sexta-feira, março 12, 2010

Mataram o Glauco! Viver é impossível!

Clique na imagem para ler melhor.

Mataram o Glauco -assassinado em casa- ele e o filho. Puta que pariu! Parem a rotação que eu quero descer.
Eu acordei chorando, agora mais esta! É demais para mim.
Eu amava os desenhos dele: Geraldinho, D. Martha e outros.
Osasco? Mexam-se, façam alguma coisa! Vão trabalhar com a comunidade!
Eu estou dizendo isto para mim também. Só tristeza no meu peito.
Quero conseguir bater em algumas portas comunitárias e me oferecer para trabalhar. Preciso de forças. Ou vou enfiar a cabeça na terra feito avestruz e esperar um bicho me comer.








O Brasil está em luto hoje. Quem sabe quem é- não morrerá para nós- o Glauco sabe disto.
Paz para a família ferida que sofre luto maior. Minha solidariedade.

quarta-feira, março 10, 2010

"Com o olhar como o seu, que me faça sonhar..."




Ufa!

Outro dia tirei o Tarot para mim- de vez em quando faço isto. O jogo me assustou de cara,a carta principal era “A torre” tenho horror desta carta- me dá medo. Dito e feito.
Tudo de cabeça para baixo. Sofrimento, dor, desentendimento, confusão, desarmonia, traição- maledicência – tudo que dói esta ai.

Procuro me tratar- acordo procurando fazer coisas úteis- hoje fiz jardinagem, lavei o carro- trabalhei paca- isto me faz bem. Não consegui me concentrar. Agora melhorei.
Vou continuar minha jornada de auto-terapias :)- vou para a piscina- tem sombra e me exercito.

Também tomo chás medicinais, um calmantezinho leve, e segunda tenho analista.
Outro dia, ela disse: "Desistir é diferente de existir", fez eco- ontem chorei muito cansada de tudo, mas hoje não chorei- plantei.

Na vida tudo se resolve, eu sei. Mas eu queria saber- juro- o que faz com que algumas pessoas gozem de prazer ao me ferir.

Sorry pelo desabafo.

Escutem esta linda canção na voz de Dick Farney. Lamento não tê-lo conhecido- era muito tímida- ele era primo de minha mãe e vivia no Rio- ela em Curitiba. Quando menina estive com o Cyl Farney- tenho foto autografada- era um galã do cinema nacional na época- um sucesso.

Rezem por mim, torçam, meditem, mandem energias positivas- de ontem para hoje quebraram dois vidros aqui: um copo e um pirex- a empregada se cortou- dizem que quando estas coisas acontecem são energias negativas que chegam...

Xô!

Quer saber mais? Leia o continho do blog Escritos- tem a ver.
Merci, arigatô, gracias, Tks, Gracie...
Beijos para vocês- os queridos.

Ah! ontem tive 2 sessões lindas com os clientes meus- fiquei feliz- é gratificante.

terça-feira, março 09, 2010

Na vida a gente leva...



Foto daqui, vão conhecer- é legal.

Hoje estou pensando por que algumas pessoas têm prazer em me ferir. Me exaspero pela surdez e insensibilidade.
É só eu me erguer um pouco e lá vem pancada. Oh! pobrezinhos, não fazem por mal- você é que é complicada.
PQP Cansei.

"Na vida
a gente cai seis vezes
e levanta sete."
dizem os chineses, cansa também ser educada- vontade de sair dando soco por ai.
:)
Acho que quando nasci, tudo errado, né? deus disse: vai pra vida levar porrada, quem sabe na próxima...
Só pode.
(nada a ver com meus filhos lindos)
Deus onde estás que não me acodes?

segunda-feira, março 08, 2010

Zilda Arns- A mulher ideal





Zilda Arns, a maior perda dos últimos tempos. Para ela minha lembrança emocionada no dia de hoje- eu gostaria de tê-la conhecido- é a mulher que mais admirei e a pessoa que eu gostaria de ser. Ideal de ego- como dizem os psis. Felizmente deixou frutos.

Que se multipliquem figuras como ela neste país de tanta pobreza- o que choca diante do consumismo cada vez mais expressivo.

Foi, além da médica especial, que todos sabem, mãe admirável.

Obrigada, Zilda, por ter existido. Que se multipliquem figuras como ela neste país de tanta pobreza- o que choca diante do consumismo cada vez mais expressivo.



Continuação do vídeo aqui.

Mulheres




Um dia de esperança-
mulheres são fortes e sensíveis.
Não nos deixemos abater.
Um abraço apertado em todas vocês.







sábado, março 06, 2010

Uma tarde diferente



Foto de meu irmão e Clarice- são lindos! Ela está bem maior.


