segunda-feira, dezembro 31, 2012

Que seja mais feliz 2013






Mais um ano... agradeçamos à vida, à saúde perfeita, a paz que encontramos neste final.

Foi um ano sem trégua, áspero, conflituoso.

A pressão- tensão- foi grande, não pela minha vidinha pacata, mas pela presença de elementos perturbadores. Acabou, espero.

Os problemas externos uniram, mais ainda, meus filhos. O pai deles veio visitá-los depois de anos- talvez seja o fato mais relevante. O que fez a diferença. O pai se foi e eles continuam jantando juntos, cozinhando em parceria, foi um bom aprendizado- o pai cozinha divinamente.

Tive sucesso no trabalho, o que me traz satisfação interior. Bom ver os clientes crescendo, mais realizados.

Espero que 2013 seja leve, com mais lazer, mais alegrias, mais afeto de amigos.
Quero viajar, o meu maior prazer.

Obrigada a você amigo/a, que está sempre por aqui- é para você que escrevo.

Feliz 2013!

domingo, dezembro 30, 2012

Filmes, a melhor diversão





 Estes dias vi: “O conto chinês”, “Copacabana”, “Para Roma com amor”... esqueci o outro...

O chinês é muito bom, recomendo. A história lembra alguns filmes já vistos, mas é interessante e tem um elenco excelente. Um homem solitário, mal humorado, que alimenta a perda amorosa da mulher, se depara com um chinês perdido e o acolhe contra sua vontade- por humanidade. As mudanças são sentidas a contragosto pelo sujeito.

Avisam no início que o filme é baseado em fatos reais, se for, tem um fato que é tão absurdo que é difícil entender. Há licenças poéticas nas obras de arte. Será que a história da vaca é estória? Vejam o filme e digam- muitos já viram, eu sei, vejo sempre depois rs

Ontem vi, interrompendo várias vezes, o filme de Wood Allen que se passa em Roma. Como todo filme dele é nervoso, ágil, muitas coisas acontecendo. O Alec Baldwin pra mim, foi gratuito- aliás acredito que tenha sido porque é ator querido nos States, onde Allen não é persona grata.

O filme que se passa em Paris com o loirinho comediante- Owen Wilson, foi um acerto, mas neste não gostei do A B.- nunca gosto dele. Também detesto o Roberto Benigni- este para mim, é insuportável, mas se encaixa no personagem, nada a ver. O tal personagem também penso que ocupou muito espaço. Não gostei do filme, enfim. Nem Roma deu para curtir. E W Allen esqueceu de colocar a comida em evidência rs italianos amam comer bem, além de fazer amor. Rs Isso aparece no filme. Nem todo filme dele eu gosto- o primeiro que detestei é um tal de Boris Grutcheko (nem sei como se escreve, é assim?) Lembro que sai do cinema antes do filme acabar... a sala ficava no Leblon, na praia... O Google refrescou minha memória, era o Miramar.
Poxa faz tempo, ou foi no da Avenida Atlântica... Ryan? A cabeça falha- César deve saber, acho que fui com eles ou com Artur...

“Copacabana” é filme francês com Isabelle Huppert. Ela está excelente, a estória é densa com tensão presente.. A gente fica torcendo por ela- uma perdedora para os moldes capitalistas- que tenta se inserir no mercado profissional depois de anos. Sofre com a filha que está para casar e se envergonha dela- uma mulher livre, aventureira e solitária. Um ótimo filme- recomendo a todos.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

O ano 2012 se foi e o mundo não acabou...



Daqui




Uma notícia me aliviou a tensão. Poderei passar o Natal em paz. Não posso revelar aqui rs.

Hoje peguei sol no quintal lendo o livro do Eduardo Lunardelli- é gostoso de ler porque conheço algumas pessoas citadas e rola umas fofocas- tipo: "fulana foi grosseira comigo e deixei de visitá-la" e eu sei quem é. Comigo nunca foi grosseira, as eu fico com o pé atrás- detesto grosserias. Mas, não se enganem, há muito mais elogios a blogs do que comentários pessoais e é muito interessante porque reproduz um blog. Bom para quem não conhece.

