quarta-feira, janeiro 30, 2013

terça-feira, janeiro 29, 2013

Sobre John Lennon


Retrato do psicólogo californiano Arthur Janov, criador da terpia primal, que influenciou o ex-beatle John Lennon


"Nunca vi tanta dor em toda minha vida", conta Janov sobre Lennon, abandonado pelos pais e criado por uma tia. "Ele me mandou o disco assim que ficou pronto e eu toquei para um grupo de pacientes. Todos foram à loucura, começaram a gritar, porque o álbum falou para suas almas. Foi incrível."

Leiam mais aqui.

domingo, janeiro 27, 2013

A vida como ela é




















Desenho de Danton Abreu



Os meninos foram à praia- desenhar- um arquiteto daria aula de aquarela na Praia do Morro do Careca- não fui, estava com dor de cabeça e também porque jovens não cansam, e eu iria querer voltar antes- 15 hs e ainda não voltaram- foram num grupo de uns seis jovens.

 Passei a manhã cuidando do jardim e tomando sol- uma tristeza me invadiu, senti saudades de um amigo, respirei fundo, pensei nos filhos tão saudáveis e segui. Na hora do almoço liguei a TV e soube da tragédia na boate em Santa Maria.
É...mesmo com sua vida em paz, há coisas que nos tocam profundamente- ai, a vida... e a mídia explora a dor das famílias, é doloroso demais- coloquei num filme sobre jazz e blues para me distrair, enquanto escrevo. Tenho sono, tomei vinho no almoço.

 Nasci pertinho de Santa Maria, nunca estive lá- sai com 2 anos e não voltei. Pai militar, não sinto vínculo nenhum com o RS. Gosto de alguns gaúchos, gosto de Brizola- acabo de ver um documentário sobre ele hoje no Canal Brasil: “É tudo verdade”- sinto falta dele, de Darci... fico feliz por termos sido contemporâneos. Geração interessante, marcante- não conheço nenhum outro político como o velho Briza- e era charmoso... a família está minguando... alguns netos seguem o avô, mas não têm o carisma.

 Ontem vi um filme de Truffaut, “Um só pecado”, não lembrava, acho  que nunca havia visto, senão lembraria pelo tema e pela atriz- Françoise Dorléac faz a amante de um escritor, um intelectual, escritor famoso. O filme é tenso e tem final trágico. Não gostei muito. A estória é comum e o filme, bem dirigido, claro, incomoda pela tensão que nos provoca. Ponto para Truffaut. Françoise morreu aos 24 anos... de acidente. Putz! É muito triste. Fez quatro filmes- dois com a irmã, Catherine. A morte sempre presente, sonhei com meu pai, com um tio querido que morreu há muitos anos... O filme do Truffaut também acaba com um tiro certeiro. É a vida como ela é.

Um pouco sobre Catherine Deneuve



 



Catherine Deneuve em entrevista- vale a pena ler.


"Aproveitando o clima cinematográfico trazido pelo Festival de Cinema de Cannes, hoje iremos nos aproximar de uma das maiores divas francesas da atualidade: Catherine Deneuve. Há mais de quarenta anos fazendo história no cinema francês, abaixo a primeira parte de uma entrevista feita recentemente com a estrela pela revista Psychologies (nº 305, mars 2011):
Psychologies: Há muito tempo que queremos ir ao encontro da mulher que se esconde atrás do mito Deneuve, Catherine Dorléac…
C.D.: Eu já vou te prévenir que eu não falo da minha vida pessoal, estou aqui unicamente porque estou atualmente em cartaz.
Psychologies: Está bem, falemos de cinema. Você revê seus filmes?
C.D.: Eu revi Belle de jour há pouco, numa apresentação, mas..."

Aqui mais.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

De "Amour" e morte







Vi, em casa, sozinha, o filme “Amour”. Estava ansiosa para ver, todos diziam que eu iria gostar. Claro, gostei, mas confesso que não consigo saber se é um bom filme. Por que? Porque mexeu demais comigo.
O filme é com Jean-Louis Trintignant, um dos meus atores preferidos. Um homem com quem saia do cinema a sonhar. Belo, bom ator, o tímido que me atrai. Na vida pessoal sofreu a morte trágica da filha assassinada pelo marido- terrível. 
Pois é, o filme é com um velho que nada lembra o Trintingnant da minha juventude- nossa juventude- ele é mais velho, óbvio, pero... Passei o tempo todo entristecida pela velhice de Trintingnan- tentando ver naquele rosto crispado algum traço de beleza- nada- apenas os lábios me lembraram os dele. 
Eu me vi no filme, nos dois personagens, na mulher vaidosa, que não se aceita com limitações, no homem velho, perdido diante da dor. Deus meu! Lembrei de um amigo que morreu e que lutou bravamente contra o câncer, um homem que eu desejei cuidar até o fim, mas a vida não me permitiu.
Não é possível saber se o filme é bom, diante de tanta emoção.