Clarice e eu

Ontem, quatro e meia da tarde, fui à piscina com minha sobrinha de oito anos. Eu a amo muito, vim morar em Natal por ela e o pai- meu irmão.
Estar na piscina com ela foi muito diferente, sempre vou sozinha, fico lendo, escrevendo e me exercito com o espaguete. Ela ficou com a bóia e passamos o tempo em competições de quem chegava antes no outro lado. A sapeca me enganava, claro. Dizia um, dois e três. Quando eu ia, ela já estava longe e rindo de mim- rimos muito- coisa rara.

Se divertiu muito tentando me enganar. Eu dizia: Assim não vale- " Esta candidata está desclassificada". Ela caia na risada. Lembrei da “Corrida maluca” com Penélope Charmosa- há tanto não vejo...

Clarice tomou banho de ducha lá no alto- a piscina fica no início do condomínio- moro na última casa- ficou muito surpresa por eu ter levado sabonete, xampu e condicionador. Não sabe que a tia é uma ex obsessiva de livro- meu irmão diz que quando saio para a piscina parece que estou saindo para ir a praia em Ipanema. Levo tudo que posso precisar- desde água até caneta.

Clarice foi tomar banho antes de mim- já estava frio fora da água morna- voltou e sentou na borda da cadeira com uma toalha azul cobrindo os cabelos molhados- estava linda. É muito bonita- a mãe lembra muito Cláudia Cardinale e o pai é o meu irmão mais bonito e charmoso.
Disse:
- Tia quantos litros de água você acha que tem nesta piscina?
- Sei lá... muitos.
- Milhares, milhões...
- Imagine quantos galões de água teriam que usar...
- Milhões.
- É milhares...
- Infinito.
- Infinito acho que só o mar...

Era seis da tarde quando voltamos. Foi muito bom.

quinta-feira, março 04, 2010

O blog faz 5 anos! Oba!




Caríssimos, acabo de descobrir que ontem o Blog Caminhar fez cinco anos.
Ufa!
Ulalá!
Escrevo para vocês, podem crer. Meu afeto a cada um e o obrigada por sentirem interesse pelo meu espaço.
Flores amarelas- alegres- para vocês, meus queridos.

Drummond na matinée



Drummond- o Carlos- me contou que foi ver “Garganta Profunda” no Cine Scala, em Botafogo no Rio de Janeiro. Chegou de mansinho, pediu o ingresso, meio de lado para que mal fosse visto- era quase uma linha imaginária. Viu o filme, saia pé ante pé, quando ouviu a bilheteira dizer em alto e bom tom:"E aí, poeta, gostou do filme?"

O 7º conto do outro blog

Fiz novo blog,
Escritos
,
nem todos vocês conhecem,
vão ver e digam se gostam.
Só coloco contos lá. Novos e antigos.
Está aqui.

quarta-feira, 3 de março de 2010


Mini conto VII

Foto daqui



Madrugada


O cão ladra à noite. Assustada olha o jardim. Nada. Olha o quintal. Nada. O cão ainda late insistente.
Tranca a porta do quarto. Dorme encolhida.
Pela luz solar sabia que passava das nove. Procurou não demorar para descer. Abriu a porta da frente com cuidado. Nada mudara. Caminhou à direita no estreito corredor. Ali jazia um homem- a camisa xadrez aberta no peito, a calça rota mostrava um ventre inchado. Não sabe por que não teve medo. Passou ao lado do corpo com cuidado para não esbarrar no braço frouxo. Percebeu que respirava. Sentiu alívio.
Antes de ligar para a emergênciam, vestiu uma roupa de sair, passou batom e tomou o café da manhã na sala.
Merecia.

quarta-feira, março 03, 2010

"Não verei jamais..."



Já contei antes que em 2008 comprei uma agenda linda-
textos e imagens.
Começa com Brecht, depois Manuel de Barros, Hilda Hilst,
Cecília Meireles, Maiakovski... e por ai vai- cada dia um presente destes.
Ontem li:

“Mas se amo os seus pés
é só porque andaram
sobre a terra
sobre o vento
e sobre a água
até me encontrarem.”

Pablo Neruda, meu poeta preferido.

Tem gente de todas as terras- tem um texto de Patativa- lindo.

Bom, fiquei relendo o que escrevi ali- usei como caderno. Há textos meus muito tristes:

O meu amor morreu. Não é metáfora- virou cinzas. Pediu para que seu pó fosse jogado num pequeno jardim interno- no antigo apartamento onde viveu jovem. Morava li quando o conheci.
Invejo aquela terra úmida que o acolheu.

Dia 16 ele faria 63 anos- morreu em 2008, antes de eu me mudar e viajar- mas dividi com ele a alegria de estar realizando isto- não deu tempo de contar como foi. Em Paris me surpreendia em lágrimas buscando uma forma em mim de guardar o que dividiria com ele- sabia de cor o tom estimulante da voz dele- perdi isto ao vivo, mas ficou em mim. Ainda encontro.