Ele não conta o que eu lhe contei, rs, um babado grande- alguém que se enamorou por mim e ele sabe quem é. Tudo bem se enamorar- até me lisongeia, pero... mejor no narrar... A história é minha e o livro é dele, né? E ha coisas que é melhor guardar para si. Coisas do mundo virtual- equívocos.

A vida anda leve depois de um ano tenso. Ano que sinto meio perdido, nada importante o marcou. Meus projetosforam adiados... a prioridade, ou a atenção era em outra coisa- tensão constante- pressão mais alta. A pressão arterial voltou ao normal-não passa de 13 e constantemente está em torno de 11, o que era habitual.

Não gosto de festas natalinas- não gosto de festas forçadas, obrigatórias. Sou rebelde, nunca gostei de rebanhos.

Enfim, o mundo não acabou... fico pensando nas pessoas que acreditam nestas coisas. Deusmeu! Século XXI!

Se eu fosse mais otimista diria que como todos nós pensamos no fim do mundo- brincando ou não- poderíamos ter saído desta reflexão melhor, desejando fazer algo para mudar o que acreditamos estar errado- tipo: consumismo em excesso, descuido com o planeta e desiguadade social.

Será que pensamos nisto? sei não. Somos todos tão narcisistas e egoístas!

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Cenas da vida cotidiana








Fui á cabeleireira- vou uma vez por mês para cortar- pinto em casa.
Hoje fui para dar uma alisada com estes produtos novos. Atualmente detesto meu cabelo curto crespo- já usei crespíssimo, mas bem maior, olho para trás e penso como era ousada usando aquele cabelo- devo ter assustado muita gente. Mas vamos mudar de assunto.
Lá, havia uma mocinha sentada, quietinha, fingia ler revistas. Perguntei para A. se era sua sobrinha: “Não, é mulher do meu irmão.” A menina tem 16 anos e está há um ano casada ou “casada”, não sei. Imagino que o marido deva ter lá por 40 anos, veio para cá porque é jurado de morte.
A história é trágica: dois irmãos de A. foram assassinados por uma das irmãs por causa de terras- a avó deixou como herança muitos hectares. O pai de A. atropelou a filha assassina. Morreu pouco depois do coração. Mas os crimes podem recomeçar- alguém segue a linha da irmã má.
O marido da moça veio do interior e está sem trabalho- era fazendeiro- vendeu tudo, quer ser jardineiro, porque gosta de mato, terra plantas. Não tem instrução.
Escrevo sem elaborar o que conto, deem desconto- também não sei se a história é exatamente esta. Não quis perguntar muito sobre, para não perturbar a cabeleireira, que é uma pessoa sensível- há dias em que está perturbada, diz que está nervosa- também...

Enquanto eu estava sendo atendida, chegou uma grávida, entrou dizendo: “Hoje é a cesariana!”. A. não ouviu, eu perguntei: “Você vai ter o bebê hoje?”.
Ela contou que se internaria às 18 horas e a cirurgia seria às 20 horas. É uma jovem linda, bem cuidada e preocupadíssima com a sua aparência- eu ri quando a mãe dela disse que colocariam uma toca em sua cabeça assim que chegasse no hospital. Lembrei da força que se faz e tal, mas ela fará cesária. É o primeiro filho, tem 23 anos. O marido deve ter uns 38-40 anos e, como ela disse: “O chamam de Jack Chan, aquele japonês”. Parece mesmo. Eu disse que sabia quem era e que ele era chinês, mesmo, e filho de Charlie Chan- outro famoso. Contei para meu filho, que é fã dos filmes do chinês e ele riu dizendo que aconteceram muitas coisas lá hoje. E, olha, que fique apenas 2 horas.
Tem mais: A. está com o braço roxo. Perguntei onde machucou,(eu a conheço há 10 anos, tenho liberdade para), respondeu que foi a sobrinha que apertou demais- a moça de uns 20 anos- e estava ao lado fazendo uma escova no belo cabelo da grávida. Não sei se ela ouviu. A. disse que mandou que ela tirasse o prato da mesa- moram juntas- e ela a atacou, puxou cabelos... Depois, longe da sobrinha, eu disse que ela não podia deixar acontecer isso, que a mandasse embora, disse que a outra não quer ir e que paga tudo direitinho para ela- é uma “funcionária” rebelde- não usa uniforme- estava de short. A é muito frágil, muito imatura, mesmo com mais de 40 anos. Sempre saio de lá com histórias para contar.
Desvalorização é triste.
Ah! O tal produto tirou a cor do meu cabelo, o avermelhado. A. me avisou que aconteceria. Está mais para louro cinza- nunca fui loura, tenho vontade de deixar grisalho- acho chic, quando bem cuidado. Gosto. Falta a coragem para descolorir todo e enfrentar os cinzas.


