quarta-feira, novembro 27, 2013

MACParis expõe Sylvie Labiche







Detalhes aqui. Sylvie revisita os grandes mestres da arte do século XIX com olhar na história francesa. E polemiza.

Vão conferir por mim.






sexta-feira, novembro 15, 2013

Alberta Hunter- The Love, I Have For You / My Man Is S...

Diana Krall - Cry Me A River (Live In Paris)

Os ruídos e o dedo roxo







http://i.olhares.com/data/big/285/2855999.jpg




Semidesperta, ouvi o filho chegar. É feriado. Estava sem chave e tentava abrir alguma janela. Desci com pressa. Chegou com a namorada. Voltei para a cama, me alonguei.

A cabeça pesava quando cheguei à cozinha, havia dormido demais. Há dias não tenho desejo de nada e, à tarde, durmo.

No café da manhã animado,  enquanto tomava iogurte com maracujá, engasguei com as sementes. Ufa! Que sufoco.

Cada um foi para seu lado, sentei aqui, o vidro vibrava com o  vento e incomodava. Levantei para fechar a janela, puxei com força, mas esqueci da mão. A dor foi grande, massageei, coloquei gelo. Ganhei roxo no dedo, ficou feio. Mais tarde, ao manipular cera de depilação, derramei cera quente na mão. Ui! Dor de novo.

Antes das duas da tarde, eu havia me machucado três vezes. Sentei, li jornais, e-mails e vi TV- programas de culinária, canal francês- qualquer coisa- para ouvir- adoro. “Delicatessen” estava sendo reprisado, vi o início que perdera outro dia, não quis rever todo- é triste, ando melancólica.

Anoiteceu, molhei as plantas com receio da cobra de outro dia. A noite tem lua, nuvens de algodão, estrelas e água tépida da mangueira nos pés.


Espero a hora de deitar. Antes abrirei a cortina para que a lua deite comigo.

quinta-feira, novembro 14, 2013

Contardo Calligaris- Bienal Veneza- Arte fora da estação






Da Folha

 A Bienal de Arte de Veneza dura de junho a novembro, a cada dois anos. Na semana de abertura, há inúmeras festas de inauguração --a maioria regada ao pior prosecco produzido na região do Vêneto e outras poucas em que a bebida e a comida são toleráveis.

Nessa época, Veneza é um formigueiro de artistas, críticos, investidores, jornalistas, curadores, cicerones para grupos de senhoras sedentas de experiências "avançadas" no campo da arte --e, embora não seja Carnaval, um número equivalente, se não maior, de pessoas disfarçadas de artistas, críticos, investidores, jornalistas etc.

Graças a essa fauna, a semana de abertura é ótima se você deseja encontrar ou consolidar sua fé na relevância da arte contemporânea.

É óbvio que os artistas se esforçam sempre para que sua obra, sua performance ou sua instalação constituam um evento. Ora, na semana de abertura, todas as categorias que citei se agitam para convencer o mundo de que a Bienal é mesmo um grande acontecimento.

Três gatos avançam sambando pela via Garibaldi? Pois é, a Bienal rende homenagem ao tropicalismo, ao pós-tropicalismo, ou ao pós-pós-tropicalismo. Tem alguém mugindo deitado num pavilhão dos Giardini?
Pois é, assim se expressa a dor do mundo ou, por que não, a saudade do leite materno.

Agora, se você não precisar acreditar na arte contemporânea, arrisque-se a visitar a Bienal em novembro. Mesmo fora de estação, há turistas, artistas e, sobretudo, alunos: de manhã, é fácil esbarrar numa turma, levada por um par de professores.

Gilad Ratman apresenta o registro filmado da chegada de uma equipe de espeleólogos que penetram no pavilhão de Israel pelo esgoto, furando o chão; num outro registro, cada espeleólogo esculpe na argila seu autorretrato e começa a gritar com ou contra sua própria imagem. Os professores que acompanhavam a turma não propuseram interpretações nem apreciações. As crianças aprovaram. Aos 12 anos, como eu teria reagido?

