quinta-feira, abril 26, 2012

Ruby Bridges






'"Em 14 de novembro de 1960, Ruby Bridges, uma menina de seis anos de idade, foi levada à escola em Nova Orleans, EUA, por uma escolta de policiais federais. A menininha foi pesadamente insultada e ameaçada de morte por uma multidão enfurecida. Assistiu às aulas sozinha: as demais crianças foram mantidas em casa pelos pais. Ruby Bridges era negra - esse era seu crime."

quarta-feira, abril 25, 2012

Mad men e otras cositas más



Penso em escrever aqui, mas deixo para depois e...
o virtual tem outra dimensão hoje para mim.
 
Tenho visto bastante Mad Men, o ator Jon Hamm é o meu homem ideal: bonito, inteligente, sensível e misterioso.
Lembro algumas pessoas com quem me relacionei. Tem algo de meu pai também, uma hora coloco a foto dele aqui, acho que já postei.
O seriado se passa na década de 60 e eu lembro de meus pais, minha mãe, sempre de saltos altos, a preocupação em estar sempre parecendo bem.
Os tempos mudaram, mas algumas pessoas mantém este comportamento- eu não.
A estória é bem plausível, cheia de hipocrisia, conflitos amorosos, perdas- como a vida.
 
 
Outro dia foi engraçado.
Acordei com o agente de saúde- contra o mosquito da dengue. Desci e mandei-o entrar.
Disse: Quase sempre vêm mulheres, hoje veio você.
Ele: Tenho certeza que já estive aqui pelo menos duas vezes.
Eu: Seu rosto não é estranho, mas não lembro...
Ele observando o quintal: Quando estive aqui, havia uma bananeira com frutos, uma delas rachada. Eu disse para a sra. que estava na hora de cortar e a sra. disse que o jardineiro disse que ainda não era hora.
Lembrei dele.
Putz! Minha memória está f. principalmente para fisionomias. nunca fui muito boa, agora...
 
 
Duas senhoras de 82 e 78 anos, assistindo aula de Pilates e foleando uma revista sobre.
A mais nova diz:
- Aqui diz que é bom para a vida sexual. Eu então comecei a minha há 2 anos.
A outra:
- Não tenho vida sexual faz tempo. Não temos homens...
Pois é...
 
Outro dia encontrei Dai, minha querida amiga, que começou virtual. Sinto saudades dela- foi morar em outra cidade.
 
Filhos por aqui, vou desligar e curtí-los.
 
 

terça-feira, abril 17, 2012

Bookcrossing com Jorge Amado



O livro que escolhi para soltar por ai foi Capitães de Areia, de Jorge Amado. Com certeza a pessoa que o pegou fará boa leitura e seguirá lendo outros livros.

Ver mais aqui.

As cores e o lúdico- beleza






Mais aqui

Chico e o livro de capa amarela










Terça-feira, 28/4/2009


Chico Buarque e o Leite derramado
Jardel Dias Cavalcanti

Do Digestivo Cultural

"Aqui tudo é construção e já é ruína." (Caetano Veloso/ Gilberto Gil)

Acaba de ser lançado pela editora Companhia das Letras o melhor romance brasileiro do ano, se não for, creio eu, o melhor de décadas: Leite derramado (Companhia das Letras, 2009, 200 págs.), de Chico Buarque. E o primeiro comentário que o livro merece receber é o de que esta é uma obra escrita por alguém que domina completamente a língua portuguesa e a linguagem literária. O prazer de se ler um livro escrito por quem é mestre na própria língua já é um prazer de per si. Ainda mais num país com uma tradição de escritores que não entenderam que a literatura é feita, antes de tudo e mais do que tudo, de linguagem, e não apenas pela nobre causa dos temas sociais.

Aliás, vale aqui um parêntese: o que tem enfraquecido a arte brasileira durante tanto tempo é esse vício social que acomete nossos artistas de querer sobrepor a realidade ao ofício do ato criador da própria obra de arte, que se traduz nessa busca desesperada por explicar nossas misérias mais do que fazer um excelente trabalho artístico. Como dizia Aristóteles, na sua Poética, em arte "o impossível se deve preferir a um possível que não convença". A arte precisa de artistas e não de sociólogos.

