
Começo com o da Lucia Carvalho- a Franka. Muitos devem conhecer, é a nossa melhor cronista. Franka escreve sobre qualquer assunto bem e com humor- sempre.É bom começar o dia lendo o http://frankamente.blogspot.com/
Quando fui à São Paulo em 2007 eu a conheci, fui super gentil, gosto muito dela. E, repito sempre, é difícil uma cronista como ela. Vão conferir e me digam.
Amostra do que a Lucia Franka escreve:
Banheiro de festa- Lúcia, vai ter a festa da nossa amiga esse fim de semana. Você vai? - perguntou a Ângela, minha irmã.
- Acho que sim - respondi.
- Ela quer que eu ajude a produzir a festa dela. Vou fazer isso. Ah, e ela disse que a sua festa não teve uma produção correta. Disse que você errou no banheiro.
- Hã? Eu errei no... banheiro, Ângela? Como? Porque? Tinha papel, toalhinha e...
- Não é isso. Segundo ela, teu banheiro, o lavabo lá da sua casa, era muito caprichado, tinha velinhas, luz fraquinha e tal. Ela acha que foi por isso que tinha muita fila.
- Hã? Fila? Que tem a ver a fila com o capricho?
- A teoria dela é que banheiro de festa tem que ser vapt-vupt. Banheiro de festa não pode propiciar nada.
- Propiciar?
- Foi exatamente a palavra que ela usou, Lúcia: propiciar. A pessoa tem que entrar e sair dali rapidinho. Não pode ter clima em lavabo de festa, senão a pessoa se demora por lá. O clima fica propiciando.
- E tem que ser como, Ângela?
- Ela acha que lavabo de festa tem que ter um clima tenso. Essa é a teoria dela. Uma luz fria piscando sem parar, um barulho de vazamento que parece que vai explodir a privada para os ares, um ventiladorzinho super alto, essas coisas. Pra pessoa querer fugir dali, e logo. Ou até uma porta que não fecha, pra pessoa ter que ficar segurando enquanto usa o banheiro. Sabe como é horrível porta que não fecha. É isso. Um clima tenso, entende? Um clima tenso em banheiro não propicia. E vaga logo.
- E fica sem fila?
- Fica sem fila.
Aqui tem outra historinha divertida.

Leia
aquiO segundo
blog que escolhi também foi muito fácil.
Martha, é a melhor poeta que eu conheço na blogosfera. Sempre delicada, leve, bonita. Tudo que escreve é poesia.
Leiam uma amostra aqui e descubram a mestre das palavras daqui.
03 Novembro 2009 Poesia
Escrevo nomes
como quem passa batom
e pinta de vermelho
a boca
talvez porque sofra
desse destino
de me balançar
em rede tão fina.
Escolho pernas
cruzo e descruzo palavras
prolongo sílabas e olhares
E porque quero dançar
procuro poesia
no céu da sua boca.
As palavras
doidas pra tecer mistérios...
Confundo lábios e letras.
Martha

03 Agosto 2009
Foto: Haroldo Abrantes
Senhora das terras sangrentas de marte
amolo no esmeril a faca cega da paixão
o que amorteço queda em mim
feito chuva fina.
Quem eu sou e quem eu era
cabem no mesmo espelho
no mesmo rosto
no mesmo peito.
Mas não me reconheço
some a memória de mim
bicho escroto me devora
não entendo mais agora.
Cato meus pedaços
me colo com rio,
terra, lama, mangue
quero a pele molhada (d’água)
o cabelo de terra, folha, graveto
quero ser árvore.
Minha boca é santa
pela boca tanta
loucura, doçura, sofreguidão
não minto e não digo a verdade
me gasto muito para viver
gasto muito papel para escrever.
Amanhã faço tudo direito
hoje vou dormir com os pés sujos.
Martha

O terceiro blog que escolhi foi o do meu amigo Jôka.
É o cronista visual de Copacabana- lugar que ama e observa com olhos de amante ciumento e crítico. Visual porque prefere imagens a textos maiores- é uma das pessoas que melhor faz blog: escreve pouco, coloca imagens ótimas e é super atual. Morou em Paris, é vizinho do Copacabana Palace, é chic e bonito.
Tem humor ácido, é divertido e muito querido por muita gente- alguns devem passar batido por ali- não há espaço para hipocrisia naquele espaço.
Veja
aqui:

Acordei no Domingo com um tum-tum-tum musical muito alegrinho vindo da rua.
Abri a cortina e vi meio incrédulo a seguinte cena: um castelo da Bela Adormecida, todo trabalhado em isopor, se aproximava da minha janela, enquanto uma multidão de gente suarenta (com criancinhas apavoradas nos ombros) saltava do Metrô, e corria na direção da praia.
Olha só a situação.

Mais
aqui.