domingo, dezembro 16, 2012

A sombra na areia



Praia de Ponta Negra


b

Praia à tarde com filho surfista. Eu na areia, ele no mar. A sombra chega, mudo a cadeira de lugar. O bronze não foi desta vez. Ou sol tórrido ou sombra. Água morna. Cheiro de esgoto. Receio. Lixo em volta. Cato cocos palitos, copos. Será que virão buscar o que reuni?

Na volta um banho de piscina, cálida, mas o vento fresco gelava o cabelo. Medo de dor de cabeça amanhã. Tantos medos. Viver sem dor e medo é difícil.

 Dersu comeu a mangueira, só molhei plantas que a borracha que sobrou alcançou. Aniversário na casa vizinha- a moça mais simpática daqui- trouxe uma fatia de bolo para mim- uma delícia- gosto de bolos, mais do que tortas.

 Dia legal.



Dersu, nome herdado de Ursala :)




Autoretrato

Um manhã de domingo





Hoje, ao descer, encontrei meu filho, Dan, na cozinha. Contou o sonho que teve com a avó. Tomamos café. Luc apareceu em seguida, conversamos.

Preguiça de pegar em carne, fazer almoço.

Dan foi para o quintal pegar sol, me chamou-quase dez horas, sol forte demais. Luc subiu para estudar e eu fiquei tentando arrumar porta- retratos para colocar na parede do vão da escada- desde que cheguei quero fazer isso. Esqueço de comprar material. Amanhã sem falta. O livro da Nora também- tomorrow.

Natal se aproxima.

Ouço Rachimaninov há horas, antes ouvi bossa nova, me traz nostalgia lembrar de amores passados. Volto ao tempo. Música clássica me traz paz.

Agora exercícios de Pilates- comprei a bola grande.

Bom dia, amigos.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

O blog que virou livro- Eduardo Lunardelli









Meu filho chegou na noite de terça- feira e trouxe uma correspondência- pensei que fosse a agenda que está a caminho- mas não, era o livro de Eduardo Lunardelli sobre blogs. O dia havia sido irritante pela dor de cabeça insistente. Meu semblante mudou, fiquei feliz pela surpresa- não sabia que me enviaria, ele, que é muito discreto, não anunciou. Foi ótimo. Obrigada, Eduardo.

No mesmo dia li o prefácio e concordo com o Jorge, Eduardo é tudo o que ele disse: generoso, criativo, faz projetos e os realiza- um sonhador que deu certo. É um poeta do cotidiano.

Obrigada por me incluir no livro citando meu blog, estou lendo e relembrando- houve um tempo em que eu o visitava diariamente. Acompanho com interesse a história da impressão, afinal, tenho um livro para editar e não me mexo para isso- sei que é cansativo.
 
Eduardo é cultura, surpresa, cada blog uma faceta, uma descoberta- um homem lapidado pela beleza estética. 

O livro: “O último blog e outras blogagens”.
Aqui mais informações sobre como comprar- no ladinho direito da tela.



Tom Jobim e filhos


...

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Meus amores impossíveis






Há homens que admiramos a ponto de amá-los. Eu amaria muitos- sou múltipla, Drummond já escreveu sobre isso, disse que meu coração era imobiliário. Não foi um elogio, mas eu entendi o despeito e ciúme do poeta- então encantado por mim.

Quando menina, me apaixonei por um vizinho pianista. Eu passava horas na janela espreitando-o e ouvindo-o tocar. Ele, alguns anos, não sabia e me tratava com indiferença.  Durou cinco anos este amor platônico-  dos meus dez aos quinze anos, quando me encantei por Juarez Machado, então um jovem e promissor pintor, premiado como o melhor escultor paranaense naquele ano.