Will Gompertz (no começo de seu ótimo "Isso é Arte? 150 Anos de Arte Moderna - Do Impressionismo Até Hoje", Zahar) conta que, em 1972, a Tate Gallery de Londres comprou uma obra feita de 120 tijolos, e a coisa deu protestos e controvérsias.

Trinta anos mais tarde, todo o mundo achou normal a compra de uma obra que consistia num pedaço de papel com as instruções caso alguém quisesse repetir uma performance. Entre as duas datas, uma mudança, não da arte, mas de gerações.

Não adianta eu ter escrito a profusão sobre o que aconteceu nas artes entre o século 19 e o 20. Assim como não adianta eu querer defender o "ready-made", o minimalismo, a "arte povera", o espacialismo ou a arte conceitual: quase irremediavelmente, eu sempre preferirei as obras que representam o mundo e contam uma história.

As crianças com que cruzei no pavilhão de Israel talvez sejam diferentes de mim, e, para elas, a arte possa ser um gesto, uma intenção, um conceito. É bom ou ruim? Não sei.

Seja como for, desta vez, as duas gerações, a minha e a das crianças, puderam gostar da Bienal. Explico: a Bienal de Veneza comporta os pavilhões (em que cada nação escolhe seus artistas) e uma exposição central organizada por um curador.

O de 2013, Massimiliano Gioni, escolheu o tema "O Palácio Enciclopédico"
e realizou uma mostra inesquecível, que talvez ajude a entender por que se tornou difícil contar e representar.

No Arsenale, a mostra começa com a maquete do edifício projetado por Marino Auriti, um mecânico ítalo-americano que queria construir um arranha-céu que contivesse o registro de todo o saber da humanidade. Nos Giardini, a mostra começa com o original do "Livro Vermelho": 16 anos de "imaginação ativa" de Carl Gustav Jung, na tentativa heroica de explorar cada canto de sua própria mente.

No século 14, os 400 manuscritos da biblioteca de Francesco Petrarca eram o compêndio do saber humano. Pouco mais de cem anos mais tarde, os livros impressos se multiplicavam, uma incrível diversidade humana era revelada pelas grandes descobertas, e a própria Terra se perdia num universo infinito.

Hoje, a internet alimenta mais um sonho de palácio enciclopédico (virtual: todo nosso saber on-line), mas a sensação que prevalece (ao menos em mim) é que há cada vez menos totalidade possível --só fragmentos, numa expansão parecida com a do Big Bang. 


Talvez por isso seja difícil, para as artes, contar histórias ou representar o mundo.

sábado, novembro 02, 2013

Arnaldo Bloch- Ainda biografias










Uma pergunta para Roberto Carlos: se o indivíduo é dono da própria história, como é que se vai escrever a História das Civilizações?