As lições da Poética de Aristóteles e Horácio estão dentro da obra de Buarque: "a quem domina a linguagem e o assunto escolhido não faltará eloquência nem lúcida ordenação". Não que Chico Buarque se dobre ao fazer clássico como engessamento do ato criativo ou com um preceituário de soluções práticas, como condenou Paul Valéry em sua Première Leçon Du Cours de Poétique, dizendo que na poética clássica "o rigor se fez regra e exprimiu-se em fórmulas precisas". Ao contrário, no caso do nosso escritor o próprio domínio da linguagem é usado contra essa ideia lhe dando a liberdade de brincar com a estrutura do romance, fazendo e desfazendo o plano narrativo com maestria rara e sendo essa mesma desarticulação e articulação um recurso que revela o próprio ponto de vista interior do velho personagem sobre a história que conta.

Podemos pensar em Leite derramado a partir da ideia de que não se pode confundir reportagem com arte. Embora a narrativa de Chico Buarque perpasse a saga de uma família de ancestrais portugueses do tempo do Império aos nossos dias, alimentando-se do mundo real e da História, não o faz com métodos científicos ou documentais; ao contrário, cria um universo paralelo e até antagônico a esse mundo real. Na verdade, complica-o um pouco mais. E se este livro tem motivação política, aí reside sua força crítica. Ou, parafraseando Albert Camus, "em arte a crítica se instala na verdadeira criação, não apenas no comentário". E ainda, seguindo a ideia de T. W. Adorno, no seu famoso ensaio "Lírica e Sociedade", "nada que não esteja nas obras, na própria forma destas, legitima a decisão quanto ao seu conteúdo, o poetizado ele mesmo, representa socialmente".

Entrar por essa clave em Leite derramado é o que farei a seguir. O romance narra os pensamentos de um velho preso a uma cama de hospital que se dirige ora à sua filha, ora às enfermeiras, recontando o que seria sua história pessoal dentro do contexto da própria história brasileira, do Império aos nossos dias, em suas mudanças sociais, econômicas e comportamentais.

À primeira vista parece fácil perceber isso, mas quem narra é a memória de um velho perturbado por um passado complicado, sendo essa mesma memória dominada por emoções que deságuam a todo momento sobre sua cabeça na forma de desafetos, traições, taras e, além do mais, a realidade próxima da morte. Então, o reino do narrador é o próprio reino da arte, aquela arte condenada por Platão como imprevisível, paradoxal, dominada pelos sentidos, por sentimentos mórbidos, fantasias ilusionistas, própria para loucos e videntes.

Alegoricamente, podemos pensar que uma história do Brasil só poderia ser escrita nesses termos, os termos da própria realidade brasileira, que é delirante, perversa, desconstrutiva, insólita, tingida por contradições, como a memória do personagem que a narra. Nesse ponto Chico dá uma lição aos historiadores pragmáticos e racionalistas, oferecendo a possibilidade de se tentar entender uma realidade delirante a partir do próprio delírio.

A decadência da família do narrador e a própria decadência do país, que vai da tradição assentada na estrutura do poder imperial até o poder atual, com o neto traficante de drogas que consome com seu avô algumas carreiras de coca, retraçam o percurso de uma sociedade perversa em todos os sentidos, da escravidão e seu correlato e consequente racismo histórico até o abuso de poder e total falta de pudor (o velho olhando e desejando a bunda da namorada do neto) em usar este poder.

"Estou nesse hospital infecto." Esta frase do narrador talvez traduza o sentido que o próprio personagem dá ao Brasil e sua história. Espécie de paciente terminal, o Brasil de Leite derramado é pessimista. O próprio título do livro nos dá essa ideia de algo que serve para nos nutrir mas que perdemos. Um Brasil que poderia ter sido, mas não foi e pelo visto nunca será. E adianta chorar sobre o leite derramado?

E é desarticulando a narrativa que percebemos de fato isso. Nos tornamos incapazes de organizarmos os sentidos atribuídos aos personagens, pois não sabemos se são reais ou se estamos sendo induzidos por uma memória perversa, tão perversa quanto a realidade que a criou ou do qual o personagem participou.

