segunda-feira, junho 22, 2009

E Leonilson o que tem a ver com isto?




Gente, eu ando tão irritada estes dias, por causa do desrespeito para conosco quanto àquela festa em frente a minha casa, o vento e chuva que não me deixam ir me exercitar e otras cositas más. Ando com dor de cabeça= mal humor.
Na minha calçada tem um portão de entrada de um canteiro de obras. O acordo era de que quando acabassem as casas do condomínio fechariam o portão e, eu entendi, o canteiro e alojamento dos operários iria para a frente do novo condomínio em construção, paralelo ao meu. Bem, estes dias o mestre de obras me disse que fizeram acordo com o síndico e que o portão ficaria aberto aqui até acabarem os ajustes nas casas construídas. Vejam, temos um ano para que sejam feitos estes reparos, a última casa foi entregue estes dias, entonces...
Eu fiquei uma fera. Telefonei para vários lugares, encontrei uma pessoa super gentil, da secretaria de vigilância sanitária, mas este caso é de outro órgão. Sexta passei a manhã tentando achar com quem falar- desisti. Hoje ia voltar a ligar para aquela pessoa, mas estava tão tensa que deixei para amanhã.
Sexta chegou um caminhão com manilhas aqui na minha porta, perguntaram se era para mim, "não, é para a obra aqui ao lado", respondi.
Hoje acordei com o engenheiro gritando na frente da casa com os peões. Quando desci disse para o mestre de obras para fecharem o portão senão eu daria queixa. Funcionou, quinze minutos depois ele começou a fechar. Por que a gente tem que ter um "ataque" para que as coisas sejam feitas como devem ser? Este portão é grudado na minha casa, eu via os homens entrando e saindo o dia todo, parecia dentro de casa. Carrinhos de mão subiam na minha calçada o dia todo. Caminhões chegavam descarregando desde cimento até cestas básicas. Imaginem, a construção de um condomínio de 38 casas quanto de material recebe. Pois é, era aqui na minha porta. Agora dei o basta. Eu disse para o mestre de obras: Aguentei até agora com tolerância e simpatia, não tenho nada contra vocês, mas contra a empresa, agora chega.
Outra coisa que me incomoda é o próprio canteiro grudado ao meu muro. Usa meu muro como parede. O rapaz simpático da secretaria me mandou ligar para SEMURB, lá disseram que não era aquele telefone- acho que vou ter que ter um advogado para resolver isto. Além da ilegalidade do canteiro de obra no meu muro- qualquer um em bom juízo sabe disto- ele é coberto por telhas de amianto, que é cancerígeno e proibido, esquenta e contamina os rapazes que dormem ali embaixo. É uma irregularidade atrás da outra. Moramos numa área de preservação ambiental- aqui de casa vejo o rio Pitimbu, o cozinheiro do alojamento leva para despejar lá os detritos da cozinha e banheiro. Há ratos e baratas, é imundo- segundo alguns dos rapazes que trabalham ali. Eu tenho fotos de lá, fico até constrangida em colocar aqui- agora eles deram uma limpeza, porque estão praticamente sem trabalho, as casa ao lado não começaram ainda a ser construídas.

Ai, agora recebi este comentário sobre este post:


bom rapaz em embalagem
deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Leonilson revisitado":

o texto e o post começam bem...
mas:
"cearese, conhecia a seca"
que horror que falta de informação.. e pre-conceito
leo saiu daqui do ceará criança e sua familia era de comerciantes
se ele conhecia a seca, pode ter certeza que era pela tv, jornal e por pessoas como vc que limitam a este estigma de que no ceará só há seca...

Respondi lá no blog dele:
Desculpe, mas quem vem com pré-conceito é vc.
Quando digo "conhecia a seca", é de forma poética- eu vivo em Natal, numa bela casa, numa duna, e conheço a seca. Ela atinge a todos que têm sensibilidade e olhos abertos- pelos rostos dos sofridos peões que circulam pela minha rua, pelo mercado que não tem uma verdura frondosa, pelos rostos envelhecidos das mulheres depois dos 40 anos.
Eu vivi no sul e conheço o frio, que tb tem o efeito semelhante- conheço o frio, que resseca, dói, mata. Nunca passei frio, sou privilegiada.
Gente como vc eu prefiro que não me visite- tem pré-conceitos, lê com pé atrás achando que todos descriminamos nordestinos- está enganadíssimo, eu amo os nordestinos, tanto que vim morar aqui, tenho amigos queridos nordestinos. E se vc gosta tanto de ler Clarice e outros sensíveis, tente ler os outros escritores sem pré -conceito, será mais gentil e aproveitará mais a leitura.
Não pense que tudo o que se diz é pejorativo.

E, por falar nisto, ontem li no Portal LN um post sobre cariocas que me irritou demais. O cara diz que os cariocas roubaram o samba da Bahia, faz favor...
"(o Rio tem essa mania de roubar coisas da Bahia. Até Dorival Caimmy eles tentaram, com a ridicula estatua em Copacabana..."

Roubar Caymmi? Faz favor... Os filhos dele nasceram no Rio, a mulher, Stella era mineira...conheceu Caymmi no Rio.
"Caymmi viveu na cidade de 1938 até sua morte, no dia 16.
(O Globo online)

Então os cariocas roubaram também Caetano, Gil, Bethânia, Drummond, Fernando Sabino, Hélio Pelegrino, Glauber Rocha- a mãe do Glauber, Carlos Scliar, que faria aniversário ontem... e ai vai.
As pessoas escolhem viver em lugares que os acolhe,e o Rio é acolhedor, está cheio de gaúchos lá, mineiros, paraibanos, cearenses, baianos... os paulistas não gostam muito de viver no Rio.

Por que será que tantos têm tanta raiva dos cariocas? Inveja? Deve ser, aquela cidade é maravilhosa.
Ora bolas! Quem quiser que vá morar lá, será bem recebido.


Leonilson

5 comentários:

Leila Silva disse...

Oh la la eu sei como é frustrante lidar com essas coisas...tremenda falta de respeito, vai ter que brigar mesmo.
Abraço

Moacy Cirne disse...

Não esquenta não, mulher! Boa parte da gente de Salvador (uma bela cidade, por sinal) é assim mesmo: nem nordestinos eles se consideram. E a inveja que têm do Rio é histórica. Não se esqueça que é a terra da axé music (aaaargh!).

Chica disse...

Legal,mas v~e se não te esquenta com tanta coisa.isso faz mal pra nós mesmas,né?Chega a um ponto que passa uma mosca voando diferente e estamos lá, mostrando os dentes.rsrsrs beijos e quanto ao Rio, essa mania de falar mal dele não é de hoje e eu fico braba pacas, pois o adoro!beijos,chica

Diz disse...

Leila, é difícil respeitarem uma mulher no Brasil. Se for gentil está ferrada.

Moaci, prazer em vê-lo por aqui :)
um amigo de Vitória-ES disse qu esaiu uma resenha favorável lá este fim de semana. Não sabia esta de baianos não se considerarem nordestinos, pois eu preferiria ser nordestina que do sul, juro- gente de fibra. Não quero ofender os sulistas, mas lá é frio e mais triste.

Chica, eu vou relaxar agora que fecharam o muro. Pena que o tempo anda ruim preciso de sol.
Até para espantar as energias negativas :) xô negativos.

Bjs nos 3

Anônimo disse...

O mais negativo de todos é você mesma. Parece que nasceu com os dois pés esquerdos.