terça-feira, abril 01, 2014
O vento nos leva- Vidas ao vento
Ontem vi um filme lindo. "Vidas ao vento", Fui meio a contragosto, não gosto muito de desenhos. Sim, é um desenho japonês. Encontrei este comentário sobre o filme, diz coisas que eu não sabia.
Vale a pena ver. Desenho belíssimo.
sexta-feira, março 28, 2014
Sobre "Psi"
"Psi", o novo seriado da HBO, traz histórias de Contardo Calligaris. Foi produzida por ele, que também participou do roteiro.
Carlo Antonini, o protagonista, como Calligaris, é psicólogo e psicanalista, no seriado também psiquiatra. É o personagem do livro "A mulher de vermelho e branco". Ele contracena com uma amiga médica, psicanalista- é com ela que troca ideias. Ela seria um alter ego, ou o ego ideal- da psicanálise- aquilo que gostaria de ser. Ela é naturalmente generosa, enquanto ele é um generoso contido.
Não há semelhança com "Em tratamento" porque gira em torno do psicanalista e não dos clientes.
Há certa estranheza, você pensa: "Como?" Mas logo descobre que o que parece bizarro é um novo ponto de vista. Se não fôssemos preconceituosos, se aceitássemos as diferenças com naturalidade, o que vemos seria plausível.
Cada episódio coloca foco sobre algo diferente. Uma menina autista, uma jovem que se autoflagela. Há um alcoólatra que tem voz, uma mãe que carrega a filha para a rua, onde trabalha, um coveiro interessante.
Foi inspirado no coveiro do Cemitério da Consolação, que existe.
Vejam e comentem.
quinta-feira, março 27, 2014
Autorretratos da dor
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josephine king
domingo, março 16, 2014
Uma escritora extraordinária- Marguerite Duras
Acabo de ver um documentário sobre Marguerite Duras. Encantadora, inteligente. Diz que não gosta de ler mais. Refere-se a Michelet. Sem falsa modéstia, conta que releu 40 anos depois um livro seu, pede ajuda a Yan para lembrar o nome, diz que é extraordinário. Que coisa boa! Escrever algo e 40 anos depois achar fantástico. Fala do escrever, da vida, da loucura, da morte, do cotidiano solitário. Depois das flores mortas, não as jogam fora- o cinegrafista mostra as flores secas no bancada da janela. Narra a morte de uma mosca com seriedade de quem vislumbra a morte sempre de perto.
quinta-feira, março 13, 2014
terça-feira, março 04, 2014
sábado, março 01, 2014
O ator perfeito
Sobre Philip Seymour Hoffman:
"...And, finally, Smith gives us the dead swimmer's haunting summation of his existence:
'I was much too far out all my life
And not waving but drowning.'*
And not waving but drowning.'*
The phrase is compelling because we are, all of us, much more distressed than the people around us realise. And, the flipside of this same coin, other people are much more distressed than we allow ourelves to discover. We don't pick up on the quiet references to 'difficulties', we assume things must be fine, because it's just so much more convenient that they be so.
We were not part of this actor's life. Many of us are spared his specific troubles. But we are, in some corner of our souls, still a little bit like him - and so are all the people we know; not waving butdrowning."
...
Aqui.
* Poet Stevie Smith
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
O filho de Josué- crônica
Josué
desliga a máquina de cortar grama, fixa o olhar em mim e diz:
- Quero que
me responda como uma profissional que é. Uma pessoa que pensa que acontecem
coisas que não existem tem o que?
- Não sei... pode ser delírio.
- É meu
filho esta pessoa. Ele diz que imagina coisas porque foi estudar
para ser padre e imaginava que lá era todo mundo santo, mas tem até sacanagem
no seminário.
- Ele
precisa ir a um psiquiatra.
- Ele já
foi, está tomando três remédios.
- Há quanto
tempo?
- Três
meses. Vi no "Fantástico" que a pessoa precisa tomar o resto da vida.
- Não sei dizer, o médico saberá. Pode ser que sejam pensamentos persistentes e não
delírio. Mas hoje existem remédios para tratar. E se precisar tomar... tem que tomar.
- Ele disse
que desde menino tem estes pensamentos, foi menino ser padre.
O sol já
estava a pino e eu precisava entrar. Pensava no homem a minha frente com certa
ternura, tão mal cuidado... no filho que talvez tenha sofrido assédio sexual naquele ambiente.
- Você quer
água Josué? Eu tenho coisas para fazer, preciso entrar.
- Aceito
água.
