segunda-feira, janeiro 19, 2009

Deu no NYT



Este artigo ainda não li todo, apenas dei uma lida, mas acho que é por ai, chega de supérfluos.
O mundo poderia aproveitar a crise, e tomar consciência da roda viva em que se encontra- valorizando excessivamente bens materiais e consumindo freneticamente. Agora, me digam, este título abaixo não é antipático para com os franceses?


19/01/2009 - 00h01
Sentada sobre o luxo, Paris se envergonha

Elaine Sciolino
Em Paris

A França é o berço do luxo, e aqui, a recessão que atinge o mundo traz a sensação de uma lição moral.

À medida que os consumidores ricos de todo o mundo contiveram repentinamente seu apetite por bens de luxo, o setor que já foi considerado à prova de recessão sofreu um duro golpe.

Lojas de luxo nos Estados Unidos observaram com horror as vendas de final de ano cambalearem, enquanto em Tóquio, a Louis Vuitton cancelou os planos de construção de sua maior e mais reluzente loja.

Para os franceses, cada onda de notícias ruins trouxe uma grande ansiedade.

Quando a Chanel anunciou recentemente a demissão de 200 empregados temporários -pouco mais de 1% de sua força de trabalho de 16 mil pessoas - o jornal diário Le Parisien disse que a notícia era chocante.

O canal de televisão LCI descreveu o fato como o revés mais sério da companhia desde que Coco Chanel demitiu sua equipe inteira e fechou a loja quando irrompeu a guerra em 1939.

Mas há também entre os franceses, paradoxalmente, uma satisfação velada de que a era de vida luxuosa e por vezes vulgar chegou ao fim e de que um estilo de vida francês mais básico irá emergir.

Só na França a recessão é glorificada por estabelecer uma crise de valores.

Uma edição recente da revista Le Figaro trouxe um guia de 12 páginas para levar uma vida mais econômica em 2009, com previsões de que as pessoas trabalharão menos e colocarão a família (e até mesmo os
sogros) em primeiro lugar. Um especialista francês em tendências citado pela revista descreveu as mudanças dramaticamente como sendo nada menos do que "uma revolução nos valores".

Alain Nemarq, presidente da famosa joalheria Mauboussin, afirmou numa entrevista que salvar a indústria do luxo deveria ser uma importante prioridade nacional porque ela emprega 200 mil pessoas na França, é parte da herança cultural francesa, dá prestígio ao país e seduz não apenas os "poucos felizardos", mas uma grande fatia do público...

Tradução: Eloise De Vylder

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E este? Eu quero esta vacina :)





15/01/09 - 16h47 - Atualizado em 15/01/09 - 16h47

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2 comentários:

Maria Muadiê disse...

Laura, obrigada mesmo, do fundo do coração pelo seu comentário.
Caí no poço esses dias, tô voltando agora.
Um beijo, querida.

Tina disse...

Oi Laura!

Paris é sempre Paris: no luxo e no lixo. Aceitar e viver a crise atual é outra coisa - e eles terão que se habituar, certo?

Aqui na Inglaterra o povo anda apertando os cintos, vivendo a crise. O negócio está sério.

beijos querida, ótimo dia.