quinta-feira, dezembro 22, 2011

Meus caros amigos





Meus amigos queridos:



Vocês sabem que sempre valorizei nossa amizade- nunca a deixei desbotar.
Quero agradecer a todos por estarem, longe, mas presentes em mim, pelo afeto e delicadeza de cada um.
Que o sol os aqueça levando para longe a tristeza, as dores, iluminando seus dias, mesmo aqueles de chumbo.
Um forte abraço em cada um.
Elianne
PS: Um abraço especial naqueles que permitiram que eu me aproximasse este ano- os novos amigos.

Virando o ano 2011- carta aos amigos





2011

 
Dizem que no fim do poço tem uma mola, quem me disse isso, pela primeira vez, foi o José Simão, quando ele tinha tempo, ou saco, de responder a gente. Gostava do meu blog- isso lá no comecinho.
Este ano eu fui ao fundo do poço- já estive lá antes, claro rs. Ano duro de lascar- mesmo assim eu fui feliz no trabalho, tive sucesso com algumas clientes- o que me dá satisfação- eu amo o meu trabalho, sei que sou boa, porque tenho muita experiência e porque sou segura, madura, faço um trabalho original, sou menos freudiana e mais winnicottiana, penso. Não me importo com o que os lacanianos pensem- também sei sacar os significantes que se destacam na sessão e destacar.
Enfim...
Lado emocional? No meu peito o coração não pulsou forte por ninguém, até estranho rs
O Rio foi fantástico para eu resgatar minha identidade, agradeço a cada um de vocês que me recebeu, encontrou, que me ouviu e que eu pude ouvir, resgatando o passado e comprovando que vocês estão ai ainda, que há amor entre nós. A. foi ótimo dizendo aquelas coisas todas, foi bom para minha auto estima, mesmo que tenha sido apenas para lembrar.
A literatura... li pouco, não consegui me concentrar, nem desejar ler, li uns 2 livros ou 3, apenas.
Escrevi menos porque decidi rever o que tenho escrito senão não acabo de rever os textos, aliás, cada vez que os releio, mexo em alguns, poucos, acredito, estarem prontos- achei bom este tempo que ficaram aqui, assim pude relê-los com mais distanciamento. Agradeço meu anjo, Daiany, que pacientemente e com amor revisou para mim.
Os filhos sempre uma alegria.
Os gatos sempre queridos.
A casa é um conforto, que me dá alegria cuidar. O jardim, agora cuidado pelo filho mais novo também, está cada dia mais florido.
Algo importante aconteceu: finalmente consegui fazer Pilates- aqui em Natal, Nova Parnamirim, o preço é compatível com o que eu posso pagar- no Rio seria inviável. O encontro com Neysa, a fisioterapeuta,  foi um presente dos deuses, ela é doce, gentil, competente- outro anjo que encontrei- gosto muito dela. Adoro fazer Pilates, eu sabia que adoraria desde que ouvi falar nisto há mais de 20 anos. Apenas não conseguia fazer. Saio de lá revigorada.
O encontro com Nilza Rocha, a ex analista, foi um momento mágico, que me fez bem demais. Saber que ela está com 78 anos e em atividade  é reconfortante e assustador- espero que viva muito ainda.
Rever Jorge Salomão é sempre uma alegria- foi o meu primeiro terapeuta em 70/71. Ele dizer: “Não agradeça porque você merece.” Foi tão bom. Nilza dizer, que eu fui uma cliente especial também me fez tão bem. A vida me esbarrou e eu aproveitei estes encontros para me enriquecer.
Um obrigada a cada um de vocês que me deram atenção nos blogs ou na vida aqui fora. Eu estava precisando muito disto. Um ano muito feliz para todos nós- merecemos, né?


O Seinfeld

domingo, dezembro 18, 2011

Uma fábula e Brecht



La ratonera


Un ratón, mirando por un agujero en la pared ve a un granjero y su esposa abriendo un paquete.. Pensó, luego, qué tipo de comida podía haber allí..
Quedó aterrorizado cuando descubrió que era una ratonera (Trampa para Ratones). Fue corriendo al patio de la Granja a advertir a todos:

"Hay una ratonera en la casa, una ratonera en la casa!"

La gallina, que estaba cacareando y escarbando, levanto la cabeza y
dijo:"

Discúlpeme Sr. Ratón, yo entiendo que es un gran problema para usted,
más no me perjudica en nada, no me incomoda."

El ratón fue hasta el cordero y le dice: "Hay una ratonera en la casa, una ratonera!" ... "Discúlpeme Sr. Ratón, más no hay nada que yo pueda hacer, solamente pedir por usted. Quédese tranquilo que será recordado en mis oraciones."

El ratón se dirigió entonces a la vaca! ., y la vaca le dijo "Pero acaso, estoy en peligro? Pienso que no" dijo la vaca.

Entonces el ratón volvió a la casa, preocupado y abatido, para encarar a
la ratonera del granjero.

Aquella noche se oyó un gran barullo, como el de una ratonera atrapando su víctima. La mujer del granjero corrió para ver lo que había atrapado.

En la oscuridad, ella no vio que la ratonera atrapó la cola de una cobra
venenosa. La cobra picó a la mujer.

El granjero la llevó inmediatamente al hospital. Ella volvió con fiebre.
Todo el mundo sabe que para alimentar alguien con fiebre, nada mejor que una sopa. El granjero agarró su cuchillo y fue a buscar el ingrediente
principal: la gallina.

Como la enfermedad de la mujer continuaba, los amigos y vecinos fueron a visitarla. Para alimentarlos, el granjero mató el cordero. La mujer no mejoró y acabó muriendo.

El granjero entonces vendió la vaca al matadero para cubrir! los gastos
del funeral.

