domingo, novembro 21, 2010

Um dia mais leve



Há dias quero escrever no blog e não consigo. Faço mil coisas ao mesmo tempo, fico dispersa.

Semana tão tensa... Eu com problemas objetivos, meu filho com problemas amorosos... Enfim, as coisas estão indo para o lugar, com dificuldades, mas caminhando melhor.

A gente faz escolhas, se enraíza e perde a liberdade.

Os filhos têm sido prioridade na minha vida desde que surgiram- a palavra sugere algo imprevisto- eu vivi tanto tempo sozinha- apenas amando, namorando- que ter filhos ainda me surpreende. Talvez me espante com a capacidade de me doar, de ser algo que sempre me disseram eu não seria capaz.

Tenho orgulho da mãe que sou, tenho orgulho do meninos- hoje homens- que têm tanto ainda a aprender com a vida, com as mulheres. Nós conversamos muito- eles têm sorte de terem uma mãe que tenha tempo para isso. Neste aspecto não me arrependo por ter vindo para cá- sobra tempo para eles.

OK. Estão grandes, mas como somos muito sós, precisamos uns dos outros. Um dia eles não precisarão da mãe para colos subjetivos ou não. Espero poder estar presente até ficar velhinha- mesmo de longe.

O pai, meu ex, anda mais próximo- não o julgo- mas acredito que seja por estar vulnerável, com medo de morrer- conheço a figura. Não vai morrer- fará uma cirurgia- um tumor benigno.

Houve o aniversário de Clarice, minha sobrinha, na semana passada e foi bom- conversei com pessoas que nunca havia conversado.

Uma médica gaúcha disse que teve muita dificuldade em fazer amigos aqui, morou nos EEUU e na Alemanha, disse que lá foi mais fácil. Aqui convidou muito para sua casa. É casada, fica mais fácil- concordou.

Quem eu chamaria para vir aqui? Rs O namorado da minha cunhada disse que eu preciso convidar para jantar, comprar um vinho...

Pois é. Ele disse brincando, mas disse uma verdade- convite solto não acontece- só vêm quando há um compromisso.

Ando muito cansada. Casa dá trabalho- eu sabia. Preciso voltar à piscina- fazer hidro, meditar. Desde aquele e-mail violento deixei de ir à piscina, faz mais de um ano- deveria descobrir quem foi e processar. Tirou minha liberdade de ir e vir aqui- me sinto observada lá, na ladeira- moro na última casa- são 19 de cada lado. Quem mandou o e-mail? Quem assinaria embaixo?

Ontem e hoje foram dias diferentes- estive mais feliz- foi bom- mesmo com ... deixa pra lá.
As visitas aqui no blog diminuíram muito- em número não tanto- vêm via Google, mas os amigos... eu também não os visito, eu sei. Olhos cansados- velhice se aproximando, podem crer- há um momento em que a gente cansa de ser a f. , creiam. Foi o que aconteceu comigo, era a guerreira, pois a mulher forte e lutadora, quando sentiu que os filhos cresceram, ficou vulnerável e assustada com o mundo lá fora.

Não é para menos: logo que cheguei jogaram um ovo na minha casa. "Não foi ninguém"- havia uma obra ao lado- mas é um condomínio fechado.

Meses depois recebi um e-mail anônimo violentíssimo- já mostrei aqui, não gosto nem de falar no assunto- o advogado disse que não é crime porque só eu sofri, sem presença de testemunhas- não seria danos morais por isso. Hã...

Recebi intimação num processo onde a "amiga" que me levou para sublocar consultório testemunhava contra mim.Ela saiu fora, fiquei só e o dono da sala cobrava mais- como se eu houvesse alugado, usei pouquíssimo o consultório, vocês sabem. O Juiz foi razoável,entendeu- os dois: o dono da sala e a "amiga" são muito proximos- não me sai mal- preferia não ter que pagar nada, pero...

Descobri que o despachante, que resolve o processo da transferência do carro, não fez nada com o dinheiro que eu dei.

Na semana passada jogaram um tijolaço aqui no quintal. Pensei que tivesse vindo da obra ao lado- mas foi, segundo o mestre de obras, da duna- meu filho foi ver o terreno e viu que havia outros cacos de tijolo lá. Felizmente não havia ninguém no quintal.

Torçam por mim. Energias boas são bem-vindas, sempre.

4 comentários:

Marcello Jardim disse...

Elianne,sinto que você esteja vivendo essas angústias e ameaças em escala,uma potencializando a outra.Sobre a ameaça,acredito que seja motivo justo para que vc lavre um boletim de ocorrência que,ainda que não tenha status qualificado(autor,crime)pode ser uma garantia diante dos olhos de um juiz(que isto jamais se dê!),mas vale como precaução,peça ao delegado.
Também vivo dias difíceis-terminando,sem fim definitivo,com namorada de quatro anos.Em resumo,descobri que sou menos capaz de generosidade do que gostaria,mas não me deixo culpar por isto,pois ela,que tem dois filhos,de relacionamentos distintos,jamais aceitou conviver com minha própria filha,4 anos.Acho tal postura imoral,mas fui fraco porque cedi à forte atração que sentimos um pelo outro.Como vc pode imaginar,isso é dar murro em ponta de faca,incita a agressões verbais que nunca suportei mas que me venceram e que para o temperamento dela é coisa comum.Não quero mais.Não a vejo há semanas.
Fora isso,ganhar a vida vendendo arte é muito difícil fora de Sampa,onde tento melhor inserção no mercado.Mas não vendo a alma ao diabo,não.Amo cada vez mais,quero amar mais um pouco,sempre,meu trabalho com a pintura.Mas nem é "trabalho",num sentido assim pragmático de ganhar o pão.É esforço de ser mesmo,é valor e sentido,com muita dor de angústia e batente de atleta, é uma liberdade com zero licenciosidade,coisa que cobra coragem sobretudo para a solidão dessa mesma liberdade.Creio,devo dizer,que me encontro em meio a uma senda mística,mesmo porque fui até onde acabava completamente a trilha cética.Diria até que nossa humanidade não conhece qualquer verdade que não seja mística,onde nos descobrimos sendo e não sendo,essa incompletude sumária que é nossa morada por enquanto.Mas acho que percebo que a consciência disto é um movente,um transformador,uma mão amiga(severa),algo de redenção que não vem de graça,mas que é feita de querer um querer que já entendi não sou eu.
Tento lhe dizer estes sentimentos porque acredito que há um bem neles que não é só meu,mas seu e também de todos que possam assim querer.
Desculpe-me se lhe pareço pretensioso ao falar assim, mas minha sinceridade não é delírio ao nascer da percepção de que os limites de nossas realidades são infinitamente menores que o de nossas possibilidades.
Toda paz de espírito e desprendimento e alegrias prá você,minha amiga.
Abração,
Marcello

Nilce Bravo disse...

Laura, "desci" para comentar e me deparei com o comentário do Marcelo, disse tudo! Só me rsta assinar junto com a esperança que os problemas já tenham sido, senão resolvidos, amenizados. Um grande abraço Nilce
@nilcebravo

Anônimo disse...

todo meu carinho e amizade.
madoka

Anônimo disse...

Energia boa indo daqui da Bahia.
Beijao e saudades
Ivana