quinta-feira, outubro 17, 2013

terça-feira, outubro 15, 2013

Um dia qualquer


  







                                Onde estão os gaviões?

 
                              Parece orquídea, mas não é.




                                As minhas vizinhas.
                                     

                                
                                 Saudade de Florzinha.                      



                               
                                Um pôr do sol fajuta.



  Um dia em casa. Cuidei do jardim, da casa, que está em reparos. Hoje os pintores não vieram,
veio a faxineira, que eu gosto muito, mas me deixa zonza. Era seu aniversário, saiu com uns presentinhos.
Fica radiante. Gente da melhor espécie.
O dia se foi, vou descansar. Aleluia!


domingo, outubro 13, 2013

Cordial- Caetano Veloso/ O Globo





Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco

Tenho um coração libertário. Sou o típico coroa que foi jovem nos anos 60. Recebi anteontem o e-mail de um cara de quem gosto muito — e que é jornalista — com proposta de entrevista por escrito sobre a questão das biografias. Para refrescar minha memória, ele anexou um trecho de fala minha em 2007. Ali eu me coloco claramente contra a exigência de autorização prévia por parte de biografados. E pergunto: “Vão queimar os livros?” Achei aquilo minha cara. Todos que me conhecem sabem que essa é minha tendência. Na casa de Gil, ao fim de uma reunião com a turma da classe, eu disse, faz poucos meses, que “quem está na chuva é para se molhar” e “biografias não podem ser todas chapa-branca”. Então por que me somo a meus colegas mais cautelosos da associação Procure Saber, que submetem a liberação das obras biográficas à autorização dos biografados?
Mudei muito pouco nesse meio-tempo. Mas as pequenas mudanças podem ter resultados gritantes. Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará. O modo como a imprensa tem tratado o tema é despropositado. De repente, Chico, Milton, Djavan, Gil, Erasmo e eu somos chamados de censores porque nos aproximamos da posição de Roberto Carlos, querendo responder ao movimento liderado pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), que criou uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) contra os artigos 20 e 21 do Código Civil, que protegem a intimidade de figuras públicas. Repórter da “Folha” cita trechos de algo dito por Paula Lavigne em outro contexto para responder a sua carta de leitor. Logo a “Folha”, que processou, por parodiá-la, o blog Falha de S.Paulo.
A sede com que os jornais foram ao pote terminou dando ao leitor a impressão de que meus colegas e eu desencadeamos uma ação, quando o que aconteceu foi que nos vimos no meio de uma ação deflagrada por editoras, à qual vimos que precisávamos responder com, no mínimo, um apelo à discussão. Censor, eu? Nem morta! Na verdade a avalanche de pitos, reprimendas e agressões só me estimula a combatividade.
Tenho dito a meus amigos que os autores de biografias não podem ser desrespeitados em seus direitos de informar e enriquecer a imagem que podemos ter da nossa sociedade. Pesquisam, trabalham e ganham bem menos do que nós (mas não nos esqueçamos das possibilidades do audiovisual). Não me sinto atraído pelo excesso de zelo com a vida privada e muito menos pela ideia de meus descendentes ficarem com a tarefa de manter meu nome “limpo”. Isso lhes oferece uma motivação de segunda classe para suas vidas. Também neguinho pode vir a ter um neto que seja muito careta e queira fazer dele o burguês respeitável que ele não foi nem quis ser. Mas diante dos editoriais candentes, das palavras pesadas e, sobretudo, das grosserias dirigidas a Paula Lavigne, minha empresária, ex-mulher e mãe de dois dos meus três filhos maravilhosos, tendo a ressaltar o que meu mestre Jorge Mautner sintetizou tão bem nos versos “Liberdade é bonita mas não é infinita /Me acredite: liberdade é a consciência do limite”. Mautner é pelo extremo zelo com a intimidade.
Autores americanos foram convocados para repisar a ferida do sub-vira-lata. Nada mais útil à campanha. (Americanos são vira-latas mas têm uma história revolucionária com a qual não nos demos o direito de competir.) Sou sim a favor de podermos ter biografias não autorizadas de Sarney ou Roberto Marinho. Mas as delicadezas do sofrimento de Gloria Perez e o perigo de proliferação de escândalos são tópicos sobre os quais o leitor deve refletir. A atitude de Roberto foi útil para nos trazer até aqui: creio que os termos do Código Civil merecem ser mudados, mas entre a chapa-branca e o risco marrom devem valer considerações como as de Francisco Bosco. Ex-roqueiros bolsonaros e matérias do GLOBO tipo olha-os-baderneiros para esconder a força que a luta dos professores ganhou na cidade me tiram a vontade de crer em opções fora da esquerda entalada. Me empobrecem. Ficaremos todos mais ricos se virmos que o direito à intimidade deve complicar o de livre expressão. E se avançarmos sem barretadas aos americanos. Ouve-se aqui minha voz individual. Quiçá perguntem: ué, os jornais deram espaço, pediram entrevistas: Tá chiando de quê? Pois é. Meu ritmo. Roberto, Chico, Milton e os outros estão mais firmes: nunca defenderam nada diferente. Esperei o Procure Saber buscar seu timbre, olhei em volta e deixei pra falar aqui