Este mérito do romance de Chico Buarque se sobrepõe a todos. Ele é capaz de provocar a emoção estética, ou seja, o arrebatamento que nos possibilita navegar em águas turvas, ter o sentido da impossibilidade de diferenciar real e imaginário, possibilitando-nos pensar ao mesmo tempo por ordem de um discurso histórico e outro fantasioso sem saber bem qual é qual. Lugar de nossa particularidade nacional esta de sermos uma mistura irreconciliável entre desejo irrefreável (de foder e poder?) e vontade de criar a civilização democrática? Sermos o lugar da riqueza e da violência que se apodera dessa riqueza e a transforma em opressão econômica, racismo, abuso de poder e na consequente descrença social num projeto de nação a ser construída democrática e historicamente por todos?

Perversão psíquica e perversão histórico-social se confundem na narrativa. Não sabemos bem quem domina quem, quem gera quem e o quanto isso é ao mesmo tempo fabuloso (no duplo sentido da palavra) e destruidor da ideia de uma possibilidade de se estabelecer qualquer realidade sob controle.

As entrelinhas são muitas, os ditos e não-ditos é que falam, o embaralhamento é a corda do trapezista sobre a qual pendemos, seja como leitores ou como partícipes da suposta "realidade" brasileira. Chico nos devolve a realidade do nosso país com inteligência histórica visível, sem pragmatismos políticos ralos, nos levando para dentro da geléia-geral traçada no próprio interior do romance enquanto linguagem.

"Quando você compilar minhas memórias vai ficar tudo desalinhavado, sem pé nem cabeça. Vai parecer coisa de maluco", diz o personagem em certa passagem do livro. E o nosso país, não parece coisa de maluco? Eu, por mim, diria sobre o romance, seguindo Platão, que não só é coisa de maluco, mas coisa de vidente. É o que Leite derramado é.

Portanto, nem tudo nesse país se perdeu, do caos de nossa miséria histórica surge a riqueza brilhante que é um escritor de altíssima qualidade, que além de já nos presentear com sua música genial, nos brinda agora com a maturidade literária que sempre sonhamos.

Como nota final chamo a atenção para a orelha do livro, sensível e inteligentemente feita por Leyla Perrone-Moisés, ultimamente a mais sofisticada crítica literária deste país.

Para ir além





Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 28/4/2009





Mulheres e obras

Frase de Cora Coralina



Em 2005 eu disse isso:

Lembrei hoje de algumas autoras que me marcaram de alguma forma, livros admiráveis, citaria:
Clarice Lispector, Ana Cristina Cesar, Susan Sontag, Ligia Fagundes Telles, Doris Lessing, Virginia Woolf, Katherine Mansfield, Muriel Spark( "Memento Mori"), Xinran ("As boas mulheres da China"), Maria Amparo Escaban ("A caixa de santinhos de Esparanza", Arminda Aberastuty, Anna Freud (especialmente pela dedicação ao pai), Hilda Hilst, Nise da Silveira...
Ainda : Elis Regina, Nana Caymmi, Billie Holiday, Bethânia, Adriana Varejão, Rosana Palazian, Frida Kahlo, Debora Colker, Fernanda Montenegro...

Acrescento hoje (2011) minha ex analista Nilza Rocha- que me virou ao avesso.

Fiquei pensando nas escolhidas e percebi que a escolha recaiu em mulheres que ousaram na vida e na obra. Dá para separar? Penso que não.

segunda-feira, abril 16, 2012

Livros- dicas






Ainda não sei que perfil terá este blog, vou tateando.

Esta semana, como já disse, estive em ebulição mental, e estou a pensar (gosto desta expressão de nossos patrícios) nas mulheres. Mesmo concordando com a Sheila e outras que disseram que são contra esta comemoração, também acho que é como qualquer outra data, usada pela mídia e comércio- nem Natal eu gosto! Mas não foi possível não pensar.
Lembrei de livros que li, pouco conhecidos, sobre mulheres e recomendo:

“Corpos frágeis, mulheres poderosas”.
De Maria Martoccia e Javiera Gutiérrez.
Ed Ediouro.
Adorei, tem biografias curtas de mulheres admiráveis como: Frida Kahlo, V. Woolf, Billie Holiday, Madame Curie, M. Callas e outras. É ótimo, não deixe de ler, você lê com facilidade e traz aspectos muito interessantes destas mulheres.

“A caixa de santinhos de esperanza” de Maria Amparo Escaban.
Bela história de uma mulher que nega a morte da filha e viaja atrás do paradeiro fazendo uma rica viagem interior.

