segunda-feira, maio 26, 2014

sexta-feira, maio 23, 2014

Nudez na fotografia






















"A atitude de nudez diante das câmeras teve início quase dois séculos antes da popularização da internet e das webcams e muito antes da indústria da pornografia transformar o corpo e o sexo em mercadoria para consumo compulsivo, como destaca entre trocadilhos saborosos o breve texto que apresenta “Naked before the Camera”, exposição inédita que vai permanecer em cartaz em Nova York até 9 de setembro no The Metropolitan Museum of Art. São imagens belíssimas, todas em preto e branco e em matizes de sépia, que impressionam e apresentam um resumo da história da fotografia."

José Antônio Orlando


Mais aqui.

quinta-feira, maio 22, 2014

O Brasil existe? por Contardo Calligaris












Artigo da Folha de São Paulo

Na semana passada, os PMs e os bombeiros de Pernambuco entraram em greve, pedindo aumento salarial e benefícios. Será que é certo que a polícia cruze os braços para promover suas reivindicações, por justas que sejam? Não sei, mas o que me interessa hoje é outra questão.
A greve durou apenas três dias e não envolveu a Polícia Civil, que continuou operando de modo normal. Mesmo assim, o "caos" reinou imediatamente. Houve um aumento brutal de assassinatos, roubos, saques e arrastões.
No Recife, as ruas ficaram vazias e as lojas fechadas, enquanto escolas da rede estadual e universidades desistiram dos turnos da noite. No terceiro dia, a Polícia Militar voltou ao trabalho, talvez mais impressionada pela onda de violência do que pela multa imposta às associações da categoria.
Estou convencido de que não há ordem possível sem polícia e sem patrulhamento. Mas sempre pensei assim: se a polícia sumisse das ruas, o caos se instalaria aos poucos.
Imaginava uma progressão lenta: 1) os muros se cobririam de tags, o som de quem acha graça seria cada vez mais alto, aumentaria o número dos que cospem e urinam na calçada, os edifícios vazios se tornariam refúgio para o tráfico de crack, na paisagem urbana se multiplicariam as janelas quebradas e os carros depenados; 2) dessa forma, vingaria em todos nós a sensação de que não há nenhum cuidado com o espaço público: ele se transformou numa terra de ninguém, na qual se trata de medir se os outros nos quais esbarramos são ou não mais fortes do que a gente; 3) no fim, a sociedade se dissolveria, deixando a cada um a tarefa de descobrir se ele consegue matar antes de ser morto.
O tempo necessário para chegar do 1 ao 3 representaria a força e a qualidade de uma sociedade. Não sou especialmente otimista quanto à solidez das sociedades humanas (três semanas para ir de 1 a 3 já me parece de bom tamanho), mas uma sociedade que se dissolvesse em tempo zero, assim que a polícia saísse das ruas, seria uma sociedade de qualidade zero.
Em tese, as regras de convivência não existem só pelo policiamento: a patrulha da PM não é a única razão pela qual não roubo, não assalto, não estupro e não mato. Esses interditos estão também dentro de mim e dentro dos outros cidadãos.
Como é possível que, a polícia abandonando a rua, esses interditos sejam imediatamente silenciados? Será que, no país no qual vivemos, as regras do convívio social são válidas unicamente enquanto dura a presença ostensiva da repressão?
Se assim fosse, o país poderia distribuir passaportes, recolher impostos e até garantir direitos básicos etc., mas, de qualquer forma, sua classe dirigente e sua burocracia administrativa só justificariam sua autoridade por uma violência, implícita ou explícita, ou seja, como se fossem um exército estrangeiro de ocupação. Esse país seria uma zona de conflito onde se enfrentam corporações, grupos e indivíduos, todos sem interesse algum pelo bem comum.
Um país em que a validade das regras de convivência fosse apenas efeito de policiamento ostensivo só existiria como expressão geográfica, porque ele não seria um país no espírito de seus supostos cidadãos. Se esse for o caso do Brasil, seria bom nos resignarmos a tomar as providências que cabem: por exemplo, se a legalidade não é nada sem a força, talvez seja certo aplaudir os que prendem bandidos aos postes e criar grupos de vigilantes.
Enfim, no dia 14 passado, na Folha, o ministro Rebelo encorajou os brasileiros a deixar de protestar contra a Copa, mostrar patriotismo e torcer pela seleção e pelo Brasil. Tudo bem, a seleção, a gente conhece, e podemos torcer por ela —mas o Brasil, será que ele existe?
Se uma sociedade se dissolve em menos de 24 horas porque sua polícia entra em greve, é que essa sociedade mal existia.
O problema da Copa não são as obras atrasadas, nem o que foi eventualmente roubado na sua construção. O fracasso da preparação da Copa não são os estádios, os hotéis e os metrôs inacabados: o fracasso é a sensação de que falta um país pelo qual torcer. É disso que se queixam as massas quando dizem que não querem a Copa.