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/cordial-10348401#ixzz2heUY6W7h 

O ser estranho- estrangeiro



“Estrangeiro (e estranho) é quem afirma seu próprio ser no mundo que o cerca. Assim, dá sentido ao mundo, e de certa maneira o domina. Mas o domina tragicamente: não se integra. O cedro é estrangeiro no meu parque. Eu sou estrangeiro na França. O homem é estrangeiro no mundo.”
Vilém Flusser, filósofo judeu nascido em Praga que morou também no Brasil, na Itália, na França.

quinta-feira, outubro 10, 2013

A vida de cabeça para baixo









Há dias minha rotina está de cabeça para baixo. Estamos pintando e restaurando algumas coisas na casa. Passo muitas horas do dia “pastorando”, ( como dizem aqui), os meninos pintores. Além deles, há o eletricista, que está colocando lâmpadas no muro- esqueci de colocar quando fizemos a casa- falta de experiência e, na ocasião, eu estava de luto.
Não quero falar nisto.

Bem, os filhos têm passado os dias fora trabalhando e estudando. Fico feliz por estarem bem, seguindo suas trilhas.

O pintor chefe levou a gatinha Florzinha para a sua casa. Se encantou por ela e eu dei. Era um sufoco passar o dia separando gatos de cão e tal. Ela está bem lá. Dá um pouco de saudade, mas ele disse que ela fica dentro de casa e a outra gata do lado de fora. Comprou uma caixa higiênica para ela- aqui ela urinava para fora, uma trabalheira lavar area de serviço todos os dias. 

Os jovens pintores, (20 e 22 anos), me elogiam o dia todo, dizem que nunca foram tão bem tratados. Têm aspecto de mal cuidados, um deles é estrábico e magrinho; o outro fortinho, olhos cor de mel, esverdeados, com pterígio enorme. Acreditei, quando vi pela primeira vez, que fosse cego daquele olho.

Anteontem, dia 9, não haviam recebido ainda. Depois soube que é falta de organização do chefe- que é uma simpatia, mas disperso demais. Chega diz algumas coisas, some, volta horas depois diz mais umas coisinhas e desaparece. Preciso orientar os rapazes- hoje ajudei-os a tirar a porta da frente, que é de correr, não sabiam como fazer.

Aliás, eu ando ótima para fazer coisas em casa. Acredite, semana passada, minha geladeira nova, uma Brastemp, frost free, foi consertada por mim. Congelou o ventilador, meu filho foi quem descobriu o problema e vimos um youtube que ensinava como descongelar. Tirei placas do fundo do freezer, descongelei e voltou a funcionar bem.
A Brastemp não é mais uma BRASTEMP- esta tem um ano e uns meses. Tive uma que vive até hoje- dei para a ex empregada- é do tempo do Collor e nunca parou de funcionar.

E assim a vida continua. Cabeça na casa, nos filhos e nos agregados. É bom, apesar de dar sensação de falta, de invasão da vida privada. Fazer o quê? Há momentos em que é preciso.
Bye, bye.
Estou com u olho aqui e outro nos surfistas ali no canal51- meu filho, Dan, ama. Acabei curtindo também. Tanto mar, tanto mar...


terça-feira, outubro 01, 2013

Bullying no cinema





Vi, estes dias "Chid's play", filme de Sidney Lumet.

A fixa técnica está aqui; http://www.imdb.com/title/tt0068369/

É sobre violência. Talvez seja um thriller, não sou especialista, nem pretendo ser.

Numa escola de ensino médio, jovens são levados a ficar a favor de um professor e contra o outro.

Há uma disputa acirrada entre dois antigos docentes. A trama é instigantes, o elenco afinadíssimo.
Um filme que nos faz pensar e prende a atenção.

O final é surpreendente.


No mesmo dia vi:


      http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182870/

Interessante,  também um filme sobre violência,  muito bom, diferente dos filmes americanos, comerciais.
A diretora é dinamarquesa. Filme de produção Suécia- Dinamarca. Questiona a violência através do comportamento de duas famílias, ou via dois meninos que sofrem preconceito na escola. Um menino é hostilizado de forma violenta pela sua origem, o pai  um idealista, médico, que trabalha na África, não acredita em revanches, o outro menino, que tem uma história familiar mais triste - a mãe morreu de câncer, ele culpa o pai pela infelicidade- quer vingar-se.
O filme mostra de forma didática, diria, as consequências de ações violentas.
É um filme tenso. A qualquer momento pode acontecer um tragédia. Um mundo melhor?  Não sei...os meninos no final se reconciliam, os conflitos dão trégua. Seria este o mundo melhor?    
Filme  ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro. Gostei porque é um filme que não dá respostas prontas, talvez a diretora tentasse isso, mas há muito para se discutir após. Me agradam filmes assim, onde cada faz sua leitura.  

Não vou contar mais. Vejam que vale a pena.

Os dois tratam de bullying, de violência, de relações conflitivas.