quinta-feira, outubro 10, 2013

A vida de cabeça para baixo









Há dias minha rotina está de cabeça para baixo. Estamos pintando e restaurando algumas coisas na casa. Passo muitas horas do dia “pastorando”, ( como dizem aqui), os meninos pintores. Além deles, há o eletricista, que está colocando lâmpadas no muro- esqueci de colocar quando fizemos a casa- falta de experiência e, na ocasião, eu estava de luto.
Não quero falar nisto.

Bem, os filhos têm passado os dias fora trabalhando e estudando. Fico feliz por estarem bem, seguindo suas trilhas.

O pintor chefe levou a gatinha Florzinha para a sua casa. Se encantou por ela e eu dei. Era um sufoco passar o dia separando gatos de cão e tal. Ela está bem lá. Dá um pouco de saudade, mas ele disse que ela fica dentro de casa e a outra gata do lado de fora. Comprou uma caixa higiênica para ela- aqui ela urinava para fora, uma trabalheira lavar area de serviço todos os dias. 

Os jovens pintores, (20 e 22 anos), me elogiam o dia todo, dizem que nunca foram tão bem tratados. Têm aspecto de mal cuidados, um deles é estrábico e magrinho; o outro fortinho, olhos cor de mel, esverdeados, com pterígio enorme. Acreditei, quando vi pela primeira vez, que fosse cego daquele olho.

Anteontem, dia 9, não haviam recebido ainda. Depois soube que é falta de organização do chefe- que é uma simpatia, mas disperso demais. Chega diz algumas coisas, some, volta horas depois diz mais umas coisinhas e desaparece. Preciso orientar os rapazes- hoje ajudei-os a tirar a porta da frente, que é de correr, não sabiam como fazer.

Aliás, eu ando ótima para fazer coisas em casa. Acredite, semana passada, minha geladeira nova, uma Brastemp, frost free, foi consertada por mim. Congelou o ventilador, meu filho foi quem descobriu o problema e vimos um youtube que ensinava como descongelar. Tirei placas do fundo do freezer, descongelei e voltou a funcionar bem.
A Brastemp não é mais uma BRASTEMP- esta tem um ano e uns meses. Tive uma que vive até hoje- dei para a ex empregada- é do tempo do Collor e nunca parou de funcionar.

E assim a vida continua. Cabeça na casa, nos filhos e nos agregados. É bom, apesar de dar sensação de falta, de invasão da vida privada. Fazer o quê? Há momentos em que é preciso.
Bye, bye.
Estou com u olho aqui e outro nos surfistas ali no canal51- meu filho, Dan, ama. Acabei curtindo também. Tanto mar, tanto mar...


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