“Memento Mori”” de Muriel Spark.
Divertido, fala da morte de forma leve, os personagens são todos velhos e divertidos. A protagonista é uma ex escritora muito famosa. Há um leve tom de mistério, todos recebiam telefonemas anônimos estranhos falando de morte, mas nada que assuste, é muito gostoso.

“As boas mulheres da China”
de Xinran
Ed. Ediouro
É de uma chinesa, jornalista, que conta histórias comoventes e reais. É um livro que todos, homens e mulheres, deveriam ler. Mostra o sofrimento das mulheres chinesas, da submissão. É muito bom.

“Mulheres Alteradas”
de Maitema
É ótimo, são charges, fantásticas, Maitema conhece muito bem a cabecinha das mulheres. É um tratado de psicologia sobre o comportamento das mulheres, uma espécie de “Radical Chic”, mais abrangente, a “Radical” é carioca, moderna, as personagens da Maitema são universais.

“História das mulheres do Brasil” Coordenação de textos de Carla Bassanezi.
Ed. Contexto

Imprescindível se você quer entender a mulher brasileira, encontramos histórias de mulheres fantásticas de séculos anteriores. Aqui no R.G.do Norte tivemos Nísia Floresta Brasileira Augusta, o nome já diz muito, uma grande figura, procurem ler, uma mulher que viveu a frente do seu tempo.

Alguns de vocês devem conhecer estes livros todos, mas eu dei a dica porque às vezes fazendo palestras eu cito a Maitema e tem muita gente que não conhece. A Maitema é, talvez, a Mafalda adulta, com filhos adolescentes. Mafalda, de Quino é outro livro que adoro, tenho a coleção completa e me delicio sempre que abro, aliás, eu penso em colocar um desenho da Mafalda no lugar da minha foto, eu tenho muito da Mafaldita, questiono tudo, e houve um tempo em que me parecia mais ainda porque usava um cabelo grande, como o da Gal, mas sou mais bonitinha que ela, viu?

E a “Radical Chic”, todos conhecem? Nós cariocas somos todos fãs de Radical, uma mulher moderna e complicada, desenhada com talento pelo Miguel Paiva, se você não conhece procure conhecer, é a cara da mulher moderna, está no Jornal O Globo, você pode ver lá.

Você lembrou de livros e gostaria de dar uma dica?

O encanto de Kafka- Arquivo




Acordei às seis e meia e havia um arco-íris no meu ‘quintal’. Sonada esperei que se diluísse, demorou uma eternidade.

Há um rio aqui atrás, se eu olhasse mais a janela ao amanhecer, possivelmente veria muitos arco-iris- já vi alguns.

Sonhei que estava num guichê fazendo um pagamento- faltava quinze minutos para o Banco fechar, eu aflita não acho o dinheiro e digo para a caixa que vou em casa buscar, que era perto- saiu apressada e deixo minha carteira no balcão, percebo no sonho que corria o risco de não encontrá-la mais.
Acabei de ler pela manhã o conto “O foguista” de Kafka. Não sei fazer análises literárias, mas foi um dos melhores contos que li. É maravilhosa a narrativa, a forma como ele prende o leitor, ficamos a espera de que algo inesperado aconteça- e acontece, claro. É um texto atemporal porque nos revela o humano, a injustiça, a delicadeza. Está no livro “Contemplação/ O foguista” da Cia das Letras com outros contos também incríveis- muitos curtinhos. Um deles, “Olhar distraído para fora”, ele narra o que o personagem vê da janela, fala da sombra no rosto da moça na rua, maravilhoso!

Kafka foi um escritor excepcional, pena ter morrido tão cedo- completaria 41 anos- imaginem se ele tivesse vivido mais as maravilhas que teria deixado. Este conto, “O foguista”, Rilke considerou melhor que “Metarmofose”. Não sei fazer estas comparações, este é delicioso de se ler também. É o primeiro capítulo do livro “O desconhecido”, este eu não li ainda.

Publicado em 2011- abril.

sábado, abril 14, 2012

Ah! É, é...





Ele está sempre me ouvindo :)



Interessante o comportamento da gente. Eu amo o blog- foi uma das coisas mais importantes dos últimos anos- o primeiro post foi em março de 2005! Através dele conheci muita gente legal, alguns viraram amigos para sempre.