Algo morreu em mim. É difícil inventar novo amor. Para quem endereçarei meus escritos agora?
O triste é que no final eu lhe dizia: Fiz um conto que tem a ver com você, uma hora mando. Não mandava, eram tristes e eu não queria entristecê-lo mais ainda- já bastava conviver com a morte diariamente- câncer. E não se queixava, e era amoroso, e estava sempre pronto a me ouvir.

Sempre me lembro desta música- sem angústia, apenas luto. Ele não foi meu primeiro amor, e pode ser que não seja o último, mas foi o "meu amor"- aquele que me fez sentir-se amada para sempre. Digo que ainda tenho um arsenal amoroso em mim. Morrerei pensando nisto.


Meu primeiro amor

H. Gimenez/Pinheirinho Jr/ Versão: José Fortuna


Saudade, palavra triste
Quando se perde um grande amor,
Na estrada longa da vida
Eu vou chorando a minha dor

Igual a uma borboleta
Vagando triste por sobre a flor
Teu nome sempre em meus lábios
Irei chamando por onde for

Você nem sequer se lembra
De ouvir a voz desse sofredor
Que implora por seus carinhos
Só um pouquinho do seu amor
Meu primeiro amor tão cedo acabou
Só a dor deixou neste peito meu
Meu primeiro amor foi com uma flor
Que desabrochou e logo morreu
Nesta solidão sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais,
São prantos de dor que dos olhos caem
É porque bem sei quem eu tanto amei
Não verei jamais

Saudade palavra triste quando se perde um grande amor,
Na estrada longa da vida eu vou chorando a minha dor,
Igual uma borboleta vagando triste por sobre a flor,
Seu nome sempre em meus lábios
Irei chamando por onde for
Você nem sequer se lembra
De ouvir a voz desse sofredor
Que implora por teu carinho
Só um pouquinho do seu amor

Meu primeiro amor tão cedo acabou
Só a dor deixou neste peito meu
Meu primeiro amor foi com uma flor
Que desabrochou e logo morreu
Nesta solidão sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais,
São prantos de dor que dos olhos caem
É porque bem sei quem eu tanto amei
Não verei jamais

segunda-feira, março 01, 2010

Os meus escritos


Vocês já viram meu novo blog? Está aqui

A nova funcionária renova






Quando Dra Zilda Arns morreu no Haiti, eu contei para a minha empregada:

- Ela era muito importante, muitas crianças estão vivas por sua causa. Uma pena ter morrido neste terremoto- estava lá, foi fazer palestra.

Ela:

- Morreu de susto?

:) esta é a minha nova empregada.


Sexta limpava as frestas do sofá com um pano, minha mãe observando diz:

- Aqui tem muita poeira, entra até nos nossos pulmões.

Ela:

- É verdade, até no pulmão do sofá está cheio de pó.


Esta é a nova funcionária. Diz cada uma... preciso gravar.


Fala o dia todo. Há horas que, perturbada, digo de longe: Está falando com quem?

- Com o pano de chão.

- Mas pano de chão não ouve.

- Não faz mal, eu falo para não esquecer o que tenho que fazer.


Está sempre ansiosa, dizendo o que fará em seguida:

- Vou cortar a cebola, pegar a carne...


Sexta eu me cansei e olhe que de manhã fui à piscina.

Ela pergunta tudo:

- Está roupa é para lavar? (roupa dos meninos largadas pela casa)

- Isro eu guardo onde?

Respondo:

- Deixe pra lá, A, vá se arrumar para ir embora, eu não sou escrava de casa. Eles guardam depois, eu levo para cima depois.

- Ah! Mas é tão bonita esta casa, precisa ficar arrumada, tão bom casa arrumada...

E sobe, já pronta para sair, levando as roupas que precisam ser guardadas.


E vai por ai dizendo que o chão está limpo e hoje nem precisou passar cloro...

Eu controlo o uso da água sanitária- exagera- o cheiro me dá dor de cabeça- coloca pura nos banheiros, estas coisas.


Ela é excepcionalmente limpa. Me obriga, ou me estimula, a deixar a casa em dia- hoje lavei roupas, passei pano no chão da cozinha. Fora os cuidados com a higiene dos gatos, cão... Cuidar das plantas. Aqui não tem feriado- todos os dias trabalho.


Gosto demais desta maluca. E é sensível- fica com lágrimas nos olhos sempre que ouve algo comovente. Chorou quando chorei outro dia. Bom tê-la aqui. Mas fala... Putz! Ah! Eu lhe dou chá de camomila de manhã- já habituou a fazer. Sexta acabou, fiz de erva cidreira. Não adiantou, estava demais sexta- problemas com filhos- nem conto quantos problemas tem. E vive cantando e é bonita, sai toda formosa daqui- limpa e cheirosa.