Talvez tenha visto Jean- Louis a primeira vez em “E Deus criou a mulher” o famoso filme com BB. O penúltimo deve ter sido “Um homem, uma mulher- 20 anos depois”. Vi muitos filmes com ele.

“Amour” traz a estória é de um casal que vive uma vida pacata e rica- os dois são professores de música. Vivem sós, têm uma filha, (Isabelle Huppert), que os visita eventualmente, também musicista. Quebrando a tranquilidade aparece a doença na personagem de EmmanueleRiva. Fui ver sua filmografia e vi que participou de  Hiroshima Meu Amor e muitos outros filmes, como “A liberdade é azul”, muitos filmes excelentes.

O filme é lento, repetitivo, como a vida de velhos que perderam o sentido da vida.  Um ex aluno vem visitá-los e lamenta. Os vizinhos se dizem disponíveis, se precisarem, não precisam de ninguém. A filha nega o que acontece com conversas triviais, e mais tarde, explode pela impotência diante da morte, ou pela morte em vida.
Um filme sobre a morte, pensamos, por que o título ‘Amour’? Mas é um filme de amor, aquele homem velho, como o jovem personagem de “Um homem, uma mulher” ama aquela mulher que definha, que não quer viver, nem ser vista. Ele realiza os desejos dela. O fim é trágico- tinha que ser.


Alguns dias depois zapeando na TV, achei um filme: “A caixa de pandora”, de um diretor turco. Na produção, além da Turquia, havia França, Alemanha e Bélgica. Prometia. Logo nas primeiras cenas senti que era bom- em cinco minutos eu sei se o filme é bem feito ou não- olho treinado.
A estória começa com uma manhã insólita para os três filhos de uma velha senhora- recebem a notícia de que ela sumiu. ­­A trajetória dos três num carro até a aldeia é longa e conflitiva- discutem, se chocam. Têm dificuldades com a mãe, que foi diagnosticada com Alzheimer e está sem memória. Lembra do passado apenas.
Adorei o filme, não tem nada extraordinário, traz uma estorinha conhecida: o que fazer com o pai ou mãe quando tornam-se dependentes. Quem vai ficar com a mãe? Seria melhor um asilo? 
O que toca é a sensibilidade do diretor- escritor, não sei, que fez da personagem principal uma mulher intrigante apesar da doença. Ela descobre uma brecha naquele turbilhão provocado por ela, involuntariamente, e desperta no neto compaixão- ele também estava deslocado naquela família.
Há um momento em que ela diz ao neto: “Me leve para minha propriedade, antes que eu me esqueça como é.”.
O final do filme fica no ar numa bela cena dela com o jovem neto transgressor.
O filme traz a Turquia em vales belíssimos.
Um filme imperdível.


quarta-feira, janeiro 23, 2013

Virando a página...






By Catrin Welz Stein


Ufa! Finalmente acabou 2012- ô ano difícil. Não tive paz: a minha mãe aqui- lamuriosa e rabugenta- e outros problemas periféricos- não meus- mas que me afetavam na medula.

Pois, pois, o ano novo começou, mas o esquema era o mesmo. Uma conhecida ficou doente aqui no dia 31- dores fortes na coluna- e eu estive cuidando dela até dia 19. Médicos, exames... Sábado foi para sua casa, o irmão médico tem que ser o responsável- ela não tem família aqui além dele e tem problemas psíquicos que exigem medicação forte- é de temperamento muito difícil- ai ai  minha sina...

Agora começo a retomar minha vida. Não deixei de fazer as coisas básicas, mas escrever, blogar, era impossível com alguém te solicitando o dia todo.

O blog anda as moscas- não estou exagerando, é vero, preciso revitalizá-lo- eu amo blogar. Não importa se tenho poucos leitores, é uma forma de me analisar, pensar o que estou a viver.

Vou te contar, o ano passado, foi quase estagnado ( lembro do Y Ching), só não foi porque tive sucesso no consultório- fico feliz por isso- mas quase não sai, não viajei, não li- exceto uns 3 livros. Uma pobreza. Nem escrever eu conseguia com a negatividade que havia aqui.

Bom, me desejem um feliz ano novo, porque a festa de réveillon não valeu rs
Para você também sorte. Acho que preciso de boas vibrações- e olhe que eu tenho, viu?


terça-feira, janeiro 08, 2013

Werner Herzog no Milênio!








Este programa foi excepcionalmente agradável.
Quem não viu, tente ver. Ele é bonito, simpático, elegante, inteligente- todos já sabem.
Um homem que eu queria conhecer.