Zuenir disse que o assunto tinha se esgotado. Caetano respondeu que o assunto ainda tinha muito o que dar. Ambos têm razão. O assunto esgotou a paciência pública, mas não se esgotou no mérito, se é que algum assunto humano possa se esgotar.
Mesmo que o pleito do Procure Saber perca visibilidade após a autocrítica divulgada esta semana pelo grupo (com o vídeo de Gil e Roberto Carlos), continuará no ar o desconforto e, nos tribunais, a guerra.
Como já escrevi, com candura, minha opinião sobre o mérito semanas atrás, vou deixar desta vez o mérito para lá e entrar num outro terreno: a expectativa que a idolatria incute num fã e as consequências de conhecê-lo como pessoa. E uma pergunta dirigida especialmente a Roberto Carlos: se o indivíduo é dono da própria história, como é que se vai escrever a História das Civilizações? Baseada somente na autoimagem de seus expoentes e coadjuvantes?
Um fã do compositor alemão Richard Wagner pode se aborrecer com o fato de ele ter sido um antissemita confesso, e, sobretudo, de sua obra ter sido usada como trilha sonora dos campos de concentração. Um judeu pode se aborrecer ainda mais, e renunciar ao deleite de uma abertura de “Tannhäuser”. Cada um na sua. Eu ouço Wagner com devoção, sem deixar de lamentar suas posições e o sofrimento dos que passaram pelos campos ou tiveram parentes torturados pelo uso perverso da arte como moldura da ideação racista.
O exemplo é radical só para ser emblemático. Caetano, Chico e Gil nada têm a ver com o Terceiro Reich. Ao contrário, estão associados a um passado de rica contestação, mais ou menos ideológica, política ou comportamental.
Mas, nos dias de hoje, quando a democracia é queridinha tanto de contestadores quanto de anarco-capitalistas, a posição de Caetano, Gil e Chico a favor da censura prévia provocou um anticlímax parecido com o que um judeu melômano pode sentir ao descobrir, pela primeira vez, os pecados de Richard Wagner.
O que é natural: mitos são cobrados como mitos e não como pessoas. Quando chega a uma certa longevidade, o vulto do mito se converte em narrativa fechada: nela só entra aquilo que reitera ou homologa a superfície.
Na visão do fã, os atos e os fatos do passado estão para o mito como um núcleo está para um átomo. O mito contestador do sistema será sempre um contestador do sistema. Um democrata não pode questionar nenhum matiz do conceito de liberdade sem virar o demo.
Para o fã começar a entender que um mito não se encerra em si é preciso explodir o núcleo e provocar um tipo de fissão, o que resulta numa terrível confusão (ou confissão?) de ideias e sentimentos. Pois envolve a aceitação de que se trata, ali, de gente, além ou aquém do mito.
Um mito não defende interesses pessoais (a não ser nas narrativas sobre os deuses da antiguidade). E, na questão em debate, essa pessoalidade extrapola os limites de discussão de ideias: não há como dissociar o interesse pessoal do debate intelectual. Do contrário, haveria passeatas com duzentos mil artistas, empresários, mendigos e médicos, contra o risco de suas vidas serem abduzidas por um biógrafo.
A obra de Caetano, Gil e Chico e até suas biografias pessoais, autorizadas, desautorizadas, censuradas, liberadas, de punho próprio, fragmentadas, virtuais ou transcendentais vão sobreviver com folga a esse momento. A explosão do núcleo do mito é salutar para se entender um ser humano de forma mais abrangente, e entender também a época em que vive.
Polanski não deixou de ganhar Oscar por ter sido odiado como vil estuprador (as desculpas de mãe e filha só vieram recentemente). Andy Warhol em muitos aspectos era um sacana. Woddy Allen sobreviveu à pecha de seviciador de enteada. Por mais que se fale de suas piores e melhores facetas, mantém-se o mistério sobre sua real personalidade.
Por isso, aliás, a ideia de uma biografia definitiva, reivindicada por alguns autores e editores, é uma perfeita tolice. Por mais que se escrevam biografias sobre um indivíduo, a verdade de um ser será, no máximo, tangenciada. Por isso é tão bom que se conheça o máximo possível de versões, incluindo o viés lendário, o imaginário coletivo, o folclore, os bons textos e os textos indigentes.
Certa vez, decepcionado com o fato de Gilberto Gil ter vendido os direitos de uma música sua (sobre liberdade digital) para um anúncio de um poderoso banco na televisão, eu lhe enviei um e-mail, como fã e também como jornalista. Gil respondeu com muita serenidade falando justamente do choque entre a expectativa de um fã e a realidade de cada um, suas diferentes necessidades em diversos momentos, e suas relações variáveis com os valores, monetários ou morais.
Na época publiquei a conversa na internet e não houve grilo. Foi o tipo de diálogo que não encerra questão alguma, mas que muito diz do caráter transitório dos fenômenos.
Quanto a Roberto Carlos, é um caso mais complexo, tratado com brilho por José Miguel Wisnik, num texto comovente, daqueles que não estão sujeitos a revisões de posição semanais. Talvez porque Wisnik, apesar de grande artista e intelectual a anos-luz da vaidade, esteja mais preocupado com a arte e o pensar do que com aquilo que se diz da sua vida pessoal. Melhor para a sua vida. E, também, para a sua arte e o seu pensar.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ainda-biografias-10663000#ixzz2jUg8Lppz 




quinta-feira, outubro 31, 2013

"O som, a fúria e as cartas" por Contardo Calligaris



Artigo da Folha de São Paulo
É primavera, época de limpeza. Por favor, não jogue fora levianamente cartas e papéis manuscritos

