao serem tocados. Ela estalou cada dedo, dizendo baixinho:
- Eles parecem lírios brancos.
E ordenou: 
- Se solte, vamos, se solte.
Então, me alisou com aquelas mãos pequeninas, apertou alguns pontos sensíveis- sempre muito compenetrada.
Quando me viu entregue, despiu-se olhando desafiadoramente nos meus olhos. E veio felina, deslizando a partir dos meus pés esfregando seu corpo leve no meu até alcançar o que desejava.
Ai, sorriu e me beijou vorazmente. 

Montou até a exaustão.