quarta-feira, abril 29, 2009

Almas em conflito

MARILYN E JFK
















Estes dias li "MARILYN E JFK" de François Forestier
Editora: Objetiva.

Foi tipo leitura dinâmica, meio por alto.

O livro nos deixa curiosos. Há um clima de que algo vai ser revelado no final- e é. Para mim foi algo novo, mas não fiquei surpresa, afinal...
O livro conta o relacionamento do pai de John, Joe Kennedy, com a Máfia, que todos conhecem, mas acrescenta que ele fez o filho presidente através de sua influência e dinheiro- Joe estava comprometido com a Máfia. Os filhos não sabiam. Bob tenta pegar os mafiosos, o velho tenta dissuadí-lo, sem conseguir.

Mostra os Kennedys bastante arrogantes e mimados. John é o menos arrogante, mas é o mais mimado, talvez. Um homem sedutor, imaturo, doente- tem doença de Addison- que o faz tomar drogas, várias, é internado, quase morre, toma duas vezes a extrema unção. Voltando sempre com garra à caça de novas mulheres.


Num certo momento numa festa ele pergunta a um negro, que trabalhava com Sinatra:
- O que os negros desejam?
- Não tenho a mínima idéia, sr. Senador.
- Me chame de John, por favor.
- E você o que deseja...John?
- Comer todas as mulheres de Hollywood.

Eu fico com a pulga atrás da orelha.

Marilyn a loira ingênua e imatura, que joga sedução para todos os homens, uma mulher que sonha com poder- não a vejo assim atrás de homens poderosos, eu a vejo frágil, perdidona, com aquela sensualidade produzida e mantida a custa de muito antidepressivo - drogas, alcool. Os poderosos eram loucos por ela, que homem não era?

Em alguns dias ela aparecia com hematomas provocados por Joe DiMaggio, que Marlon Brando*, amigo da atriz, via.
Marilyn foi casada com um policial, com Joe DiMaggio- um dos maiores astros do futebol americano- e com Arthur Miller, conhecido dramaturgo, a quem traía muito.
Fez mais de uma dezena de abortos... uauuuuuuuuuuuuuu pobre mulher.

Miller teria escrito num diário sobre seu desapontamento com ela.

Yves Montand foi filmar com Marilyn e tiveram um caso, segundo o autor ela o levou para o quarto e o seduziu. Será? Sedutor com era, o charmoso Yves não teria ido com as 'próprias pernas'? Françoise diz que Yves assim que acabou o filme se mandou fugindo da loira maluca.

Histérica, sedutora, escandalosa, volúvel, drogada, Françoise diz que para a loira um casamento durava 2 minutos... a chama de prostituta.

Enfim... desconfio destes relados apaixonados e inescrupulosos- ele diz na orelha que é preciso não ter escrupulos, ou coisa do gênero- e que ele não tem.
A maioria dos citados ali já morreram.

Ele conta que Marilyn um dia se drogou muito e que Sam Giancana, um gângster de Chicago, inimigo número um dos Kennedy a teria possuído dopada e mandado fotografar para enviar as fotos ao Bob Kennedy, mas quando Sinatra, que era amigo do sujeito viu as fotos vomitou e as queimou.

Putz! tudo pode ser verdade, claro. Tudo é possível, mas pode ser uma estória para vender. É um livro fácil de ler, nos seduz com as fofocas dos atores, do Actor's Studio de Lee Strasberg, Paula Strasberg, a amizade intensa com a atriz. Paula é pintada como uma mulher gorda, insuportável, e odiada por todos.

Ah! Marilyn diz que Yves Montand, depois do marido dela(AM) e Marlon Brando, era o homem mais sedutor que conheceu. Isto na frente da Simone Signoret. Concordo com ela, eles são os mais sedutores do cinema para mim também.

O livro começa com a morte detalhada de JFK, horrível, triste. Bom gancho.

Jackie é pintada com cores leves, fútil, solitária, abandonada pelo marido. Sempre pedindo socorro ao sogro,que a queria bem e a convence de não desistir de John, o marido frio e desumano- ela perdeu um filho que esperava, enquanto ele estava num passeio de barco pelo Mediterrâneo. Ele não queria abandonar o barco e as mulheres, voltou porque o pai exigiu pois pegaria mal politicamente. O velho Joe sabia que o filho seria presidente.

Eu o via de forma diferente, agora fiquei sem saber. Precisaria ler mais. Aquele belo sorriso, os filhos perto, a mulher que o amou até o fim- ela diz para o corpo que jaz no seu colo: "Eu te amo, John". Ele não ouviu...

Enfim, o retrato de um jovem irresponsável, uma atriz cheia de vontades, uma esposa abandonada e carente- que logo cairia nos braços do armador grego.
O retrato de uma sociedade rica e em conflito, infeliz.
Curioso, mas triste relato.

Não contei aqui a conclusão do autor sobre a morte de JFK, nem de Marilyn, quem quiser leia o livro,eu não gosto de contar os finais, acho que desmancha o prazer.

* Ela, como Marlon Brando, passaram dificuldades, não vieram de famílias ricas, deviam se identificar em relação a isto. Marlon Brando sofreu quando chegou a NY, e antes só tinha um sapato, o mesmo que usava para ordenhar os vacas, saia à noite cheirando a bosta- ele conta no livro auto biográfico-que eu adorei ler, já comentei lá no Caminhar . Imaginem aquele deus com cheiro de bosta nos pés... eu o amaria mesmo assim ah! se não...

7 comentários:

Lia Noronha &Silvio Spersivo disse...

Laura: que fotografias maravilhosas...como sempre vc nos traz sempre novidades...vou procurar o livro.
Bjus mil pra vc nessa quinta ensolarada por aqui.

Lia Noronha disse...

Um abraço bem carinhoso pra os seus meninos...li os outros posts...esse porquinho de sapatinho está bem imune...Fique na paz.

Lia Noronha disse...

Um abraço bem carinhoso pra os seus meninos...li os outros posts...esse porquinho de sapatinho está bem imune...Fique na paz.

BethS disse...

Leio essas biografias com muitas ressalvas - ninguem me tira da cabeça que o autor queria apenas ganhar dinheiro. Os personagens estão todos mortos, assim é fácil...
A gente fica curiosa mas esse mundo em que vivemos é tristemente desumano, né?
Ah - só corrigindo: Joe DiMaggio não era lutador, era um dos maiores astros do futebol americano que já surgiram na América. Uma lenda mesmo.
Beijo

D. disse...

Lia, bjinhos para vc, fiel amiga

Beth, merci beaucoup. hihihi
veja como eu sou- não presto atenção a esporte nenhum e tinha certeza que ele era lutador hihihi
conheço o nome e a cara dele há anosssssssssssssss
se me mostrar uma foto sei qu eé ele
hihihi
obrigadíssimo- amigos são bons tb para nos corrigirem- já corrigi.

bjs Laura

Jhondal disse...

Ah eu to doida pra ler. sera umdos livros q vou trazer na bagagem na volta pra ca. bjs

D. disse...

Dalva, é gostoso de ler, muito.
Vc está onde? me perdi...
Era Ny e agora?
Bjs Boa sorte.
Laura