1) Para mim, Ricardo 3º era um personagem shakespeariano, que conquistou o poder por caminhos tortos e, na véspera da batalha que lhe foi fatal, ouviu os fantasmas de suas vítimas lhe dizerem o inesquecível "Despair and die!", desespere-se e morra.
Certo, eu sabia que Ricardo 3º fora mesmo o último rei da casa de York, no fim do século 15, cem anos antes que Shakespeare escrevesse sua história. Mas sabia sem saber.
Isso, até quinta-feira passada, quando tive entre as mãos um documento assinado por ele (quando era duque de Gloucester, antes de dar um trato nos seus sobrinhos e se tornar assim rei da Inglaterra). Passei de leve um dedo sobre sua assinatura e foi como se sentisse a pegada de sua brutalidade, de sua ambição e de sua tragédia.
2) Eduard, o segundo filho de Albert Einstein e Mileva Maric, nasceu em 1910. Ele queria ser médico e psiquiatra. Aos 22 anos, Eduard entrou, pela primeira vez, no Burghölzli, a famosa clínica de Zurique onde Jung foi assistente de Bleuler. Mas Eduard não entrou como médico --entrou como paciente. No Burghölzli, aliás, ele morreu, internado, em 1965.
Numa carta a Mileva, em 1928, Einstein, referindo-se obviamente a Eduard, escreve que ele considera a psicanálise "como uma moda extremamente perigosa... Ninguém será submetido a esse tratamento com meu consentimento".
Quatro anos depois, Eduard era internado, e Einstein, convidado a escolher um contemporâneo com quem dialogar sobre a guerra, escolhia Freud. Mais quatro anos, e Einstein, num breve bilhete, declararia a Freud que ele entendera, enfim, a teoria freudiana da repressão. Naquela época, Einstein mandava a Eduard obras de Freud, declarando não ter dúvidas sobre a teoria freudiana. Será que era para agradar a Eduard, que guardava um retrato de Freud na parede de seu quarto?
Na quinta passada, com meu alemão capenga, eu procurava as palavras, na carta de 1928: "...eine überaus gefährliche Mode". A loucura de um filho é o desespero de qualquer inteligência.
3) Num dia de 1911, Georges Courteline, escritor e dramaturgo francês, recebeu um bilhete escrito por um menino que gostara muito de um texto dele e até dizia ter tentado em vão traduzir o tal texto para o alemão a fim que a babá dele, alemã, entendesse e apreciasse.
A assinatura do bilhete, que estava agora nas minhas mãos, era: "Jean-Paul Sartre, seis anos e meio".
O bilhete tinha um cheiro de livros, misturado com um perfume de ternura materna. Como Sartre diria contando sua infância, a vocação de escrever foi encontrada na paixão de ler.
4) Jean Cocteau recebe uma carta de um jovem admirador, de 19 anos, que acaba de fundar um cineclube, o qual vai estrear com a apresentação de "Sangue de um Poeta". O clube só viverá se o próprio Cocteau prestigiar a sessão com sua presença. Cocteau não foi. A carta é assinada: François Truffaut.
Penso nos convites que recuso, nos livros de estreantes que deixo de ler, nas amizades que não vingam.
5) Mas, na quinta passada, nada me emocionou tanto quanto uma breve carta do Marquês de Sade à sua mulher, que nunca deixou de amá-lo (a recíproca sendo provavelmente verdadeira). A carta é escrita do asilo de Charenton, onde Sade ficou preso como louco, de 1801 a 1814 --porque sua sogra não gostava dele e, no fundo, porque ele nunca renunciou a pensar e escrever sobre as fantasias que exaltavam seu desejo. Olhei para meus dedos, na esperança que algo dele tivesse entrado em mim, por osmose.
Em suma, passei horas com Pedro Corrêa do Lago, que me mostrou alguns dos manuscritos que ele reúne há mais de 40 anos. A coleção é extraordinária por sua extensão e variedade --e pela inteligência de Pedro (para se ter uma pequena ideia, ver os livros "Cinco Séculos a Papel e Tinta", da editora Afrontamento, ou "True to the Letter", da Thames and Hudson).
A história é mesmo, como diria um colega de Ricardo 3º, um conto sem sentido, cheio de som e fúria, mas ela é bonita ou mesmo sublime quando, por algum milagre, ela se torna concreta, como aconteceu para mim, na quinta-feira passada. Este é o poder do manuscrito: ressuscitar os corpos, pelo gesto da mão que persiste, inscrito na forma das letras.
É primavera, época tradicional de limpeza. Doe as velharias que você não usa mais, mas, por favor, não jogue fora levianamente cartas e papéis manuscritos.