PS: Diálogo real com nome fictício.
PS: Diálogo real com nome fictício.
sábado, fevereiro 15, 2014
Les diaboliques
Vi ontem Les diaboliques, As diabólicas, de Clozot. Um filme que minha família comenta, gosta, e eu não havia visto.
Alguns filmes desta geração me escaparam, eu era menina e teria que vê-los em cineclubes, agora vejo em casa. Muito bom.
Uma estória ótima que te prende desde o início, com interpretações excelentes de todo o elenco. Simone Signoret jovem e linda, faz uma mulher forte e malvada. Véra Clozot perfeita como a mulher frágil e submissa- era casada com o diretor.
Num cenário estranho- uma escola lúgubre do início do século passado, crianças indisciplinadas, diretor carrasco, mulheres espancadas- há um crime, tudo parece perfeito, até que o cadáver desapareça.
Não vou contar mais. É considerado um dos melhores filmes de todos os tempos- merece ser visto.
Meio Hitchcock, meio terror, gostoso de se ver- um bom quebra- cabeça. Me diverti.
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
O amor atemporal no filme "Her"
Um filme que fala do amor no nosso tempo ou qualquer outro tempo . Joaquin Phoenix faz o personagem que termina um relacionamento e, em vez do luto natural, engata numa relação virtual com um programa que o assessora, lê, escreve e-mails, marca encontros, o acompanha em passeios. A voz do programa é de Scarlett Johansson.
É um homem solitário que escreve cartas de amor para outros. Cartas imaginárias como o amor virtual. Cartas para estranhos, como a voz familiar que nunca se personificará. O amor permeia o filme. O afeto que nos faz crescer- palavra citada muitas vezes pelo personagem- que nos faz menos solitários, mesmo sendo uma voz programada. A máquina se desenvolve, evolui, cresce.
O amor imaginário, como o real, nos faz melhores.
Amores virtuais soam à perfeição, o outro é criado por nós-
mesmo que ele exista, esteja lá, escutamos, lemos, aquilo que desejamos.
Quando o outro se posiciona, contrariando nosso imaginário,
estranhamos,
desconfiamos de nossa compreensão, queremos estar certos,
que nada interfira neste amor pleno-
pois é meu, eu criei à minha imagem e perfeição.
O cenário é bonito, a cidade aparece em belas imagens. O figurino lembra décadas passadas, é unissex O passado nós construímos- é o que narramos(por ai)- penso que a mulher programada diz no filme- não irei conferir. A estória é futurista mas atemporal.
Contraditório? Digam o que acharam. Penso que a escolha do figurino é para confundir, você vê os personagens no futuro com roupas que sua mãe usou. Não vou contar mais, vejam o filme.
Pensem que todo amor vale a pena e sejam tolerantes com máquinas e Homens. :)
Trailer:
terça-feira, fevereiro 04, 2014
Carta de amor de Richard Burton para Elizabeth Taylor

Daqui.
June 25, 1973
So My Lumps,
You're off, by God!
I can barely believe it since I am so unaccustomed to anybody leaving me. But reflectively I wonder why nobody did so before. All I care about—honest to God—is that you are happy and I don't much care who you'll find happiness with. I mean as long as he's a friendly bloke and treats you nice and kind. If he doesn't I'll come at him with a hammer and clinker. God's eye may be on the sparrow but my eye will always be on you. Never forget your strange virtues. Never forget that underneath that veneer of raucous language is a remarkable and puritanical LADY. I am a smashing bore and why you've stuck by me so long is an indication of your loyalty. I shall miss you with passion and wild regret.
You may rest assured that I will not have affairs with any other female. I shall gloom a lot and stare morosely into unimaginable distances and act a bit—probably on the stage—to keep me in booze and butter, but chiefly and above all I shall write. Not about you, I hasten to add. No Millerinski Me, with a double M. There are many other and ludicrous and human comedies to constitute my shroud.
I'll leave it to you to announce the parting of the ways while I shall never say or write one word except this valedictory note to you. Try and look after yourself. Much love. Don't forget that you are probably the greatest actress in the world. I wish I could borrow a minute portion of your passion and commitment, but there you are—cold is cold as ice is ice.
domingo, fevereiro 02, 2014
Phillip Seymor Hoffman em Before the Devil Knows You're Dead (2007)
Tristeza pela morte deste ator fantástico.
O cinema ficou mais pobre hoje, Phillip e Eduardo Coutinho morreram de forma trágica.
Deixem um vácuo em todos nós.
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