Um dia, ele atravessava a Praça Rui Barbosa, onde ficava meu colégio, o São José,- e eu corri em sua direção dizendo que gostaria de ver suas pinturas. Foi com emoção que fomos, algumas meninas colegas, visitá-lo numa pensão na rua 24 de Maio. Era uma casa simples. Ele mostrou os estudos em carvão, num espaço próximo à escada. Naquele dia me apaixonei pelos seus olhos azuis curiosos. Durante um tempo, eu e uma amiga o visitamos na TV Iguaçu e o víamos pintar cenários enormes. Conversávamos sobre livros, lembro- foi a época que devorei livros. Acabava uma leitura começava outra.

Um dia, meu pai chegou e disse que moraríamos em Cabo Frio. Isso no meio do ano de 1963. Fiquei arrasada, mas era obediente, era preciso seguir a família.

Na despedida, Juarez, mandou que eu escolhesse desenhos de presente. Peguei um desenho, em carvão, de um rapaz tocando flauta.

Ju era noivo de Lígia naquele tempo, não se interessava por mim, anos mais tarde, ele separado, tivemos um encontro um tanto desastrado e ficamos amigos para sempre. “Amigos”, porque ele mora em Paris e mal nos vemos e falamos.

Cabo Frio era um pouco maior que uma vila- Búzios era ainda muito primitiva, sem escolas, com muitos pescadores, era um paraíso.  As praias de Cabo Frio, eram belíssimas, o azul anil da primeira imagem que vi, continua na minha retina. Subi a Rua 13 de Novembro- onde há, ainda, o Colégio Estadual- e vi o mar.

Todos nos conhecíamos na cidade pequena- eu era a moça que veio de fora, a filha do Dr. Rui, ou do general. Tímida, saia pouco de casa. Aos poucos fiz amigos, muitos de fora, que frequentavam a cidade.

Ali conheci Jean Guillaume, um francês que escolheu viver ali depois de percorrer o mundo. Era padrasto de Consuelo, uma amiga.


Continuo depois minhas lembranças.


Oscar Niemeyer - A Vida é um Sopro



A vida é um sopro. Vejam aqui.

Publicado aqui em fevereiro de 2012.

terça-feira, dezembro 04, 2012

A minha mãe e minha vassoura SS







- Diga à sua patroa que não estou levando nada dela.
Com esta frase- dita para a empregada- minha mãe saiu, sorrateiramente, aqui de casa, como havia feito antes. Eu acreditava que, como ninguém a queria em suas casas- os filhos- o jeito era cuidar dela, apesar de sua hostilidade comigo. Me enganei mais uma vez- ela não me suporta.  
Eu fui descansar e quando desci para fazer um lanche, antes de trabalhar, à noite, ela não estava aqui. Telefonei para meu irmão, não atenderam. Meu filho, que estava na aula, disse que ela queria ir para a casa do tio.
Foi super bem cuidada-  tanto que se renovou aqui. Foi amada pelos netos. Nada valeu- é uma mulher fria e narcisista. Véspera de Natal, eu dizendo que faria o jantar aqui e ela faz isso.
Onde está? Na casa de um irmão, dormindo no chão. Aqui cedi meu escritório com cama e tudo que ela precisasse ou desejasse. Ah! Não esqueceu de levar a garrafa de vinho que estava na geladeira.  Quando eu vi tive que rir.
Assim é a vida.
Será que ela levou minha vassoura? rs
Outro dia ela disse, quando eu perguntei se estava tomando seu remédio, que eu era pior que SSs, pior que Gestapo- assim mesmo. Eu tenho que rir. isso porque eu a controlava, sim- como não cuidar de uma idosa de 86 anos?
Desisti dela- pela enésima vez, espero que seja a última. Cansei de ser mal tratada.

sábado, dezembro 01, 2012

Do blog de Céline: Ateliers de Picasso, Lucien Freud e outros





PPicasso e Brigitte Bardot




Lucien Freud







Amo ateliers, conheci muitos, do Juarez Machado, quase todos, o de Jean Guillaume, Scliar, Fernando Bento, José de Dome, Lima... outros... Jorge de Salles, não lembro agora. Gostava de vê-los pitando, adoro o cheiro de tinta hum...


Descobri este blog hoje e estou encantada- tipo Síndrome de Stendhal :)

Bom para compensar o que aconteceu ontem- conto para os amigos depois. Hâ
A beleza cura- a arte cura.