Nota positiva. Houve famílias em Pernambuco que, na quinta-feira, procuraram devolver o que os filhos tinham roubado nos saques da véspera. Alguns choravam de humilhação. Não deveriam; eles são a razão que nos sobra para ter esperança: eles são nossa seleção.


quarta-feira, maio 21, 2014

Porque amo Mafalda








Minha ídala filosofando.
Viva Quino! Gracias.


"¿Seguro que han dicho eso de "Paren el mundo, que me quiero bajar" más de una vez? La frase salió por primera vez de la boca de Mafalda, la niña filósofa con aversión a la sopa más famosa del mundo. O más bien de la pluma de su padre, Quino. Aprovechando que el dibujante y humorista argentino ha sidoelegido hoy ganador del Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 2014, con sumo placer buceamos en todas esas perlas cargadas de lucidez, verdad y sentido común que nos ha regalado a través de Mafalda, para destacar un puñado de ellas que cualquier hombre moderno debería aplicar sin reparos en su día a día."

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quinta-feira, maio 08, 2014

Multiverso







Exposição em São Paulo imperdível.
Veja aqui detalhes.



Cenas de um casamento





“O único gesto que realmente vale a pena é o que estabelece contato, o que comunica, o que sacode a passividade e a indiferença das pessoas”.

"Cenas de um casamento" eu vi na década de 70. Foi o filme em que mais chorei. Estava só numa matinê num cinema em Copacabana, lembro até hoje do que senti.

terça-feira, maio 06, 2014

Freud, meu mestre querido








Amanheci pensando numa das pessoas mais importantes de minha vida. Uma estrela guia. Sigmund Freud. Nasceu num 6 de maio. Vejam aqui.

sexta-feira, maio 02, 2014






Esta foto é para ele.
Por que para ele? Porque ama este Brasil, e eu também. E porque é o homem mais charmoso, bonito e gentil que eu conheço. Existe? Só príncipes de contos de fadas. E meus filhos :).
Faz parte de meus pensamentos, assim como amigos queridos. Há pessoas que nos trazem sorrisos. Olivier é uma delas. Merci mon cher ami.

sexta-feira, abril 18, 2014

Mia Couto homenageia García Márquez







O biólogo e escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões em 2013, fez hoje (18) uma breve homenagem ao escritor colombiano Gabriel García Márquez durante debate na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura. Couto disse que a vida de Márquez perpetua na obra deixada. "Ele terá que morrer várias vezes, porque a vida dele está na obra", disse.
Gabriel García Márquez morreu na tarde de ontem (17), em casa, na Cidade do México, aos 87 anos. Ele nasceu em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927. Além de escritor, era também jornalista. Entre seus livros mais conhecidos, estão Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera. Foi também ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. O escritor recebeu várias homenagens na bienal
Couto participou do debate Tradição e Atualidade da Literatura de Língua Portuguesa. O escritor citou o Brasil como referência. "Tive uma grande ligação com a literatura brasileira". Antes da literatura, ele disse que o contato com o Brasil foi pela música. O sotaque brasileiro foi o primeiro da língua portuguesa com o qual teve contato.
"Morava em uma cidade de praia quando pequeno e, da nossa varanda, eu escutava Dorival Caymmi. Esse sotaque me fazia pensar no mar, pensava que ali estava escrito não só uma variante da nossa língua, mas uma musicalidade que só a voz podia ter". Ele citou como escritores que fizeram parte da formação Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa.
Apesar de ter tido contato com a literatura brasileira desde cedo, em entrevista ao Portal EBC ele disse acreditar que o intercâmbio de obras de língua portuguesa ainda não é motivo para comemorações. “Esse intercâmbio ainda é pior do que quando havia ditadura no Brasil, em Moçambique ou em Portugal. É estranho que em um período de ditadura houvesse uma maior circulação de livros do que agora”.
A Bienal do Livro ocorre em Brasília, até segunda-feira (21). A entrada é gratuita. A programação está disponível na página do evento http://www.bienalbrasildolivro.com.br .