Continuo narrando internamente o que escrever aqui, mas ficou mais difícil colocar. Por que? Porque a vida melhorou. É mais fácil ser triste para ser ouvida. O dramalhão faz sucesso em qualquer boteco :) Não que eu invente tristezas, não, mas ela se foi, apenas pequenas dores, que se apagam.. Ulalá! Amém!

 Depois da viagem ao Rio eu fiquei mais feliz- reencontrei amigos, amores antigos, resgatei o afeto- senti conforto. Encontrei pessoas importantes para mim, como ex analista, ex terapeuta- professor. Revi colegas da sociedade de psicanálise, prédio onde morei, porteiro, comerciantes da rua... eu era muito conhecida no pedaço...:) afinal, morei em Ipanema, no mesmo lugar 30 anos. Trabalhei no mesmo prédio mais de 25 anos. Ali estudava e trabalhava. Aconteceu de ex clientes perderem meu endereço e voltarem ao edifício, me encontrarem- eu mudei de sala 3 vezes! Não tinha sala própria.

Tenho curtido a casa mais do que antes, agora estou cuidando mais do jardim, planto, replanto, podo, coloco adubo, estas coisas. Eu me conciliei com a terra- como me desejou o Raduan, quando falamos na última vez. A terra é generosa. Lembrei da carta de Pero Vaz...

Faço associação livre aqui, interpreto meus sonhos, procuro entender tudo que acontece comigo, com o que me envolve.

No consultório tenho sucesso com os clientes que sentem-se cada dia melhores, claro que há recaídas, dias difíceis, mas quem não os tem? Eles crescem e eu fico feliz por poder estar ali, ouvindo-os, dando uns pequenos toques. Fiz análise desde os 23 anos. O primeiro analista foi o Leon Capeller, na Rua Barata Ribeiro, numa salinha pequena. Tive vários analistas. Tenho muitos anos de divã. Muitos... er de 1971 até... 2011- com alguns hiatos.

Hoje não tenho vontade de fazer análise- é preciso querer fazer- não quero. Tive alta de um analista didata(sabem o que é isso?) rs- Lourival Coimbra... sinto saudades dele, ainda é presente na minha vida. Nilza Rocha está com quase oitenta anos e atende no mesmo prédio onde me analisei por mais de sete anos. Lembro do cheiro de lá- ela tem um desenho meu na sala de espera- tão delicada. Há pessoas que pensam que analistas precisam ser rudes, frios. Ledo engano. Pobre dos analisados.

Hoje alguém foi invasiva comigo- uma mulher- quando disse de forma indelicada que eu precisava de análise e que não estava a fim porque estava resistindo e não queria saber do meu sintoma. Mandei catar coquinho no asfalto? Não. Mas tive vontade. Como uma jovem, que nem acabou ainda a faculdade pode dizer uma grosseria destas para uma sra como eu, psicanalista das antigas, com formação formal, análises, supervisões, experiência clínica?

 “Ah! É, é...” Lembram daquele personagem cômico que não sabia responder na hora, só depois?

Ah! É, é...

quinta-feira, abril 12, 2012

Solte um livro por ai





Luma, blogueira de longa data, como eu, está coordenando um Bookcrossing blogueiro.

Se você não sabe o que é isso, entre aqui, onde está tudo muito claro.

 Vou começar a postar os comentários de livros que fiz estes anos. Não sou especialista, apenas digo o que sinto. Há livros que me encantam, outros que não consigo ler- pode ser momento, já aconteceu de tentar ler algo e não conseguir e anos depois me deliciar com o mesmo livro.

Vamos doar livros que não leremaos mais, tenho muitos, sou ciumenta, sempre acho que um dia lerei, mas há alguns que sei que jamais abrirei novamente, nem meus filhos. Minha mãe tem uma boa biblioteca também, mas nos dela não mexo- são dela e não gosta de dar, apenas empresta com a condição de que devolvam- eu retenho alguns aqui- confesso, mas estão bem guardados comigo.

Há pessoas que nunca tiveram um livro, nunca compraram nem ganharam. Que tal dar um livro de presente ou deixá-lo ao acaso para quem o pegar?

Vamos lá! Entrem nesta onda, que é saudável.

Ah! o dia do livro é 23 de abril, vi agora.