Drummond ainda vive




                                                                   *

Lembrar Drummond ainda me dói. 
Há muitas boas lembranças,  
e a emoção me toma e comove. 
Luc, meu filho mais velho fez 25 anos este ano. 
Não fosse a morte do poeta, não o teria, nem Dan. 
Como seria minha vida sem eles? Muito triste, suponho.

Conheci Drummond ao acaso,  
como quase tudo na minha vida.   
Nos cruzávamos por Ipanema.  
Eu a caminho do trabalho, ele ao encontro da amante.
Viramos amigos, trocávamos confidências. 
Nossas tristezas, prazeres.
Um dia, caminhávamos de mãos dadas pela Praça Gal. Osório, ele disse:
Se quiser viver uma paixão, não case. Ele estava certo. 
Casamentos desbotam chamas. 

Foram cinco anos em que me senti privilegiada, 
mas sei que há outras por quem se enamorou.
Naquele dia fomos até a esquina de sua casa caminhando no final do dia, ele disse:
"Você é sangue novo em minhas veias.  Sinto desejo,
mas o corpo não corresponde mais.".
 Ele estava com mais de 80 anos, eu tinha pouco mais que 30. 
Lygia, sua eterna namorada, mantinha encontros clandestinos com ele há 30 anos, 
ele estava casado há 50, por ai.  Fez piada sobre isso. 
Disse que se somassem os anos com as 2, 
daria mais do que sua idade. 
Era um homem denso, mas bem humorado, leve.
Um dia me ligou e disse: 
Posso fazer uma crônica sobre você? 
Respondi, que seria uma honra. 
Ele: Vou mudar seu nome para Cristiane.
Ansiosa comprei o JB para ler. O título: Coração imobiliário.
Por que?  A tal Cristiane tinha vários visitantes amigos.
Não era lisongeiro, mas enciumado o seu texto.
Este Drummond... 
No final ele dizia: Posso dar uma espiadinha nesta cobertura?  ;)
Depois perguntou: Você sabe o que significa cobertura entre animais? Eu sabia.
Quando eu dizia: Assim você me deixa encabulada, Carlos. 
(Queria que o chamasse pelo primeiro nome, 
eu preferia o Drummond, afinal...
nunca me senti muito à vontade diante dele.).
Ele respondia: Ué, você é psicanalista...
E eu: Mas tenho alma de poeta.
Ficaria o dia a contar historinhas dele,  
mas já contei antes, podem ler em Drummond e eu.
Link abaixo, na imagem da escultura dele. 
Ele está vivo em mim e nos meus filhos tão especiais.
Viva o nosso poeta!

*Este belo poema ganhei de presente, deixou na portaria do meu prédio.
Eu também deixava cartinha lá. 
 Não fez para mim,
não chegamos a tanto.