sábado, janeiro 31, 2009

Ah! que belos dias...

Foto Miguel Angel de Arriba Cuadrado


Meus amigos, eu ando meio estranha aqui neste espaço. Não é a primeira vez, mas agora está pior. Me desagrada saber que há olhos maldosos aqui, que eu me exponho para quem eu não gostaria.
OK. eu entrei nesta, eu sei.
Gosto de blogar, adoro dividir o que descubro, o que acho belo, uma informação importante, ou mesmo fazer desabafos. Hoje está mais difícil.
O número de visitantes diminuiu bastante, eu tenho visitado poucos blogs, não tenho tempo, ou não sinto receptividade. Vocês sabem que sou super transparente, não vou visitar quem não me diz nada. Visito alguns por amizade, para saber da pessoa, outros, como o do Jorge Pontual, vou porque ele mora em NY, e sempre tem uma coisa nova, um post bonito. Já fomos amigos virtuais, desapareceu, tudo isto é muito estranho. Outra coisa que me incomoda é o outro blog, da comunidade do LN, onde estou faz pouco. O amigo que me convidou está p da vida com o grupo e eu fico com a pulga atrás da orelha- não sei o que se passa, ele está fulo comigo também, eu o provoquei e a amizade dançou. Tenho um amigo aqui que eu adoro provocar, ficamos uns temos sem falar, mas ele volta, e é bom isto. Também, rola desde 2004, a correspondência.

Sinto um vazio no ar.

A vida aqui fora acontece- uma vez um amigo virtual, depois de eu enviar vários e-mails num dia disse:
"A vida é lá fora, saia deste PC".
Eu queria que ele me dissesse algo e ele não disse, óbvio. Já viram, meninas, como os homens são especialistas nisto? saem pela tangente, se fazem de surdos. Queria ser assim, eu respondo sempre, com ironia, algumas vezes agressiva, mas não consigo fingir que não li. :)
O virtual toma a dimensão que talvez deveria ter tido sempre.

A casa me solicita, hoje foram feitos uns reparos por conta da empresa que construiu, acordei muito cedo, eles chegaram às seis em ponto. Ontem comprei umas plantinhas, amanhã vou plantar. Meu irmão plantou um bambu, eu molho todos os dias- gosto. As três bananeiras estão crescendo tanto que me espanto- nunca cuidei de plantas em jardins, minha mãe fazia a jardinagem da casa de Cabo Frio, chamava a atenção, o muro era baixo, não havia perigo naquele tempo. Tai, uma coisa que dá nostalgia, a segurança que havia antes. No Rio eu ficava, às vezes, a noite toda conversando na frente do prédio. A gente dava voltas na Lagoa e batia papos filosóficos, talvez, até de manhã sem risco nenhum.
Não se deve ter nostalgia, dizem, mas algumas coisas me pegam. A vida era tão melhor em certos aspectos: amigos, amores, segurança. Agora tenho os filhos, uma tranquilidade que vem com a maturidade- sei esperar melhor. Mas...

Ontem foi aniversário de Jo, a amiga italiana que quase morreu, lembram? Está bem, tem sequelas, pero esta feliz e eu também por ela estar aqui. Em grupos eu só fico bem se estiver conversando, se ficar fora, fico com vontade de ir embora. Ontem houve um momento que fiquei boiando entre italianos, eu até entendia, mas estava de fora. Eu pareço não ser tímida, mas sou. Adoro ficar num canto observando, fiz isto demaisssssssssssssssssss quando saia à noite. Aqui não saio, nem tenho vontade. Hoje queriam ir todas as mulheres num forró, eu não fui, é um espaço tipo boate, não gosto, antes ia por causa dos amores, dos amigos, hoje não faço mais. Imaginem um forró badalado no sábado? tô fora. dan disse que vou odiar lá- gente demais, espremida- jamais.
Chega de conversa fiada. Ciao.

Acabo de achar a última crônica do Drummond. Nesta época éramos amigos já, fez uma crônica para mim, foi a anterior à antepenúltima(é assim?), que foi sobre o Nava. Ele me disse que não aguentava mais ir ao JB entregar. Vocês acreditam que ele ia de taxi até a Av. Brasil, onde ficava o JB entregar? Velhinho já- 1984, ele nasceu em 02. A tal crônica para mim é irreverente, faz gozação comigo, ele era terrível. Quem não conheceu não sabe... hum, atrás daquele rosto ingênuo havia um homem fogoso. Ele se despediu com um ciao, engraçado, eu não lembrava. Ciao.
Mas eu volto, viu?

Ah! e daqui a pouco estara cheio de garotada na casa, Dan está fazendo uma festinha do pijama, só para os mais chegados, ainda bem que meu quarto fica atrás. Mas eles são super legais, me respeitam, não há problemas. Felizmente. :) E eu estou caindo de sono...

Ah! que belos dias... hohoho

4 comentários:

Leila Silva disse...

Olá,
Espero que as coisas melhorem e que você não abandone este espaço, ou, se abandonar, avise alguns dos leitores. Tenho certeza de que não estou incluida aí nos bisbilhoteiros...não sei de onde vem sua impressão, se alguém vem deixando comentário desagradável, eu não costumo voltar para ler comentários.
Enfim, tomara que não tenha que abandonar aqui.
Abraço

Hélio Jorge Cordeiro disse...

Oh, Laura, Laura isso é apenas um espaço virtual, nós é que somos de verdade, minha nêga! Gosto das lembranças; das minhas um pouco, mas das dos outros e dos que eu nunca conheci muito mais. Uso o espeço virtual pra jogar fora o que eu tenho de bom e de ruim. Claro, que faria isso num boteco melhor que num espaço virtual, contudo, lá no boteco minha vida ia ficar muito mais curta (entendeu, né?!rrsss). Não me importo se estão comigo quem diz estar comigo no meu blog, mas me importo mesmo em estar dizendo tudo que eu gostaria de dizer a qualquer hora, a qualquer instante, sem medo, sem receio de desagradar a quem quer que seja. Enfim, desculpe se me estendi(com os erros)...cuide-se e continue a escrever, escrever tudo que vc pensar e gostar...Eu gostei de ter lido vc. Ponto.

kisses!

Barros disse...

Laura,
Fiquei contente em receber seu comentário e ao vir aqui, fiquei perturbado com seu desabafo neste espaço.
Espero que continue a escrever assim, sem medo de dizer o que pensa.
Abs!

D. disse...

Amigos,

obrigada pelos comentários.

São vcs que me estimulam, podem crer.

Barros, volte sempre, será sempre bem- vindo.

Abs para todos, Laura