domingo, julho 28, 2013

A visita matinal





Encontrei novo morador na amoreira.
Fiz várias fotos do novo amigo. É amistoso, não se moveu quando toquei sua calda. Aos poucos, movia-se desconfiado, talvez para me conquistar com sua bela cor e aparência incomum.

quinta-feira, julho 04, 2013

Renee Fleming sings "Depuis le jour"





 Que maravilha! Que bela voz! Via @luisfavre

Jon Hamm, o Don Draper de "Mad men"






Este é o personagem da minha vida ficcional. Um homem torturado pelas lembranças de uma infância de abandono e sofrimento. Jovem, para fugir de guerra, forja uma identidade falsa e segue a vida como um excelente profissional- o cara bem sucedido. Não só nos negócios- publicidade- mas com as mulheres. 
É introspectivo- só fala o necessário- e tem um olhar fulminante- em todos os sentidos.

Este é o Jon Hamm como Don Draper de "Mad men", o melhor seriado que a TV já fez.

Ah! E é uma aula de história, se passa em NY, década 60- quando as mulheres começam a se emancipar.

E acabou... buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaá... queria mais e mais.

sábado, junho 29, 2013

Arnaldo Bloch- A classe mídia






A ‘classe mídia’


O grupo que marcou o Brasil nas últimas semanas é desligado de qualquer estrutura formal e movido por intuições diversas

Disse o ministro-chefe interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e presidente do Ipea (quantas qualificações!), Marcelo Neri, que a massa que se manifestou nas últimas semanas não é a verdadeira massa. A teoria é mais ou menos a seguinte: como a renda no topo da pirâmide subiu menos do que na base, os mais ricos resolveram fazer biquinho. Ora, seu Neri, se não foram os mais pobres, tampouco foram os filhos de Eike que saíram mascarados, munidos de cartazes e de vinagre. Quem estava nas ruas era a famosa classe média mesmo, não a nova, mas a velha nova, que, embora jovem e cibernética, é a que paga, e sempre pagou, a conta.
No caso, a conta das benesses que a Era Lula, em seu pacto com a sociedade, distribuiu aos ricos e a renda programática que distribuiu aos pobres. Malfadada, eterno recheio ensanduichado entre forças opostas — ricos/pobres, esquerda/direita, governo/povão — a classe média de agora meteu-se no vácuo formado pela ausência de uma crise.
Apesar de ter pago a conta tanto dos avanços quanto dos retrocessos (o retrocesso político, por exemplo, a partir do lema “todos pusemos a mão na lama”), nada de especialmente bom choveu na sua horta, e a pouca vergonha (eis uma expressão bem classe média) não só imperou, como esculachou.
...
E, por fim (e por falar em apito), é curioso lembrar que tudo começou em meio ao conflito entre índios e latifundiários, que se apagou do debate tão logo saíram os mascarados, embora, nas ruas, todos fossem índios. O cacique, ninguém sabe, ninguém viu.


Leia na íntegra aqui