"La próxima vez que escuches que alguien tiene un problema y creas que como no es tuyo, no le prestas atención..........piénsalo dos veces".



Obs: Versão fábula daquele poema de Brecht.



"Um dia..." Bertold Brecht


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar... "

sábado, dezembro 17, 2011

Suri Cruise- A menina precoce



"Suri Cruise é uma diva. Aos 5 anos, a filha de Tom Cruise e Katie Holmes, 
que já entra até em lista das mais bem-vestidas do ano, 
está sempre linda e não dispensa um saltinho discreto, 
para horror dos puristas em relação ao guarda-roupa infantil..." 
do Glamurama.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

O meu amor é imaginário, não existe?

Antonio Canova- Eros e Psiquê





Encontros e desencontros amorosos



Vivemos em busca de um encontro, encontro mágico que preencheria o nosso vazio existencial, acabaria com a solidão. Este encontro, encantado, não existe, porque cada um de nós vem com suas fantasias, carregamos nossos fantasmas... temos uma expectativa tão especial que, quase sempre, é frustrada.

Somos seres complexos, não somos previsíveis. Temos momentos de generosidade, de doação, mas na maior parte do tempo estamos à espera que o outro nos dê aquilo que esperamos, sem que ele saiba o que desejamos. Nem mesmo nós, na maioria das vezes, sabemos o que desejamos do nosso parceiro, a não ser amor incondicional.

Os encontros amorosos acontecem quando imaginamos que o outro vai suprir nossas expectativas. Quando acreditamos que o parceiro é nosso par ideal- a outra metade da maçã. Quando estamos identificados com este outro, que nem conhecemos. Apenas supomos ser. Quando percebemos aspectos que não gostamos, acreditamos que ele poderá mudar- mudará por nós- haverá a mudança mágica para sermos felizes para sempre.

Na entrega amorosa acreditamos ser um em dois.

Muitas vezes estamos apaixonados pela paixão, pelo estar enamorado, com toda a adrenalina que isto traz. É uma viagem maravilhosa e assustadora, cheia de ansiedades e alegrias, onde o medo de perder o objeto amado se faz constante.

Este encanto se quebrará em algum momento, pode ser com um gesto bobo, uma palavra mal- dita, uma escolha “brega”, uma sujeirinha no antes belo sorriso.
Uma descoberta que não se encaixa naquilo que imaginávamos do ser amado.

Algumas pessoas, mais que outras, entram em pânico diante de incertezas, ficam dominadas pelo ciúme. Aqui, entram os fantasmas de cada um. Se você experimentou abandono na infância, viverá a espera de um novo abandono, não haverá amante, amantíssimo, que o deixe seguro. Você perdeu lá atrás. Estará à espera de um reconhecimento, que faltou quando era imaturo- quando estava em formação psíquica.

A paixão, o estar apaixonado se quebrou, mas há afeto, há amor.

Por que diferenciamos paixão de amor?
O amor seria mais generoso, mais tolerante, cúmplice. Quando amamos vemos no outro defeitos, mas, mesmo assim, sentimos afeto por ele, algumas imperfeições nos comovem e nos fazem transbordar de afeto. Lembro de um casal de atores famosos franceses- Yves Montand e Simone Signoret- ele disse numa entrevista, jamais esquecerei, que quando a via colocando os óculos, depois dos 50 anos, se enchia de afeto.
Na maioria dos casais, existe muita intolerância, cobrança, muita culpa jogada no outro pela própria infelicidade. Quando isto acontece é hora de parar e repensar a relação. Pensar o que esta relação significa. O que esta pessoa representa.
Temos medo de mudar, medo do novo, medo de falar de assuntos delicados, de mágoas, e não percebemos que estes sentimentos vão alimentando o rancor, nos distanciando de quem amamos e nos adoecendo.

Na década de 70, no auge do amor livre e de liberdade sexual, as pessoas passaram a viver sem limites, tudo era válido, tudo devia ser dito, confessado. Eu discordo, nem tudo deve ser dito, por que contar para o parceiro uma fantasia sexual, por exemplo? Este comportamento acabou gerando casais que se propunham “modernos”, mas que na realidade estavam confusos, quanto ao comportamento.
Tudo pode?
Não.
Então por que não guardar as fantasias? Afinal é o que temos de mais intimo.

Atualmente, temos disponível uma quantidade enorme de livros, revistas, que se propõem a ensinar casais a se relacionarem. Fomos todos bombardeados por manuais, vídeos sobre sexo, como dar prazer, como obter prazer. Isto trouxe mais informações- o que não havia antes- mas também um nível de exigência muito grande, não basta um orgasmo, é preciso ser múltiplo, é preciso saber onde é o ponto G.

Sabemos que isto tudo é irrelevante numa relação amorosa, pois cada casal tem uma
química própria, não existem regras, na verdade. Não sabemos o que se passa entre um casal na intimidade.

O mundo real é muito diferente do mundo criado pela mídia e pelo nosso imaginário. Vivemos com nossas imperfeições os nossos encontros e desencontros amorosos.
E “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, como diz o poeta Caetano.

A paixão é virtual- sempre se passa via nosso imaginário- e o amor seria virtual, também?
E os amores na internet seriam sempre virtuais?
Agora você tem a palavra.
O que pensa sobre isto?

Bitte geh nicht for- Ne Me Quitte Pas



Amo a voz dela e esta música em qualquer língua, acho. Bitte geh nicht for- Ne Me Quitte Pas

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Amigos, para que os quero



Eu e uma amiga, pode ser Ana, ou a Elça, ou a Maiza... ou a Moniquinha do Fina flor. Pode ser um amigo: Artur, Ramon, Fipo... quanta gente querida... Obrigada, amo vocês todas/os.